Kristen Stewart participou de um bate-papo na quarta-feira (15) como parte do Festival de Toronto e falou sobre sua carreira e seu novo filme, que está em exibição no festival, Spencer. Além do bate-papo, Kristen também participou de entrevistas individuais com alguns jornais canadenses. Confira um resumo do bate-papo e alguns destaques da entrevista com o Q on CBC:

The Hollywood Reporter: Kristen Stewart, que interpreta a falecida Princesa Diana em Spencer, do diretor Pablo Larraín, diz que há uma grande diferença entre ela como atriz mergulhando no casamento de sua personagem e a própria Princesa.

Enquanto falava no Festival de Toronto na quarta-feira, Stewart refletiu sobre seu tempo interpretando Diana e explicou como sentiu o apoio no set do filme.

“Uma diferença entre Diana e eu, sobretudo, é que ela estava sozinha e eu não estava. Pessoas estavam me abraçando… eu tinha uma rede de apoio”, disse Stewart.

O filme de Larraín se passa em um longo fim de semana de Natal quando Diana decide terminar seu casamento com o Príncipe Charles. Stewart, embora efusiva em sua admiração pela Princesa Diana, reafirmou que ela e a falecida Princesa são pessoas diferentes, apesar da atriz de Hollywood ter uma fama similar após sua estreia na franquia Crepúsculo.

“Não havia um jeito de interpretar esse papel perfeitamente, portanto, foi mais fácil de não me sentir tão intimidada. Porque o único jeito de capturar algo louco é ser assim, e eu só podia ser a minha versão e esperar que tivesse aprendido tudo o que podia sobre ela e então misturar nós duas para fazer a melhor versão possível”, ela explicou sobre a alquimia necessária para interpretar Diana na tela.

Além da ajuda de um professor para acertar o sotaque britânico e das roupas, cabelo e maquiagem feitas pela equipe criativa de Larraín para interpretar a falecida Princesa, Stewart dá créditos para sua colaboração próxima com o diretor chileno para colocar Diana na tela.

“Você precisa ser humano e não destruir sua equipe, não tirar vantagem das pessoas e artistas. Mas se sua intenção é boa, você realmente pode guiar uma pessoa e ela pode gostar”, diz Stewart sobre Larraín. “Como alguém que pretende fazer filmes, me senti renovada por ele e impressionada com seu compromisso. O comprometimento com sua visão, que também era bem particular e estranha, era feral e muito legal. Esses são os únicos tipos de pessoas que deveriam estar fazendo filmes.”

Ela também elogiou a diretora de fotografia, Claire Mathon – outra veterana no time criativo de Larraín – junto com a figurinista Jacqueline Durran, o cabeleireiro e maquiador Wakana Yoshihare, e o designer de produção Guy Hendrix Dyas.

“Claire é um gênio. Ela é uma mulher de poucas palavras, mas tão atenta. Ela não está pensando no resultado enquanto está trabalhando. Ela está recebendo. Eu poderia me levantar e correr até o outro lado do cômodo e de alguma forma ela estaria na minha frente antes que eu chegasse lá”, Stewart lembra.

“Algumas pessoas estão muito presas dentro de suas próprias mentes – composição, luz e o que querem que você faça – versus o que você vai dar para eles”, ela adicionou.

Indiewire: Conversando em um bate-papo exibido como parte do Festival de Toronto, Kristen Stewart disse que não havia lido o roteiro de Spencer, escrito por Steven Knight, antes de dizer a Pablo Larraín que estava interessada em interpretar o amado ícone britânico.

“Ele me ligou. Primeiramente, eu não havia lido o roteiro, e ele propôs essa ideia e disse que estava fazendo um tipo de poema em um tom estranho sobre a Diana, e perguntou se eu estaria interessada ou não em abordar o assunto antes de enviar o roteiro”, ela disse. “Meio sem pensar, e de forma muito irresponsável, eu disse: ‘Sim, absolutamente.’”

Stewart disse que normalmente ela está confiante quando aceita um papel, mas quando disse sim para Larraín, ela não estava. A atriz adicionou: “Eu poderia ter completamente estragado tudo.”

“Antes de dizer sim ou não, eu pensei: ‘Quem é você se não disser sim?’” Stewart continuou.

Spencer faz uma abordagem lírica à história de Diana, descrevendo-se como uma “fábula” que se passa em três dias tumultuosos em 1991 antes do divórcio da Princesa e do Príncipe Charles. Essa abordagem funcionou bem com as sensibilidades de Stewart.

“Meus tipos favoritos de filmes são os que exploram e cultivam o caos controlado, é assim que você descobre coisas que valem a pena fotografar”, disse a atriz, adicionando que ela não sentiu pressão para interpretar uma Diana perfeita.

“Ela é como um fio elétrico e alguém que tem uma energia incrivelmente encantadora, casual, contagiante, empática e calorosa, mas ao mesmo tempo você sempre sente que há algo errado – ela está protegendo uma coisa”, disse Stewart. “Você nunca sabe o que vai acontecer. Ela entra em um cômodo e a terra começa a tremer. Então, eu sabia que não havia um modo perfeito de interpretar isso e, portanto, foi mais fácil. Ou ao menos mais fácil de não ficar tão intimidada e assustada. Eu só poderia ser a minha versão e esperar que aprendi e absorvi tudo sobre ela, combinar nós duas de um jeito estranho e então fazer a melhor versão.”

Havia uma coisa sobre Diana que Stewart sabia que precisava acertar: Sua experiência como mãe.

“Acho que seu poder e força da natureza imbatível realmente aparece quando ela está com as crianças. Ela não era muito boa em se proteger, mas era ótima em protegê-los”, ela disse. “Se você não conseguir acertar nisso, você não acerta ela.”

Entertainment Weekly: Por todos os relatos críticos, Kristen Stewart fez a mãe de todas as interpretações da Princesa Diana em Spencer, de Pablo Larraín, e fez dando atenção digna de realeza ao instinto maternal do ícone falecido.

A atriz de 31 anos revelou em uma discussão virtual na quarta-feira durante o Festival de Toronto que ela era “alheia” à monarquia britânica quando criança, mas pesquisar a vida de Diana como mãe para o Príncipe William e Príncipe Harry deu para ela as “impressões mais fortes” de quem Diana era como pessoa.

“Era a única coisa em sua vida que ela tinha certeza. Ela queria se sentir incondicional sobre algo. Seu poder e força da natureza imbatível realmente aparecia quando ela estava com as crianças porque ela não era muito boa em se proteger, mas era ótima em protegê-los”, Stewart contou para o público. “Como uma pessoa de fora, eu consegui sentir. Queria proteger isso e foi uma coisa estranha sobre esse filme porque se você não acerta essa parte, você não a acerta.”

Ela descreveu Diana como alguém que as pessoas “se atraiam” naturalmente por causa de partes diferentes de sua personalidade, incluindo uma “mistura estranha de desejo e bondade extrema”, o que a levou a ser tão vulnerável quanto defensiva em entrevistas.

“Ela mostra o que sente como ninguém. Sinto que ela não consegue esconder nada, e mesmo assim não sabemos nada sobre ela. Diana é alguém que você apenas se atrai”, Stewart continuou, adicionando que as liberdades artísticas de Spencer – que segue uma imaginação fantasiosa do feriado de Natal de Diana na casa de Sandrigham, onde ela decide terminar seu casamento com o Príncipe Charles (Jack Farthing) – se comunicam com o legado de Diana.

“Ela oferece um terreno incrivelmente exuberante e complicado para fazer arte. Ela é alguém que é tão inspiradora e que mudou o mundo, e me perguntam muito se é ou não legal tentar contar a história de alguém que não está mais aqui, alguém que já foi tão invadida e roubada”, ela disse. “Nós realmente não declaramos saber de nada ou apresentamos novas informações, toda sua força e missão foi o que precisávamos para nos juntar e encontrar conexão.”

E sua abordagem funcionou até agora: os críticos aclamaram a performance como uma das melhores do ano após a estreia do circuito de festivais, com Stewart ganhando atenção considerável na corrida do Oscar como resultado.

Sobre trabalhar com as crianças: “Tive sorte, eu realmente gostei deles. Eles eram muito inteligentes, legais, engraçados e doces. Realmente se abriram para essas experiência de um jeito muito bonito. Eu estava com medo de algumas coisas. Obviamente o sotaque é assustador, mas tecnicamente, se você tem tempo, você aprende qualquer coisa. O sotaque é difícil, mas eu não posso fazer crianças gostarem de mim, elas têm que fazer isso, não posso controlá-las. Posso controlar todo o resto, mas essa era a carta coringa. Por isso que, para mim, é a coisa mais legal quando os três estão juntos. Eles são ótimos atores e crianças adoráveis. Há uma cena no filme, uma onde temos que acender velas e não é escrita com tantos detalhes, mas tínhamos que seguir esse padrão. De primeira, saímos do roteiro e ficamos brincando. Mas eles sabiam bastante porque são ingleses, cresceram com essa cultura onde estão bem cientes da família real. Há algumas falas que se fossem ditas por qualquer adulto seriam muito óbvias, mas parecem muito honestas com essas crianças.

Em um momento, Harry pergunta: “William, você quer rei algum dia?” Não sei se eles se sentam e falam sobre isso, talvez sim. Devem precisar falar em algum ponto. Foi legal segui-los, acho que não há uma resposta melhor. Tivemos sorte que eles eram rapazinhos muito bonitos.”

Após o Met Gala, Kristen Stewart conversou com a revista VOGUE sobre suas inspirações para o look e contou o que mais gosta no baile depois de oito anos frequentando o evento. A VOGUE também detalha os produtos usados por Jillian Dempsey (maquiadora) e Tara Swennen (estilista) para completar o visual. Confira:

Kristen Stewart sabe como fazer uma grande entrada, e quando a estrela de Diana foi ao Met Gala na segunda-feira à noite, ela chegou chegando. A roupa da Chanel Haute Couture cheia de detalhes de Stewart se destacou em um tapete vermelho com looks extremos. Seu casaco com babados rosa e preto e calça branca de tweed brilharam quando ela posou ao lado de amigas como Tessa Thompson e, a também embaixadora da Chanel, Lily-Rose Depp. O visual dramático foi complementado com um rabo-de-cavalo loiro alto feito por Adir Abergel e franjas estilo Bettie Page para criar o que Stewart descreveu como uma “Barbie elegante e rockabilly*”.

[*] Rockabilly é um dos subgêneros do rock muito popular nos anos 50.

O conceito surgiu do tema da noite, In America: A Lexicon of Fashion, e os pensamentos da estrela foram sobre as diferenças entre a moda nacional e o estilo Gálico. “Eu queria pegar a Chanel, que é geralmente simples, clássica e corajosa, e dar uma energia americana exagerada”, compartilhou Stewart depois do evento. “A estética francesa, para mim, é sempre natural e silenciosamente autoritária. Queria que esse look fosse um exagero americano do melhor jeito.”

Executar esse conceito permitiu que Stewart e a estilista Tara Swennen fossem criativas e mergulhassem nos acessórios da Chanel. O anel Comète Spirale de diamante ouro branco de Stewart, o relógio Boyfriend cravejado de joias, e uma clássica bolsa com aba prateada adicionaram drama. A maquiadora Jillian Dempsey então transformou Stewart usando produtos da Chanel Beauty como a paleta de sombras Candeur et Séduction em tons de rosa e o hidratante labial Boy de Chanel para criar um visual suave, mas marcante.

Depois de oito Met Galas, Stewart está acostumada com as entradas e saídas do evento. Ainda assim, o baile desse ano foi memorável. Depois de quase uma década como rosto da Chanel, uma noite na mesa da grife foi uma chance de encontrar velhos amigos e fazer novos. “Minha parte favorita é passar um tempo com a equipe que a Chanel monta”, diz Stewart. “Eles sabem como reunir um grupo divertido e fascinante.” A grande performance surpresa da noite – um show especial de Justin Bieber – também não fez mal. “Eu sou uma grande fã do Justin Bieber”, diz Stewart. “Foi a melhor parte da minha noite!”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen Stewart comparece ao Met Gala 2021
15, set
postado por KSBR Staff

Kristen Stewart compareceu ao Met Gala, na segunda-feira (15), representando a Chanel, marca a qual é embaixadora desde 2013. Por conta da pandemia, o baile que geralmente acontece na primeira segunda-feira de maio, aconteceu no mês de setembro com o tema ‘In America: A Lexicon of Fashion‘. Kristen homenageou as pin-ups, mulheres que eram ícones da moda nos anos 50. Confira fotos:

EVENTOS > EVENTOS E PREMIAÇÕES > EVENTOS E PREMIAÇÕES EM 2021 > (13/09) MET GALA ‘IN AMERICA: A LEXICON OF FASHION’

Enquanto esteve no Telluride, Kristen Stewart conversou com o The LA Times sobre Spencer e sobre a Princesa Diana, a quem interpreta no filme. Confira:

“Eu sou totalmente uma idiota por Los Angeles”, Kristen Stewart diz, dobrando seu pulso para me mostrar uma tatuagem com o logo dos Dodgers de Los Angeles. É o último dia do Telluride Film Festival e estamos indo para casa no mesmo voo fretado, mas não antes de falar sobre Spencer, o drama dirigido por Pablo Larraín em que ela interpreta a Princesa Diana no momento em que está tentando se libertar de seu casamento sufocante e sem amor durante o fim de semana de três dias de Natal na mansão da família real.

Stewart tinha acabado de chegar de um painel no Telluride chamado “Recriando o Real: O que Significa Reimaginar uma Pessoa Conhecida do Passado” e agora, sentada em uma varanda, vestida casualmente neste dia quente no Colorado em uma blusa branca, calças confortáveis e seu cabelo em um rabo de cavalo, ela está rindo da ideia de ser uma participante “expert” nesse tipo de coisa. Além disso, ela está um pouco empolgada com um enorme golden retriever constantemente rodeando onde estamos sentados, possivelmente porque o alimentei com metade de um bolinho inglês alguns minutos antes dela chegar.

A verdade é, Stewart diz que não tem tanto conhecimento para transmitir, além de: Faça a pesquisa, então jogue fora para que você possa estar presente e ser impulsivo. Sim, ela teve um professor de dialeto para Spencer e foi a escola para estudar sua postura. Mas Stewart não queria que essas coisas definissem sua performance. Ela queria ser livre para imaginar.

“Diana é como um fio elétrico”, Stewart diz, se inclinando para frente. “Qualquer foto ou entrevista que vi, há uma qualidade explosiva e de tremer o chão que sempre me deu o sentimento de que você não sabe o que vai acontecer. Mesmo quando ela está em um tapete vermelho, parece um pouco assustador. Isso pode ser projeção, porque todos sabemos o que aconteceu. Mas ela tem essa sensação de gato selvagem. Então, eu queria transmitir isso. Não há um jeito de planejar o caos, você precisa agir.”

Como temos que fazer as malas de última hora, seguimos em frente, mergulhando no filme e na performance que todos nos festivais de Veneza e Telluride estão comentando.

Há uma montagem de dança em Spencer que pareceu que você estava pegando tudo o que aprendeu sobre Diana e colocando em movimento. É de tirar o fôlego… então, depois do filme, li que você odeia dançar. Fala sério.
Vou dizer agora que isso verdadeiramente tirou qualquer controle que eu tinha em a minha energia. Isso liberou a dançarina dentro de mim. É a única coisa que levei dela. Irei levantar-me na frente de qualquer pessoa agora, com certeza. Não tenho mais vergonha. É como tirar um band-aid. Antes, eu não conseguia me mexer, não era algo que me sentia bem.

E agora?
Estreamos nosso filme em Veneza e fizemos um grande festa com dança, acho que perdi uns 2kg em suor naquela noite. E, sim, acho que a dança diz muito sobre a Diana. Eu estava tentando planejar. Perguntava para o Pablo: “Quando vamos filmar? O que significa? O que vamos ouvir?” E finalmente, ele só disse: “Não estamos fazendo uma biografia. O que quiser aparecer, apenas confie que você a ama e permita que o seu conhecimento sobre ela se apresente.” Então, ele escolheu músicas que realmente tinha de tudo. Era ‘Elevator to the Gallows’ de Miles Davis, ou Talking Heads, Lou Reed, Sinéad O’Connor fazendo cover de Nirvana. A música sempre ditava o clima. Diana era alguém que amava música pop. Eu conseguia vê-la ouvindo Phil Collins e chorando no banheiro. Também conseguia vê-la dançando no closet ouvindo Madonna.

Quanto tempo vocês passaram filmando essas danças da Diana?
Filmamos no fim de cada dia por volta de 30 minutos aleatoriamente pela casa usando roupas diferentes. Alguns dias eu estava com muita raiva, outros estava completamente bagunçada. Alguns dias eu sentia um desejo imenso. Senti necessidade, ânsia, vontade. E outros me sentia muito pequena, solitária e idiota, e algumas vezes vingativa. No final, eu estava tipo: “Pablo, por favor, para. Você consegue fazer um filme de 12 horas com isso.”

Seu humores eram ditados pelo que você estava filmando? Assistindo ao filme, parece ter tido muitos dias em que você estava se sentindo com raiva ou sozinha. Ela é uma bagunça durante a maior parte do filme.
Ela abrigava uma raiva imensa. Você consegue sentir. Há momentos em que ela realmente está encurralada em um canto. É fácil pensar que você tem o direito de perguntar: “Por que ela está com raiva? Ela sabia onde estava se metendo.” Essa é uma imaginação poética sobre como deve ser a sensação de uma mulher à beira do precipício e em certo estado de desamparo. Não fazemos ideia do que aconteceu. Mas acho que ela nunca conseguiu lidar com a rejeição. Ela não conseguia mais engolir a mentira. E esse é um sentimento muito fácil de entender. Isso me deixaria com raiva. Acho que deixaria qualquer um com raiva. Como você não sente empatia com isso?

O quanto de si mesma você vê na Diana? Muitas pessoas acharam estranho você no elenco, mas você entende sobre a vida nos holofotes. E sabe que a fantasia é diferente da realidade.
Eu nunca fui muito boa em sair de quem eu sou, não sou uma atriz-personagem. Não estou criando regras para mim mesma, mas os trabalhos mais honestos que fiz contém minhas próprias memórias. E, olha, nunca cheguei perto da fama descomunal que ela tinha. Ela era a mulher mais fotografada do mundo. Para mim, é legal compartilhar meu trabalho com tantas pessoas. No entanto, algumas vezes é muito passageiro. É tão intocável que não parece real, portanto, faz você se sentir distanciado. As pessoas acham que conhecem você e você sente que não, então pensa: “Bem, não há uma impressão errada. O que quer eu esteja transparecendo agora é verdadeiro com o momento, qualquer combinação de detalhes que eles juntaram para formar essa impressão é o que é.”

Mas não te incomoda quando chega em um ponto onde você está acomodada, que tudo é uma imagem e você não pode controlar?
Eu sei o que é se sentir encurralada em um canto. Sei o que é sentir resistência, e então se arrepender disso, porque de repente você está sendo definida como rebelde. Você não faz ideia de quantas vezes as pessoas me disseram: “Então você não se importa, não é?” Tá brincando? Essa é realmente a impressão? Porque é o oposto. É tão desesperadamente o oposto. Essa ideia é complicada, mas definitivamente entendo o sentimento de querer ter uma conexão humana e, ironicamente, se sentir distanciada pela quantidade que é empurrada em você.

Você se descreveu como uma idiota por Los Angeles, então você se sentiu deslocada naquela propriedade rural absurda?
Na verdade, me senti incrivelmente confortável. Antes de começarmos a filmar, estava com tanto medo de que parecesse muito teatral, mas não havia muitas pessoas lá, então não pareceu enorme em escala. Era imenso, mas em escala parecia bem pequeno. Então, você se sente em casa. E mesmo que o filme seja triste e pesado, há uma energia implacável. Me diverti muito. Senti que fui permitida ser uma líder, porque ela era. Parecia que ela tinha essa sensação fácil de autoridade. Ela é, tipo, a melhor professora de jardim de infância que você pode imaginar.

Quando eu estava no set, eu tinha um amor imenso pela equipe. Sentia que se alguém estivesse cansado – e isso pode ser a coisa mais arrogante do mundo e eu não ligo –, eu dizia: “Ei, se alguém tropeçar, estou com vocês. Se segurem em mim e vou nos levar até lá.” Me senti mais alta do que nunca.

Acho que não preciso me preocupar em dar spoiler do final. Talvez a escolha da música do final seja um spoiler? Não sei. [Se você não quer saber, pule a pergunta] Mas, como todas as músicas dos anos 80, ‘All I Need is a Miracle’ de Mike & the Mechanics pareceu uma escolha inspirada para uma fuga por liberdade.
Quando Pablo tocou essa música para mim pela primeira vez, comecei a chorar. É quase como um momento John Hughes no final desse filme. Como se, de repente, a protagonista está caminhando para o pôr do sol, então corta de volta para o ex-namorado que é um babaca. Pareceu tão triunfal.

No filme, Diana conversa com o fantasma de Anne Boleyn. Você já teve encontros paranormais?
[Risos] Não. Mas senti algumas coisas fantasmagóricas e espirituais fazendo esse filme. Mesmo que eu estivesse apenas fantasiando. Senti que algumas vezes eu parava. É assustador contar a história de alguém que não está mais viva e que já parece ser tão invadida. Nunca quis que sentissem que estávamos invadindo nada, apenas que estávamos adicionando à multiplicação de uma coisa bonita.

Houve algum momento em que você sentiu Diana com você? Talvez isso soe muito estranho…
Ela pareceu muito viva para mim quando estava fazendo esse filme, mesmo que fosse tudo uma fantasia minha. Mas em alguns momentos meu corpo e minha mente esqueciam que ela estava morta. E, de repente, vinha uma imagem do que aconteceu e eu me lembrava de quem ela deixou para trás. Eu ficava impressionada com a emoção renovada. Toda vez. Talvez duas ou três vezes na semana, eu entrava em colapso pelo fato de que ela morreu. Eu não conseguia aceitar porque estava lutando todos os dias para mantê-la viva.

Nosso filme é muito dramatizado. É condensado em três dias e, para mim, parece um ballet. Mas eu ainda estava lutando para mantê-la viva todos os dias, então lembrar que ela não estava era absolutamente dilacerante. Me destruía constantemente. E isso pareceu espiritual… Era como se ela estivesse lá em alguns momentos, sabe, tentando abrir passagem. Foi estranho. E incrível. Nunca senti nada como isso na minha vida.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Depois de participar de um Q&A sobre Spencer em uma sessão do filme no Telluride, Kristen Stewart e Pablo Larraín participaram do seminário “Recreating the Real” no parque da cidade onde foi feito um piquenique. Confira fotos e uma pequena transcrição:

EVENTOS > EVENTOS E PREMIAÇÕES > EVENTOS E PREMIAÇÕES EM 2021 > (06/09) PAINEL ‘RECREATING THE REAL’ NO TELLURIDE FILM FESTIVAL

Spencer recebeu ótimas críticas nos festivais de Veneza e Telluride e agora a estrela do filme, Kristen Stewart, está se abrindo mais sobre seu processo em trazer um ícone tão grande como a Princesa Diana para as grandes telas. Em um seminário no Town Park de Telluride no dia 6 de setembro, Stewart falou sobre alguns desafios que ela encontrou ao fazer o filme de Pablo Larraín.

“É estranho vagar por coisas delicadas assim”, ela disse sobre a história real. “Todos sabemos que ainda há pessoas vivas incrivelmente envolvidas nisso e relacionadas intimamente com a história. Eu nunca poderia me tornar uma pessoa completamente diferente. Acho que ela era alguém que se sentia tão viva que, para fazer justiça a isso, eu precisei ser muito viva também para permanecer impulsiva e presente.”

Stewart sugeriu que a verossimilhança perfeita era menos importante do que capturar o jeito que Diana fazia todos se sentirem. “Você pode empurrar o tanto que quiser no seu corpo, mas é mais espiritual”, ela disse. “E se você tirar toda a afeição, todos os detalhes que comprometem os traços de personalidade de alguém, os elementos mais ressoantes e impactantes dessa pessoa é como ela era.”

Isso me lembra a abordagem de Tom Hanks sobre o Senhor Rogers em Um Lindo Dia na Vizinhança, onde o ator parecia mais preocupado em transmitir uma impressão do amado apresentador infantil do que uma imitação. E Stewart realmente vê a conexão entre Fred Rogers e a falecida Diana Spencer.

“Ela é uma grande contradição, a combinação mais estranha de coisas que não se juntam necessariamente o tempo todo”, Stewart disse. “Seria muito fácil fazê-la ser perfeita e muito divertido martirizá-la porque ela era tão linda e queria que as pessoas fossem felizes. Ela é como o Senhor Rogers. Há algumas pessoas que você fica: “Você é realmente sincera assim? Está me deixando desconfortável!” Ela me abriu de um jeito muito marcante.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen Stewart e o diretor de Spencer, Pablo Larraín, estiveram presente no último dia do Telluride Film Festival para um Q&A após uma sessão do filme. Confira fotos:

EVENTOS > EVENTOS E PREMIAÇÕES > EVENTOS E PREMIAÇÕES EM 2021 > (06/09) EXIBIÇÃO DE SPENCER NO TELLURIDE FILME FESTIVAL [Q&A]