Kristen Stewart falou com a Variety sobre seu novo filme, Happiest Season, e como foi colaborar com Clea DuVall, Mackenzie Davis e Dan Levy. Além disso, a atriz também se posicionou sobre o debate atual em que personagens gays só devam ser interpretados por atores gays. Confira:

Eu achei Happiest Season um encanto. Como chegou até você?
Clea me enviou para ver se eu queria ajudá-la a encontrar o resto do elenco, e começar cedo em termos de definir a personagem e fazer algo entre nós duas. Achei uma oferta muito generosa porque quando eu li o roteiro, pareceu completamente pessoal – como uma história que ela estava querendo contar há muito tempo.

Nós tivemos uma reunião no início e eu soube imediatamente que íamos fazer isso juntas, e que seria algo que iria refletir nós duas. Eu sempre a amei – fiquei um pouco chocada que ela é tão boa com comédia, em escrever algo engraçado. Eu a levei a sério demais durante minha vida toda, entende? O roteiro me fez ficar muito curiosa sobre ela.

Vocês criaram a personalidade da Abby juntas?
Abby é completamente a Clea. Obviamente, ela entende essas duas personagens muito bem. Mas a Abby é absolutamente ela, toda sua natureza excêntrica. Toda vez que eu precisava encontrar a Abby novamente e parar de ser eu mesma – o que foi fácil de fazer nesse caso – existe esse pragmatismo e uma seriedade direta na Clea que não é como eu, que eu realmente amei colocar no repertório dessa pessoa. O que quer que um casal queer de mulheres seja para as massas, que não estão necessariamente acostumados com isso vivendo em suas casas no Natal, eu realmente queria que essas pessoas parecessem vividas e completamente realizadas. Mesmo que a história seja sobre alguém se entendendo com sua identidade, eu ainda acho que essas meninas se conhecem implicitamente em um vácuo. E elas não estão confusas – são as outras pessoas que estão com dificuldades de aceitá-las.

Eu queria que essas pessoas estivessem completamente desenvolvidas antes do início porque o filme começa muito rápido. Essa era uma espécie de combinação entre Clea e eu, e nossas experiências envolvendo revelações, estar em relacionamentos e ser idealistas românticas. E também pessoas que são um pouco esquisitas e não muito boas em um cenário familiar novo – destacar o humor nisso.

Basicamente, ela é aquela personagem que faz um resposta muito simples ficar complicada, e eu pude trazer aspectos de mim mesma para ela. Definitivamente tirei muita inspiração da qualidade do seu tom – ela se expressa muito diretamente. Ela é tipo, ”Oi, como vai? Estava pensando em você.” Eu me comunico mais lateralmente.

Eu queria ter orgulho do casal. Queria dizer que gosto dessas pessoas, entende?

Entendo! Você já interpretou alguém desajeitada e encantadora antes? Não consigo pensar em outra personagem.
Não, acho que não. Digo, talvez na vida real – desajeitada, com certeza. Encantadora, estou sempre tentando. Mas não, não em um filme.

Quais conversas você, Clea e Mackenzie Davis tiveram sobre como deveria ser o relacionamento?
A Mackenzie foi uma carta na nossa manga. Realmente não consigo imaginar alguém que eu não estaria no meio do filme tipo, ”Tudo bem, estou indo embora!” Ela tem essa natureza aberta, extremamente gentil, consciente e encantadora. Eu não consigo ficar brava com essa pessoa! Eu realmente gosto dela.

Ela é apresentada no início do filme como alguém que me dá coragem. E então, de repente ela se torna essa pessoa que realmente carece dessa segurança e não está sendo honesta, e isso não reflete nem um pouco sobre quem Abby pensou que ela era no início. É uma revelação muito chocante. Claro, o público deve ficar com medo de que elas não voltem a ficar juntas, mas é uma comédia romântica – elas vão ficar juntas!

Meu problema era, eu nunca queria perder o afeto por ela. Nunca queria que as pessoas ficassem tipo, ”Sinceramente, ela precisa se resolver logo – tipo, foda-se ela!” Eu dizia constantemente para a Clea, ”Você não acha que eu deveria ir lá e falar ‘Hey, amor, você está bem?’” e ela dizia ”Não! Você está com raiva dela!” Nós passamos por isso com muito cuidado e com muita consideração por esse relacionamento ser tão sólido que poderia realmente resistir a algo tão traumático assim. Porque se você resumir a história ao que realmente se trata, é sobre uma mulher crescida, uma mulher de 31 anos de idade, se assumindo para a família. Geracionalmente falando, isso é extraordinário. E é tão comum em termos de o quão acelerado ocorreu esse crescimento – nós não tínhamos um filme assim apenas há alguns anos. E agora, se você fosse contar para alguém 10 anos mais novo do que eu que estamos fazendo um filme sobre uma mulher se assumindo para seus pais quando ela tinha 30 anos, eles ficariam tipo, ”O que? Isso é insano.”

Essas pessoas sempre sentiram que estavam em um relacionamento real e que mereciam ficar juntas – só pareceu mais importante por causa do aspecto queer disso.

