Pablo Larraín está no Telluride Film Festival para apresentar Spencer e conversou com a Vanity Fair sobre o filme. O diretor não poupou elogios para sua estrela principal, Kristen Stewart, que interpreta a Princesa Diana no longa. Leia:

Como você acabou decidindo que Kristen Stewart era certa para o papel?
Discutimos outras pessoas. Tivemos algumas hesitações – não minhas, de outras pessoas financiando o trabalho – sobre ter uma atriz americana. E eu pensei que era um ponto óbvio, mas acho que Kristen tem um mistério e um magnetismo. Vi um filme chamado Personal Shopper e amei, mas não o entendi completamente por causa dela. Isso me fez pensar muito. Não consegui habitar sua presença. E quando isso acontece, vai para um nível poético, acho, do jeito que eu vejo.

Então a enviamos o roteiro e eu estava um pouco nervoso se ela aceitaria. Ela me liga e diz com seu sotaque americano: “Cara, eu aceito.” Então, começamos e ela nunca, durante todo o processo, em Veneza no outro dia ou aqui, nem mesmo quando estava vestindo tudo, atuando e ensaiando, tanto faz, ela nunca teve medo. O que eu tive, em várias ocasiões, por qualquer coisa que estivesse acontece. Ao contrário do que geralmente acontece, eu me segurei em sua força. Ela realmente carregou o filme. Eu fiz meu trabalho, é claro, o dirigi. Conduzi a orquestra que se torna um filme, mas ela é uma força da natureza.

Você mencionou ter medo. Foi com esse filme em específico ou parte do seu processo em geral?
Não, não é um medo específico com esse filme. É uma incerteza normal que você sente antes de fazer um filme que, como todos os outros, são tão frágeis. Mesmo que você trabalhe muito para organizar todas as coisas com antecedência, a realidade é que um filme é feito na sala de edição e tudo é abordado para chegar lá. Eu não acho que medo seja a palavra correta. É como encarar esse vazio, essa incerteza do que vai acontecer. Eu realmente acho que a Kristen é como um milagre.

Muitos apontaram que, como Diana, Kristen precisou lidar com paparazzi e o olhar do público desde muito jovem. Isso foi algo que vocês discutiram?
Não. Nunca relacionado a ela. Nunca. Eu entendo o que você está dizendo. Estávamos no personagem e extremamente focados nisso. Digo que já que paparazzi é alguém que está longe, é uma cultura de lentes longas. Então, é sempre alguém com lentes muito longas se escondendo. Quando você faz um filme como esse, tínhamos lentes amplas de perto, não de longe. Assim. [Ele coloca as mãos a 5cm de distância do rosto]. Você está respirando com ela e se torna íntimo e, por causa disso, mais enigmático.

Quando estávamos filmando, alguns paparazzi estavam nos cercando o tempo todo, e na Inglaterra foi terrível. Alguns cara muito rudes estavam lá, pessoas muito violentas e agressivas. Mas Kristen não ficava afetada com isso. Então eu não precisei fazer nada para ajudá-la em nenhum nível porque ela já estava lidando com isso há anos. Ela não precisava de mim. Acho que ela não precisa de ninguém.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Após a passagem por Veneza, Kristen Stewart e Pablo Larraín desembarcaram em Colorado para o Telluride Film Festival. Eles apresentaram Spencer antes de uma das exibições do filme no festival. Confira fotos:

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Aconteceu na sexta-feira (03) a estreia mundial de Spencer no Festival de Veneza. Kristen Stewart, que interpreta a Princesa Diana no filme, compareceu ao lado do diretor Pablo Larraín. Confira fotos e vídeos abaixo:

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Durante a conferência de imprensa de Spencer, horas antes da estreia mundial do filme no Festival de Veneza, Kristen Stewart e o diretor Pablo Larraín falaram um pouco sobre as filmagens e sobre a Princesa Diana. Confira:

Kristen Stewart disse que nunca se sentiu tão “alta” em um papel como quando interpretou a Princesa Diana em Spencer, de Pablo Larraín.

