Arquivo de 'Cannes'



Foi liberado o press kit de Personal Shopper, e nele contém uma nova entrevista com Kristen. A atriz fala sobre como entrou no projeto, como se preparou e muito mais. Confira:

Você pensou que trabalharia novamente com Olivier tão rapidamente, somente após dois anos de Sils Maria?
Não. Mas eu sabia que ele gostava de trabalhar com as mesmas pessoas, atores e técnicos. Então, no fundo, eu tinha esperança. Nós nos demos muito bem no set de Sils Maria e eu imaginei que, mais cedo ou mais tarde, nós trabalharíamos alguém em um projeto criativo. Mas eu não fazia ideia que seria tão rápido! Eu sou amiga do produtor de Olivier, Charles Gillibert. Ele que me disse que Olivier já estava trabalhando em um novo roteiro. Eu acho que estávamos em Cannes para Sils Maria. Honestamente, foi a primeira vez que conheci pessoas tão próximas que formavam um time de verdade. Eu não queria ir embora. Fomos feitos um para o outro! Eu tenho muita sorte. Então, quando Olivier me ofereceu a chance de atuar em Personal Shopper, vou admitir que estava animada, mas não estava surpresa. Nós realmente queríamos continuar nossa experiência como um grupo.

Eu tenho a impressão de que, em você, Olivier Assayas não achou somente uma atriz, mas sim uma pessoa ideal para incorporar o tipo de mulher jovem e moderna que ele sempre quis mostrar em seus filmes. Você pode dizer o mesmo por ele? Que ele é o diretor que você sempre procurou?
Sim, com certeza. Nós dois trabalhamos com muitas pessoas. Mas nós compartilhamos uma forma de comunicação não-verbal que é perfeita para nossa profissão. Nós não falamos muito, mas nós entendemos um ao outros e compartilhamos os mesmos interesses, assim como um tipo similar de curiosidade. É muito divertido trabalhar com ele.

Como Olivier Assayas te abordou com Personal Shopper?
Ele me disse que tinha escrito um roteiro muito simples, e que ele estava escrevendo com a esperança de que eu gostasse. Quando eu recebi o roteiro, eu estava muito assustada porque era difícil para mim imaginar ligar para o Charles ou Olivier e dizer para eles que não era para mim! Felizmente, esse não era o caso. Uma vez que li, eu fiquei muito impressionada. Era tão diferente de Sils Maria. Para mim, mais do que tudo! Eu pensei que conhecia Olivier, mas eu não conseguia entender como ele apareceu com essa estória. Abriu meus olhos para os aspectos mais escondidos da minha personalidade. É um filme muito contemplativo. Em Personal Shopper, Olivier consegue invocar palavras invisíveis de seu próprio jeito sem nomeá-las. Eu acho que é um filme mais pessoal do que Sils Maria. Não é analítico. É um filme sensual e completamente humano. Olivier é um cineasta inteligente que conseguiu expressar emoções bem privadas nesse filme. Foi muito legal. Eu não tinha sentido isso em Sils Maria.

Personal Shopper fala de temas incomuns no cinema francês, como fantasmas e espiritualismo, enquanto permanece diferente dos suspenses americanos envolvendo o sobrenatural.
Sim. Em Sils Maria, interpretado por Juliette Binoche e minha personagem, Valentine, estamos tendo uma conversa sobre filmes. Elas descordam sobre um filme que acabaram de ver sobre mutantes no espaço. Valentine diz que há tanta verdade na fantasia ou ficção científica quanto nos filmes supostamente “mais sérios”. Esses filmes usam símbolos e metáforas, mas isso não os faz mais superficiais. Eles falam sobre a mesma coisa e examinam os mesmos assuntos explorados pelos filmes abertamente psicológicos. É engraçado pensar que Olivier literalmente baseou seu novo filme em um diálogo de Sils Maria. Personal Shopper também é um filme de gênero, o que o separa da maioria dos filmes de diretores franceses. É um filme de gênero que não tenta nos assustar com fantasmas, mas, ao invés disso, oferece uma reflexão sobre a realidade. O filme também faz, em minha opinião, a pergunta mais assustadora da vida: “Eu estou completamente sozinha, ou eu posso entrar em contato verdadeiro com outra pessoa?”

