Kristen Stewart participou do programa Stir Crazy, do Comedy Central, apresentado pelo Josh Horowitz, que está acostumado a entrevistas a Kristen desde a época de Crepúsculo. Confira o vídeo com legendas abaixo:

Kristen Stewart e Mackenzie Davis conversam com o Cine Premiere sobre a importância de uma comédia romântica como Happiest Season e sua proposta.

Falamos com Kristen Stewart e Mackenzie Davis sobre o protagonismo no filme e a importância de compartilhar sua mensagem sobre aceitação.

Neste últimos dias do ano, as festas começam a inundar nosso espaço. Tiramos a poeira dos nossos filmes de natal favoritos para as maratonas emblemáticas da temporada. Porém, como todo ano, também surgem novos filmes que se irão se tornar tradicionais no futuro: este filme de 2020, Happiest Season, uma comédia romântica de natal que só não busca se converter em clássico desse período, como também pretende difundir uma mensagem importante.

No primeiro longa-metragem da atriz Clea DuVall conhecemos a Abby (Kristen Stewart) e Harper (Mackenzie Davis), um casal estável que passará as festas co a família da Harper pela primeira vez. Abby planejava propor o casamento no natal, mas há um problema: Harper não saiu do armário para seus pais, por isso terá que ocultar sua relação com ela e seus planos.

Em entrevista exclusiva com kristen Stewart e Mackenzie Davis, Kristen expressou sua emoção e gratidão por fazer parte de um projeto que nasceu de um anseio de DuVall de se ver representada em histórias natalinas.

“Me senti muito representada ao longo do filme e creio que Clea escreveu um filme muito pessoal, portanto me senti muito honrada quando ela me pediu para ajudá-la a contar esta história em particular (…) Uma história sobre sair do armário aos 30 anos agora parece inusitado, mas há muitos lugares onde segue sendo assustador fazer isso e este filme me ajudou muito a me lembrar o quão difícil continua sendo este tema para muitos. Me questiono sobre a seriedade desse tema do filme que a Clea quis retratar. Isso me fez imaginar em que lugar no progresso, historicamente, nos encontramos e incluo minha própria experiência.” Kristen Stewart

Para Mackenzie, se apresentar como realmente é para outros membros da família pode chegar a ser um processo problemático, principalmente quando nossa identidade está muito construída desde da infância. Portanto, considera que história como essas, sobre sair do armário, segue sento importantes para contar.

“Creio que Happiest Season conta uma nova versão de uma história queer, diferente das usualmente mostradas no cinema com dramas e tragédias. Nós representamos com comédia e algo mais amigável. E sim, há muitas tragédias, mas não é o objetivo um final que quebre o coração: Nos contamos uma história de triunfo diante da adversidade e de aceitação familiar; há muita beleza nela e acredito ser importante ter essas histórias.” Mackenzie Davis

Por se tratar de uma história nova e não precisamente tradicional, ambas atrizes falaram da importância da mensagem de representação e aceitação em Happiest Season e como isso não o torna tão diferente dos clássicos natalinos que conhecemos.

“É muito difícil voltar para casa depois de ter crescido e mudado um pouco e faze sua família assimilar e se perguntar: ‘espera, quem é esta pessoa que sempre conheci?’ Creio que uma situação como a de Happiest Season pode fazer sentir como se não estivesse em casa, então o fato que este filme tenha a ambição de identidade é notável (..) É a evidência do progresso, de retratar a representação e é parte de um caminho grande que nos encontramos.” Kristen Stewart

“A história é familiar de uma forma importante; a ambição de Clea era fazer uma comédia romântica natalina clássica que pode ser vista a cada ano e se tornando-se uma tradição como Simplesmente Acontece, um clássico e para maratonar. Por isso se parece com muitas outras comédias românticas que te ensinam que o amor te direciona aos teus piores instintos e te faça arriscar. Me encanta que o filme mantem os temas das nossas comédias natlinas favoritas.” Mackenzie Davis

Fonte | Tradução: Clara Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen Stewart falou com a Variety sobre seu novo filme, Happiest Season, e como foi colaborar com Clea DuVall, Mackenzie Davis e Dan Levy. Além disso, a atriz também se posicionou sobre o debate atual em que personagens gays só devam ser interpretados por atores gays. Confira:

Eu achei Happiest Season um encanto. Como chegou até você?
Clea me enviou para ver se eu queria ajudá-la a encontrar o resto do elenco, e começar cedo em termos de definir a personagem e fazer algo entre nós duas. Achei uma oferta muito generosa porque quando eu li o roteiro, pareceu completamente pessoal – como uma história que ela estava querendo contar há muito tempo.