Falando na conferência de imprensa no Festival de Veneza na sexta-feira, horas antes da estreia mundial do filme, Stewart disse: “Senti mais prazer na minha fisicalidade ao fazer esse filme do que em qualquer outra coisa. Me senti mais livre, viva e podendo me mexer – até mesmo mais alta.”

A interpretação de Stewart como Diana irá impressionar os críticos da atriz, que ficaram chocados com sua escolha para o elenco. Além de um elegante e convincente sotaque britânica, Stewart cuidadosamente incorpora as maneiras e atitudes de Diana ao longo do filme, enquanto coloca sua própria personalidade na princesa em algumas das cenas mais fantasmagóricas no filme do diretor de Jackie.

Stewart disse que sua reverência “saiu pela janela assim que deixei o set”. Segundo ela, a produção tinha conselheiros reais por perto para educar o elenco e equipe sobre “todas as coisas que você não poderia saber como uma pessoa de fora.”

“Aprendi a reverência e que não podemos ir à cozinha sozinhos e roubar comida, todos esses detalhes, mas não lembro deles”, disse Stewart. “Sempre havia alguém por perto para ter Certeza de que não estávamos saindo da linha e nos mantendo autênticos.”

A atriz falou apaixonadamente sobre a falecida princesa, que morreu em um acidente de carro em Paris em 1997. “Eu olho para ela em fotos e vídeos e sinto que o chão treme e você não sabe o que vai acontecer”, disse Stewart, notando que Diana “se destaca como uma casa brilhante em chamas.”

“Acho que é algo que nasceu com ela”, disse Stewart respondendo uma pergunta sobre o eterno legado de Diana como a Princesa do Povo.

“Algumas pessoas são favorecidas com uma energia inegável e penetrante. O realmente triste sobre ela é que por mais normal e charmoso fosse seu ar, ela também se sentia imediatamente isolada e sozinha. Ela fazia todos se sentirem acompanhados e fortificados por essa luz e tudo o que ela queria era receber isso de volta.”

Respondendo uma pergunta sobre o lendário estilo de Diana, Stewart disse que, no final de tudo, “realmente não importava o que ela estava vestido. Ela era alguém que usava roupas como uma armadura, mas estava constantemente disponível e visível. Ela não conseguia se esconder, era muito transparente e, para mim, isso era o mais legal sobre ela.”

Spencer, de Larraín, passa rapidamente de uma versão da realidade – o último Natal de Diana com a Família Real na casa de Sandringham em Norfolk antes de decidir deixar o Príncipe Charles – e uma total fantasia. Em um momento, a Diana de Stewart diz para uma emprega: “Me deixe, vou me masturbar”. Enquanto isso, no jantar de véspera de Natal, Diana arranca um colar de pérolas dado à ela pelo Príncipe Charles (que também comprou o mesmo para a amante Camilla Parker-Bowles) em sua sopa e as engole em grande quantidade.

Larraín disse que simplesmente queria “fazer um filme que minha mãe iria gostar.”

“Também queria fazer um filme que poderia se relacionar com o que eu acho que alguém como minha mãe vê em Diana. Ela era um ícone muito famoso e lindo em muitos níveis, mas ela era mãe. E mais importante, era alguém que criou algo incrivelmente lindo com o nível de empatia que tinha”, disse o diretor.

“Quanto mais olhava para ela, mais percebia que ela carregava uma quantidade enorme de mistério e isso combinado com seu magnetismo cria elementos perfeitos para um filme.”

Ambos Larraín e Stewart falaram sobre a incognoscibilidade da princesa e como apesar da atenção midiática extrema que ela recebia, era impossível conhecer a verdadeira pessoa.