Você e Dan Levy juntos – ouro puro. Como vocês estabeleceram essa dinâmica?
Créditos à Clea por ver o potencial dessa dinâmica e para a energia do Dan por ser algo tão fácil de ser enaltecido. Tenho tendência em falar devagar e emocionalmente. Não sei se é porque estou nervosa – ou sei lá o que – mas algumas vezes eu vou atrapalhar um pouco as coisas. Em uma comédia, isso não é bom. E eu não conseguia fazer isso com ele! Eu sentia que queria continuar.

O momento em que ele me olha e descreve sua história com a revelação e me encoraja a ver como pode ser difícil de uma perspectiva diferente – parece histórico. Eu fico tipo, estamos em um filme, mas também foda-se o filme! Estamos em 2020 e assisti-lo dizer aquilo naquela cena parece tão diferente e legal. Sinto muita sorte de ter estado com ele. Naquele momento, é como uma rara oportunidade de sentir como se tivéssemos levantado uma bandeira ali.

Totalmente. É um filme tão inteligente porque é tão convencional, em termos de ser uma comédia romântica e uma comédia natalina. Mas só o fato de ser um filme natalino lésbico, se torna político e importante. Existia esse sentimento enquanto vocês estavam filmando?
Absolutamente. Eu realmente admiro a Clea por não ser desafiadora e por não ser reativa ao mundo e fazer algo acolhedor. Fiquei muito feliz por ser convidada para algo que estava, por falta de um termo melhor, escondendo os vegetais. Porque acho que não estamos escondendo nada, está bem claro o que estamos dizendo.

Ao mesmo tempo, é apresentado de uma forma muito diferente de algo que parece com medo ou raiva. Parece avançado e aberto. Digo, não precisa ser uma coisa elaborada para ser politizado!

Parece muito verdadeiro e muito atual. Eu amo um pouco de desafio e raiva, e uma exposição crua e apaixonada. Mas nesse caso, o fato de que você pegou o telefone e disse que foi “encantador”, fico muito feliz de ouvir isso. Porque esse era o objetivo.

Muitas pessoas sentem que é importante atores gays interpretarem personagens gays, após muitos anos em que não era o caso. Qual sua posição sobre isso?
Penso nisso o tempo todo. Por ser alguém que teve tanto acesso ao trabalho, eu vivi em uma abundância criativa. Sabe, uma jovem menina branca que era hétero e só foi ser gay mais tarde e é, tipo, magra – entende o que estou dizendo? Eu reconheço que comecei a trabalhar.

Eu nunca iria querer contar uma história que deveria ser contada por alguém que passou por aquela experiência. Dito isso, é uma conversa escorregadia porque isso significa que eu nunca poderia interpretar outro personagem hétero se vou exigir que todos cumpram essa regra à risca. Acho que é uma área cinzenta. Há jeitos para homens contarem histórias de mulheres ou jeitos de mulheres contarem histórias de homens. Mas precisamos realmente nos importar. Você tem que saber onde é permitido. Digo, se você está contando uma história sobre uma comunidade e eles não estão de bem com isso, então vai embora. Mas se eles estão de bem e você está se tornando um aliado e parte disso, se existe algo que te levou até isso em primeiro lugar e que o torna dotado unicamente de uma perspectiva que vale a pena, então não há nada de errado em aprender sobre o outro. E portanto, ajudar outros a contar histórias. Então, eu não tenho uma resposta certeira para isso.

Vou te dizer, Mackenzie não é alguém que se identifica como lésbica. Ela era a única pessoa na minha mente que poderia ter interpretado esse papel comigo. Algumas vezes, falando do ponto de vista artístico, você é atraído por um certo grupo de pessoas. Eu poderia defender isso, mas tenho certeza que alguém com alguma perspectiva diferente poderia me fazer me sentir mal – e então me fazer voltar atrás em tudo o que eu disse. Eu reconheço o mundo em que vivemos. E eu absolutamente não iria querer pegar a oportunidade de outra pessoa – me sentiria péssima com isso.

Então, minha resposta é: pense no que você está fazendo! E não seja um babaca.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Durante a divulgação de Happiest Season, Kristen Stewart conversou com um grupo de jornalistas internacionais sobre o filme e aproveitou para responder algumas perguntas sobre seu próximo projeto, Spencer, onde interpretará a princesa Diana. Separamos algumas citações abaixo, já que a entrevista conta com frases que já foram publicadas anteriormente aqui no site, confira:

“Eu cresci em uma época em que ninguém sonharia em fazer esse filme comercialmente, seria algo bem alternativo e menor para as pessoas em minoria.”

“Eu sei a diferença entre o mundo em que vivemos agora e o de anos atrás. Eu diria que as pessoas mais jovens do que eu, me inspiram mais do que a minha geração.”

“A maioria das comédias românticas são sobre uma menina e um cara e a agitação que acontece entre essa dinâmica. E essa dinâmica é engraçada e o motivo pelo qual cresci amando comédias românticas. Mas eu queria ver o que acontece entre duas meninas em um relacionamento tentando funcionar no mundo em que vivemos. Happiest Season é o primeiro e é uma oportunidade legal de quebrar esse gelo.”