Nós tivemos uma reunião no início e eu soube imediatamente que íamos fazer isso juntas, e que seria algo que iria refletir nós duas. Eu sempre a amei – fiquei um pouco chocada que ela é tão boa com comédia, em escrever algo engraçado. Eu a levei a sério demais durante minha vida toda, entende? O roteiro me fez ficar muito curiosa sobre ela.

Vocês criaram a personalidade da Abby juntas?
Abby é completamente a Clea. Obviamente, ela entende essas duas personagens muito bem. Mas a Abby é absolutamente ela, toda sua natureza excêntrica. Toda vez que eu precisava encontrar a Abby novamente e parar de ser eu mesma – o que foi fácil de fazer nesse caso – existe esse pragmatismo e uma seriedade direta na Clea que não é como eu, que eu realmente amei colocar no repertório dessa pessoa. O que quer que um casal queer de mulheres seja para as massas, que não estão necessariamente acostumados com isso vivendo em suas casas no Natal, eu realmente queria que essas pessoas parecessem vividas e completamente realizadas. Mesmo que a história seja sobre alguém se entendendo com sua identidade, eu ainda acho que essas meninas se conhecem implicitamente em um vácuo. E elas não estão confusas – são as outras pessoas que estão com dificuldades de aceitá-las.

Eu queria que essas pessoas estivessem completamente desenvolvidas antes do início porque o filme começa muito rápido. Essa era uma espécie de combinação entre Clea e eu, e nossas experiências envolvendo revelações, estar em relacionamentos e ser idealistas românticas. E também pessoas que são um pouco esquisitas e não muito boas em um cenário familiar novo – destacar o humor nisso.

Basicamente, ela é aquela personagem que faz um resposta muito simples ficar complicada, e eu pude trazer aspectos de mim mesma para ela. Definitivamente tirei muita inspiração da qualidade do seu tom – ela se expressa muito diretamente. Ela é tipo, ”Oi, como vai? Estava pensando em você.” Eu me comunico mais lateralmente.

Eu queria ter orgulho do casal. Queria dizer que gosto dessas pessoas, entende?

Entendo! Você já interpretou alguém desajeitada e encantadora antes? Não consigo pensar em outra personagem.
Não, acho que não. Digo, talvez na vida real – desajeitada, com certeza. Encantadora, estou sempre tentando. Mas não, não em um filme.

Quais conversas você, Clea e Mackenzie Davis tiveram sobre como deveria ser o relacionamento?
A Mackenzie foi uma carta na nossa manga. Realmente não consigo imaginar alguém que eu não estaria no meio do filme tipo, ”Tudo bem, estou indo embora!” Ela tem essa natureza aberta, extremamente gentil, consciente e encantadora. Eu não consigo ficar brava com essa pessoa! Eu realmente gosto dela.

Ela é apresentada no início do filme como alguém que me dá coragem. E então, de repente ela se torna essa pessoa que realmente carece dessa segurança e não está sendo honesta, e isso não reflete nem um pouco sobre quem Abby pensou que ela era no início. É uma revelação muito chocante. Claro, o público deve ficar com medo de que elas não voltem a ficar juntas, mas é uma comédia romântica – elas vão ficar juntas!

Meu problema era, eu nunca queria perder o afeto por ela. Nunca queria que as pessoas ficassem tipo, ”Sinceramente, ela precisa se resolver logo – tipo, foda-se ela!” Eu dizia constantemente para a Clea, ”Você não acha que eu deveria ir lá e falar ‘Hey, amor, você está bem?’” e ela dizia ”Não! Você está com raiva dela!” Nós passamos por isso com muito cuidado e com muita consideração por esse relacionamento ser tão sólido que poderia realmente resistir a algo tão traumático assim. Porque se você resumir a história ao que realmente se trata, é sobre uma mulher crescida, uma mulher de 31 anos de idade, se assumindo para a família. Geracionalmente falando, isso é extraordinário. E é tão comum em termos de o quão acelerado ocorreu esse crescimento – nós não tínhamos um filme assim apenas há alguns anos. E agora, se você fosse contar para alguém 10 anos mais novo do que eu que estamos fazendo um filme sobre uma mulher se assumindo para seus pais quando ela tinha 30 anos, eles ficariam tipo, ”O que? Isso é insano.”

Essas pessoas sempre sentiram que estavam em um relacionamento real e que mereciam ficar juntas – só pareceu mais importante por causa do aspecto queer disso.