Qual foi o aspecto mais difícil de trabalhar em Personal Shopper?
Eu interpreto uma jovem mulher que é muito solitária, completamente isolada e triste. Foi exaustivo estar em personagem o tempo todo. Mesmo quando eu estava em uma cena com outros atores, eu nunca podia estar realmente com eles. É como se todos fossem fantasmas. Eu não me considerava uma pessoa limitada. Não podia existir o mínimo de interação entre nós porque eu realmente não sentia que eu existia. Eu mergulhei em um estado muito doloroso. Felizmente, eu estava rodeada de pessoas que eu amo e nunca me senti sozinha. Tive muita sorte. Se a atmosfera no set não tivesse sido positiva ou amigável, eu estaria devastada e provavelmente caída no chão. No filme, eu nunca paro de correr de um lugar para o outro. Estou sempre em movimento. Eu perdi muito peso durante as filmagens. Foi exaustivo.

Maureen odeia seu status como personal shopper, e também sua chefe rica e famosa. Mas ela não consegue deixar de experimentar as roupas da mulher, violando diferentes regras – e se divertir fazendo isso.
Maureen é fascinada pela mesma coisa que ela odeia. Ela está passando por uma crise de identidade. Eu amo o fato de que ela não é exibida como uma feminista criticando a superficialidade da sociedade consumista. Ela está passando por dificuldade internas. Ela é muito atraída por esse mundo, onde a carreira dela está começando a tomar forma. Eu senti isso as vezes, como todo nós sentimos em certo ponto. A estória se passa no mundo da moda contemporânea, mas poderia ter sido em Hollywood em 1930. Eu não sei se as coisas eram piores ou melhores lá atrás. As pessoas sempre foram atraídas por todo esse brilho. Como pequenas traças.

Personal Shopper lida com o luto. Mas também é a estória da emancipação de uma jovem mulher, tentando encontrar a liberdade tomando um passo muito estranho.
Sim. Os melhores períodos da minha vida vieram antes de desastres. Momentos de serenidade ou satisfação geralmente seguem eventos traumatizantes. Você se sente mais vivo se já teve um encontro com a morte. No final do filme, mesmo que ela não tenha encontrado o que ela estava procurando, Maureen pode finalmente começar de novo.

Como você se preparou para o papel de Maureen? E, o quanto a aparência física de seus personagens é importante para você?
Absolutamente importante. Eu queria que as pessoas sentissem como se Maureen fosse uma gêmea procurando pela simbiose que ela perdeu quando seu irmão morreu. Então, eu imaginei ela tendo esse visual simples, quase andrógino. Sua aparência também reflete sua relação de amor e ódio com o mundo da moda. Portanto, a escolha das roupas foi muito importante. Quanto a preparação para o filme, eu sempre leio o roteiro uma vez, e então me recuso a ler de novo. Desse jeito, eu descubro as cenas todo dia no set. Eu não tive nada em particular para aprender no set. Olivier queria filmar mais cedo naquele ano para que eu pudesse seguir com o filme de Woody Allen, onde interpreto uma menina jovem, encantadora, feminina e alegre. Eu senti que era incapaz de fazer os dois filmes nessa ordem. Eu senti que, depois de tudo que eu iria passar por Personal Shopper, eu estaria devastada e nem tão bonita no final das filmagens! Eu não me preparei realmente, mas eu sabia onde procurar pelo o que eu precisava. Eu sabia onde encontrar o gatilho, e tudo o que eu tinha que fazer ela puxar. Eu estava pronta para fazer isso pelo filme.

