Arquivo de 'Personal Shopper'



A temporada de premiações começou e mesmo sem campanha, Kristen foi indicada em várias premiações de críticos americanos por seu papel como Maureen em Personal Shopper, de Olivier Assayas, que estreou no começo do ano. Confira:

INDICADA
:
Indiana Film Journalists
St Louis Film Critics Awards
Las Vegas Film Critics Awards
Austin Film Critics Association

VENCEU
:
International Online Cinema Awards

Kristen concedeu uma entrevista ao  The Sydney Morning Hereld onde ela falou sobre seu novo filme Personal Shopper, sua experiencia como diretora do curta ‘Come Swin‘, sua vida pessoal e profissional e mais. Confiram:

Interpretando Bella Swan no sucesso fenomenal Crepúsculo trouxe a adolescente Kristen Stewart à adoração global e instalou-a como uma metade do poderoso casal de Hollywood com o seu par romântico nas telas – e fora das telas – Robert Pattinson.

Mas longe de florescer sob os flashs intermitentes da mídia, a estrela pareceu crescer mais carrancuda, mal-humorada e mais frustrada a cada parte da gigantesca franquia de vampiros, que a empurrava ainda mais para centro das atenções, e por um tempo parecia que ela poderia se distanciar inteiramente.

“Eu era muito, muito jovem; eu tinha 17 anos,”
ela diz. “Era muito insano. Era muito assustador tentar fazer as pazes com quantas pessoas queriam saber de cada detalhe da minha vida. Eles queriam tudo. Era demais. Eu não conseguia digerir o que estava acontecendo. Eu era muito insegura para colocar para fora o que era.”

No entanto, apesar dos aspectos mais problemáticos de sua rápida ascensão à fama, Stewart aprendeu a apreciar que esses anos fizeram dela quem ela é hoje. “É central para minha historia pessoal;  me moldou incalculavelmente e me ensinou muitas lições sobre mim, sobre as pessoas e sobre a sociedade”, ela revela. “É engraçado o tanto que eu odiava atenção. Eu realmente odiava – eu não acho que isso era segredo – mas agora eu não olho para trás e me lamento e penso ‘Que fase horrível, estou traumatizada’ Me fascina mais.”

Agora com 26 anos, a atriz amadureceu para uma confiante e sincera mulher. Longe de surtar diante da pressão de ser uma estrela, ela esta criando sua própria marca como um ícone LGBTI e uma séria artista, evitando os filmes comerciais para títulos europeus de arte como Equals, Clouds of Sils Maria e seu mais recente, Personal Shopper.

Dirigido pelo cineasta francês Olivier Assayas – que já trabalhou previamente com a atriz em Sils Maria – o filme conta a história de Maureen (Stewart), uma americana que vive em Paris e trabalha como personal shopper para uma grande celebridade. Sua vida toma uma volta dramática quando ela começa a receber mensagens em seu celular de seu irmão gêmeo recém-falecido e é assombrada por sua presença fantasmagórica, enviando-a para uma espiral descendente de dúvida quando ela começa a questionar sua própria sanidade.

O filme é uma demonstração de discutivelmente a melhor performance da carreira de Stewart, ganhando uma exaltação enorme dos críticos e rendendo à Assayas o premio de Melhor Diretor no Festival de Cannes do ano passado. Mas apesar de extremamente satisfatório artisticamente, Stewart admite que fazer o filme foi uma experiência esgotante e solitária.

“Foi um filme muito emocional e é minha maneira de trabalhar em que eu me empurro até onde eu posso ir para alcançar esses extremos”, diz ela. Maureen está constantemente gastando toda sua energia e se movendo freneticamente, porque isso a distrai de enfrentar sua dor. Mas isso é o que torna o processo de atuar excitante para mim. Eu me sinto mais viva e preenchida quando estou sofrendo e atingindo o ponto de exaustão.”

Enquanto uma isolada e frágil Maureen anda à beira da loucura, o filme não tenta explicar os acontecimentos sobrenaturais acontecendo, mas prefere os explorar como um efeito colateral de sua dor. Naturalmente, a própria experiência de Stewart como uma relutante e louvada famosa a ajudou de alguma forma a se relacionar com o isolamento de sua personagem. Mas mesmo assim, a atriz diz que aqui era muito pouco do que ela poderia fazer para se preparar para um papel tão traumático.

Ela é uma americana em Paris; ela é uma alienígena em todos os sentidos. Ela está enraizada, enterrada no processo de luto por seu irmão gêmeo. Ela é uma meia pessoa, fraturada e quebrada. Está é uma mulher que quer tanto acreditar em qualquer coisa concreta, porque ela está chocada, porque seu sistema de crenças está completamente sobrecarregado pelo que ela está passando. Há uma infinita e crucificante sequência de “talvez” que confrontam sua lógica e a si mesma.

O filme, embora não forneça exatamente nenhuma resposta, levanta muitas questões existenciais sobre a vida, a morte e o destino, um aspecto do processo que Stewart diz  que “assustou, animou e moveu” ela.

“Porque todos os dias, todos nós encontramos coisas, momentos e eventos que não podemos articular”, diz ela com fervor. “Como uma vibração de uma pessoa, uma atmosfera de um lugar que você não pode explicar, que você não pode tocar ou ver, mas você pode sentir. Todos nós podemos dizer que experimentamos aqueles minutos de profecia, onde nós sonhamos com que poderia acontecer e então acontece.”

É difícil determinar se a carreira de Stewart é a que ela sonhou, ou se tem sido uma evolução natural de sua infância. Nascida em LA de pais que trabalham na indústria do entretenimento – seu pai, John, é produtor de TV e gerente de palco; sua mãe, Jules, que é originalmente de Queensland, é uma supervisora de roteiro – Stewart praticamente cresceu em sets de filmagem e conseguiu seu primeiro grande papel com apenas nove anos em ‘O quarto do pânico’ de 2002, que estrelou Jodie Foster.

Ela já disse que originalmente queria se tornar cineasta, uma ambição que ela conseguiu de alguma forma concretizar ao dirigir seu primeiro curta: Come Swim. “Eu nunca fui mais feliz do que eu senti trabalhando nele,” Stewart reflete. “Eu queria dirigir desde que eu tinha nove anos. Com atuação você pode trabalhar em um projeto, e então ir embora depois que a filmagem acabar e seguir para o próximo projeto. Como um diretor, você está envolvido em cada passo ao longo do caminho.”

Estreando o curta de 17 minutos no Sundance ano passado, a linda californiana o promoveu em uma entrevista no Sundance Studio. Inteligente, sincera e articulada na entrevista, ela estava mundos distante da adolescente mal-humorada e indiferente da era de Crepúsculo. Na verdade, durante seu recente episodio como anfitriã do Saturday Night Live, ela pareceu se divertir com seu lado “muito legal para a escola” com a ajuda dos regulares Kate McKinnon e Aidy Bryant, que entrou em uma enorme motocicleta vestindo roupas rasgadas e fumando cigarros.

Foi também durante este show do SNL que Stewart, que tem sido romanticamente ligada a várias mulheres nos últimos anos, “saiu do armário” depois de brincar dizendo que o presidente Donald Trump não gostava dela porque ele estava apaixonado por Robert Pattinson e porque ela era “tipo, tão gay, cara”. E enquanto ela ainda valoriza sua privacidade, Stewart é muito mais aberta do que antes. “Eu encontrei uma maneira de viver a minha vida e não sentir como se estivesse me escondendo,” ela declara. “E isso é bastante aparente para qualquer um que se importe – não que todos façam isso. Mas se você tem acompanhado isso de alguma forma, é mais aparente. Estou mais relaxada do que costumava ser”.