Você e Dan Levy juntos – ouro puro. Como vocês estabeleceram essa dinâmica?
Créditos à Clea por ver o potencial dessa dinâmica e para a energia do Dan por ser algo tão fácil de ser enaltecido. Tenho tendência em falar devagar e emocionalmente. Não sei se é porque estou nervosa – ou sei lá o que – mas algumas vezes eu vou atrapalhar um pouco as coisas. Em uma comédia, isso não é bom. E eu não conseguia fazer isso com ele! Eu sentia que queria continuar.

O momento em que ele me olha e descreve sua história com a revelação e me encoraja a ver como pode ser difícil de uma perspectiva diferente – parece histórico. Eu fico tipo, estamos em um filme, mas também foda-se o filme! Estamos em 2020 e assisti-lo dizer aquilo naquela cena parece tão diferente e legal. Sinto muita sorte de ter estado com ele. Naquele momento, é como uma rara oportunidade de sentir como se tivéssemos levantado uma bandeira ali.

Totalmente. É um filme tão inteligente porque é tão convencional, em termos de ser uma comédia romântica e uma comédia natalina. Mas só o fato de ser um filme natalino lésbico, se torna político e importante. Existia esse sentimento enquanto vocês estavam filmando?
Absolutamente. Eu realmente admiro a Clea por não ser desafiadora e por não ser reativa ao mundo e fazer algo acolhedor. Fiquei muito feliz por ser convidada para algo que estava, por falta de um termo melhor, escondendo os vegetais. Porque acho que não estamos escondendo nada, está bem claro o que estamos dizendo.

Ao mesmo tempo, é apresentado de uma forma muito diferente de algo que parece com medo ou raiva. Parece avançado e aberto. Digo, não precisa ser uma coisa elaborada para ser politizado!

Parece muito verdadeiro e muito atual. Eu amo um pouco de desafio e raiva, e uma exposição crua e apaixonada. Mas nesse caso, o fato de que você pegou o telefone e disse que foi “encantador”, fico muito feliz de ouvir isso. Porque esse era o objetivo.

Muitas pessoas sentem que é importante atores gays interpretarem personagens gays, após muitos anos em que não era o caso. Qual sua posição sobre isso?
Penso nisso o tempo todo. Por ser alguém que teve tanto acesso ao trabalho, eu vivi em uma abundância criativa. Sabe, uma jovem menina branca que era hétero e só foi ser gay mais tarde e é, tipo, magra – entende o que estou dizendo? Eu reconheço que comecei a trabalhar.

Eu nunca iria querer contar uma história que deveria ser contada por alguém que passou por aquela experiência. Dito isso, é uma conversa escorregadia porque isso significa que eu nunca poderia interpretar outro personagem hétero se vou exigir que todos cumpram essa regra à risca. Acho que é uma área cinzenta. Há jeitos para homens contarem histórias de mulheres ou jeitos de mulheres contarem histórias de homens. Mas precisamos realmente nos importar. Você tem que saber onde é permitido. Digo, se você está contando uma história sobre uma comunidade e eles não estão de bem com isso, então vai embora. Mas se eles estão de bem e você está se tornando um aliado e parte disso, se existe algo que te levou até isso em primeiro lugar e que o torna dotado unicamente de uma perspectiva que vale a pena, então não há nada de errado em aprender sobre o outro. E portanto, ajudar outros a contar histórias. Então, eu não tenho uma resposta certeira para isso.

Vou te dizer, Mackenzie não é alguém que se identifica como lésbica. Ela era a única pessoa na minha mente que poderia ter interpretado esse papel comigo. Algumas vezes, falando do ponto de vista artístico, você é atraído por um certo grupo de pessoas. Eu poderia defender isso, mas tenho certeza que alguém com alguma perspectiva diferente poderia me fazer me sentir mal – e então me fazer voltar atrás em tudo o que eu disse. Eu reconheço o mundo em que vivemos. E eu absolutamente não iria querer pegar a oportunidade de outra pessoa – me sentiria péssima com isso.

Então, minha resposta é: pense no que você está fazendo! E não seja um babaca.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Durante a divulgação de Happiest Season, Kristen Stewart conversou com um grupo de jornalistas internacionais sobre o filme e aproveitou para responder algumas perguntas sobre seu próximo projeto, Spencer, onde interpretará a princesa Diana. Separamos algumas citações abaixo, já que a entrevista conta com frases que já foram publicadas anteriormente aqui no site, confira:

“Eu cresci em uma época em que ninguém sonharia em fazer esse filme comercialmente, seria algo bem alternativo e menor para as pessoas em minoria.”

“Eu sei a diferença entre o mundo em que vivemos agora e o de anos atrás. Eu diria que as pessoas mais jovens do que eu, me inspiram mais do que a minha geração.”