Você filmou nas ruas de Paris com a equipe de Personal Shopper 48 horas antes dos ataques de 13 de novembro. É difícil de não pensar nisso enquanto assistimos o filme, o que parece ser carregado uma tensão e ansiedade específica para nosso tempo.
Quando eu vejo o filme, eu digo para mim mesma que estamos no nosso próprio mundo, completamente absorvidos pelas coisas que nos preocupa, e de nós mesmos. Maureen é consumida por suas obsessão e ela quase não presta atenção para as coisas e pessoas ao seu redor. Ela não está realmente em Paris, ou em qualquer outro lugar. Me machuca quando assisto ao filme, que tem minha personagem correndo por Paris, uma cidade que está prestes a ser terrivelmente ferida, sem ter o mínimo de prazer. É muito doloroso e comovente. Eu odeio colocar nesses termos, mas tivemos sorte. Um dia depois do acontecido, nós tivemos que começar um novo dia de filmagens, mas foi quase impossível trabalhar. Tudo parecia tão falso. Filmar em um estúdio…

Antes de seus dois filmes com Olivier Assayas, qual era sua relação com o cinema francês?
Eu vi alguns essenciais, como Breathless e Jules et Jim. Charles, Olivier e toda a equipe abriram meus olhos para um novo mundo de exibições de filmes e cinefilia. Eu descobri muitos filmes franceses em DVD. Foi uma experiência única para uma atriz americana de repente se encontrar parte desse universo. É muito legal. Em Hollywood, todo mundo compartilha os mesmos valores. Aqui, na França, é muito mais variado e frenético. Nos Estados Unidos, os filmes são feitos para entreter e fazer dinheiro. Diretores e filmes da arte ocupam uma pequena porcentagem da indústria. Basicamente, os cineastas que eu mais gosto nos Estados Unidos são aqueles que compartilham uma certa ideia sobre cinema que é mais próximo de alguns diretores europeus e franceses. Na França, o motivo pelo qual fazem filmes não é o mesmo que em Hollywood. Há um desejo de correr riscos, ao contrário de filmes americanos de alto orçamento, que só estão interessados em repetir ideias que já foram tentadas.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Juliette Binoche, que também está presente no Festival de Cannes, conversou com a Vanity Fair sobre o orgulho que sente de Kristen. Confira o trecho abaixo:

Nos últimos anos, Binoche tem crescido nesse papel de mentora, guiando sua co-star Kristen Stewart em sua aclamada colaboração com Olivier Assayas, Clouds of Sils Maria, pelo qual Stewart ganhou um César.

“Eu estava tão orgulhosa dela, eu tenho que dizer, quando ela ganhou o César”, disse Binoche. Desde a vitória, Stewart assinou para mais dois filmes franceses, ambos com Assayas. E Binoche, como alguém que trabalhou com ambos os lados, americanos e franceses, tem uma teoria sobre o porque Stewart e França terem desenvolvido uma afeição mútua nos últimos anos.

“Kristen é uma jovem atriz, e é muito comovente [para os franceses] ver alguém que não precisa estar aqui, porque não se trata de dinheiro, não é sobre a fama, é sobre explorar diferentes formas de se expressar,” explicou a atriz. “É comovente para nós porque temos uma tradição aqui na França de fazer filmes como uma forma de arte [em vez de negócios]. O crédito final é dado para o diretor, é uma lei aqui na França. Um produtor não pode ter o crédito final. É a lei.”

“Há uma proteção da arte muito forte aqui,” continuo Binoche. “Eu acho que Kristen entendeu isso muito rápido. Ela tem a inteligência. Ela é rápida. Ela tem essa necessidade, essa curiosidade de explorar, e eu acho que quanto mais você vê atrizes jovens, atrizes francesas querendo ir para a América, mais você vê atrizes americanas querendo ser reconhecidas também em filmes europeus. Então eu acho que a troca está realmente se abrindo.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen comparece à premiere de American Honey em Cannes
15, maio
postado por Jackelyne Amaral

Hoje (15/05) Kristen foi à premiere de American Honey – filme que possui duas amigas dela no elenco, Sasha Lane e Riley Keough. Confira as fotos e os vídeos abaixo:

Fotos

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Eventos > Premieres > Premieres 2016 > (15/05) Premiere de American Honey em Cannes [HQ]
 
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Eventos > Premieres > Premieres 2016 > (15/05) Premiere de American Honey em Cannes [MQ]