“Primeiramente, preciso dizer que estou obcecada com The Crown. Eu vou dormir ouvindo as entrevistas da Diana para ter a voz dela na minha cabeça. Eu quero conhecê-la e senti-la o máximo que puder.”

“Eu lembro de quando Diana morreu, eu era muito, muito nova. Foi a primeira vez que vi aquele tipo de luto. Não cresci tendo uma conexão enorme com a Diana pessoalmente, não é algo que esteve na frente da minha mente.”

“Não cresci na Inglaterra, sou obviamente de Los Angeles, então há um certo distanciamento. Mas para mim, ela parece alguém que mesmo em sua maior vulnerabilidade tinha uma empatia e por isso tinha uma conexão com seus fãs, porque ela era tão isolada e solitária em sua vida.”

“Agora estou sempre me perguntando, ‘O que a Diana acharia?’ e no dia da eleição, eu pensei, ‘Diana estaria gritando de felicidade’.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen Stewart conversou com o GMA Network durante a divulgação de Happiest Season e falou sobre sua própria experiência ao se assumir, sobre o Natal e família. Confira:

Nesse filme, os pais não fazem ideia de que sua filha é gay. Você pode compartilhar conosco como foi se assumir para seus pais?
O que eu amo sobre esse filme é sobre como defende a variação de histórias de revelação – que todos tem uma experiência diferente com isso. A minha foi bem única nos termos de que não lidei realmente com isso. Não quero que isso soe errado, mas eu realmente não liguei sobre como ia afetar todo mundo e nunca tive um momento em que realmente me assumi. Apenas me apaixonei por uma mulher pela primeira vez.

Não foi esse sentimento de alívio, foi realmente mais surpreendente. Senti que minha vida estava se abrindo de um jeito que eu nunca havia considerado realisticamente. Então, em vez de dizer aos meus pais, ‘Hey, queria contar uma coisa para vocês, odeio ter que avisar que…’ [Risos] Eu não penso nisso nesses termos porque tive muita sorte, porque não pensei que era uma coisa ruim. Então, foi como se houvesse uma pessoa nova na minha vida. Dito isso, eu não contornei todo o desconforto em termos de identidade e sexualidade. Crescer onde eu cresci na época em que eu cresci, acho que você teria que ter menos de 20 anos de idade e viver em uma cidade dos Estados Unidos para realmente sentir. Acho que você precisa ter 15 anos e viver em Nova York ou Los Angeles ou uma cidade metropolitana para se sentir verdadeiramente intocado pelo julgamento malicioso.

Estou certa de que cresci pensando que isso não seria o que eu teria escolhido, ser lésbica é mais difícil, nojento e estranho. As pessoas pensam que é nojento e estranho. Na escola pensam que é estranho. Não há uma maneira de contornar isso. Então, eu me relaciono com o sentiment de ser diferente e no filme ser confiante com isso, porque acho que Abby realmente se conhece e ela quer ajudar Harper a desestigmatizar esse sentimento. Mas ao mesmo tempo, não é um sentimento popular se sentir tão confortável quanto eu me senti e eu sei como é conversar com alguém que se sente diferente. É incontrolável e eu diria que metade do país não se sente desse jeito, sendo otimista. [Risos]

Então, é difícil dizer que eu não tive uma história de revelação enquanto vivemos no mundo em que vivemos, mas tudo bem. Eu contei para meus pais que eu tinha uma namorada, estava apaixonada por ela, era uma coisa nova e eu realmente senti esse próximo passo na minha vida onde tudo se abriu. Não parecia que eu tinha percebido algo e descarregado.

Nesse filme, você está pronta para propor casamento para sua namorada. Você já pensou em casamento? É algo que você consideraria?
Sim. Eu gosto de tradições, declarações de qualquer tipo. Amo uma grande declaração. É engraçado, a melhor coisa da vida é saber de algo, porque realmente nunca acontece e é um sentimento raro quando você tem certeza de alguma coisa e fincar uma estaca no chão desse jeito é algo que acho atraente.

Dizendo isso, tenho sentimentos complicados sobre a natureza santimonial de tudo isso. Eu diria que casaria do meu próprio jeito, mas não necessariamente faria isso. Você pode se prometer para alguém na frente de várias pessoas e não fazer isso do jeito que foi apresentado para você durante sua vida inteira. Mas ainda me sinto inspirada pelo compromisso de tudo isso.

O casamento inclui filhos? Um lar tradicional?
Quatro paredes, uma porta forte, uma lareira para te manter aquecido. [Risos] Sim, é claro. Claro, eu quero uma família, absolutamente. Quero todas as coisas que pessoas normais querem.