“Todos sentem que a conhecem. Essa é a beleza sobre ela, sua acessibilidade”, disse Stewart. “Você sente que são amigos, como se ela fosse sua mãe. Mas, ironicamente, ela é a pessoa mais incognoscível… Na fantasia desses três dias, queríamos que isso viesse à tona.”

A dupla também detalhou uma sequência de dança no filme perto do final, que mostra Diana dançando sozinha em várias cenas ao longo do filme. Parte da montagem foi feita todos os dias enquanto eles filmavam cenas diferentes e eventualmente foram colocadas juntas.

“Era sobre habitar o espaço e pegar toda sua impressão sobre ela e tudo o que você aprendeu dentro e fora do roteiro e colocar em um momento”, explicou Stewart sobre a montagem.

“Se eu fosse tentar fazer uma imitação perfeita da Diana, você perderia a vida que era tão impressionante em sua personalidade.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasi

Hoje foi o grande dia! Spencer foi exibido pela primeira vez para o público e para a crítica especializada. Com muita aclamação para a performance de Kristen Stewart como Princesa Diana. Focamos em partes específicas das críticas para evitar os spoilers, mas leiam com cuidado:

VARIETY:“Onde diabos eu estou?” diz Diana, tentando segurar um mapa enquanto dirige. Ela provavelmente deveria saber; é seu antigo bairro – o lugar onde ela cresceu, a apenas uma milha ou duas de Sandringham. Mas ela está mal agora; ela perdeu sua bússola espiritual. Então ela para em um posto de gasolina e entra no café para pedir ajuda. É uma situação cômica, já que Diana, em uma jaqueta xadrez vermelha e verde que parece ser Chanel, sabe que onde quer que vá, será saudada como quem é: a mulher mais famosa e idolatrada do mundo. “Com licença”, ela diz para ninguém em particular. “Estou procurando um lugar. Não tenho absolutamente nenhuma ideia de onde estou.” Essa declaração pode ser lida em um nível profundo. No momento, porém, o que estamos vendo e ouvindo é Kristen Stewart, e ouvi-la dizer essas falas dá um arrepio. As palavras são suaves e acetinadas, mas saem em uma rajada sussurrante, uma explosão de sinceridade infantil que é ao mesmo tempo imperiosa e ansiosa. Di, podemos ver, está comandando a sala, sentindo o poder que está nela. Ela também parece que quer derreter.

E aqui está a parte da beleza: imediatamente, sentimos como se estivéssemos vendo… Diana. A coisa real. Kristen Stewart não faz apenas uma representação (embora no nível da representação ela seja excelente). Ela se transforma; ela muda seu aspecto, seu ritmo, seu carma. Assistindo-a interpretar Diana, vemos um eco, talvez, da própria relação ambivalente de Stewart com a fama – a maneira como ela fica em pé no palco de uma premiação, mordendo o lábio, deleitando-se com a atenção mesmo que ela esteja um pouco desconfortável com isso (e até já que ela faz dessa desconfiança em relação aos holofotes um elemento-chave de seu estrelato). Principalmente, porém, o que vemos na Diana de Stewart é uma mulher de elegância nata, com uma luminosidade que emana dela, exceto que parte dela agora é levada a esmagar esse esplendor, porque sua vida se tornou um desastre.

DAILYBEAST: Não há uma atriz viva hoje que consegue segurar um close-up como Kristen Stewart. Enquanto a câmera se move, você sente suas defesas se intensificarem – a barreira invisível entre o público e a atriz enfraquecendo. Parece, mais do que qualquer coisa, uma violação. E por isso ela é perfeita para o papel de Diana, a princesa torturada pela mídia voyeurística dos tabloides.

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Spencer é, primeiramente, um mostruário para os talentos de Stewart e a atriz – que sabe uma ou outra coisa sobre perseguição de tabloides – está mais do que apta para a tarefa de interpretar essa figura quase mística. Ela acerta a voz de Diana e seu afeto; sua postura desengonçada; sua angústia interna. Também há uma musicalidade em sua performance, um ritmo estacado acompanhando a câmera sempre em movimento de Larraín. Durante o percurso de três dias – véspera de Natal até o Boxing Day – ela apresenta a amplitude da busca condenada de Diana pela autonomia e amor. Poucos atores convencem na vulnerabilidade como Stewart, cuja cada centímetro treme com cada olhar crítico ou de zombaria. Até agora, e apesar de várias performances merecedoras – desde Na Natureza Selvagem e Férias Frutadas de Verão até Acima das Nuvens e Personal Shopper – o Oscar evitou Stewart. Talvez possamos atribuir isso à Saga Crepúsculo, que manchava sua reputação com escrita e direção pobres e, às vezes, a deixava à deriva. Mas isso não vai durar muito.

AWARDSWATCH: Um ícone aguçado e ídolo gentil, Diana Spencer ocupa um lugar na consciência do público britânico e do resto do mundo, o que é tão complicado quanto gigantesco. O novo filme sublime de Pablo Larraín sobre onde, onde é interpretada por Kristen Stewart no melhor de sua carreira, é uma homenagem fantástica e apropriada. É um pouco como a dúzia de roupas incríveis que Stewart usa no filme. Dizer que a Diana de Stewart está bem vestida durante o filme seria um linguajar muito “real”. Como a Diana que vemos em Spencer falaria, ela está fantástica pra caralho.

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A abordagem de Stewart sobre a falecida princesa é muito menos inocente e infantil do que a performance estelar de Emma Corrin na série The Crown, da Netflix, parcialmente porque Spencer se passa uma década depois da temporada mais recente da série.

Ninguém é permitido brilhar mais do que Stewart nesse filme. Ela não deixa. A ex-estrela de Crepúsculo que, cinco anos atrás em Personal Shopper, nos mostrou que é uma das atrizes mais capazes dos Estados Unidos, simplesmente decola. No meio de preocupações britânicas com seu sotaque, Stewart o entrega de forma impecável. Sua performance é ainda melhor. Como uma jovem mulher apavorada, uma esposa desprezada e uma mãe semi-maníaca ligada a William e Harry, Stewart, Knight e Larraín possuem uma ideia focada sobre uma figura trágica e acidentalmente revolucionária. O filme do diretor chileno, só então, pode ser brilhantemente consistente e tremendamente emocionante. Ou, em palavras que a Diana de Stewart possa usar, fantástico pra caralho.

DEADLINE: Não posso falar o bastante sobre a performance de Stewart, se afastando de uma imitação de uma figura impossivelmente bem-narrada para alcançar lindamente a essência de quem ela era. É uma reviravolta revigorante, intensa, comovente e totalmente deslumbrante, levando Diana para lugares que ainda não vimos serem interpretados como nessa atuação hipnotizante.

THR: Spencer não vai ser para todo mundo, apesar do eterno culto de adoração pela Princesa de Wales – e a curiosidade de ver Stewart se atirar sem uma rede de segurança em um papel onde ela está longe de ser a escolha óbvia – vai atrair muitos.

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Essa é uma interpretação angustiante de uma mulher sozinha, ciente de que suas opções por sua sanidade estão acabando. Como tal, o filme fica nas costas de Stewart e ela se compromete tanto com os excessos um tanto loucos quanto com os momentos de iluminação delicada. A equipe de cabelo e maquiagem faz um trabalho excelente em alterar sua aparência para encaixar no assunto, mesmo que esse seja um filme em que a essência dos personagens tem mais peso do que a semelhança dos atores com eles. Mas o trabalho detalhado de Stewart no sotaque e maneiras é impecável. A câmera a adora, e ela raramente foi mais magnética, ou tão frágil a ponto de quebrar seu coração.

