Kristen Stewart e sua estilista Tara Swennen estão na capa da revista The Hollywood Reporter que destaca os profissionais e seus clientes que mais se destacaram em 2021. Confira fotos e leia uma rápida entrevista com as duas abaixo:

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Faz 17 anos desde que Tara Swennen começou a trabalhar com Kristen Stewart e a vestiu para seu primeiro grande tapete vermelho em uma colaboração para o Toronto Film Festival em 2007. “Ela é da família”, diz Swennen, que teve um ano excepcionalmente ocupado com a agenda da estrela de Spencer na temporada de premiações. “Foi particularmente divertido porque tivemos muitas oportunidades de brincar. Kristen é um camaleão fashion em constante mudança e amamos ir além dos limites.” A estilista de Los Angeles, que também veste Mattew McConaughey, estima que organizou 50 looks para a turnê de imprensa de Stewart, incluindo os casuais para o Zoom e inúmeras amostras da Chanel para o rosto da grife há muito tempo. Stewart diz: “Nós duas amamos a facilidade que nossa história dá ao nosso trabalho.” O mais memorável? A indicada ao Oscar trocou o tradicional vestido de gala em favor de minishorts da Chanel, reescrevendo as regras da vestimenta apropriada para a maior noite de Hollywood. “Queria me sentir de um jeito muito específico naquela noite”, diz Stewart. Swennen adiciona: “Gerou burburinho simplesmente porque foi original e sem precedentes. Fico feliz que foi bem recebido.” A estilista deu início à turnê de imprensa de Stewart no Festival de Veneza com um macacão de tweed similarmente curto da Chanel. “O estilo da Kristen no tapete vermelho é unicamente dela. Ela é sempre autêntica e carrega uma confiança que é magnetizante.”

“É um processo divertido e colaborativo que se desenvolve conforme crescemos juntas”, diz Swennen. Stewart adiciona: “Começamos a trabalhar juntas quando eu tinha 14 anos! Ela tem uma experiência rica que informa seu olhar e seu gosto. Tara é leal e gosta de ajudar pessoas se sentirem bem.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen Stewart conversou com a VOGUE antes do tapete vermelho do Oscar e explicou sua escolha de usar shorts para a cerimônia mais importante do cinema. Ela também participou de uma sessão de fotos para a Chanel e a grife divulgou um vídeo do fim de semana de Kristen antes do Oscar. Confira:

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Durante a turnê de divulgação de Spencer neste ano, Kristen Stewart levou seu senso de estilo para os muitos tapetes vermelhos. Muitas vezes de Chanel, seus looks da temporada de premiação foram repletos de vestidos longos elegantes e shorts de ciclista que a própria princesa Diana aprovaria – algo que a atriz certamente pensou enquanto escolhia com sua estilista Tara Swennen. “Tem sido uma experiência intimidadora assumir essa personagem que coincidentemente ama tanto a Chanel quanto eu”, Stewart diz. “Chanel tem tanta integridade e respeito pela arte e pela história, eles foram os parceiros perfeitos para me certificar de que tudo seria feito corretamente. Me certificar de que teria a honestidade e comprometimento necessário.”

Durante a 94ª cerimônia do Oscar, Stewart continuou seu relacionamento com a Chanel, novamente optando por uma roupa que canalizava a estética discreta da princesa Diana. Só que, dessa vez, Stewart também queria injetar um pouco de si mesma no resultado. Ela renunciou o vestido formal em favor de um terno mais moderno com shorts. “Eu realmente queria ser o mais honesta possível e não sentir como se estivesse contando a história de outra pessoa, mas encontrando a minha”, diz Stewart. “Foi a oportunidade única de ser eu mesma. Não queria me sentir colocada em uma roupa, queria sentir uma elegância elevada e uma segunda pele. O jeito correto de fazer isso era indo em direção ao “menos é mais” e me permitir estar na minha própria pele em vez de colocar uma armadura.”