“A maioria das comédias românticas são sobre uma menina e um cara e a agitação que acontece entre essa dinâmica. E essa dinâmica é engraçada e o motivo pelo qual cresci amando comédias românticas. Mas eu queria ver o que acontece entre duas meninas em um relacionamento tentando funcionar no mundo em que vivemos. Happiest Season é o primeiro e é uma oportunidade legal de quebrar esse gelo.”

“Primeiramente, preciso dizer que estou obcecada com The Crown. Eu vou dormir ouvindo as entrevistas da Diana para ter a voz dela na minha cabeça. Eu quero conhecê-la e senti-la o máximo que puder.”

“Eu lembro de quando Diana morreu, eu era muito, muito nova. Foi a primeira vez que vi aquele tipo de luto. Não cresci tendo uma conexão enorme com a Diana pessoalmente, não é algo que esteve na frente da minha mente.”

“Não cresci na Inglaterra, sou obviamente de Los Angeles, então há um certo distanciamento. Mas para mim, ela parece alguém que mesmo em sua maior vulnerabilidade tinha uma empatia e por isso tinha uma conexão com seus fãs, porque ela era tão isolada e solitária em sua vida.”

“Agora estou sempre me perguntando, ‘O que a Diana acharia?’ e no dia da eleição, eu pensei, ‘Diana estaria gritando de felicidade’.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen Stewart conversou com o GMA Network durante a divulgação de Happiest Season e falou sobre sua própria experiência ao se assumir, sobre o Natal e família. Confira:

Nesse filme, os pais não fazem ideia de que sua filha é gay. Você pode compartilhar conosco como foi se assumir para seus pais?
O que eu amo sobre esse filme é sobre como defende a variação de histórias de revelação – que todos tem uma experiência diferente com isso. A minha foi bem única nos termos de que não lidei realmente com isso. Não quero que isso soe errado, mas eu realmente não liguei sobre como ia afetar todo mundo e nunca tive um momento em que realmente me assumi. Apenas me apaixonei por uma mulher pela primeira vez.

Não foi esse sentimento de alívio, foi realmente mais surpreendente. Senti que minha vida estava se abrindo de um jeito que eu nunca havia considerado realisticamente. Então, em vez de dizer aos meus pais, ‘Hey, queria contar uma coisa para vocês, odeio ter que avisar que…’ [Risos] Eu não penso nisso nesses termos porque tive muita sorte, porque não pensei que era uma coisa ruim. Então, foi como se houvesse uma pessoa nova na minha vida. Dito isso, eu não contornei todo o desconforto em termos de identidade e sexualidade. Crescer onde eu cresci na época em que eu cresci, acho que você teria que ter menos de 20 anos de idade e viver em uma cidade dos Estados Unidos para realmente sentir. Acho que você precisa ter 15 anos e viver em Nova York ou Los Angeles ou uma cidade metropolitana para se sentir verdadeiramente intocado pelo julgamento malicioso.

Estou certa de que cresci pensando que isso não seria o que eu teria escolhido, ser lésbica é mais difícil, nojento e estranho. As pessoas pensam que é nojento e estranho. Na escola pensam que é estranho. Não há uma maneira de contornar isso. Então, eu me relaciono com o sentiment de ser diferente e no filme ser confiante com isso, porque acho que Abby realmente se conhece e ela quer ajudar Harper a desestigmatizar esse sentimento. Mas ao mesmo tempo, não é um sentimento popular se sentir tão confortável quanto eu me senti e eu sei como é conversar com alguém que se sente diferente. É incontrolável e eu diria que metade do país não se sente desse jeito, sendo otimista. [Risos]

Então, é difícil dizer que eu não tive uma história de revelação enquanto vivemos no mundo em que vivemos, mas tudo bem. Eu contei para meus pais que eu tinha uma namorada, estava apaixonada por ela, era uma coisa nova e eu realmente senti esse próximo passo na minha vida onde tudo se abriu. Não parecia que eu tinha percebido algo e descarregado.

Nesse filme, você está pronta para propor casamento para sua namorada. Você já pensou em casamento? É algo que você consideraria?
Sim. Eu gosto de tradições, declarações de qualquer tipo. Amo uma grande declaração. É engraçado, a melhor coisa da vida é saber de algo, porque realmente nunca acontece e é um sentimento raro quando você tem certeza de alguma coisa e fincar uma estaca no chão desse jeito é algo que acho atraente.

Dizendo isso, tenho sentimentos complicados sobre a natureza santimonial de tudo isso. Eu diria que casaria do meu próprio jeito, mas não necessariamente faria isso. Você pode se prometer para alguém na frente de várias pessoas e não fazer isso do jeito que foi apresentado para você durante sua vida inteira. Mas ainda me sinto inspirada pelo compromisso de tudo isso.