Se assumir não foi uma grande coisa para você ou seus pais, mas foi para seus parceiros de negócio? Você precisou acalmá-los?
Não levo crédito por esse momento. Realmente era eu como indivíduo crescendo com o tempo e senti que não havia jeito – primeiramente, eu não estava vivendo no armário. Eu sempre segurei a mão da minha namorada em público e contei para meus pais – mas eu não gosto de contar coisas muito pessoais para pessoas em entrevistas porque parece que vão pega-las e vender por dinheiro.

Tipo, com licença, isso é meu e eu só percebi isso quando olhei para cima. Foi uma mudança de vida dizer isso e eu não percebi que não havia dito ainda, entende? Me senti indignada também. Fiquei tipo, estou completamente assumida. Eu beijo minha namorada na rua o tempo todo. As pessoas tiram fotos todos os dias. Sou obviamente gay, mas havia algo sobre dizer isso que estava sendo ouvido e colocado em uma plataforma assim, então é incrível se isso dá coragem para as pessoas, sou assumida e é ótimo.

A diretora vê esse filme como um de Natal, não muito como um filme gay. Então, como você comemora o Natal? Quais são suas tradições?
Não moro com meus pais desde os 17 anos, mas sou obcecada com a árvore porque quando eu era mais nova, se eu não fizesse acontecer, não iam decorar até a véspera do Natal, que eu sei que é a tradição para algumas pessoas. Mas eu quero ver a árvore decorada por um mês. Eu quero sentar perto dela e aproveitar por mais de uma noite. Então, sempre fui eu quem enfeitava.

Agora eu que tenho as decorações de Natal da minha família. Elas ficam na minha casa porque eu sou a única obcecada com a árvore. Eu gosto de decorar sozinha. Não tenho que ir comprar um monte de bolas, cresci com cada coisa que coloco na minha árvore. Eu tenho as decorações desde muito criança. É a minha parte favorita. O Natal começou e eu gosto de um mês disso.

Como você planeja celebrar esse ano?
Todo Natal eu como comida tailandesa porque moro perto de Thaitown e é o único restaurante aberto. Para ser honesta, meus planos esse ano são estranhos porque você não pode ver ninguém, mas vou ver minha mãe. Vamos fazer os testes antes porque há muitos lugares para fazer testes em Los Angeles agora. Provavelmente vai ser difícil nesse dia, mas vou para a fila fazer isso.

Minha família é um grupo misturado. Nós ficamos na cozinha, comemos e talvez trocamos presentes. Não é mais sobre os presentes, é só sobre ficar no mesmo lugar na mesma hora e falar oi. É engraçado o que faz o Natal ser diferente. É literalmente essa coisa onde você acorda e ‘Meu Deus, é Natal. É Natal agora.’ E o dia fica diferente, todos os passos são diferentes. Coisas pequenas fazem isso ficar especial. Mesmo que seja diferente esse ano, elas estarão lá.

Qual você acha que é sua maior vocação?
Eu quero ser cineasta, quero fazer filmes. Realmente há essa direção fanática na minha vida e não imagino me afastar de contar histórias através do cinema, mas ao mesmo tempo, essas experiências sempre me levam para as experiências mais pessoais que já tive e tudo o que descobri na minha vida foi através do cinema. Realmente quero continuar fazendo isso, mas quem sabe aonde isso vai me levar.

O que você faz para melhorar seu bem-estar e dizer adeus para as vibrações ruins?
Eu amo kickboxing, amo meus cães. Sou uma pessoa muito otimista, sou muito positiva naturalmente. Obviamente, nem sempre é fácil, especialmente recentemente com o medo que tomou conta desse ano, foi muito intenso, e eu achei interessante como meu corpo reagiu a isso. Eu tive mais ansiedade quando era mais nova. Não dormia muito bem. Estou dormindo melhor agora. Tenho sorte de estar em uma época tão horrivelmente intensa. Me sinto ótima pessoalmente. Digo isso completamente ciente do mundo em minha volta.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen Stewart participou do The Kelly Clarkson Show ao lado de suas colegas de elenco em Happiest Season, Mackenzie Davis, Mary Steenburgen e Mary Holland, que também escreveu o filme com a diretora Clea DuVall. Confira os vídeos legendados abaixo:

ComingSoon visita o set de Happiest Season
21, nov
postado por KSBR Staff

No início do ano, durante as filmagens de Happiest Season, alguns sites foram convidados a visitar o set do filme natalino e entrevista o elenco e diretora do filme. Confira abaixo mais uma visita traduzida:

Era fevereiro de 2020, mas o Natal havia chegado mais cedo em Pittsburgh, Pensilvânia, na forma de Happiest Season, e ComingSoon.net estava lá para captar as vibrações do Natal para o segundo projeto de Clea DuVall na cadeira do diretor.

