Kristen Stewart, Mackenzie Davis, Mary Holland e a diretora Clea DuVall participaram da live CHOSEN, uma celebração à comunidade LGBTQ+ e falaram sobre Happiest Season. Confira o vídeo legendado abaixo:

Participando da conferência de imprensa de Happiest Season com vários veículos internacionais, Kristen Stewart falou sobre o filme e sua importância, mas também aproveitou para responder sobre seu próximo projeto onde interpretará a Princesa Diana, Spencer. A entrevista foi reduzida para que somente as novas citações fossem destacadas. Confira:

Kristen Stewart é encorajada pelo o que ela vê nas redes sociais. ”Fico inspirada e excitada com a ideia de que vejo mais presença queer com orgulho nas redes sociais. As pessoas mais jovens do que eu, me inspiram mais do que a minha geração. Então para ser honesta, tenho sorte por poder refletir essa perspectiva em minha escolha de filmes.”

”As pessoas estão gastando dinheiro em filmes como esse (Happiest Season) por causa da geração mais jovem, não necessariamente por mim, mas o crescimento que isso inspirou. É o desejo e a lacuna que inspirou o preenchimento. Sou muito grata só por fazer parte dessa troca. Funciona dos dois jeitos.”

Sobre a coincidência de filmes queer como Happiest Season, Ammonite e The Prom serem lançados na mesma época, Kristen opinou, ”Eu cresci em uma época em que ninguém sonharia em fazer esse filme comercialmente. Seria um filme mais marginalizado e pequeno para as minorias. Cresci com pessoas que possam se sentir assim. Eu sei a diferença entre o mundo que vivemos agora e o que vivíamos alguns anos atrás.”

”É otimista pensar que isso foi normalizado em cada lar pela América, porque obviamente não foi. Há muita divisão por aqui. Embrulhar uma mensagem como essa em roupas tão confortáveis e entregar com verdadeira compaixão e afeto é um jeito legal de tentar preencher essa lacuna.”

”Você teria que ser uma pessoa ruim para não gostar da história [risos]. Você teria que ser muito babaca para não gostar da história. Tivemos alguns filmes assim, mas tudo bem. Há muitas formas de participar dessa discussão. Isso não é argumentative.”

“As pessoas precisam de ajuda,” Kristen deu ênfase sobre os desafios de fazer um filme gay. ”A responsabilidade de mais pessoas queer mais autorrealizadas é conduzir o cavalo até a água. Você não pode forçá-lo a beber, mas você definitivamente pode apresentar algo repleto de positividade, amor e aceitação. E apenas esperar que funcione.”

”Tenho muita sorte de estar em um filme que não é tímido. É muito autorrealizado. Possui uma facilidade, eu não queria representar um casal gay que não parecesse vivido e confortável com si mesmo em sua própria história. E sim, a personagem da Mackenzie está se assumindo e ela tem dificuldade de fazer isso com a família, mas em sua vida, a Mackenzie é uma mulher muito realizada. Ela realmente se conhece. Essas duas mulheres possuem um respeito imenso uma pela outra. Pensei que era muito importante representar um casal gay que não era necessariamente alternativo ou marginalizado.”

“Elas são como nós. Não são obcecadas pela cultura gay. Ela são apenas naturalmente elas mesmas e são apaixonadas.”

Happiest Season também estrela Dan Levy, Alison Brie, Aubrey Plaza, Mary Steenburgen e Victor Gargar.

A primeira atriz americana a ganhar um César, o equivalente francês ao Oscar – com créditos que incluem Acima das Nuvens, Personal Shopper e Seberg – está se preparando para interpretar a Princesa Diana em seguida.

No drama Pablo Larraín, Spencer, Kristen interpretará Diana em um momento específico (três dias, exatamente), durante o Natal em Sandringham onde ela reflete sobre terminar seu casamento com o Príncipe Charles.

É um desafio, já que Emma Corrin está granhando elogios por sua interpretação da Lady Di na atual temporada de The Crown. Kristen admitiu ser uma grande fã da série.

”Sou obcecada por The Crown,” ela disse. ”É brilhante. Já passei pelas três primeiras temporadas e estava esperando a quarta. Já assisti metade. Até deu um passo acima de onde estava.”

“Eu tenho esse acompanhamento para algo que já estou tão consumida. Tenho essa ajuda visual, meio emocional. Eu literalmente vou dormir com a voz dela em entrevistas para ficar na minha cabeça para nunca sentir que estou fazendo uma imitação.”

“Estou consumindo tudo sem especificidade, só para senti-la intrinsicamente e não sentir a pressão de estar fazendo uma imitação. Quando você conta histórias sobre as pessoas que você mais conhece na vida, você imediatamente faz o tom da voz delas.”