Junto com seu trabalho em filmes, Stewart está rapidamente se  tornando um ícone da moda, tendo aparecido em diversas campanhas para a casa de moda francesa Chanel e desenvolvido sua própria marca ‘tomboy chic’: calças jeans boyfriend com sapatos de basebol; terninhos com saltos elegantes. Recentemente, ela estreou um novo corte de cabelo que deixou os blogs de estilo em frenesi, e no ano passado levou para a primeira fila da  Chanel sua suposta namorada, na época, a cantora St Vicent.

Mas apesar de sua inclinação para sapatos e vestidos da Gucci, ainda há um lado da indústria da moda que Stewart encontra frustrante. “Eu vejo lados opostos, duelando para o conceito do mundo da moda e ambos têm uma voz – uma que fala das vulnerabilidades da arte, a outra da superficialidade”, ela diz.

“Há aqueles atraídos para a moda para a auto-gratificação: eles usam isso para ganhar a competição de popularidade. Eu não entendo isso, eu não me conecto com isso. Há os artistas, aqueles atraídos pela beleza, que não conseguem deixar de chorar e ser hipnotizados pela criação e pela beleza, que é celebrada ao lado da forma física e estética. Eles apreciam isso e eles vivem pela arte.”

Pode-se facilmente confundir a irritabilidade de Stewart com apatia, mas ouça atentamente e há evidências para sugerir que o contrário é verdade. Ela é uma jovem artista que quase se preocupa demais com o processo criativo e o que a arte deve representar, e dado espaço para nutrir sua visão, ela pode, com o tempo, criar algo realmente notável. Enquanto isso, ela está finalmente aprendendo a aproveitar o passeio.

“É tão importante ser capaz de entender o mais rápido possível o que você realmente quer na vida e encontrar uma maneira de ser feliz”, diz ela. “Estou ansiosa para tudo e me sinto muito bem.”

Fonte|Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil
 

Durante a divulgação de Personal Shopper, Kristen participou de um Q&A do filme no LACMA, ao lado do diretor Olivier Assayas e agora podemos conferir o que foi falado na sessão. Confira:

Na exibição apenas para membros no LACMA’s Bing Theater em 6 de Março, o diretor Olivier Assayas e a atriz Kristen Stewart conversaram com Elvis Mitchell, curador do Film Independent no LACMA, para falar sobre seu novo drama de mistério, Personal Shopper. Imediatamente após a exibição, Assayas e Stewart mergulharam em uma conversa intensa de 20 minutos sobre sua conexão como colaboradores, bem como o que os atraiu para Shopper.

Tal como aconteceu com a colaboração anterior de Assayas e Stewart em Clouds of Sils Maria de 2014, Shopper reflete o tema das mulheres descobrindo facetas de sua identidade enquanto experimentam o mundo à sua volta. Stewart interpreta Maureen, uma jovem americana que mora em Paris e trabalha como personal shopper para uma celebridade mimada. Gradualmente é revelado que Maureen também é uma médium usando suas habilidades estranhas para se comunicar com seu irmão morto, a quem ela era muito próxima. A partir daí, o filme leva o público em uma jornada através da auto-descoberta de Maureen durante sua vida um tanto que mundana que seguiu a passagem de seu irmão, bem como seus encontros emocionantes (e decididamente não mundanos) com espíritos desconhecidos.

Assayas começou o Q&A, dando ao público algumas informações sobre o quão certo ele estava da capacidade de Stewart em interpretar Maureen. Ele disse que naturalmente lhe deu o roteiro, porque a história “não fazia sentido” sem ela.

“Eu sempre fui fã do seu trabalho, mas eu não sabia o quão longe poderíamos ir ou como poderíamos trabalhar juntos”, disse Assayas. “Foi gradualmente no set de Sils Maria que eu percebi que poderíamos ir mais longe. Eu não tinha idéia de onde estava o limite, e eu ainda não sei.”

Assayas elogiou a qualidade humana e autenticidade que Stewart traz à tela, dizendo que Stewart deu (e dá) a ele a confiança para tentar coisas e explorar áreas que ele não ousaria fazer sem ela—apenas o tipo de colaboração que ele queria para Personal Shopper.

Claramente, para aqueles que sofreram a morte de um ente querido a experiência pode ser desarmadora. Pode ser uma luta para encontrar a sua base depois de algo tão confrontante. Em Personal Shopper, Maureen é uma versão desmantelada e dura de uma pessoa que tenta colocar sua vida novamente nos eixos—um desafio que Stewart tentou retratar.

“Eu acho que cada resposta a esse filme é inteiramente individual, então minha interpretação levou um segundo”, disse Stewart. “Mas, muito ambiguamente, eu sabia que era algo que valia a pena fazer, e fiquei muito intimidada por isso. Mas eu sabia que eu realmente adorei trabalhar com [Assayas].”

Para retratar a personagem, Stewart disse que tinha que saber como era se sentir “sozinho”. Ela precisava se colocar num espaço mental onde se sentia completamente isolada, a fim de canalizar o sentimento de pesar necessário para retratar Maureen.

Mitchell perguntou a Assayas e Stewart se eles achavam que confiavam uns nos outros o suficiente antes da produção para empurrar os limites normais do cinema. Com grande química vem grande colaboração criativa; a relação entre diretor e ator é importante para a atmosfera evocativa pretendida para um filme como Personal Shopper.

“Isso dá a você essa sensação de segurança sabendo que ele faz um bom trabalho, e isso soa muito simples, mas é verdade”, disse Stewart fala sobre o seu diretor.

Assayas sabia que por causa da tranquilidade relaxada de Stewart como atriz, ela iria entender perfeitamente sobre o que Personal Shopper era. Mas sua capacidade de ir além de seus limites incentivou e inspirou-o como um diretor.

“Acho que fizemos esse filme juntos, porque ela se reinventa comigo. Nós éramos totalmente complementares”, disse ele.

É óbvio que as nuvens de Clouds of Sils Maria e Personal Shopper estão unidas por um motivo comum. Mitchell estava curioso para saber de onde essa inspiração veio e por que Assayas pensou que ele gravitava em direção a histórias sobre a relação entre mulheres e identidade.

Assayas compartilhou que por crescer na França sendo filho de imigrantes—um pai judeu-italiano e uma mãe húngara—encontrou sua própria identidade era muitas vezes uma luta. Segundo ele, as mulheres retratadas em seus filmes refletem mais ou menos seu passado. Ele sempre se interessou por “um estranho em uma terra estranha” e as decisões que os estrangeiros têm de enfrentar numa cultura que não compreendem completamente, escrevendo sobre pessoas que têm de dar sentido ao mundo à sua volta. Desde que, disse ele, todos estamos tentando nos descobrir no dia-a-dia, era seu objetivo traduzir esse processo cheio de problemas para o cinema.

Assayas admitiu uma relação complexa com o processo abstrato de transformar seus roteiros em filmes. Ele explora cada roteiro, palavra por palavra e, ao filmar essas palavras, leva-os muito mais longe—especialmente com a ajuda de Stewart. Ao gravar com Assayas, Stewart disse que tudo pertence ao ambiente e por isso, Personal Shopper era um filme que ela estava orgulhosa de fazer.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Durante a divulgação de Personal Shopper em Los Angeles, Kristen conversou com o site LA Daily News, onde falou sobre o filme, sua personagem Maureen e explicou o que quis dizer com seu monólogo no Saturday Night Live. Confira:

Você fez cinco filmes ano passado. Por que tantos projetos?
Eu tenho trabalhado desde que tinha 9 anos. Eu tive sorte o bastante que nunca houve um período onde nada estivesse na minha frente. E eu nunca sinto que estou muito ocupada ou estou tentando fazer muito. Eu gosto de pensar que vale a pena. Eu não gostaria de passar o tempo fazendo nada.

Como você decide os filmes que vai fazer?
Eu sempre instintivamente naveguei no aspecto de escolher e raramente estar errada. Então é o diretor ou o elenco ou certos aspectos do roteiro que são inegáveis. Você não pode ser muito cuidadoso com isso. Nem todo filme que você fizer será algo que parece verdadeiro, e tudo bem, contanto que o desejo, o esforço e a intenção esteja lá. Eu não sou muito orientada pelo resultado. É mais sobre a experiência.

Fale sobre sua personagem em Personal Shopper.
Tudo o que está acontecendo com ela é interno. Após uma grande perda, ela fica confusa sobre a natureza inexplicável do mundo. É como se ela tivesse tentando resolver um quebra cabeça durante todo o filme e não consegue terminar, porque o quebra cabeça não é algo finito. São essas perguntas como, “Estamos sozinhos?” “Existe uma vida após a morte?” Você nunca terá uma resposta para essas perguntas.

Em um momento, Maureen experimenta todas essas roupas caras que ela comprou para sua chefe. Parece um jeito de explorar quem ela é.
Eu acho que está lutando com a ideia de que ela é metade de uma pessoa. Ela sente tanta falta de seu irmão que ela está tentando ser ela. Há uma certa qualidade andrógina nela. Qualquer que seja a parte mulher dela, só aparece quando ela coloca aqueles vestidos. Ela tem negado esse aspecto de si mesma.

Você se importa com a moda?
Sim, algumas vezes. Eu posso amar. Se eu não colocasse vestidos e roupas diferentes para divulgar os filmes e coisa assim, eu provavelmente não saberia que eu seria capaz de ser essa pessoa algumas vezes. É uma versão autêntica de mim, na verdade. Então eu sou muito grata por isso. Maureen pode colocar algo e não é assim, ela se torna uma pessoa completamente diferente, como se ela tivesse acessado algo mais escondido. Então algumas vezes eu posso colocar algo e realmente ser meu.

Você parece um pouco mais confiante do que a pessoa que entrevistei quatro anos atrás.
É legal ficar mais velha. Muitas pessoas dizem para mim, “Você está muito mais confiante e confortável.” Havia muita energia sendo jogada em mim antigamente. Eu não sou uma pessoa que deseja somente ser rica e famosa. Eu posso sentar aqui e falar sobre meus filmes o dia inteiro. É no que estou mais interessada, por mais egoísta que isso possa soar. Havia algo sobre o jeito que tudo estava sendo ingerido pelas pessoas antigamente. Eu nem sabia de algumas coisas. Agora eu aprendi a tomar o controle e fazer uma coisa minha.

Como aconteceu sua aparição no SNL?
Eu estive evitando o assunto SNL em geral por anos, porque falar com um público grande nunca foi para mim. Eu posso falar com você pessoalmente. Posso falar com qualquer pessoa sobre coisas muito pessoais, mas falar com um número maior de pessoas não é algo que estava em meu quadro de referência. Mas então eu não conseguia pensar em uma boa desculpa para não fazer isso além de ser covarde, então eu pensei em tentar.

De quem foi a ideia para o monólogo?
Eu me encontrei com os escritores que fizeram suas pesquisas. Eu tinha mencionado em uma entrevista que Donald Trump tinha tweetado obsessivamente sobre meu antigo relacionamento, o que parecia estúpido e louco. Parece algo que as pessoas deveriam saber só por ser engraçado. Quanto dizer: “Você não vai gostar de mim agora porque sou super gay,” eu realmente acredito que em breve isso vai se tornar uma noção arcaica que uma pessoa precisa se definir como promessa do que eles serão pelo resto da vida. Basicamente, dizer isso desse jeito foi uma piada melhor. Não foi um momento de grande revelação. Eu tenho vivido bem abertamente nos últimos anos. Eu pensei que se eu não fosse lá fora e me abrisse, pareceria que eu sentia vergonha, e eu não sinto.

E agora?
Minha vida é mais natural, de alguma forma, o que é legal mas ainda não é justo. Duas meninas, elas tem que pensar sobre certas coisas. Dois meninos tem que pensar sobre essas coisas. Mas quando eu estava com um cara, eu não precisava. O monólogo foi uma oportunidade de dizer algo para que as pessoas não se sintam tão pra baixo com elas mesmas. Então foram dois socos de uma vez só. Eu sei que é uma explicação muito grande porque eu disse algo tão sem rodeios. Mas eu acredito na explicação. Não é para eu dizer que sou gay e nunca mais ficarei com um cara. Certas declarações gerais me incomodam.

Você vai voltar para um filme de estúdio após vários pequenos. Há alguma estratégia?
Fazer filmes maiores facilita os menores. Então você tem que pensar um pouco sobre isso se você quer manter algo de uma abordagem mais astuta e ainda conseguir fazer aqueles filmes. Tudo o que eu faço com um orçamento maior ou associado a um estúdio ainda é algo que eu acho que vale a pena. O tempo e o que leva para fazer um filme ruim para ganhar dinheiro é dolorosamente excruciante. Eu não vou fazer isso.

Você recentemente fez o curta “Come Swim”. Você está interessada em dirigir?
Eu queria fazer filmes desde que tinha 9 anos. Então levou muito tempo. Esse ano eu pude pegar as ideias e transformar em ação de um jeito que nunca pude aproveitar. É muito legal e empoderador.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen e o diretor Olivier Assayas concederam uma entrevista para o site Variety durante a after party de Personal Shopper em Nova York, onde os dois falaram sobre o filme. Confira:

Dê ou tire um Snow White and the Huntsman ou dois, Kristen Stewart se prendeu no reino da arte após finalizar suas obrigações com a franquia Twilight cinco anos atrás. Mas em uma exibição especial de seu novo filme, Personal Shopper, apresentado pela Ruffino, Air France e UniFrance em Nova York, Stewart insistiu que não foi intencional.

“Foi coincidência. Nunca foi um plano estratégico fazer coisas menores para balancear as maiores. Mas os maiores tornam os menores possíveis,” ela disse, lembrando que ela começará a produção do filme de estúdio Underwater.

Ela continuou, “Mas eu nunca senti como se fosse uma coisa. Eu só fiz projetos grandes que valessem a pena, que significam algo, e que me afetam.”

Personal Shopper é seu segundo filme com o diretor francês Olivier Assayas. Stewart ganhou as melhores críticas de sua carreira com o filme do diretor de 2014, Clouds of Sils Maria, então foi fácil trabalhar com ele novamente, e ela diz que eles possuem um rapport intuitivo.

“Nós somos similares no jeito que queremos nos jogar em algo misterioso ao invés de ideias presentes,” ela diz. “Ele abre o ambiente de um jeito muito libertador. Você está fazendo algo novo, o tempo todo, e isso é muito emocionante para mim.”

Enquanto Sils Maria tinha “elementos irônicos que tornavam o filme mais leve,” esse em particular, em comparação, é “muito francês, cara. É um filme sobre crise existencial,” Stewart descreveu.

Personal Shopper segue a história de uma mulher tentando se comunicar com o espírito de seu irmão gêmeo que faleceu recentemente. Possui elementos de terror psicológico que lembram o elogiado Demonlover, de Assayas. E apesar do filme confundir aqueles que o descobriram em 2008 com Summer Hours, que também fala sobre uma família morta mas que não partiu, Assayas diz que o filme demorou para ficar pronto.

“Eu sinto que todos os meus filmes, de um jeito ou de outro, tem sido sobre fantasmas, incluindo Summer Hours. Sempre tem a presença de alguém que já se foi,” ele diz. “Então nesse filme, eu pensei que eu precisava ir mais fundo e lidar com o gênero do terror e com o mundo onde há uma comunicação entre o físico e o invisível.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

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