A roupa arriscada de Stewart não ficou sem seu polimento. Ela usou uma jaqueta de cetim da Chanel feita sob medida e shorts combinando, junto de uma blusa branca de chiffon – desabotoada com a assinatura descolada de Stewart – e sapatos pretos simples. “Eu pedi [para a designer da Chanel, Virginie Viard] por algo simples, e obviamente recebi a versão mais elegante e inspiradora disso”, diz Stewart. “Sinto que a coloquei em uma direção que talvez ela não tivesse ido imediatamente, e ela fez o mesmo comigo. Quando você escolhe um vestido da passarela, você sente que precisa fazer jus a ele. Dessa forma, foi ao contrário.”

Para pontuar, Stewart também usou peças elegantes da coleção de altas joias da Chanel, incluindo um colar de 18 quilates de cair o queixo feito de ouro branco com ônix, espinélios e diamantes. “Queríamos criar um look final para essa turnê que parecesse com a Kristen”, diz Swennen. “Foi uma reviravolta única em um visual clássico que incorporou seu talento distinto.”

O cabeleireiro Adir Abergel e a maquiadora Jillian Dempsey queriam que a beleza natural de Stewart brilhasse. Abergel usou produtos de cabelo da Virtue e ferramentas da Dyson para obter o visual ondulado. “Eu queria destacar a essência da Kristen com um estilo relaxado e simples com boa estrutura”, diz Abergel. “O visual foi inspirado em sua textura natural e no estilo inacabado de algumas da minhas celebridades favoritas dos anos 90.” Enquanto isso, Dempsey, usou maquiagem da Chanel para um glamour leve. “O visual de hoje era sobre pele brilhante”, diz Dempsey. “Limpa e clássica com uma força definida nos olhos – esse é um visual clássico de Kristen Stewart.” Ela finalizou com o batom Rouge Allure L’Extrait da Chanel na cor 812. “Comecei no centro dos lábios com o batom, depois esfumei em direção às bordas para manter moderno com uma finalização natural”, ela diz. “Depois, usei o lápis para lábios Le Crayon Lèvres Longwear, na cor nude, para fixar o batom e misturei com a cor dele.”

Agora que a turnê de Spencer acabou, Stewart provavelmente está ansiosa para sair um pouco dos holofotes. Mas não vá pensando que seu relacionamento com a grife francesa está finalizado. A atriz diz que ela está ansiosa para muitos mais looks memoráveis com a Chanel – tanto nas telas quanto nos tapetes vermelhos – nos anos seguintes. “Chanel esteve comigo em cada passo significativo da minha carreira”, diz Stewart. “Eles colaboraram bastante com Olivier Assayas quando fizemos Acima das Nuvens e Personal Shopper, assim como com Pablo Larraín em Spencer. Me pergunto quantos filmes faremos no futuro… Porque espero que sejam muitos.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen Stewart posou no tapete vermelho da festa pós-Oscar da Vanity Fair ao lado de sua noiva, Dylan Meyer, e sua melhor amiga, Suzie Riemer. Quem também estava por lá e tirou fotos no tapete com Kristen foi o ator (e colega de elenco em Amanhecer – Parte 2) Rami Malek. Confira fotos abaixo:

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Kristen Stewart, indicada em Melhor Atriz, compareceu ao Oscar no último domingo (27). A atriz posou no tapete ao lado de sua noiva, Dylan Meyer, e do diretor de Spencer, Pablo Larraín. Ela optou por quebrar as regras de vestimentas da premiação e apareceu usando shorts, um look assinado completamente pela Chanel. O prêmio ficou com Jessica Chastain por sua performance em Os Olhos de Tammy Faye. Confira fotos e vídeos da premiação:

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Kristen Stewart conversou recentemente com Erik Anderson, do site Awards Watch, sobre sua indicação ao Oscar e sobre os bastidores de Spencer. Ela também falou sobre ser uma mulher abertamente bissexual na indústria e o que significa ser uma das poucas atrizes abertamente LGBTQ+ a serem indicadas na categoria de Melhor Atriz. Leia:

Kristen Stewart ama falar.