Esta comédia romântica orgulhosamente queer, estrela Kristen Stewart e Mackenzie Davis como um casal de lésbicas, coabitando alegremente no moderno bairro de Lawrenceville. Com o feriado se aproximando rapidamente, as duas estão considerando grandes passos em seu relacionamento. Abby (Stewart) está planejando fazer a proposta de casamento e até comprou um anel para a ocasião. Pela primeira vez, Harper (Mackenzie Davis) está trazendo sua namorada para casa no Natal. Esse pode ser o momento perfeito para um pedido de casamento – exceto que Harper ainda não saiu d0 armário para sua família. Isso coloca Abby na situação embaraçosa de ser a ”amiga de longa data” em reuniões de família, e conforme você assiste isso de maneira desconfortante, os pais de Harper (Mary Steenburgen e Victor Garber) pressionam fortemente para ela se reencontrar com seu namorado do colégio, Connor (Jake McDorman).

Embora existam muitas comédias românticas centradas nas festas, relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo raramente têm sido o foco. Isso, por si só, torna a Happiest Season um filme único. Isso também o tornou pessoal para a co-roteirista e diretora do filme, Clea DuVall. Dois dias antes do final da produção, ela se sentou com um bando de repórteres, todos reunidos ao lado de uma árvore de Natal em um restaurante com painéis de madeira fora de Pittsburgh, para compartilhar como esse projeto surgiu.

“Adoro filmes de Natal”, começou DuVall. “Eu amo como eles se tornam parte de nossas vidas de uma forma em que outros filmes simplesmente não fazem. E eu nunca tinha visto minha experiência representada, como homossexual e como alguém que passava a maior parte das minhas férias com a família de outras pessoas. Eu senti que era um espaço muito rico para atuar.”

Stewart concordou sinceramente. Em uma entrevista em pares com Davis, ela falou sobre como a leviandade inerente ao gênero de comédia romântica natalina é parte do que a atraiu para Happiest Season. “Eu amei o roteiro. Foi um grande alívio”, explicou a atriz abertamente queer, “parecia que não se sentia obrigada a se esforçar demais”.

Enquanto Happiest Season segue uma longa linha de histórias de aceitação, ele se mantém fiel à alegria do feriado e não se aprofunda no drama. “Não há vilão nenhum,” Davis compartilhou, observando que os pais de Harper nem mesmo são homofóbicos. Eles simplesmente não foram “expostos” à verdade dela ainda.

Stewart ficou abismada com a diversidade do filme, não apenas na representação, mas também no tom de como ele se forma. “Não precisa ser tudo sobre o quanto dói não ser aceito do jeito que você é, mesmo que isso seja um elemento [de sua história],” declarou Stewart. “Foi isso que me fez sentir um alívio,” explicou ela, “que não foi tipo, ‘Oh, seus pobres homossexuais!’”

Com um brilho nos olhos e seu sorriso torto característico, Stewart acrescentou: “[Happiest Season] é uma história de amor realmente linda – e uma história de revelação – sobre duas mulheres que ainda não existe… Eu teria ficado com tanto ciúme – e também muito animada – por ver isso acontecer sem mim. Mas eu pertenço aqui, porra.”

Na verdade ela faz realmente parte.

DuVall reuniu um elenco incrível que se orgulha de seus artistas, incluindo Stewart, Victor Garber e Dan Levy (de Schitt’s Creek, que domina o Emmy). Sobre suas escolhas de elenco, a escritora/diretora lésbica disse: “Foi muito importante para mim neste filme ter todos os diferentes tipos de representação: ter atores gays interpretando papéis gays e atores gays interpretando papéis heterossexuais e atores heterossexuais desempenhando papéis gays. Ter tudo isso – eu acho – é muito importante, porque também sou uma atriz que interpretou muitos papéis heterossexuais e gays e todos os tipos de coisas diferentes. Eu realmente queria encorajar isso no meu elenco.”

Ela também trouxe a representação queer para o plano de fundo, convocando a comunidade LGBTQIA+ de Pittsburgh para uma cena de grande clube a ser filmada no último dia de produção do filme. “Acontece em um bar gay,” DuVall revelou sobre a cena ainda a ser filmada, “e eu realmente gostaria de ter a comunidade conosco e nos apoiar e ser parte dessa cena específica. E também, no nosso último dia, acho que seria uma maneira muito boa de sair.” Com uma estrondosa de celebração, por assim dizer!

No entanto, você não precisa fazer parte do cenário da comunidade LGBT ou ser versado em sua cultura para aproveitar a este filme. Repetidamente, o elenco e a equipe técnica enfatizaram que esta é uma história universal em sua essência. Davis explicou sobre a jornada de Harper: “Embora seja definitivamente uma história de revelação, é também essa história é de amadurecimento de ter que unir sua identidade de adulto com sua identidade dentro de sua unidade familiar, e como você tem que regredir um pouco antes de poder unir essas duas personalidades, porque sua família pode não estar pronta para aceitar seu eu adulto.”

Esse arco se reflete nas linhas das irmãs mais velhas de Harper, Sloane e Jane, interpretadas por Alison Brie e a co-escritora de Happiest Season, Mary Holland. Em uma entrevista com Garber e Steenburgen, foram dados detalhes sobre como cada filha está indo contra as expectativas de seus pais. “Assim, cada uma de nossas filhas passa por uma jornada, e nós fazemos uma jornada com elas”, explicou Steenburgen, observando: “É engraçado, mas quando eu realmente penso em minha própria família, há uma versão de todas essas histórias trançadas. Na maioria de nossas famílias, todos nós temos alguém que tem medo de contar a verdade sobre alguma história. E [há] pais, que têm ideias absurdas sobre o que a vida deve ser. Há muito humor e verdade nisso.”

Com um sorriso caloroso, Garber acrescentou: “Haverá muitas crianças que serão afetadas por isso da maneira certa e dirão ‘Não estou sozinho’. Não bate na sua cabeça. É tão doce e gentil, como um filme de Natal deveria ser.”

O poder do filme de Natal é inegável. Steenburgen teve uma carreira histórica, lidando com muitos gêneros diferentes e ganhando elogios, bem como um Oscar. No entanto, ela nos disse que as reações que obtém por causa da Elf são distintas. “Eu amo este gênero”, declarou ela, “porque você recebe feedback diferente de seus fãs e das pessoas sobre os filmes de Natal do que qualquer outra coisa”.

“[Os filmes de Natal] costumam ser vistos como uma família”, ela continuou, “as pessoas costumam ter uma tradição em torno disso. E há algo tão adorável nisso.” Steenburgen observou que se orgulhava de fazer Happiest Season como fez em seu filme, Filadélfia, um drama contundente de 1993 que desafiou a homofobia. “Vendo o impacto que [o filme] teve nas famílias que não estavam acostumadas com a ideia de alguém ser gay”, disse ela, “foi importante para mim estar no que acredito ser o primeiro filme de férias que tem um casal gay o centro de tudo – ao contrário do cunhado de alguém ou o que seja.”

Finalmente, Holland falou com ela e com as esperanças de DuVall de como Happiest Season poderia ser recebido.

“Nós duas realmente queríamos fazer um filme clássico de Natal; um que fosse acessível a todos ”, explicou. “Estou tão emocionado por termos essa representação [LGBTQA +] porque já deveria ter sido feita há muito tempo. Eu realmente espero que, ao torná-lo compreensível para todos os públicos, ajude a incutir esse tipo de aceitação e compreensão e uma conversa mais ampla. Queríamos que fosse algo que tivesse uma boa representação, mas também fosse tão divertido e identificável para todos”.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen Stewart e Mackenzie Davis conversaram com o The Guardian sobre Happiest Season, a amizade entre as duas, a abundância repentina de conteúdo queer e até debatem sobre Simplesmente Amor. Confira:

”É um filme natalino gay,” diz Kristen Stewart. ”E eu sei que é irritante rotular isso logo de cara, mas, para mim, isso é extremamente atrativo e parece como… um grande alívio.”

Silenciosamente e discretamente, Happiest Season parece grande coisa. É uma comédia romântica festiva, dirigita por Clea DuVall, e estrela Mackenzie Davis como Harper e Stewart como Abby, um casal forçado a viajar até a família rica e conservadora de Harper no Natal. Durante cinco dias frenéticos, elas têm que fingir ser amigas que moram no mesmo apartamento, por medo dos pais de Harper descobrirem que elas estão juntas. Embora esses ingredientes possam criar um drama potencialmente pesado, Happiest Season os transforma em comédia, encontrando momentos tocantes em meio ao caos e estupidez escritos intensamente. É engraçada, ambiciosa e é a primeira comédia romantica natalina gay convencional.

”Não existe nenhuma comédia romântica com personagens principais queer?” pergunta Davis, soando incerta.

”Isso provavelmente não é verdade,” diz Stewart. ”Mas duas garotas em um filme de Natal? De um estúdio como a Sony? Absolutamente não.” Ela faz nuh-uh para dar ênfase. ”Digo, não desenvolvi essa experiência. Não estou dizendo: ‘Somos os primeiros!’ Estou elogiando as pessoas que criaram isso.”

Em 2017, Stewart foi anfitriã do Saturday Night Live, dizendo para o público que ela era ”muito gay, cara.” Ela diz que quando era mais nova, não tinha um filme assim. ”Eu não cresci com um filme que tinha uma ambição tão ampla, que tinha duas mulheres no centro de uma história de amor, e não nesse formato. Não quero dizer que não houve nenhum conteúdo queer nos últimos anos que fosse muito bonito e realmente importante. Mas ao mesmo tempo, não é algo com o qual cresci, e eu adoraria. Então é bom fazer parte disso.”

As duas estão falando de suas respectivas casas em Los Angeles, apesar de Davis estar fazendo as malas para deixar a dela. Nós nos falamos em setembro, quando as queimadas estavam devastando a área e as pessoas foram aconselhadas a ficar em casa. ”Mackenzie está descarregando sua máquina de lavar louças, e eu estou sentada no meu quarto,” diz Stewart, enquanto os pratos tilintam no fundo. ”Você vai ouvir muito barulho de fundo,” avisa Davis.

Elas claramente se dão bem. ”Merda, Mackenzie, o que foi aquilo que você disse que eu achei muito engraçado?” diz Stewart em um momento.

”Eu te amo e estou apaixonada por você?” responde Davis, séria.

”Iiiisso. Então, nós nos amamos, estamos apaixonadas uma pela outra, e fizemos esse filme sobre pessoas amando uma a outra,” brinca Stewart.

Stewart assinou para Happiest Season primeiro, depois que DuVall voou até a Alemanha, onde Stewart estava trabalhando, para persuadi-la a embarcar no filme. ”Nós falamos sobre quem poderíamos achar como parceira para a Abby, e falamos sobre várias pessoas, até que chegamos na Mackenzie e percebemos que não havia literalmente mais ninguém. Felizmente ela queria fazer isso.”

Por que precisava ser Davis? ”É uma pergunta que gosto de responder porque você não pode falar essas coisas sobre si mesmo,” diz Stewart. ”Ela é uma pessoa tão real. Eu queria que esse casal, e o jeito que interpretássemos esses indivíduos, fosse realmente casual, meio que com confiança. E Mackenzie é engraçada e contagiante, ela tem essa confiança que eu acho contagiante.” As duas concordam que a química nunca pareceu forçada. ”Foi muito importante para mim mostrar um casal queer se sentindo bem e confortável em sua própria pele. Eu não posso assistir esse filme e sentir que é mentira. De qualquer forma, felizmente, a Mackenzie existe e pronto.”

Elas filmaram Happiest Season em Pittsburgh em janeiro e fevereiro, com a pandemia pairando fora de foco, e conseguiram terminar antes de tudo fechar. ”Nós estávamos assistindo a pandemia chegar que nem idiotas,” lembra Davis. ”Estamos do mesmo jeito com as queimadas em LA ou a mudança climática em geral, se está queimando do outro lado da cidade, você fica: ‘Oh, isso é terrível.’ Mas você não muda seu comportamento em nada. E então a fumaça chega na sua vizinhança e você pensa: ‘Eu simplesmente não vou lá fora.’ Nós temos uma reação tão atrasada com as coisas. É chocante.”

Stewart diz que esse filme ”é o único que eu não me sentiria estranha sobre lançar agora.” Ela aponta que foi feito antes do mundo mudar drasticamente. ”Então não é tipo” – ela faz uma voz brincalhona – ”’É nisso que estamos trabalhando agora!’ Porque, na verdade, esse filme vem de um lugar tão afetuoso e com boas intenções. Um bonito filme natalino sobre união, uma família ficando do outro lado de um mal entendido. Não me faz ficar: por que não estamos falando de coisas melhores agora? Porque essa é uma conversa válida e relevante.”

Ela diz que já se sentiu desconfortável sobre divulgar um filme ou trabalho, no contexto do que mais está acontecendo no mundo. ”Eu tive que ir na Ellen um dia depois da eleição do Trump, e eu estava emotiva e louca. Já tive experiências onde pensei, ‘Isso é estúpido e não quero fazer isso agora.’ Enquanto com esse filme, não parece estúpido para mim.”

Nos últimos dois anos, tem sido difícil não notar que há mais filmes grandes com relacionamentos femininos do mesmo sexo, embora seja importante notar que a escassez anterior faria qualquer coisa parecer excesso. Ainda assim, de filmes independentes até a Netflix, os personagens LGBTQ+ estão nas telas em um número maior do que antes. Por que isso? “Acho que é evidência do progresso e do desejo,” diz Stewart. ”Sabe, um passo de cada vez. É obvio para qualquer pessoa que já se envolveu com esse pensamento que a resposta seria: porque estamos desejando isso, obviamente, então precisa existir mais.”

Davis adiciona que, já que demora para fazerem os filmes e então estrearem, ”essas decisões foram feitas provavelmente três ou quatro anos atrás. Então existe esse atraso onde estamos comemorando agora.” Em 2016, ela estrelou em San Junipero, um raro episódio de Black Mirror que foi otimista e doce, contando a história de duas mulheres que se conhecem e se apaixonam, de primeira, nos anos 80.

”Eu entrei nisso totalmente egoísta,” diz Davis. ”Eu queria trabalhar com essas pessoas e amei a história. Falhei em reconhecer a importância cultural porque eu não estava ciente da falta desse tipo de história no cânone queer.” Ou seja, uma história positiva, com um final feliz.

”Não foi até a estreia que eu fiquei, ‘Oh, merda, as pessoas estavam gritando por isso e agora existe uma representação positiva de um relacionamento queer que não – digo, spoiler, elas estão mortas – mas não termina em uma morte trágica. Há esse sentimento de renascimento, o que é lindo.”

Ela tem uma teoria. ”Ugh, isso vai me fazer soar como uma idiota babaca,” ela diz, cuidadosamente, mas se pergunta se San Junipero teve algo a ver com a nova onda. ”Talvez seja porque eu estava na mídia que estavam falando, mas era uma conversa que eu não estava ciente antes, e pareceu que as pessoas estavam realmente interessadas nessas histórias.” Isso não te faz soar como uma idiota. ”Eu não queria ficar tipo, ‘Bom, é por causa de San Junipero!” ela diz rindo. ”Não é mesmo. Eu acho que Charlie Brooker é alguém que estava fazendo algo antes que houvesse um clamor crítico e comercial por isso. E então acho que as pessoas experientes na indústria reconheceram que há um desejo comercial por essa coisa e atenderam o chamado. Entende?”