O casamento inclui filhos? Um lar tradicional?
Quatro paredes, uma porta forte, uma lareira para te manter aquecido. [Risos] Sim, é claro. Claro, eu quero uma família, absolutamente. Quero todas as coisas que pessoas normais querem.

Se assumir não foi uma grande coisa para você ou seus pais, mas foi para seus parceiros de negócio? Você precisou acalmá-los?
Não levo crédito por esse momento. Realmente era eu como indivíduo crescendo com o tempo e senti que não havia jeito – primeiramente, eu não estava vivendo no armário. Eu sempre segurei a mão da minha namorada em público e contei para meus pais – mas eu não gosto de contar coisas muito pessoais para pessoas em entrevistas porque parece que vão pega-las e vender por dinheiro.

Tipo, com licença, isso é meu e eu só percebi isso quando olhei para cima. Foi uma mudança de vida dizer isso e eu não percebi que não havia dito ainda, entende? Me senti indignada também. Fiquei tipo, estou completamente assumida. Eu beijo minha namorada na rua o tempo todo. As pessoas tiram fotos todos os dias. Sou obviamente gay, mas havia algo sobre dizer isso que estava sendo ouvido e colocado em uma plataforma assim, então é incrível se isso dá coragem para as pessoas, sou assumida e é ótimo.

A diretora vê esse filme como um de Natal, não muito como um filme gay. Então, como você comemora o Natal? Quais são suas tradições?
Não moro com meus pais desde os 17 anos, mas sou obcecada com a árvore porque quando eu era mais nova, se eu não fizesse acontecer, não iam decorar até a véspera do Natal, que eu sei que é a tradição para algumas pessoas. Mas eu quero ver a árvore decorada por um mês. Eu quero sentar perto dela e aproveitar por mais de uma noite. Então, sempre fui eu quem enfeitava.

Agora eu que tenho as decorações de Natal da minha família. Elas ficam na minha casa porque eu sou a única obcecada com a árvore. Eu gosto de decorar sozinha. Não tenho que ir comprar um monte de bolas, cresci com cada coisa que coloco na minha árvore. Eu tenho as decorações desde muito criança. É a minha parte favorita. O Natal começou e eu gosto de um mês disso.

Como você planeja celebrar esse ano?
Todo Natal eu como comida tailandesa porque moro perto de Thaitown e é o único restaurante aberto. Para ser honesta, meus planos esse ano são estranhos porque você não pode ver ninguém, mas vou ver minha mãe. Vamos fazer os testes antes porque há muitos lugares para fazer testes em Los Angeles agora. Provavelmente vai ser difícil nesse dia, mas vou para a fila fazer isso.

Minha família é um grupo misturado. Nós ficamos na cozinha, comemos e talvez trocamos presentes. Não é mais sobre os presentes, é só sobre ficar no mesmo lugar na mesma hora e falar oi. É engraçado o que faz o Natal ser diferente. É literalmente essa coisa onde você acorda e ‘Meu Deus, é Natal. É Natal agora.’ E o dia fica diferente, todos os passos são diferentes. Coisas pequenas fazem isso ficar especial. Mesmo que seja diferente esse ano, elas estarão lá.

Qual você acha que é sua maior vocação?
Eu quero ser cineasta, quero fazer filmes. Realmente há essa direção fanática na minha vida e não imagino me afastar de contar histórias através do cinema, mas ao mesmo tempo, essas experiências sempre me levam para as experiências mais pessoais que já tive e tudo o que descobri na minha vida foi através do cinema. Realmente quero continuar fazendo isso, mas quem sabe aonde isso vai me levar.

O que você faz para melhorar seu bem-estar e dizer adeus para as vibrações ruins?
Eu amo kickboxing, amo meus cães. Sou uma pessoa muito otimista, sou muito positiva naturalmente. Obviamente, nem sempre é fácil, especialmente recentemente com o medo que tomou conta desse ano, foi muito intenso, e eu achei interessante como meu corpo reagiu a isso. Eu tive mais ansiedade quando era mais nova. Não dormia muito bem. Estou dormindo melhor agora. Tenho sorte de estar em uma época tão horrivelmente intensa. Me sinto ótima pessoalmente. Digo isso completamente ciente do mundo em minha volta.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen Stewart participou do The Kelly Clarkson Show ao lado de suas colegas de elenco em Happiest Season, Mackenzie Davis, Mary Steenburgen e Mary Holland, que também escreveu o filme com a diretora Clea DuVall. Confira os vídeos legendados abaixo:

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