“Eu quero conhecê-la. Não quero fazer uma imitação ruim. Quero realmente senti-la o máximo que puder. Então minha preparação para ela tem sido realmente emocional.”

“Eu queria que o estado do mundo estivesse mais aberto. Atualmente, tudo está em lockdown. Eu queria ir até Sandringham e ver os lugares onde ela morou, esses espaços monumentais onde você se sente tão pequeno. Estou indo lá através de The Crown [risos]. Não posso ir para Londres, mas vou até lá através de pesquisas o máximo que posso. Tenho um professor de dialeto brilhante.”

“Mal posso esperar para ir nessa jornada de sonhos com o Pablo porque o filme se passa em três dias. Não há detalhes impudicos ou novas informações representadas. Realmente é só uma imaginação de três dias em um período que talvez tenha sido o mais pesado para ela.”

“É realmente uma experiência interna. Portanto, estou tentando me abrir para ela o máximo que posso. Então quando chegarmos lá, posso completamente esquecer do sotaque e de todas as coisas que estou preocupada agora.”

Sobre a performance da Emma, em particular, Kristen foi efusiva. ”Emma arrasou e ela deveria estar muito orgulhosa de sim mesma. Eu amo a série, Emma é incrível. É muito comovente. Tenho certeza que os fofoqueiros querem saber de duas pessoas interpretando a Diana ao mesmo tempo. Eu a interpreto um pouco mais tarde, quando ela tem quase 30 anos.”

“Acho que Emma termina um pouco antes da idade em que eu começo. Eu a interpreto apenas um ano depois que a história de The Crown acaba, o que para nós, demos sorte [risos]. Então, não existe nenhum crossover.”

“Eu já consumi tudo o que tem para consumir, em questão de vídeos. Cada entrevista que você pode ouvir ou ver, eu vou dormir fazendo isso.”

Se juntando à ela na jornada em Spencer, está alguém chamado Cole. ”O nome da minha cadela é Cole,” Kristen disse sobre a linda cadela preta atrás dela. ”Ela é minha melhor amiga, fazemos tudo juntas. Estou tentando conseguir um passaporte de cachorro para que ela possa ir comigo fazer a Diana. Não consigo me imaginar fazendo isso sem ela. Cole é meu sistema de apoio.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen Stewart conversou com o Los Angeles Times junto com Mackenzie Davis e a diretora/roteirista Clea DuVall e elas falaram sobre a importância do filme para a comunidade LGBTQ+. Confira:

Que o amor verdadeiro prevalece é uma tradição conhecida em comédias românticas, então não é spoiler ou segredo que Happiest Season tem um final feliz.

O casal nessa comédia romântica natalina é Abby, uma estudante em busca de um doutorado em história interpretada por Kristen Stewart, e Harper, de Mackenzie Davis, uma jornalista. Harper pode ser a mais animada do casal para o Natal, mas é Abby que planeja um pedido de casamento após concordar em voltar para casa com ela para visitar seus pais.

O que Harper não mencionou até estarem na estrada é que sua família não faz ideia de que ela tem uma namorada – ou que ela seja lésbica. E com seu pai no meio de uma campanha política, o plano de Harper é que Abby finja ser sua colega de quarto hétero. É a receita perfeita para brincadeiras, mágoa e eventualmente um final feliz.

”Existe algo tão legal sobre assistir uma comédia romântica natalina e saber que termina tudo bem,” diz Davis. ”Estou bem em ir nessa jornada, e posso ficar um pouco assustada quando elas brigam e um pouco triste nesse momento, posso rir, mas no final, há uma certeza que isso está concluído e é muito legal saber que tudo vai ficar bem no final.”

Dirigido por Clea DuVall, Happiest Season nasceu do desejo dela de ver um filme natalino que refletisse sua própria experiência.

”Sempre fui fã de filmes de Natal, mas… se existia algum personagem LGBTQ+ nesses filmes, eles estavam sempre no fundo ou apenas jogados para diversificar uma família ‘normal’,” diz DuVall. ”Uma vez que comecei a escrever e dirigir, percebi que eu poderia ser a pessoa que faz esse filme, e foi um momento muito poderoso e inspirador.”

Happiest Season é o segundo filme dirigido pela atriz veterana que escreveu, dirigiu e estrelou em A Intervenção de 2016. E apesar de ter começado a conceituar os personagens e trabalhar em um rascunho sozinha, o progresso parou enquanto os projetos como atriz manteram DuVall ocupada. Não foi até conhecer a co-escritora Mary Holland (que também aparece no filme como a irmã de Harper, Jane) enquanto trabalhavam em Veep que um roteiro apareceu.