Stewart diz que quando ela viu San Junipero, ”chamou a minha atenção na época. Eu estava com a minha primeira namorada e ficamos: ‘Oh, isso está na TV, que loucura.’ Definitivamente foi algo que notei. E isso é tão legal e estranho, e agora, estou aqui com você fazendo uma entrevista.”

Happiest Season também está levantando outra bandeira, para as comédias românticas, embora em um formato mais pontiagudo – é uma história de amor, mas agradavelmente resistente ao sentimentalismo. Há uma discussão que o gênero está em declínio desde seu auge nos anos 90, eliminado pelas grandes franquias de super-heróis. Nós precisamos de mais comédias românticas? ”Eu não vi muitos filmes de super-heróis, mas egoisticamente, realmente prefiro comédias românticas,” diz Stewart. ”Mackenzie, você já fez os dois, você é uma super-heroína.”

Davis interpretou Grace, uma versão “aumentada” de uma soldada humana em O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio em 2019, mas ela prefere a versão não-aumentada. ”Vou falar sobre isso como parte do público. Eu tenho assistido muitas comédias românticas recentemente porque amo assistir filmes divertidos e digestíveis quando estou fazendo os afazeres domésticos. E você não pode sair porque a fumaça está muito densa em Los Angeles. Eu amo. Me sinto confortada por elas.”

”Eu não esperava essa resposta,” diz Stewart. ”Sério? Você tem assistido várias comédias românticas?”

”Bom, sim. Eu acabei de assistir Convidado Vitálico, que é daquela atriz de PEN15 [Maya Erskine], ela é muito boa. E então assisti a que eu acho ser a melhor comédia romântica de todos os tempos, Dormindo com as Outras Pessoas, de Leslye Headland. Mas existe esse tipo de amor perfeito e idealizado que é comunicado por meio de comédias românticas que eu acho um pouco perigoso,” diz Davis. ”Eu acho que nosso filme é tipo, o amor é difícil. E gosto que nosso filme seja romântico, e é uma comédia natalina, mas parece um pouco menos arrumado do que uma comédia romântica tradicional ou do que algumas que vi nas últimas semanas.”

”Realmente é,” adiciona Stewart. ”Tipo, Harry e Sally – Feitos Um para o Outro é a coisa mais assustadora e bagunçada até eles ficarem juntos, o que leva anos e anos.”

Fazer um filme natalino, romântico ou de outro jeito, pode ser um negócio arriscado. Happiest Season tem sucesso, mas outros não conseguiram. O que precisa para fazer um bom filme festive? ”Eu acho que um filme de Natal realmente bom parece vivido,” diz Stewart. ”Parece um pijama. Tipo, ‘Meu Deus, essas pessoas realmente se conhecem ao ponto de se odiar, e então se torna engraçado novamente.’ Geralmente, um bom filme de Natal… está pronto pra isso?” Ela faz uma voz boba: ”Te faz acreditar no Natal.”

Quanto aos seus favoritos, Davis diz que assistiu muito Esqueceram de Mim quando era pequena. ”E eu nunca me identifiquei como fã de Simplesmente Amor, mas acho que sou. Hugh Grant é tão talentoso. Se você assistir quatro performances de uma vez, ele é um artista brilhante. Acho que esse é meu filme de Natal.”

É uma escolha divisora, eu digo. As pessoas ou amam ou odeiam.

”Acho que estou no meio onde acho legal, mas não significa nada pra mim, acho ótimo. Por que as pessoas odeiam?” ela pergunta.

Bom, algumas pessoas acham a história do Andrew Lincoln esquisita.

”Oh, que ele rouba Keira Knightley do melhor amigo? Mas ele faz um monte de plaquinhas!”

Stewart interrompe. ”Eu provavelmente não deveria mencionar isso, mas foda-se. Eu também me sinto um pouco estranha sobre o cara que… Colin Firth vai atrás de alguém que ele nunca conversou. E eu entendo que o amor transcende as barreiras linguísticas, mas ao mesmo tempo… Eu não deveria ter dito isso.”

”Pessoal,” diz Davis, de repente. ”Preciso dizer uma coisa.”

”O que?” diz Stewart, assustada.

”Eu odeio Simplesmente Amor. Retiro o que eu disse antes.”

”Sinceramente, pareceu que eu estava cavando meu próprio buraco!” Diz Stewart. ”E então você apareceu e me ajudou, tipo você concorda. Eu não tenho um filme de Natal favorito. Acho que é a verdade sobre essa conversa. Mas eu já vi Simplesmente Amor.”

Demorou, mas conseguimos a verdade.

”Eu sei,” diz Davis, alegremente. ”Havia tanta performance acontecendo, e finalmente falamos tudo.”

Stewart soa aliviada. ”Você realmente é a minha pessoa favorita de todos os tempos.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

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