Não, sério. Eu vim preparado com três dúzias de perguntas e tópicos, mas provavelmente cheguei em um terço delas porque Stewart pega uma pergunta e transforma em cinco, correndo por tangentes relacionadas e não relacionadas ao assunto que sempre voltam para o ponto. É fascinante ouvi-la. Ela tem a energia de uma criança, a sabedoria de alguém muito mais velho e a paixão e amor por sua arte encontra a convergência perfeita entre os dois. Ela veio até minha mesa usando jeans, um cropped top amarelo e um longo casaco amarelo dourado, carregando um pequeno copo de Guinness em suas mãos. “Eu não sabia que seria você!” ela disse, enquanto investia em um abraço. Ela está amando essa temporada, amando poder falar sobre Spencer e seu amor pelo diretor Pablo Larraín.

Primeiramente, parabéns pela indicação ao Oscar, pela vitória no HCA…
Obrigada.

… e pela vitória no Dorian Awards dos críticos LGBT na manhã de hoje.
Oh, caramba. Eu não fazia ideia. Legal.

Sim, agora de manhã. Sou membro desse grupo e fazemos categorias sem gêneros para as de atuação em papel principal e coadjuvante. Você ganhou o prêmio de melhor performance em um papel principal do ano.
Espera, isso é incrível. Eu não sabia, que legal.

Falando sobre tudo isso, como é esse tipo de reconhecimento nesse momento da sua carreira?
Eu estava olhando discursos de agradecimento recentemente porque obviamente é um tópico ultimamente, sem mencionar que estou tentando encontrar o que dizer. Isso soa muito arrogante, louco e completamente vergonhoso. É muito divertido pesquisar e assistir as pessoas tendo seus momentos. Algumas pessoas realmente arrasam, são emocionantes.

Estava assistindo ao discurso da Sally Field e acho que ela foi maltratada por algumas pessoas. Acredito que… Prometo que vou chegar em algum lugar com isso. Eu sempre pensei que ela dizia: “Vocês me amam. Vocês me amam mesmo.” Mas, na verdade, ela diz: “Vocês gostam de mim. Vocês realmente gostam de mim.” E toda a introdução é sobre o seu caminho levemente incomum e sobre o fato de que ela sempre sentiu como se nunca tivesse necessariamente sendo entendida de uma forma digerível ou… estou parafraseando.

Mas, tipo, ela dizia: “Tive um relacionamento inconstante com o conhecimento de estar sendo entendida ou não.” E acho que ela já havia ganhado antes. Então, ela diz: “Não há como negar agora, não importa como me sinto ou como analiso a percepção de como sinto o meu lugar no mundo e como minha orientação reflete meus próprios sentimentos. Vocês gostam de mim. Agora posso dizer que vocês realmente gostam de mim.”

E há uma simplicidade, há uma clareza na comunicação que é tão satisfatória, porque eu sou muito de falar as coisas sem ser sempre articulada. Sou mais de um filme, conversa ou uma sombra deixada pela arte que fala mais sobre estilo, estética e de um sentimento do que uma denominação exata.

As pessoas gostam de saber das coisas. E alguns artistas… Estou falando sobre o meu relacionamento com o mundo e o sentimento de estar ciente de estar em um certo lugar, e isso é muito diferente de como me sinto normalmente no mundo. Então, isso é muito novo, muito estranho, mas não deixa de ser bonito. Entende?

Sim.
Não deixa de ser mágico.

Sim.
Agora, tipo, você não precisa amar a exposição… Você não sabe que gosta de cenouras até estarem expostas na sua frente. Então, você pensa: “Gostaria de comer uma cenoura.” E tem sido muito divertido.

Eu passei tantos anos da minha vida pensando que tanto faz, desde que eu seja fiel a mim mesma, não importa se as pessoas me entendam. E queria que o tom de voz fosse traduzido para o escrito, estou caçoando de mim mesma. É muito legal poder dizer que estou muito feliz, poder sorrir e poder…

Não sei, parece um grande abraço metafórico. E sobre Diana, tudo faz muito sentido porque foi assim que ela me fez sentir. Parece um efeito de bola de neve de abraços quentes e indescritíveis, eu não consigo acreditar. Foi um jeito muito longo de responder essa pergunta, mas queria me certificar de contar tudo.

Gostei sobre a referência para Sally Field porque pareceu que você estava se conectando com aquela mentalidade por um momento.
Ela dizia: “Nunca pedi por isso.” Eu sempre fiquei muito confortável tendo minha própria troca com os artistas que conheço, tendo as vozes na sala sendo marginais e estando ao meu lado, mas vozes que se espera que estejam ao meu lado.

A minha galera sempre foi minha. Então, essa coisa expansiva é muito louca. Eu penso: “Espera, isso nunca acontece.” Entende?

Sim.
Geralmente é um pouco diferente. Basicamente, meus pais desde muito, muito novos, trabalharam muito pelas coisas que eu amo nos filmes, não pelas coisas que as outras pessoas acham que os atores amam nos filmes. Então, isso é como ser… Não quero usar a palavra recompensada. É como ser celebrada ou algo assim, apenas o sentimento de “estamos com você”. Literalmente é só isso. Estou tentando achar um jeito chique de dizer isso para várias pessoas apenas pensarem: “Não, cara, estamos com você.” É um ótimo sentimento. Quando não acontece, você pensa: “Não preciso disso, tenho minha tribo.” Mas depois é: “Não, não, não. É legal ter uma conversa tão grande.”

Acho que quase parece um ar de camaradagem em vez de isolamento.
Sim. Em vez de ver seu próprio isolamento e glorificá-lo internamente, porque você precisa amar o que você tem. Entende? Tipo, é legal pensar: “Ok, bom, eu também gostaria de fazer aquela outra coisa.” Então, sim, é muito legal. Não quero fixar nisso, é uma ideia muito ambígua, mas as pessoas também pensam: “O que? Não ligo. Me fale sobre a Diana.”

Antes de entrarmos nisso, você mencionou seus pais. Eu também estava pensando sobre uma relação no Oscar desse ano em que você, Kirsten Dunst e Kodi Smit-McPhee foram todos atores mirins que fizeram uma transição para adultos com uma carreira de sucesso. Você atribui isso no que ou em quem?
É uma pergunta como a do ovo ou da galinha porque eu me dou muito crédito nisso.

Que bom que você disse isso.
Sim, mas eu sou filha dos meus pais. Entende? No entanto, se eu puder me elogiar de uma forma bem descarada, diria que não tenho resquícios debilitantes de disfunção por ser uma atriz mirim, o que entendo que possa ser muito difícil. As pessoas nunca param de olhar para você. Você está sempre sendo colocada em uma posição em que vai agradar ou desagradar.

Eu sempre fiz as coisas para mim. Sou uma artista muito egoísta e me baseio no desejo. Tudo é para mim. Por isso nunca fui totalmente tática quanto à escolha. É o meu querer. Às vezes, há coisas que eu quero de um trabalho que não necessariamente combinam com uma lista de itens que irá resultar em um bom filme. Entende?

Sim.
Muitas vezes penso: “Quem se importa?” Gosto de uma cena só ou há uma pessoa com quem preciso atuar ou algum diretor com quem preciso ter uma conversa, mesmo que ele vá arruinar o filme.

Obviamente, minha família está na indústria. Eles amam filmes. É um trabalho muito ingrato a não ser que você ame cinema. E sei que isso parece óbvio, mas não é. Porque todos acham que querem fazer parte da indústria e todos acham que querem ser famosos até serem. E a não ser que você seja um cinéfilo, a indústria vai te comer vivo. Por isso acho que estou bem, porque eu amo filmes e é no que estou focando. Todo o resto é só barulho.

Perfeito. Quando Pablo Larraín foi até você com Spencer, qual foi seu primeiro pensamento?
Fiquei muito animada que alguém queria fazer uma obra de arte sobre a mulher mais famosa do nosso século e não prescrever sua história em termos já vistos.

Mas eu não sabia nada sobre ela. Então meu primeiro pensamento foi: “O que esse cara está procurando? Ele obviamente está doido.” A motivação e compaixão que ele tinha no telefone era notável. Fiquei muito curiosa porque eu tinha sete anos quando ela faleceu.

Eu sinto o luto compartilhado. E lembro da imagem daquele dia quando eu tinha sete anos. Tenho uma memória da imagem das flores na frente do Palácio Buckingham. Então, eu pensei: “Isso é algo complicado de tocar.” Senti que ele me passou um meteoro, tipo: “Não podemos aquecer uma batata com um meteoro, cara. E se nos queimar vivos?” E porque amo o trabalho dele e confiei em seu tom de voz, não consegui esperar para descompactar por que ele tinha tanta certeza.

O que no estilo e no tom fez você aceitar? Porque é muito diferente de muitas coisas que você fez como atriz. Mas então, eu reassisti seu curta, Come Swim, e pensei: “Espera, estou captando alguns elementos precursores que fazem todo o sentido.” Há momentos como em Spencer em que o tom está presente nos visuais.
É tão legal que você disse isso, eu nunca… Não é falsa modéstia. Seria muito vergonhoso trazer meu filme bebê a tona e dizer: “Uma vez tentei externalizar um sentimento interno e visualizá-lo de uma muito grandiosa.”

Se nunca entrássemos no cérebro dela e em seu corpo, o filme teria sido assim: Ela chegou na casa, se trocou, passou muito tempo no banheiro. Foi ao jantar e voltou para o quarto. Ela foi dormir, acordou no dia seguinte e saiu com os meninos. Porque provavelmente foi o que aconteceu.

Mas, internamente, a combustão… É como dar crédito e honrar o sentimento feminino dessa forma, engrandecer, fazer uma refeição dos sonhos em cima de algo que parece enorme para uma pessoa, mas que é diminuído por todos do lado de fora. É algo muito legal. É muito bonito ele pensar no que ela realmente estava sentindo internamente e concretizar em termos visuais e de vocabulário tão extremos.

O filme diz: “Quer saber? Honramos você.” Esses sentimentos importam. Sua verdade, aquela que te deixa tão sufocado e nunca pode ser expressada quando você quer, você consegue sentir isso nela antes dela ter encontrado o próprio caminho. Você consegue sentir explodindo por baixo da terra. Quero dizer, é de tremer o chão.

Então, acho que quando ele olha fotos dela, há um estilo que é… É mais do que estético. É sugestivo, explosivo. Há um mistério no atrito que precisa ter mais significado. E, obviamente, ela conseguiu. Chegamos no ponto em que pudemos ouvi-la sendo ela mesma e encontrando suas próprias palavras para definir sua experiência. Mas acho que, especialmente para um homem chileno, os filmes realmente permitem que você veja suas similaridades.

Em uma época em que todo mundo está… acelerado, em que é muito legal que pessoas possam contar suas próprias histórias e que elas abordam isso sem ter uma verdade absoluta ou uma perspectiva interna, algumas vezes as melhores histórias… Depende de um estrangeiro olhar para você e dizer: “Me vejo em você, o que posso fazer para te ajudar a encontrar sua voz?”

É um ato de gentileza. É o que a arte nos dá, é o que o filme nos dá. Quando ele disse: “Alô, Kristen. Gostaria de fazer um filme sobre Diana Spencer.” Eu pensei: “Que porra é essa? Que loucura”, mas também pensei: “Uau, deve haver algo nisso.”

Então, sim, eu penso sobre Come Swim. Nunca vou fazer filmes que são motivados pelo enredo, quero fazer filmes sobre sentimentos. Quero que meus filmes sejam sobre espaços intocáveis dentro do seu corpo que só podem ser concretizados visualmente e através de sons. Quero conseguir externalizar sentimentos internos, e nem mesmo posso escrever uma redação dessa forma, precisaria fazer um filme. É a minha única forma de abordar isso.

Há momentos em que você conversa com as pessoas e pensa: “Acho que estamos falando da mesma coisa”, mas é tão raro. É muito difícil saber o que você está realmente falando e como está sendo recebido. Mas quando você faz um filme, sinto que isso penetra, é inegável. Ele fez isso. Eu tentei fazer com Come Swim. É como dizer: “Isso é dessa forma do lado de fora e dessa do lado de dentro.” Trípticos são tão… ou dípticos. O meu era em dois, mas eu amo ver uma coisa e perceber que se parece com outra ao mesmo tempo. Enfim. Sei que não temos muito tempo, estou falando para caralho.

É incrível pra caralho. Não, é ótimo. Eu adoraria saber mais sobre sua colaboração com o Pablo e coisas inesperadas que ele fez para conseguir a Diana que ele queria e a que você queria interpretar, e onde elas se encontraram.
Sim. Ele estava com muito medo de que eu consumisse material demais e ficasse sobrecarregada.

E que isso transformasse o filme em uma biografia.
Sim. Acho que ele estava com medo de que eu começasse a separar as coisas. E porque atores são obcecados com autenticidade. Há um medo quando você interpreta uma figura tão icônica para as pessoas, você teme que venham pela sua cabeça. Entende? Eu acho que ele sabia que isso seria…

Você está praticamente assinando para ser comida. E eu estava bem com isso. Acho que ele não acreditava em mim. Eu dizia: “Cara, estou bem se nem todo mundo gostar desse filme.” Entende? Eu aguento. E eu tinha muito respeito.

Já falei sobre isso, mas tenho muito respeito pelo tanto que ele se importa com ela. Então, eu sabia que ficaria bem. Também, assim que passei por toda a pesquisa, o roteiro tinha muita integridade. É muito bem pesquisado. Não há nada nele que seja errado. É uma meditação. Há traços de fatos por todo o roteiro que, se você é próximo da história, é emocionante.

Não quero fixar nos problemas do público, sei que você me perguntou sobre o Pablo, mas ela era muito sincera sobre seu distúrbio alimentar. Ele disse [imitando a voz de Pablo Larraín]: “Nós precisamos ir até o vaso sanitário com você.”

Ela queria desestigmatizar e realmente queria ajudar as pessoas a entenderem que mecanismos de defesa não são loucos, mas que existem outros tipos. Entende?

E então nos perguntamos: “Ok, bom, quando vamos tomar banho, entramos no chuveiro?” E ele dizia: “Não, ela é uma princesa.” E eu entendo totalmente porque, de primeira, eu dizia: “Não sei, o que vamos fazer? Tirar as roupas da princesa?” E ele dizia: “Não.” E realmente entendo completamente, esse não é nosso trabalho. Ela decidiu falar sobre a bulimia dela. Então, é como se ela tivesse nos convidado para entrar nessa parte de sua vida.

Mas outras coisas pareciam intocáveis de um jeito espiritual e outras que conseguíamos descompactar. A maneira como eu e Pablo nos unimos e encontramos nosso círculo concêntrico foi definitivamente através do roteiro, não através de ensaios. Era sobre falar o que cada cena deveria fazer e como deveria terminar, e então me dar liberdade absoluta para encontrar meu próprio caminho até aquele final.

E foi a habilidade dele de ter empatia e vir nessa jornada comigo que o permitiu capturar isso. Porque se ele seguisse o meu caminho, ele nunca estaria na posição de filmar e nunca conseguiria entender como enxergar. Mas como ele andou cada passo ao meu lado, isso vai soar bem dramático, ele chorou todas as lágrimas comigo. Nunca passei por um sentimento e emoção ser vê-lo compartilhando isso comigo. Então, nós nunca realmente falamos sobre como fazer isso. Nós realmente só falamos sobre o que ele queria que fosse, onde precisávamos capturá-la. Ele dizia: “Habite o espaço, vou seguir você.” E eu respondia: “Não é o suficiente.” Mas acabou sendo. Não nos falamos muito enquanto filmávamos. Só olhávamos muito um para o outro.

É uma forma incrível de comunicação, uma de confiança absoluta.
Especialmente quando seu diretor está usando uma máscara e tudo o que você consegue ver são os olhinhos chilenos. Mas eu sabia. Conseguia sentir ele de longe.

Definitivamente queria te parabenizar pelo noivado. Isso nos leva a um elemento do Oscar que é você e Ariana DeBose [indicada em Melhor Atriz Coadjuvante por Amor Sublime Amor] são mulheres abertamente queer. É algo que parece muito revolucionário, mesmo quando não devia ser. Como você se sente sobre isso? O que você acha que isso significa e o que significa para você?
Acho que eu teria descoberto minha sexualidade muito mais cedo se tivesse sido dominante na nossa cultura de um jeito descolado.
Sempre falo sobre como me sinto sortuda por não ter tido dificuldades, mas também me sinto um pouco enganada, sabe? Como se eu estivesse tentando muito verificar aquela caixinha. Tendo dito isso, sou totalmente bissexual.