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Stewart, é claro, sabe uma coisa ou outra sobre ser incessantemente – e muitas vezes cruelmente – escrutinizada como uma jovem mulher repentinamente famosa; essa habilidade de identificação talvez preencha sua caracterização em sua performance mais impressionante desde Personal Shopper.

THE WRAP: Embora existam papéis coadjuvantes excelentes para Timothy Spall, Sean Harris e Sally Hawkins, o filme é de Stewart. Ela consegue o olhar, a inclinada da cabeça e a voz de menina elegante muito bem, mas não é uma imitação – é mais uma interpretação de um papel clássico, trazendo camadas de verdadeira complexidade humana para uma figura que, com toda a mitologia que ainda a cerca, ainda pesa na consciência dos britânicos e do mundo.

FILM OF THE WEEK: A escolha de Stewart para o elenco, outra celebridade reservada que sabe o olhar obsessivo e dominador dos fãs mais do que muitos, é inspiradora. Sua performance não é somente uma imitação entediante, apesar de ter prestado atenção na postura de Diana, especialmente. Em vez disso, é uma evocação empática de uma mulher que de alguma forma ficou trancada para fora de sua vida externa e interna, congelada em um corredor – antes de correr pela saída de emergência.

THE GUARDIAN: Vinda da Califórnia, Kristen Stewart prova-se inteiramente convincente no papel título. Ela entrega uma performance desajeitada e cortês de Diana, e é completamente como deveria ser quando Diana se apresentava de forma desajeitada e cortês, enfeitando sua elegância esnobe natural com etiquetas estudadas aparte. Quando ela desmoronou, perdeu seu equilíbrio, foi como uma esposa de Stepford com uma falha no sistema. Mas Stewart captura efetivamente a agonia de uma mulher tão programada e isolada que parecia que ela não tinha saída e que havia perdido quem ela era.

SCREENDAILY: Stewart traz seu próprio magnetismo para o papel, assim como aparentemente trazendo sua própria história ao lidar com fãs obsessivos e atenção da mídia. Visualmente, ela fez uma Diana muito convincente com o cabelo e maquiagem de Wakana Yoshihara e com uma recriação do estilo dela em um figurino variado e expressivo de Jacqueline Durran (se apoiando fortemente na Chanel). Mas acima de tudo, Stewart imediatamente extrai a fragilidade conturbada de sua personagem e uma certa arrogância de menina rica – suas falas talvez ficam muito em uma nota, mas ainda assim carrega uma autoconsciência teatral que é perfeita para o papel de uma mulher presa pela constante pressão para performar.

THE TELEGRAPH: Stewart navega por esse terreno arriscado com domínio total, acertando na voz e nas maneiras no ponto certo mas elevando um pouco todo o resto para poder se encaixar nos desvios melodramáticos, paranoicos e absurdos do filme.

INDIEWIRE: Kristen Stewart encontra sua personagem no meio do caminho, adotando a inflexão elegante de Diana ao interpretá-la com o mesmo sentimento desamparado e assombrado que a atriz colocou em uso em seu trabalho com Olivier Assayas. […]

Stewart faz um trabalho terrífico como esta realeza-que-virou rainha-dos-gritos, mas tem-se a sensação de que ela poderia ser ainda melhor se “Spencer” permitisse que a personagem fosse tão selvagem quanto tudo o mais ao seu redor.

THE PLAYLIST: Kristen Stewart, a cuja escalação uma minoria muito vocal e muito entediante de auto-nomeados guardiões da chama de Diana desaprovou ruidosamente, dá uma performance que é simultaneamente completamente investida no mito de Diana e vitalmente distante dele. E como possivelmente a única atriz no mercado agora cuja própria imagem também é uma mistura tão paradoxal de brilho e reticência – não há ninguém que projete timidez tão fortemente quanto Stewart – para que ela interprete a pessoa mais famosa que já odiou a fama, já é um jogo genial.

Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil