Kristen Stewart esteve presente no Jimmy Kimmel Live! na última terça-feira (15) para divulgar Spencer. A atriz também falou sobre sua indicação ao Oscar, contou a reação de seus pais e assistiu fãs reagindo ao anúncio. Confira fotos e vídeos:

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Kristen Stewart conversou recentemente com a Slant Magazine sobre Spencer, o figurino do filme e sobre como Pablo Larraín apresentou o projeto para ela. Além disso, ela também comentou sobre ter recusado a cena da primeira morte em Pânico 4 e falou sobre seu amor pela franquia. Confira:

Como Pablo Larraín inicialmente apresentou esse projeto para você?
Tive uma conversa com Pablo sobre um roteiro que ele iria me mandar. Há tantas perspectivas sobre a princesa Diana e não me imaginei no meio de uma. Não era uma visualização fácil. Mas não disse imediatamente: “Sim, na mosca. É perfeito para mim.” Era algo que parecia um pouco distante. Eu amei que não seria uma recitação de todos os detalhes familiares que sabemos sobre ela, seria algo sobre a vida dela, tentaria absorver uma essência e deixaria sua alma reverberar, em vez de tentar mostrar algo de modo perfeito. Soava muito bom, mas eu não conseguia imaginar ainda. Eu amo o trabalho do Pablo. Ele fala sobre cinema de um jeito que parece algo de outro mundo e ele realmente consegue uma coisa tão indescritível. Então, eu queria ajudá-lo a alcançar isso, mas você não descompacta essa ideia em um momento. Eu disse: “Realmente preciso, obviamente, pensar muito sobre isso.” Eu sabia sobre o filme por volta de um ano e meio antes de filmarmos, então foi um processo longo de aprendizado.

Pablo estabelece desde o começo que o filme não é uma biografia. É interessante como você discutiu tentar não ficar presa na perfeição porque algumas vezes você pode categorizar a essência de uma pessoa quando a história é colocada como biografia. É uma linha difícil de seguir ou te deixa um pouco mais livre em termos de entrar no papel?
Toda vez, se você estiver fazendo algo que possui uma verdadeira ambição, é difícil e parece que vale a pena, há sempre a chance de poder ser muito ruim e vergonhoso. Nessa caso, obviamente, ela é tão almejada e santificada de forma profunda e gentil. Eu sabia que o único jeito que poderia fazer justiça a ela seria ser verdadeira comigo mesma. Diana era tão viva e tocava as pessoas de um jeito tão visceral. Você não consegue fazer uma versão perfeita disso, precisa canalizá-la. Precisa realmente colocar o seu coração. Eu nunca poderia conhecer o dela, então tive que parar de me pressionar porque dizia: “Só posso fazer a minha versão.” Me senti tão disposta a falhar porque sabia que algumas pessoas poderiam gostar, outras poderiam odiar absolutamente, muitas poderiam pensar que fiz errado, mas não há como acertar sem fazer dessa forma.

Acabei de assistir sua conversa com Pablo e Natalie Portman para a Neon.
Oh, legal!

Natalie disse que você é “um sonho de se trabalhar”, o que é um grande elogio.
É muito vergonhoso que você assistiu tudo, porque eu estava sentada assim [faz uma expressão impressionada] o tempo todo.

Você fez um bom trabalho fingindo costume.
Obrigada.

Jackie e Spencer são ambos sobre mulheres conhecidas pelo público lutando contra a imprensa na época da obsessão por celebridades. Jackie aborda isso de forma mais firme em comparação com Spencer. Pablo falou sobre Jackie durante as filmagens desse filme?
Queria ter feito todas as perguntas que Natalie me fez para ela porque acho que tivemos experiências diferentes com ele. Não sei realmente de quais jeitos, mas pude sentir falando com eles agora. Havia uma compostura em Jackie, mesmo nos momentos que pareciam tão reais e viscerais de forma agressiva, uns que tinham essa energia cinética. Os filmes, mesmo que estejam de mãos dadas e façam parte de algo muito particular que ele está fazendo, estão indo muito fundo e fazendo uma homenagem e crença aos sentimentos das mulheres. Eu sei que soa muito banal agora porque falamos sobre isso o tempo todo, mas realmente, ele faz isso de uma forma muito bonita e com uma perspectiva muito clara. Quando estávamos filmando, eu não conseguia me esconder desse homem. Não havia nada que não estava sendo recebido e amplificado por essa energia contagiante e linda que acontece sempre que você compartilha um set com alguém. Mas visualmente, e como ele realmente capturou as imagens, foi diferente de tudo que já fiz.