Vídeos

Durante o Festival de Cannes, Kristen concedeu uma nova entrevista ao The Guardian, onde fala sobre suas inspirações para seu novo trabalho como diretora e sua vida privada. Confira:

Poucos atores fizeram a transição de blockbusters para queridinhos da arte com tanta classe quanto Kristen Stewart. A estrela, que alcançou a fama com a franquia Crepúsculo em sua adolescência, aparece em dois filmes no Festival de Cannes desse ano: Café Society, de Woody Allen e Personal Shopper, seu segundo filme com o diretor francês, Olivier Assayas – o primeiro, Clouds of Sils Maria, a fez ser a primeira americana a ganhar um César.

Falando a fim de promover Café Society no festival, Stewart comentou sobre seu respeito e admiração pelos dois diretores, e sua felicidade na França, elogiando que “as pessoas se arriscam por um motivo diferente pelo qual fazemos filmes nos Estados Unidos.” Ela estava ansiosa para trabalhar com cineastas com “intenções imprudentes,” ela diz, adicionando: “Eu sinto que acontece algo mais psíquico quando as pessoas se atraem para fazer algo. E eu tenho tanta fé nisso que eu sempre sigo. E eu definitivamente vou dar alguns passos errados e alguns filmes ruins, as coisas não são tão certas.”

Stewart irá começar em breve a filmar seu próprio filme – um curta baseado em seu próprio roteiro – e ela disse que se inspirou em Assayas e Allen, assim como em Sean Penn, com quem ela trabalhou em 2007 em Into the Wild, um de seus primeiros filmes.

“Eu pensei: ‘Yep, é assim que eu vou fazer!'” Ela disse sobre assistir Penn trabalhar. “Há uma diligência firme, quase espantosa, e ainda assim ele é tão confiante no processo da descoberta que o que acontece é sempre como um raio em uma garrafa. Eu realmente amo a ideia de criar um ambiente no qual você pode completamente se expor e fazer coisas que você não faria antes.”

Uma vez em uma relação de destaque com seu co-star em Crepúsculo, Robert Pattinson, Stewart também discutiu sobre a troca de relações com a mídia e seu próprio alívio com sua vida pessoal. Ela recentemente contou para a Variety que ficou impressionada com a felicidade dos adolescentes de hoje em dia ao nem serem rotulados sexualmente, e estaria entusiasmada para defender os direitos LGBT.

“Eu não quero ser muito fechada,” disse Stewart sobre ser fotografada com qualquer pessoa que ela esteja namorando. “Eu fiquei excessivamente famosa aos 17 anos, e aos 17 anos você não sabe interagir com mais de duas pessoas. Você está tentando entender isso. Quem é você? Como que eu sou? Eu posso afetar isso? Devo pensar naquilo? Então quando isso é jogado em você e essa conversa é dominada pela massa e não só você e as pessoas próximas a você, isso começa um processo estranho que é realmente fora do normal.”

A situação, disse Stewart, a fez com que “realmente me desligasse. Eu era muito fechada. E isso realmente não fornece uma vida bem vivida. Há jeitos de interagir com a mídia, e há jeitos de interagir com o público, e, acima de tudo, com seres humanos. Porque essas coisas são bem diferentes. Então eu encontrei essa balança entre ignorar coisas que eu acho que não valem a pena e realmente deixar as coisas que são humanas entrarem e com isso não me esconder e ser honesta.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

O site da revista Vulture fez uma compilação dos melhores momentos que eles passaram com a Kristen durante a conferência de imprensa e o almoço de Café Society em Cannes e você pode conferi-los abaixo:

Goste ou não do jeito que Kristen Stewart explicou o motivo pelo qual ela escolheu trabalhar com Woody Allen em seu novo filme, Café Society, você tem que ao menos reconhecer o jeito que ela tem manobrado através do Festival de Cannes. Desde usar tênis em um jantar de abertura black-tie – juntando-se a Emily Blunt ao dar o dedo do meio para o acontecimento do ano passado, onde doces senhoras com problemas nos tornozelos foram impedidas de passar no tapete vermelho por estarem usando sapatos baixo – a recusar todas as tentativas dos repórteres ao tentar fazê-la justificar com quem ela trabalha em filmes, Stewart mostrou uma camada impressionante de rebeldia em um ambiente que é cheio de tradições. E isso não é tudo! Ela ainda possui outro filme, Personal Shopper de Olivier Assayas, para estrear! O quão legal tem sido KStew em Cannes até agora? Veremos:

Ela descaradamente desafiou a regra rápida e dura de Cannes que mulheres devem usar saltos e vestido em todos os eventos de gala.
Quando Stewart chegou ao incrivelmente exclusivo jantar de abertura de Cannes, acompanhada por ninguém menos do que o diretor do Festival de Cannes, Thierry Fremaux, eu ouvi vários suspiros, incluindo o de uma mulher, que, de boca aberta, sussurrou, “Como ela entrou com esses sapatos?!” Em seus pés estavam tênis preto e branco, para combinar com uma saia, cropped top, e uma jaqueta de couro. Então, eu perguntei para Stewart. “Oh, eu acabei de me trocar,” ela disse, e andou confortavelmente até sua mesa.

No dia seguinte, em um almoço para a imprensa para Café Society, sentada com o co-fundador do HitFix, Greg Ellwood, e Pete Hammond, do Deadline, Stewart elaborou. Ela se trocou, sabendo muito bem das regras, mas entrar no Palais não foi fácil. “Tinha um homem que tentou me barrar fisicamente. Com um braço!” Ela disse, demonstrando. Ela manobrou a multidão e tentou passar por baixo de uma corda. “Eu sou pequena, então normalmente as pessoas não notam e eu posso entrar e sair das coisas facilmente,” ela disse, “mas eu me levantei e esse cara tinha, literalmente, os braços cruzados. Eu fiquei tipo, ‘Oh, merda, desculpa, eu posso entrar?'” O jantar de abertura, afinal, era em homenagem ao seu filme. “E ele ficou tipo, [sotaque francês] ‘Sim, você pode furar fila, mas não pode usar esses sapatos!'”

Ela disse que leu sobre o problema com os saltos ano passado e ficou indignada. “É muito arcaico,” ela disse. “Hoje em dia você simplesmente não pode pedir isso para as mulheres.” Ela fez um gesto para os homens na mesa. “Se nós andássemos juntos no tapete vermelho e eu não estivesse usando salto alto e eles me pedissem para usar, eu ficaria tipo, ‘Ele tem que usar salto?’ Não pode haver essa divisão, se você nos perguntar, isso é ofensivo e eu vou embora.”

Mas ela também não pede desculpas pela sua escolha de sapatos, e ponto final.
Se Stewart é tão fielmente contra a regra de vestimenta, então por que ela escolheu usar salto com um vestido transparente para o tapete vermelho de Café Society naquela noite? “Eu gostei dos meus sapatos para a ocasião,” ela disse. “Foi uma escolha pessoal também.” Basicamente, ser punk não significa ser contra saltos, só a favor da escolha.

Se você não gosta do motivo pelo qual ela decidiu trabalhar com Woody Allen, esse é um problema seu.
O artigo de Ronan Farrow ao The Hollywood Reporter castigando a mídia por não fazerem mais perguntas sobre o suposto abuso sexual de Allen caiu na web no meio da conferência de imprensa de Café Society na quarta feira de manhã, e Stewart tem sentido a temperatura esquentar desde então – por concordar com fazer o filme, por querer tanto fazer o filme que ela fez uma audição, ao comparar as acusações de Dylan Farrow contra Allen com os rumores feitos por tablóides que ela e Eisenberg viveram, por dizer que ela pensou sobre as acusações e conversou com o co-star Jesse Eisenberg e concluiu que não ia condenar Allen sem ter provas de que as acusações eram verdadeiras, e ainda decidir fazer o filme.