”Nós nos conectamos como seres humanos, e ela era muito engraçada e acolhedora,” disse DuVall. ”Escrever é uma experiência muito solitária que pensei que seria mais divertido trabalhar em uma comédia com alguém, especialmente alguém que me faz rir.”

Depois de mandar um rascunho do roteiro para Isaac Klausner, da Temple Hill, quem se juntou ao projeto como produtor, eles eventualmente escolheram trabalhar com a TriStar Pictures, da Sony, um de vários estúdios onde foi surpreendentemente bem recebido.

Surpreendentemente porque chega sem precedentes. Happiest Season foi planejado para chegar aos cinemas como a primeira comédia romântica natalina lésbica lançada por um grande estúdio, mas os planos tiveram que mudar conforme a pandemia do COVID-19 mudou as normas como assistir qualquer coisa dentro de um cinema.

”Antes de mudarmos para o Hulu, as pessoas me perguntavam sobre o filme e me aproximar de um momento onde eu teria que encorajar as pessoas a ir para um cinema começou a parece muito errado para mim, e em nível moral, não era algo que eu estava disposta a fazer,” disse DuVall, que sente que o serviço de streaming é uma ótima casa para seu filme apesar das circunstâncias. ”É mais significativo para mim que as pessoas assistam na segurança de suas casas com suas famílias, e talvez pessoas que não teriam ido assistir no cinema agora irão assistir e tirar algo disso que elas não sabiam que precisavam.”

Apesar desse pequeno contratempo, Happiest Season permanece revolucionário por colocar um casal queer no centro de um gênero popular que é sinônimo de heteronormatividade. É significativo mesmo em uma ano em que os maiores canais de televisão que produzem comédias românticas natalinas, incluindo Hallmark e Lifetime, também adicionaram ofertas inclusivas em seus catálogos. Esse filme é uma grande produção de estúdio dirigido por uma cineasta assumida, apresentando uma atriz queer premiada e outros atores LGBTQ conhecidos em papéis de apoio.

”Foi um grande alívio e prazer trabalhar com outra mulher queer em um filme assim porque já passamos dessa fase,” Stewart disse sobre trabalhar com DuVall. ”Foi tão bom lembrar juntas de coisas engraçadas sobre como era se sentir mais desconfortável. Eu não conseguiria fazer isso com alguém que não tivesse passado pela mesma situação.”

Enquanto Stewart defende a importância de elevar as vozes subrepresentadas, ela não acredita em regras rápidas que limitam quem pode contar essas histórias.

”Não acho que você precisa ser gay para contar uma história gay,” disse Stewart. ”Mackenzie é uma mulher hétero. Ela é uma das pessoas mais presentes, abertas, conscientes e honestas. Eu sei que nos sentimos do mesmo jeito sobre amar outros seres humanos. Então eu sabia que ela era a parceira para mim nesse filme.”

A história de amor queer de Happiest Season também se destaca porque apesar de terem mais cineastas LGBTQ produzindo filmes LGBTQ recentemente, esses filmes são geralmente independentes e poucos são os que possuem finais felizes.

”Geralmente com uma história queer, minha experiência assistindo esses filmes é que você está sempre nervosa se perguntando, ‘Elus vão ficar bem?’” disse Stewart. ”Porque isso realmente reflete a experiência real. Então foi legal ver algo onde você sabe que vai ficar tudo bem. Essas pessoas precisam passar por isso, mas elas estão claramente apaixonadas e vão ficar juntas.”

Para DuVall, seguir todas as regras dos filmes de Natal e comédias românticas foi fundamental porque o público merece assistir histórias LGBTQ autênticas com finais felizes. ”Conseguir esse tom foi muito importante para a história, para que pudéssemos fazer a transição para o que o filme realmente se trata, que é algo muito real,” disse DuVall.

Mas ambas Davis e Stewart, que são mais conhecidas por seus trabalhos dramáticos, explicaram que elas possuem a tendência de se afastar desse tom em suas performances.

”Clea precisava nos lembrar constantemente do gênero do filme que estávamos fazendo,” disse Davis. ”Eu só queria realmente honrar essa história porque seria pessoal para tantas pessoas que vão assistir ao filme e muitas que estão no filme, então coloquei muita pressão em mim mesma. Era muito importante para mim. Mas eu também fui muito fundo na tragédia da situação e a Clea aparecia nas cenas e ficava tipo, ‘Para. Não é esse filme. É uma comédia.’ Tê-la nos recalibrando foi essencial.”

”Eu sempre me afasto de coisas que sinto que podem ser clichê ou banais,” disse Stewart. ”E sempre a Clea dizia, ‘Olha, você precisa ficar na ponta dos pés e beijá-la.’ Você precisa fazer. Você tem que dar o que as pessoas querer.”