Você mencionou uma “dança” que fazia simultaneamente com Pablo durante a produção. Pode elaborar um pouco?
Há sempre um momento em que você quer dizer para uma pessoa que talvez esteja faltando algo porque ela não está focada. O comprometimento dele com a perspectiva em primeira pessoa me deixou impressionada. É um mundo tão rico e seria tão fácil ficar distraída, tipo: “Olha que cadeira bonita.” Ou seguir outro personagem por um momento. O tempo todo, ele dizia: “Se fizermos isso por um segundo, perderemos você e isso vai arruinar sua performance.” Você precisa se comprometer completamente. Essa é uma palavra que usamos muito agora, mas realmente precisa ser um sonho febril ou vai ser estranho. E é um filme estranho, mas goste você ou não, ele sabe quem ele é, e esse é o Pablo. Honestamente, não consigo descrever como é legal trabalhar com ele. É infinitamente inspirador.

E, sobre seu ponto sobre o compromisso do Pablo com a perspectiva em primeira pessoa, o uso do filme em 16mm realmente vende isso porque é uma câmera compacta que consegue chegar bem perto durante os momentos íntimos.
Digo, literalmente, uma câmera de 16mm é algo que você pode passar para frente e para trás como uma bola de futebol. E Pablo literalmente a tirava da Claire [Mathon] o tempo todo porque ele precisava chegar mais tempo. Havia uma certa tomada que ele chamava de “tomada chave”. E de qualquer forma que ele decidia cobrir uma cena, estivesse eu sozinha ou com outro ator, ou me movendo em um espaço amplo ou contido, havia sempre uma tomada consistente. E ele sempre me perguntava: “Você quer fazer primeiro ou por último? Onde você quer essa tomada?” Porque é a mais importante e uma que nunca se move. Digo, se move ao redor de mim, mas está sempre nos meus ombros ou aqui [aponta para o rosto] ou se movendo. É basicamente como se você chegasse perto dela. Mesmo assim, também estou contida naquela tomada e, de alguma forma, é o mais próximo que uma câmera já chegou de mim em toda minha vida. Sim, foi completamente como em Quero Ser John Malkovich. É o mais próximo que você pode chegar de enxergar através dos olhos de outra pessoa.

E falando sobre ele manuseando a câmera, há algumas tomadas no filme que são mais confusas. Normalmente é quando duas pessoas estão próximas. Tipo, se eu e Sally [Hawkins] estamos conversando e a câmera alterna entre nós, geralmente é o Pablo que está filmando. Havia alguns momentos que ele precisava respirar comigo e ele precisava ser a pessoa segurando a câmera. A razão pela qual as câmeras são tão leves? Há pouco filme nelas. Então você literalmente tem oito minutos, no máximo, e parece que cada segundo que está passando é precioso. Ele apenas sabe como criar um ambiente em que todos estão nas pontas dos pés em absoluta atenção.

Os 16mm também realmente expõem a humanidade de Diana. E isso é paralelo à narrativa da campanha da mídia para expor a vida pessoal de figuras proeminentes como ela. Esse aspecto da vida dela causa muita ansiedade, como vemos no filme. Como atriz, você usou alguma parte de sua própria experiência com a mídia para esse aspecto da personagem?
Eu sei o que é sempre presumir, esteja você certo ou errado, que todos estão te olhando. Sua vida se torna um show estranho. E o que você não quer que aconteça é que sua vida se torne uma performance porque você fica muito fixado nessa ideia. Nunca permitiram que ela entendesse quem era. Digo, nos anos que você está encontrando sua voz, entendendo sua identidade e do que você quer se chamar, não permitiram que ela fizesse isso. Ela foi calada e pedida para que perpetuasse constantemente uma mentira que estava a destruindo.

Não sei como se torna uma pessoa assim. Só posso imaginar, porque posso dizer o que eu quiser. Tenho muita sorte. É irritante que as pessoas me sigam por aí, mas definitivamente sei como não tornar minha vida em uma performance, como abrir mão completamente do controle e fazer com que isso seja apenas um incômodo e não algo que parece estar me transformando. Também, essa troca que tenho com você é uma coisa linda e sincera que posso ter com o mundo todo. Ela não tinha isso. Então, só posso imaginar, porque experimentei alguns elementos daquela vida, mas a minha é muito boa e diferente.

O figurino de Jacqueline Durran é impecável. Você levou alguma roupa para casa?
Jacqueline me deu todas. É o Robert De Niro que leva para casa tudo que ele toca em filme ou algo assim? Talvez seja o Jack Nicholson. Um dos grandões sempre fazem isso. Eu geralmente não levo as coisas para casa porque você acha que vai querer por estar tão apegada na hora, mas não dá para ter esse estranho baú de tesouros… Não sei. Sempre penso: “Vou deixar isso aqui.” Mas tenho quase todas as roupas que usei no filme porque ela queria me dar. Ela disse: “São suas, não preciso delas.” E eu disse: “Que loucura.” Então, tenho tudo.

Como a colaboração com Jacqueline e com a Chanel ajudou a formar sua personagem?
Ela cria roupas que não são figurinos, mesmo que contem suas próprias histórias. Elas possuem uma integridade inacreditável. Tudo é real, cada bolso. O jeito que ela conta suas histórias com as roupas também não é algo que articulado. Fiz uma entrevista com ela recentemente. Fui moderadora de um Q&A. Ela realmente quer que as outras pessoas tenham a experiência e não articula exatamente todas as suas intenções. Mas a intenção é tão precisa e está sempre lá. Cada escolha de cor, cada momento. Mesmo que ela seja tão capaz de dar uma volta no momento, e o filme vai se unindo dia após dia, nem sempre de forma perfeita, seus instintos são de uma verdadeira artista. Ela ama o que faz e é uma figurinista absolutamente virtuosa. Uma das melhores com quem já trabalhei na vida.

As conversas com o Charles de Jack Farthing e Alistair de Timothy Spall me impressionaram, principalmente quando eles enfatizam a obrigação de fazer coisas que você odeia pelo seu país. Você acha que essa noção se tornou arcaica em 2022?
É interessante porque todos temos que fazer sacrifícios pelas coisas que amamos. Ela definitivamente queria criar o futuro rei da Inglaterra. É interessante porque há uma dualidade, há certas noções ou ideais que são lindas e poderiam ser inspiradoras. “Ajude a manter o país unido.” Mas, sim, a ideia de que você precisa ser duas pessoas é muito ridícula. E é apenas uma coisa que acontece, mesmo tirando do contexto da monarquia.

Quando eu era mais nova, não era muito boa em entrevistas porque eu ficava nervosa e não conseguia encontrar minhas palavras, então as pessoas diziam: “Apenas seja outra pessoa.” E eu pensava: “O que? Do que você está falando?” Fazer coisas que você odeia e ser alguém que você não é não funciona. Você quer dar para o mundo o que você quer receber de volta. Diana era incrível. Ela era uma das pessoas mais legais do mundo. Fazer ela fazer coisas que odeia? Isso é arcaico e errado.

Sobre a sua pergunta, absolutamente. Estamos sendo mais gentis uns com os outros hoje em dia. Não é perfeito. E as mulheres definitivamente foram usadas como um instrumento contundente para fazer mudanças e tornar conversas sutis mais divertidas. No futuro, as mulheres farão filmes estranhos, imperfeitos e nem sempre teremos que ser gentis umas com as outras, tanto faz. Mas é, basicamente não deveríamos fazer coisas que odiamos. Foda-se. Sim.

Você mencionou que estaria interessada em interpretar uma vilã na sequência de The Batman. Já pensou mais a fundo em quem você quer interpretar?
Então, aqui está o que acontece. Quando as pessoas fazem esse tipo de pergunta, você responde: “Sim, claro.” E espero que quem quiser escrever um artigo sobre como estou respondendo isso agora se divirta, mas realmente não tenho uma resposta.

É um ótimo ponto. Eu poderia sugerir personagens, mas realmente apenas criaria especulações falsas, como você está dizendo.
Você está: “Não, mas realmente quero que você fale.”

Você seria perfeita para o papel da… não. Você está certa. É sem sentido porque aí começam as campanhas infinitas de fancast. Sua agente vai encontrá-las na Internet e perguntar: “Você decidiu fazer parte de um elenco sem me consultar?”
Entende? Sem querer ser completamente transparente, mas é isso.

A Kristen completamente transparente é a melhor. Então, já estão fazendo Pânico 6. Quem você iria interpretar na última sequência?
Era uma personagem como a da Drew [Barrymore] que morre no começo e eles criaram várias cenas em que as pessoas morrem parar imitar a dela. Seria apenas uma pessoa e eu pensei: “Não posso imitar a Drew, não posso tocar nisso.” Entende? Mas, é, eles acabaram fazendo uma cena maior, se me lembro corretamente, com várias vítimas em vez de uma.

Você encontrou com a Neve Campbell recentemente. A franquia Pânico está se aproveitando do ressurgimento da popularidade. Se te dessem uma segunda chance de se mudar para Woodsboro, você aceitaria?
Talvez. Eu leria o roteiro. Eu amo muito a Neve Campbell. Ela foi muito legal comigo e foi tão satisfatório saber que ela é uma pessoa muito legal. Eu amo Pânico, assisti recentemente, como adulta, e é tão sangrento. Eu amo o filme porque ele ama filmes. A parte mais legal de Pânico é o que diz sobre cinema. Ele é tão autoconsciente, se desdobra seis vezes. Amo o quanto Wes Craven ama o cinema e o quanto isso está incorporado em Pânico. É um tipo de filme completamente cinéfilo. Não é só um filme pipoca, é um filme muito bonito. É muito difícil de assistir. Eu penso: “Não sei se tenho mais estômago para essa merda. Ai, cara, isso é muito, muito intenso.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen Stewart conversou com o Awardist, podcast da Entertainment Weekly, sobre Spencer. Ela também compartilhou suas performances favoritas da temporada e falou sobre seu clube do livro com a noiva, Dylan Meyer. Confira:

O que você fez durante a pandemia? Talvez tenha reassistido a saga Crepúsculo completa (sem julgamentos). Mas quando perguntamos para Kristen Stewart, indicada ao Oscar por sua interpretação profunda da princesa Diana em Spencer, a resposta dela foi um pouco mais literária.

“Minha namorada e eu lemos A Leste do Éden em voz alta, uma virada para a outra”, Stewart diz durante o último episódio do podcast Awardist da EW, instantaneamente elevando a proposta para o seu clube do livro no Zoom. “Ela nunca havia lido antes,” a atriz diz referenciando Dylan Meyer (roteirista a quem está noiva), “e é como a Bíblia para mim. É um texto sagrado. A leitura é uma experiência pessoal, normalmente você faz isso sozinha, e eu pensei: “Cara, devíamos fazer isso juntas, tipo, cada palavra em voz alta.’”

Parece romântico, e Stewart concorda. “Sinceramente, vamos ler um livro por ano agora”, ela adiciona, mencionando que a dupla também compartilhou uma leitura de O Morro dos Ventos Uivantes. (Stewart insistiu em ler todas as falas de Cathy: “Sou controladora.”)

“Vocês choram juntos”, ela explica. “É o legal sobre estar em um cinema com todo mundo. Você pensa: “Olha, estou emocionada agora, mas fico mais ainda porque estamos todos aqui chorando.”

VÍDEO:

PODCAST:

TRECHO LEGENDADO:

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen Stewart compareceu ao Critics Choice Awards na noite de domingo (14), onde estava indicada na categoria Melhor Atriz. Confira fotos e vídeos:

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Kristen Stewart conversa sobre Spencer no 92Y
13, mar
postado por KSBR Staff

Kristen Stewart esteve em Nova York durante a semana para participar de Q&As com fãs sobre Spencer. Como parte do mês da mulher, ela esteve presente no evento do 92Y e conversou sobre o filme, sua carreira e revelou que irá trabalhar com a diretora Rose Glass em breve. Confira:

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Fonte

Kristen Stewart esteve ocupada durante a última semana conversando com vários jornalistas sobre Spencer. A atriz participou de Q&As virtuais e presenciais para falar sobre o filme. Confira os vídeos originais e alguns trechos legendados:

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