Eu não estava no lugar errado, nunca fiz nada que não fosse falso comigo mesma. Mas também fico com um pouco de raiva que não me encorajaram a gostar de meninas no ensino médio. Quem sabe o que teria acontecido? Entende?

Com certeza.
Ou apenas deixar neutro e deixar por minha conta, entende?

Sim.
Quando estávamos fazendo Happiest Season, várias pessoas disseram: “Por que estão fazendo um filme sobre sair do armário? É tão irrelevante. É muito fácil hoje em dia. Estamos chegando em um momento em que deveríamos fazer algo com mais nuance, um pouco mais moderno, atual.” E eu pensei: “Está louco? Você já saiu de West Hollywood? Já saiu do Brooklyn? Do que você está falando?”

Eu adoraria que algum deus das estatísticas se sentasse com a gente agora e falasse: “Ok, vamos lá. De todo os ganhadores e indicados ao Oscar desde o primeiro, aqui estão todos os gays.” E começaríamos a abaixar cartas e mais cartas e mais cartas. Não apenas os atores, todos os indicados. Quem você acha que faz os filmes? Quem você acha que faz tudo isso?

É muito louco. Não acredito que estou entre as primeiras atrizes assumidas a serem indicadas ao Oscar. É verdade?

Sim. Lady Gaga, Angelina Jolie, e só na categoria de Melhor Atriz.
Que loucura.

Pois é. E mesmo assim, vocês ainda são maiores em número do que os homens, então…
Certo. Sim, certo.

Consideravelmente.
Sim, claro. Espero que… Isso não é sobre quem espero que ganhe ou nada do tipo, mas que oportunidade legal para falar sobre isso. Se ela [DeBose] ganhar e falar alguma coisa, vou gritar.

Todos vão. Cada criança que assistir ao Oscar, aquelas criancinhas queer, vão ver isso e…
Literalmente me arrepiei da cabeça aos pés.

Vai fazer uma diferença enorme para eles.
Eu sei. Digo para qualquer pessoa que ainda não se assumiu ou não teve a oportunidade e apenas não são da nossa geração, como a que eu estou colhendo todos os frutos do trabalho que já foi feito, nós ainda sentimos tudo isso. Ainda é muito óbvio. Só é muito legal colocar uma palavra nisso. Volto no começo da conversa porque, tipo, não precisamos disso. Estamos bem, mas como é bom fazer parte de algo claro. Como é legal fazer parte de algo que possui uma palavra digerível ou uma frase que podemos atribuir e entender porque somos humanos e gostamos de entender as coisas. É incrível, sim.

É uma ótima frase para terminar a entrevista.
Nós colocamos um ponto final!

Você fez um círculo completo de um jeito perfeito. Amei. Obviamente, te desejo tudo do melhor para aquela noite.
Obrigada.

Mas, resumindo, divirta-se.
Eu vou. Não, literalmente, independente de qualquer coisa.

Eu sei que você é cinéfila, então você pode ser uma cinéfila com todo mundo junto.
Literalmente. Você deve conseguir me assistir em um dois cortes da premiação. Dylan, Pablo e eu estaremos assim [Stewart leva as mãos ao rosto, com a boca aberta]

Oh, sim. Mal posso esperar.
Ainda não acredito.

Mal posso esperar para ver o que você vai usar no Oscar.
Eu também. Não faço ideia.

Você ainda não sabe?
Não. Estou trabalhando nisso.

Ok, então vai ser uma surpresa para todos nós.
Sim.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen Stewart compareceu ao Producers Guild Awards no último sábado (19) para apresentar a categoria de Melhor Filme. O vencedor foi o filme CODA – No Ritmo do Coração, com o prêmio indo em especial para o produtor Philippe Rousselet. Confira fotos:

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