Basicamente, Happiest Season pode ser resumido como uma história de revelação com todos os enfeites de Natal. Mas é um tipo de história que é raramente refletida na tela porque Harper é confiante de sua identidade fora da casa de seus pais e porque é uma comédia.

”Essa é uma mulher autorrealizada,” diz Stewart. ”Quando você conhece a Harper no começo, ela é até mais segura do que eu. Ela é mais confiante, como se ela realmente se conhecesse.”

”Histórias de revelação são sempre tão carregadas e dramáticas,” disse DuVall. ”Conseguir ver uma no contexto da comédia, enquanto ainda estamos honrando a experiência, foi muito importante para mim. Nós todos tempos elementos em nós mesmos que estamos tentando entender, e para Harper é ser ela mesma com sua família, o que é algo que penso que muitas pessoas podem entender.”

Para o público que já está mais acostumado com a representação LGBTQ crescente nas telas (particularmente na televisão) e vendo histórias queer além da experiência da revelação, a história da Harper pode ser um pouco antiga. Mas Stewart nota que a normalidade e conforto que uns percebem ao se assumir em 2020 é apenas uma perspectiva.

E DuVall aponta como ”a suposição de que você é heterossexual está em todos os lugares, e só isso já é uma leve homofobia que está enraizada no nosso mundo” e nos lembra que se assumir é uma grande coisa para muitas pessoas.

Ela também aponta as ações do governo ao promulgar legislação anti-LGBTQ, em particular aquelas focando na comunidade transgênero, assim como o poder dos tribunais conservadores de revogar direitos que foram tão disputados.

”A homofobia não foi embora,” disse DuVall. ”As agressões contra a comunidade LGBTQ+ não foi embora. Então para todo mundo dizendo ‘Não passamos dessa fase de se assumir?’ Não. É uma grande coisa. Ainda existem pessoas que estão no armário e estão apavoradas… Então, poder contar uma história sobre alguém se assumindo que não é uma tragédia, é uma comédia acolhedora, alegre e esperançosa com um final feliz, é importante.”

Mas DuVall e Stewart estão ansiosas por um dia onde as coisas irão mudar.

”Acho legal não fingir que não é fácil se assumir para algumas pessoas mesmo que para outras isso tenha se tornado realmente normal,” disse Stewart. ”Os filmes estão sempre um pouco atrás. Estamos sempre tentando recuperar o atraso pro alguns anos.”

”Estou realmente animada para ver histórias de revelação, histórias queer, de uma perspectiva muito jovem e como isso vai mudar. Como é ser uma pessoa jovem que não entende que seria estranho não se assumir quando você tinha 10 anos ou dizer que você soube que era gay?”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

No último dia 24, Kristen Stewart participou do talk show Jimmy Kimmel Live! e falou sobre Happiest Season, sua preparação para viver a princesa Diana em Spencer e até compartilhou fotos das comidas que andou preparando na quarentena. Confira o vídeo legendado por nossa equipe:

Kristen Stewart e Mackenzie Davis, estrelas de Happiest Season, conversaram com o Pride Source sobre o filme, o fetichismo da mídia em relacionamentos entre mulheres, irem em bares gays e mais. Confira:

Kristen Stewart está balançando uma coisa que parece ser um baseado. Até sua colega de elenco de Happiest Season, Mackenzie Davis, que está no Zoom com Stewart, não sabe exatamente o que Stewart acendeu. ”Meu Deus,” Davis diz. ”Eu pensei que era um baseado.”

Na verdade, é Palo Santo, uma árvore da América do Sul que a tradução é ”madeira sagrada.” Mas por um momento, Stewart brinca e finge que seu palito de madeira é um baseado de verdade, colocando na frente da boca como se ela fosse fumar. As duas soltam gargalhadas só de pensar em Stewart talvez ficando chapada durante nossa entrevista. ”Só estou limpando a energia!” Stewart garante.

Depois de seus anos em Crepúsculo, um reboot de As Panteras e vários filmes independentes, o mais recente de Stewart, Happiest Season, parece que pegou um sopro de Palo Santo – um limpador de energia. Por 102 minutos festivos, ele restaura alguma parte da energia de 2020 com conforto, alegria e a promessa de um fim de ano tão gay que faz sentido que Clea DuVall, a atriz abertamente lésbica que estrelou no clássico queer de 1999 Nunca Fui Santa, dirigiu e co-escreveu.

Durante nossa chamada recente no Zoom, Stewart e Davis falaram sobre se afastar do fetichismo com relacionamentos lésbicos, porque elas amam bares gays e como Stewart planeja continuar a usar seu poder de A-List para radicalizar gêneros convencionais com queerness.

Quando crianças, vocês poderiam ter imaginado um mundo em que um filme assim existisse?
Kristen Stewart:
Sim! Por isso que parece um pouco atrasado agora. Mas nós temos várias histórias legais de filmes independentes que cresceram comigo e não faltavam alegria e esplendor, até mesmo o filme da Clea que amo tanto, ‘Nunca Fui Santa’. Elas estão juntas, felizes e vão ao encontro do pôr do sol. Mas esse é um filme pequeno que nem todo mundo assistiu, então é muito legal pensar que as pessoas não precisarão procurar por esse filme. É convidativo, afetuoso, aberto. E sim, útil!

Eu gostava de filmes estranhos quando era pequena, isso não é muito normal, entende? ‘Nunca Fui Santa’ é influente e icônico, mas queria que fosse maior e esse é, então é legal.

Esse é um grande ano. Vocês são parte de um movimento de filmes natalinos queer. Lifetime, Hulu, Hallmark, todos estão fazendo. Vários estão para estrear.
Mackenzie Davis:
O Hallmark está fazendo um filme de natal queer?
Stewart: Ohh… sério? Mas queremos ser as únicas!
Davis: Não, não, não. Somos as primeiras. Não. Só estou chocada que o Hallmark está fazendo isso. Eles são historicamente não progressivos, digamos assim. Ha! Isso é legal.
Stewart: Sabe o que é legal? Agora eles precisam ser, senão ficam para trás! Ha!

Kristen, esse filme é grande coisa para muitas pessoas LGBTQ. Mas para você, o que significa ser uma atriz A-List abertamente queer interpretando uma personagem queer em um grande filme de estúdio?
Stewart:
É muito divertido. Amo interpretar personagens que mais distantes de quem sou naturalmente porque gosto de expandir meus horizontes e explorar um território desconhecido dentro de mim que existe, mas pode não ser óbvio.

O que é ótimo é apoiar-se completamente no que é fácil, óbvio e confortável quando é reconhecido e amado. Eu nunca tive isso em um filme grande onde pessoas estavam dispostas a colocar tanto dinheiro. Porque é um grande risco! E o fato de que pessoas estão se arriscando para… bom, olha, não é um grande risco. É que a época pede por isso e existe um grande desejo. E isso é algo que eu sinto porque vivo nesse mundo.

Então, o fato de que eu pude interpretar esse papel depois de estar em tantos grandes filmes onde nunca senti que não estava sendo eu mesma ou tentando passar algo do tipo, mas eu sinto que sou ambiciosa sobre alcançar marcas que as pessoas acham que eu não consigo alcançar. Então, esse não foi assim, foi o oposto. Foi tipo, não, não, não; eu posso ser a estrela de um grande filme e também ser essa pessoa? Foi incrível.

Com The Runaways, eu lembro que muitos falavam sobre seu beijo com Dakota Fanning. Parece antiquado falar de um beijo entre mulheres nesse momento. Obviamente vocês duas se beijam nesse filme, mas com Happiest Season, vocês tiveram a impressão de que as pessoas e a imprensa estão menos ‘Um beijo gay! Como foi?’ e isso é um alívio?
Stewart:
Sim, ninguém perguntou disso.
Davis: Oh, Deus. Não veio à tona. A cultura mudou tão rápido depois de não mudar por muito tempo [risos]. Mas nos últimos 10 anos parece que muita coisa mudou.
Stewart: Não, ninguém fetichizou dessa maneira. Eu tenho experiência com isso do tipo, ”Então, me conta sobre…”, especialmente dependendo de quem está perguntando. Você senta com algum jornalista homem que está nisso há 50 anos…
Davis:Ha!
Stewart:… E você fica tipo, ”Não me pergunta isso.” É muito estranho. Me sinto muito estranha. Pois é, não tivemos isso.
Davis: Eu queria tanto mudar de assunto quando Matt Lauer perguntou para Anne Hathaway sobre quando ela não estava usando nenhuma roupa íntima. Foi um dos piores momentos que já testemunhei.

Mesmo que o filme seja baseado na história de Clea, muitas pessoas queer, incluindo eu mesmo, irão se relacionar. Quais partes da dinâmica entre a Abby e a Harper sobre se assumir e autoaceitação vocês mais se identificaram?
Stewart:
Olha, fazer coisas que são realmente normais e naturais para você fisicamente e então ter que controlar esses instintos ao redor das pessoas porque você não quer deixa-las desconfortáveis, então você se torna desconfortável para o bem de outras pessoas, é algo que eu já fiz e provavelmente ainda faço.

Eu tentei viajar de barco recentemente e foi no norte da Califórnia, perto de Tahoe. É uma área Trumpiana e eu fiquei tipo, ”Temos que dar o fora daqui.” Eu estava segurando a mão da minha namorada, apenas andando. Não estou dizendo que todas as pessoas… Nem sei mais o que estou dizendo. Mas eu não me senti segura. Não quero sugerir que sei onde isso teria chegado, mas mesmo só emocionalmente, foi uma experiência violenta.

No filme, é realmente legal conseguir rir de alguns sentimentos que são mais pesados porque quando você retoma e libera esse sentimento, você se sente bem e triunfante, como se tivesse ganhado algo de volta. Há coisas no filme – apenas pequenos momentos – onde temos que largar a mão uma da outra ou, mesmo mentindo por um breve período, a mentira machuca e eu nunca fui para casa com alguém e tive que mentir.

Nunca tive que me manter no armário especificamente com uma pessoa, mas tudo isso, como alguém que cresceu sendo queer – sem querer colocar limites na minha própria sexualidade – eu lidei com isso desde sempre. E isso é um gatilho. Mas, especificamente, somente a experiência geral de ser gay e pensar que talvez as pessoas pensem que você é nojenta ou estranha é algo que é bom dar risada nesse ambiente.

No filme, você está em um bar gay e as participantes de RuPaul’s Drag Race, BenDeLaCreme e Jinkx Monsoon, estão performando. Vocês já se divertiram em um bar gay?
Stewart:
Mesmo antes de saber que eu era gay – até antes de ter uma namorada! – eu ficava tipo, ”Meu Deus, esse é o máximo que já me diverti em um bar! Por que vocês são as melhores pessoas?!”
Davis: Sim, ser mulher e ter experiências com homens em bares e estar em um espaço onde você pode…
Stewart: Dançar!
Davis: … Estar completamente livre e não se preocupar com ninguém te tocando, abordando ou vindo por trás de você é especialmente – quando eu era mais nova era um sentimento incrível e seguro. Era ótimo. Também não se preocupar com a aparência porque ninguém quer transar com você.
Stewart: Ha! Eu sei! Você nunca quer pegar um espaço onde você não pertence, mas tipicamente não é um grupo alienante, não generalizando, e é um sentimento tão bom estar em um bar queer e ficar tipo, ”Não importa, tanto faz, ninguém vai vir atrás de mim.”

Kristen, depois de interpretar uma personagem queer em As Panteras e agora em Happiest Season, você planeja continuar a radicalizar os gêneros com queerness? Basicamente, você vai continuar a tentar tornar Hollywood mais gay?
Stewart:
Sim! Sim, naturalmente. Mas é engraçado quando você começa a aplicar regras restritivas em quem pode ter certa perspectiva. Eu ainda quero interpretar personagens héteros algumas vezes, se estiver tudo bem! Ha! Mas digo que, primeiramente, é muito importante para mim realmente pegar e escolher essas oportunidades e não ter como uma coisa padrão que alguém seja hétero em um filme em que talvez não seja um romance.

Se não é sobre o romance, então por que estou interpretando alguém hétero? Porque é normal? Bom, essa é uma ideia ridícula. Em ‘As Panteras’, eu não tinha um interesse romântico. Não tinha ninguém no filme. Mas achei importante deixar uma dica e ser tipo, ”Não, isso não significa que vocês podem me ter, garotos.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen Stewart e Mackenzie Davis conversaram com o The Wrap sobre a comédia romântica natalina Happiest Season. Kristen também comenta sobre suas expectativas para a produção de Spencer durante a pandemia. Confira:

Apesar de estrelar em um dos relacionamentos heterossexuais mais populares do cinema (Crepúsculo), a atriz abertamente bissexual Kristen Stewart disse que sentiu a necessidade de ser parte do primeiro filme natalino LGBTQ lançado por um grande estúdio, chamado Happiest Season.

”Não só é muito, muito engraçado, mas parece muito vivido e reflete algo realmente familiar para mim e para muitas pessoas que não foram destaque em uma comédia romântica do tipo comercial,” Stewart disse ao The Wrap. ”O filme realmente transmite como todas as histórias de revelação são individuais, e há tantas versões dessa história. Nós progredimos muito – muitas pessoas não vivem com medo e ansiedade – mas muitas vivem. Se esse filme faz com que elas riam dessas coisas que normalmente são muito dolorosas, é um sentimento bom. E também, é um convite para qualquer pessoa que talvez ainda tenha um julgamento perceber que o amor é o mesmo em todos nós quando é verdadeiro e vem de um lugar real.”

A colega de elenco de Kristen Stewart, Mackenzie Davis, ficou intrigada em trabalhar com a c-escritora/diretora Clea DuVall e Stewart, assim como ”uma equipe de mulheres queer.”

”Ambas pessoas que eu sabia que estavam envolvidas – que era Clea, quem eu amo, e Kristen, quem eu ainda não havia conhecido mas realmente admirava – eu fiquei tipo, ‘Oh, sim. Claro que quero fazer esse filme com ela,’” Davis disse. ”E apenas essa visão para a produção do filme que Clea tinha, essa equipe de mulheres queer e muitas pessoas adoráveis em volta. Parecia a versão ideal de uma produção.”

Como vocês se envolveram no filme? Quem assinou primeiro?
Kristen Stewart:
Clea me mandou o roteiro primeiro porque, nesse caso, eu sou a estrela do filme? O roteiro é muito é muito bonito. Clea escreveu com Mary Holland então é das duas – suas naturezas expressivas. Não só é muito, muito engraçado, mas parece muito vivido e reflete algo realmente familiar para mim e para muitas pessoas que não foram destaque em uma comédia romântica do tipo comercial. E é tão balanceado e construído de forma tão inteligente. Eu fiquei tipo, meu Deus, eu sei que terei um tempo legal, adorável, acolhedor e provavelmente transformador no set desse filme, e foi todas essas coisas. Estou muito feliz que pude conhecer todo mundo. Foi o melhor grupo e a melhor experiência.
Mackenzie Davis: Kristen me escolheu, e foi ótimo ser convidada [risos]. Eu li o roteiro e tinha acabado de filmar algo muito rigoroso e difícil. E esse filme parecia a coisa mais legal que você poderia fazer – ambas pessoas que eu sabia que estavam envolvidas – que era Clea, quem eu amo, e Kristen, quem eu ainda não havia conhecido mas realmente admirava – eu fiquei tipo, ‘Oh, sim. Claro que quero fazer esse filme com ela.’ E apenas essa visão para a produção do filme que Clea tinha, essa equipe de mulheres queer e muitas pessoas adoráveis em volta. Parecia a versão ideal de uma produção.

Esse é o primeiro filme natalino LGBT de um grande estúdio – como vocês se sentem sobre ele ser “inovador” nesse caso?
Stewart:
Penso que sou alguém que gosta de conforto e liberdade para ser eu mesma e gosto disso com as pessoas que mais amo, não só romanticamente. Acho muito importante perceber como isso é superficial e não é normal para todo mundo. O filme realmente transmite como todas as histórias de revelação são individuais, e há tantas versões dessa história. Nós progredimos muito – muitas pessoas não vivem com medo e ansiedade – mas muitas vivem. Se esse filme faz com que elas riam dessas coisas que normalmente são muito dolorosas, é um sentimento bom. E é um convite para qualquer pessoa que talvez ainda tenha um julgamento perceber que o amor é o mesmo em todos nós quando é verdadeiro e vem de um lugar real.
Davis: Uma conversa que tive várias vezes na minha carreira divulgando filmes é, ’Como se sente sendo uma personagem feminina forte? É disso que o mundo precisa? Estamos cansados dos outros personagens? E você é uma mulher forte!’ E eu sempre me irrito com essa conversa. Fico tipo, podemos parar com essa conversa e apenas aceitar que estou no filme e não precisamos falar sobre isso o tempo todo? Mas a verdade é, esse é o lugar onde a cultura está e você precisa passar por essa limiar estranha onde você está dizendo o que é o tempo todo. E esse filme merece ser celebrado como o primeiro lançamento de um grande estúdio sobre uma história de amor queer. Mas eu sempre sinto que quando você fala sobre estar atrasado, onde é emocionante ser o primeiro e você ficar, ’Ok, agora vamos ser o primeiro de muitos e então nunca mais vamos falar sobre isso novamente.’ É a coisa mais normal do mundo porque falar sobre ele de uma forma o faz ser mais estranho do que apenas, ’não fale sobre isso.’ Ele só existe.
Stewart: Bom, é como quando as pessoas dizem, ’O gênero está sumindo. Em algum momento não vamos nem precisar nos assumir.’ E isso é meio tipo, não, mas é uma coisa útil para alguém.

Existem filmes e séries de TV sobre casais homossexuais. Mackenzie, você interpretou uma lésbica em Black Mirror, por exemplo. Como esse filme representa casais homossexuais de forma diferente?
Davis:
Acho que existe um conforto incorporado em uma comédia romântica. É um gênero muito seguro porque você sabe que tudo vai terminar bem no final. E colocar duas mulheres no centro disso ou qualquer casal queer que historicamente na mídia a representação desses relacionamentos seja – digo, Clea disse tão lindamente que a melhor versão que temos na maior parte do tempo é de duas pessoas possuem vidas reprimidas e conseguem ser a versão completa de si mesmos e então dão um beijo de adeus e nunca se falam novamente. E essa é uma das representações mais positivas que temos do amor queer. Existem outras histórias de amor torturadoras ou verdadeiramente trágicas ou apenas sobre a existência deles. Então, pegar essa coisa que tem sido injustamente carregada com tragédia e colocar nesse gênero, você fica, ”Oh, eu sei que vou ficar um pouco assustada que elas não terminem juntas, mas elas vão terminar porque é o filme,” é uma coisa legal e segura de fazer.
Stewart: Nós temos vários filmes independentes realmente honestos que exploram a turbulência e medo que pode surgir em ser gay. Mas também é muito engraçado e alegre namorar su melhor amigue e passar o Natal com elus. Mas essa não é toda a experiência. Não é só um alívio – também é verdade. Não é como se todo mundo fosse sempre honesto e medroso.

É uma comédia romântica, mas há momentos muito pesados. Como foi ir e voltar entre esses momentos?
Stewart:
Foi sempre muito fácil porque eu nunca queria parar de rir com meus novos amigos que eu amava tanto, e então a próxima cena seria triste ou difícil, e realmente machucava se afastar da alegria, sabe. Mas é isso, é a vida. É tudo balanceado. Eu estava tão feliz que quando estava triste, era realmente doloroso.
Davis: Também, é meio verdade sobre passar o fim de ano com a família… As coisas estão lindas e fofas e vocês estão se divertindo porque estão juntos novamente. E no próximo minuto todo mundo está em um quarto separado chorando porque alguém passou a água de um jeito rude.

Kristen, você mencionou antes que não conseguia parar de rir em alguns momentos? Qual foi sua cena favorita?
Stewart:
Bom, Mackenzie e eu não conseguíamos parar de rir sobre coisas que não estavam no filme, eu realmente chorava e fazia xixi. Ela disse algo enquanto estávamos filmando a cena do final onde a personagem de Mary Holland está fazendo uma leitura do seu livro. Então estamos na plateia quietas. Nós fizemos pouca coisa naquele dia e o resto do filme era só peso pesado para a gente, então nesse dia éramos apenas membros da plateia. Eu me perdi um pouco. Estávamos conversando e ela disse algo muito sujo e nojento! Eu não posso contar tudo. É muito pessoal e não é minha história. Eu honestamente fiquei chocada e geralmente não fico. Foi tão visceral. Também, qualquer cena que Mary Steenburgen ou Mary Holland estão, especialmente as que elas estão juntas, eu não conseguia ficar perto também porque não parava de rir. Eu não era a única, a Mary Steenburgen também não conseguia parar de rir. Acho que constantemente tínhamos que respirar para nos conter.

O filme terminou antes do COVID – muitos outros projetos pararam. Como a pandemia afetou seus outros projetos? Kristen, você vai interpretar a Diana em breve em Spencer.
Stewart:
Com sorte, é um filme tão contido que nossa quarentena vai ser muito particular e vamos ter uma pequena bolha. Não vamos filmar até o fim de janeiro. As coisas mudam tão rapidamente hoje em dia. Realmente espero que nada entre no nosso caminho e bagunce isso porque estou muito ansiosa para começar. Não de um jeito ruim, mas estou tipo, ’Cara, não posso esperar outro mês!’ Realmente quero comer e tirar o prato. Quero que isso fique atrás de mim, embora eu não possa esperar para ver o que vai acontecer. Mas sim, essa foi uma experiência legal de ter antes de entrarmos em quarentena porque foi uma experiência tão junta e divertida e meio que reforça a ideia de que você deve sempre cultivar suas experiências porque quando você ficar mais velho, você pode escolher com quem você quer passar um tempo e ter certeza de que não vai trabalhar com idiotas que você não gosta. O COVID, a quarentena e apenas o medo constante, ansiedade e incerteza definitivamente levaram para a criação de muitos limites e fazer a escolha certa com esse filme realmente me ajudou com isso. E fico tipo, ’Cara, se eu não sinto essa ligação com as pessoas com quem estou trabalhando, não há razão para fazer.’
Davis: Eu tive um adiamento de produção… Vou filmar aquela série que foi adiada durante o verão, que é sobre uma pandemia, em Toronto. É muito emocionante trabalhar… entre cada trabalho, sinto que eu esqueço como é estar no set e ser atriz. E já faz muito tempo. Então sempre fico ansiosa para saber como serão os primeiros dias. Mas estou muito, muito animada para começar e ser útil novamente. Não que quando você está no set como atriz, você fica sempre ’Isso é útil, você é bom para o meu talento.’ Eu fui tão desnecessária durante o ano todo, então vai ser legal me sentir necessária.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

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