Ignorar uma pressão tão grande do público para explicar novamente o motivo pelo qual ela escolheu trabalhar com Allen requer coragem, ou conseguir uma resposta educada para dizer sempre que a pergunta surge, o que acontece frequentemente. “Eu não vou falar sobre isso,” Stewart falou firmemente ontem, quando perguntei o que ela achou do artigo de Ronan Farrow no almoço para a imprensa. Ela entrou em qualquer outro tópico que trouxemos a tona, mas esse em particular, ela estava deixando sua declaração anterior, e a de Allen, responderem. Olhe, eu tive que perguntar, eu expliquei. “Eu entendo,” ela disse. “Bom trabalho!” e então me deu um high-five para enfatizar. “Você conseguiu!” Eu até fiz o drama do “meu chefe vai me matar”, o que geralmente obtém alguma resposta de dó. “Sim, sim, sim, sim, sim,” ela disse, e deixou um momento desconfortável de silêncio passar, desafiando outra pessoa a tentar.

Precisa de mais provas de que ela não tem medo de repórteres? Stewart e Blake Lively contaram para uma sala cheia deles que eles são umas pestes.

Questionada na conferência de imprensa de Café Society se Hollywood ainda é um mundo onde “as pessoas passam por cima das outras,” como é descrito no filme, que se passa em 1930, Lively respondeu, “Eu acho que nos anos 30, os estúdios eram mais dominantes do que são agora. Eles possuiam os atores e os cineastas. Eu acho que agora a mídia é mais invasiva…”
“Sim!” Stewart gritou em seu microfone.
“As pessoas querem acesso ao conhecimento,” Lively continuou, “e se eles não possuem acesso, eles apenas inventam.”
“Esse é um bom ponto,” disse KStew, parecendo que ia passar por cima de Woody Allen para dar um high-five em Lively se pudesse.

Não que você vá receber mensagens de texto dela, mas ela não acredita em aderir regras de linguagem, também.
“Eu sou tão boa em mandar mensagem de texto,” ela disse no almoço para a imprensa enquanto falamos sobre a escrita que fazemos para nós mesmos. “Eu penso muito sobre a pontuação, os espaços, as palavras e o jeito como estão organizadas. Eu possuo minha própria pontuação. Muitos espaços, espaços e então um ponto final, algumas letras maiúsculas. Todos os meus amigos reconhecem o jeito que eu mando mensagem. Eles comentam sobre a pontuação. Eles ficam tipo, ‘Eu sei o que isso significa, mas só você escreve assim.’ Eu vou colocar um espaço enorme e então, ‘Sim!’ então vou apagar e, ‘Sim.'”

Ela reclamou de Hollywood ser um lugar de merda para fazer uma carreira, e ela cresceu lá!
Qual a opinião de Stewart sobre Hollywood atualmente? “É a competição de popularidade mais desagradável do mundo,” ela disse na conferência de imprensa. “É como se você pegasse o colegial e colocasse no mundo real, e tudo é muito intenso.” E se você não aceitar esses elementos pelo o que são, então você vai ter um tempo difícil. “Há definitivamente um fervor insano, feroz e oportunista que ocorre,” Stewart disse, “mas isso também é aparente quando as pessoas não ligam para esse tipo de coisa e o que te move são as coisas que te fazem acordar pela manhã. Você sabe, se você é um artista de verdade que quer contar uma história, é uma compulsão. Não é algo que você faz porque você quer entreter as pessoas ou quer ganhar dinheiro.”

Não que haja algo errado com isso. “A maioria das pessoas querem entreter e ganhar muito dinheiro,” ela continuou. “Não é uma coisa ruim, mas se também não anda de mãos dadas com o desejo de verdade, se não tem ninguém olhando, então sim, é uma merda.”

Não deixe o seu telefone tocar enquanto ela está falando, a não ser que você queira ser derrubado em público.
Não só uma, como duas vezes, Stewart parou no meio da frase na conferência de imprensa para chamar a atenção daqueles que esqueceram de silenciar seus telefones – e ainda conseguiu ser fofa. “Quem é?” ela disse, rindo e procurando, enquanto o toque do celular de um repórter interrompeu sua linha de pensamento pela primeira vez. Quando aconteceu novamente, ela parou no meio da frase e procurou pela multidão com um olhar mortal. “Sério?”, ela disse, antes de rir novamente. “Estou brincando. Desculpa.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil