Arquivo de 'Café Society'



Kristen e Blake Lively se sentaram para conversar com a People sobre Café Society, o processo de audição para o filme e também, sobre a mudança drástica que Kristen fez em seu cabelo. Confira os vídeos abaixo:

Fazer audições para um diretor como Woody Allen não é uma tarefa fácil – apenas pergunte para Blake Lively e Kristen Stewart.

Lively, 28, e Stewart, 26, sentaram com PEOPLE durante o Festival de Cinema de Cannes, onde elas colocaram as cartas na mesa sobre como foi trabalhar com Allen no filme Café Society.

“Um filme de Woody Allen tem uma impressão muito forte, vocês sabe,” Lively explicou. “Embora ele pule gêneros, o diálogo, a cadência, a música – então entrando nisso você tem uma boa noção do que o cineasta quer.”

E, enquanto Lively descreveu sua audição para o papel de Veronica como “casual”, Stewart teve uma experiência diferente. A atriz de Crepúsculo disse que Allen, 80, não estava presente no dia que ela foi fazer sua audição, então foi feita uma gravação da mesma.

“Eu saí da sala e estava como, ‘Me dê a gravação,’ e eles ‘Não, não, não,'” ela disse. “Eu estava como, ‘Não consigo acreditar que estou deixando esta gravação nesta sala para ele assistir.'”

“Isso é muito mais assustador,” Lively adicionou, ela admitiu que enquanto o diretor estava lá para assistir sua audição, ainda ficou extremamente nervosa.

“Ele estava andando de um lado para o outro e olhando para mim e falava, ‘Você pode fazer isso de novo, mas mais alto?’,” Lively recontou. “Eu percebi que devia estar tão assustada que estava sussurrando. Não estava falando.”

O filme, escrito e dirigido por Allen, será lançado em 15 de julho pela Amazon Studios e Lionsgate.

Na maior parte de sua carreira, Kristen Stewart foi morena. Então, no mês passado, ela como todos sabem, abandonou seus tradicionais fios castanhos para um tom brilhante de loiro platinado – e ela está, finalmente, revelando a razão por trás de sua mudança drástica.

PEOPLE sentou com Stewart no Festival de Cinema de Cannes de 2016 para ouvir sobre o que brilhou em seu novo look descolorido – e para nossa surpresa, seu novo look não é para a temporada de festivais ou para um papel iminente. Ela apenas queria aproveitar seu tempo entre filmagens e experimentar algo novo.

“Eu fiz cerca de cinco filmes num período de dois anos, e acho que é uma decisão muito boa para mim agora parar de atuar em filmes por apenas um momento, e nunca fiz isso, nunca mudei minha aparência,”Stewart admite no vídeo. “Eu sempre fui muito neutra desde o 10 anos, então eu era como, ‘Vou dirigir um curta, e vou foder meu cabelo.'”

Isso significa que experimentar mais cores está no horizonte dela? Estamos bem cientes das possibilidades de cor que uma base platinada pode levar, e ela já brincou com cores vibrantes como o laranja no passado, então estamos esperando por outro cabelo colorido em um futuro próximo.

Fonte | Tradução: Ingrid Andrade – Kristen Stewart Brasil

Kristen conversou com o site Yahoo News sobre seu novo filme, Café Society, e também sobre como é ser famosa nos dias de hoje. Confira abaixo:

Cannes (França) – A atriz de Crepúsculo, Kristen Stewart, criticou a desvantagem do estrelato, mas agradeceu Woody Allen por descobrir suas profundezas ocultas em seu novo filme que abriu o Festival de Cannes nessa quarta-feira.

Stewart, que tem dois filmes esse ano no festival encantou os críticos com sua performance em Café Society, de Woody Allen, um romance centrado em Hollywood, em 1930.

Com a transição de vampira adolescente para queridinha do indie, Stewart disse que a enorme fama nessa idade tem sido um preço muito alto a pagar por sua atual liberdade artística.

“É como o maior concurso de popularidade do mundo”, disse Stewart, cuja relação com Robert Pattinson atraiu a atenção da mídia de forma intensa.“Você pega o ensino médio e o transforme no mundo real – ele amplifica tudo, é bem intenso.”

Stewart, 26, e seus colegas de elenco Jesse Eisenberg e Blake Lively foram recheados de perguntas sobre uma fala do filme que diz: “Hollywood é chata, desagradável e pessoas passam a perna uma da outra.”

“Definitivamente há um enorme fervor inegavelmente oportunista que acontece,” disse Stewart. “Eu acho que seres humanos sempre estão arranhando um ao outro para chegar ao topo. Eu acho que isso é verdade na maioria das indústrias, mas Hollywood tem uma superfície que torna isso mais óbvio.”

Stewart disse que ela havia feito o teste para seu papel no filme de Allen – um movimento raro para a atriz com uma forte bilheteria – e teve de abandonar sua abordagem usual para um papel.

“Por sorte, uma vez que conseguimos, a qualidade que é tão familiar e imediatamente reconhecida (nos filmes do Woody), ele simplesmente aconteceu intrinsecamente. Quem sabe, talvez nós não fizemos mas eu acho que acertamos em cheio,” disse ela com um sorriso malicioso.

-”A melhor sensação”-

Stewart disse que ela trabalhou com Allen para desenvolver o caráter, uma secretária de cidade pequena ganhando o coração de dois homens em Hollywood. “Nunca me mudo completamente, mas é como encontrar coisas que estão um pouco mais enterradas. Ele provavelmente viu algo em mim que eu não tenha visto e essa é a melhor sensação do mundo.”

Lively, exibindo sua pequena barriga de grávida usando um macacão vermelho, disse que Tinseltown tinha evoluído desde a época glamourosa retratada no filme de Allen.

“Nos anos 30, os estúdios eram provavelmente um pouco mais dominante do que são agora, eles possuíam atores e cineastas,” disse a atriz de 28 anos. “Agora eu acho que a mídia é mais invasiva e passa por cima dos outros e o acesso que as pessoas têm para conhecer – se eles não tem acesso eles irmão criar. Agora é provavelmente mais desafiador.

Stewart, que também aparece no filme da competição, “Personal Shopper”, durante o festival de 12 dias, entrou na conversa: “Esse é um bom ponto.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Com a premiere de Café Society acontecendo em Cannes, foi liberado um pres kit contendo várias informações sobre o filme, personagens e também pequenas entrevistas com os atores. Confira abaixo:

ATENÇÃO: O TEXTO ABAIXO CONTÉM SPOILERS!

SINOPSE

Nova York, 1930. Com mais e mais problemas para aguentar seus pais briguentos, seu irmão gangster e a joalheira da família, Bobby Dorfman sente que precisa de uma mudança de cenário! Então ele decide tentar sua sorte em Hollywood onde seu tio, Phill, um poderoso agente, o contrata como garoto de recados. Em Hollywood ele logo se apaixona, mas infelizmente a garota tem um namorado. Bobby se contenta apenas com a amizade – até o dia em que a garota aparece em sua porta, dizendo que seu namorado terminou com ela. E de repente a vida de Bobby toma um novo rumo, um bem romântico.

SOBRE A PRODUÇÃO

Café Society, de Woody Allen, é um conto panorâmico sobre Nova York e Hollywood de 1930, com um caleidoscópio de personagens que vão de estrelas de cinemas para milionários, playboys para professores, meninas trabalhadoras e garotos sábios.

A história o filme era integral desde o começo. “Quando eu escrevi o roteiro, eu o estruturei como um romance,” diz Allen. “Como em um livro, você para por um tempo nesse filme e vê uma cena com o protagonista e sua namorada, uma cena com a sua família, seguida de uma cena com sua irmã ou seu irmão gangster, uma cena com as estrelas de Hollywood e empresários, e então Café Society com políticos, debutantes, playboys, e as pessoas traindo suas esposas ou atirando em seus maridos. Para mim sempre é uma história de todo mundo, não só de uma pessoa.”

Dentro do filme está a história de Bobby Dorfman, um rapaz do Bronx cujas ambições leva-o para Hollywood e de volta para Nova York. “A história de amor de Bobby é a armadura que o filme está pendurado,” diz Allen. “Mas todos esses outros personagens fazem a atmosfera da história em si.”

Como em um livro, a história do filme se relaciona através de uma voz autoral, então Allen decidiu que seria apropriado para o filme ter uma narração, e assumiu esse trabalho, “Eu me coloquei no filme porque eu sabia exatamente como eu queria que as palavras fossem ditas,” ele diz. “Eu percebi que como eu escrevi o livro, seria como se eu estivesse lendo meu romance.”

Café Society refere-se as socialites, aristocratas, artistas e celebridades que se reuniam em cafés da moda e restaurantes em Nova York, Paris e Londres, no final do século XIX e começo do século XX. O termo se tornou popular em Nova York, nos anos 30, depois do fim da Lei Seca e a ascensão do jornalismo de tabloides que avidamente cobria a vida dos habitantes do Café Society. Havia dezenas de clubes deslumbrantes em Nova York naquela época, incluindo algumas orquestras. Toda noite as celebridades vestiam smokings e vestidos e fazia o circuito de Greenwich Village para locais lendários como El Marrocos ate 142 Street no Harlem, local do Cotton Club. “Essa era sempre foi fascinante para mim,” diz Allen. “Foi um dos momentos mais emocionantes a história da cidade, com a vida no teatro, a vida no café e restaurantes. Acima ou abaixo da linha, onde quer que você esteja, a ilha toda pulava com as atividades sofisticadas.”

A Golden Age de Hollywood também teve suas assombrações para ricos e famoso, mas a sua vida noturna foi diferente daquela em Nova York. “Foi o glamour do Cocoanut Grova e o Trocadero,” diz Allen. “Não havia muitos lugares para ir, as horas eram curtas, as roupas eram mais leves, e todo mundo dirigia seus carros para algum lugar. Havia uma certa quantia que era muito glamouroso porque eles tinham as estrelas de cinema, mas Nova York tem um certo ar de sofisticação que Hollywood não tem.”

Além de ser um retrato de uma era, Café Society é uma saga familiar. O pai de Bobby, Marty (Ken Stott) é um homem rude mas profundamente moral, é o dono de uma modesta joalheria no Bronx. Sua esposa Rose (Jeannie Berlin) está sempre pronta com comentários negativos sobre sua capacidade mental e outros defeitos. “Ela sente, provavelmente de forma imprecisa, que com um marido diferente ela teria tido uma vida melhor,” diz Allen. “Eles brigam o tempo todo, mas são comprometidos um com o outro e se amam – é apenas um tipo diferente de demonstração de amor. Eles estariam bem ali do lado da cama do hospital se algo acontecesse com um deles.”

Ben (Corey Stoll), o filho mais velho dos Dorfman, é um gangster. “Ben vê que seu pai nunca poderia pagar por nada e estava sempre lutando,” diz Allen. “Ele entra em uma gangue, encontra empregos que pagam uma boa quantia de dinheiro, mas são ilegais, e descobriu que havia uma vida muito lucrativa e glamourosa sendo um fora da lei.” Enquanto Ben se afastou da ética da família, sua devoção aos seus pais não muda – ele está sempre por perto para eventos familiares e disponível para ajudar a todos. Evelyn (Sara Lennick) a brilhante irmã do meio, se torna professora e se casa com Leonard (Stephen Kunken), um professor, e vive uma vida mais cerebral. Leonard, além de ser muito estudioso, é um homem de princípios e adora Evelyn. No começo da história, Bobby (Jesse Eisenberg), parte para Los Angeles, esperando encontrar algo mais interessante do que trabalhar na joalheira do seu pai. Trabalhar para o irmão agente poderoso de sua mãe, Phill Stern (Steve Carell), parece muito mais promissor. “Bobby começa o filme sem quase nada no banco, uma espécie de sonhar ingênuo que pensa que pode ir para Hollywood e será recebido com boas-vindas,” diz Eisenberg. “Claro que isso não acontece. Mas ele acha que quer algo mais emocionante e ele faz parte de uma geração e de uma cultura que fez esse sonho parecer possível, especialmente porque ele tinha um tio que fazia isso. Quando ele é exposto ao mundo real, tanto a beleza quanto os desafios, ele cai na real de um modo doce e realista.”

O tio de Bobby, Phill, é um homem cheio de energia que é um nome famoso no meio das estrelas de Hollywood, mas é lento para reconhecer a voz de sua própria irmã pelo telefone. “Quando você conhece Phill pela primeira vez, ele é formidável,” diz Carell. “Ele está sempre fazendo tudo ao mesmo tempo, sempre tem uma ligação e reunião acontecendo ao mesmo tempo e ele abraça esse papel plenamente. Mas então você vai aprendendo mais sobre ele, você percebe que ele tem um lado mais suave e vulnerável, e que ele tem decência – ele não toma decisões a custo do sentimento de outras pessoas. Eu acho que isso o torna mais humano e agradável.”

Como Bobby é novo em Los Angeles, Phill pede para sua assistente, Vonnie (Kristen Stewart) para mostrar-lhe a cidade. Depois dela o levar em uma tour pela casa das estrelas de cinema e compartilhar suas experiências e opiniões sobre Hollywood, Bobby está completamente apaixonado. “Vonnie é uma menina ambiciosa que está completamente ciente da natureza do negócio em que ela está,” diz Stewart. “É divertido e excitante, mas há também um vazio que ela vê – e isso lhe da um certo charme.”Eisenberg diz: “Eu acho que ambos os personagens são constantemente atraídos e resistem ao fascínio do lado glamouroso da cidade do entretenimento. Mas Vonnie proporciona um antídoto maravilhoso para Bobby. Ela é cínica, engraçada e parece ter uma perspectiva do mundo real.” Infelizmente, Vonnie tem um namorado, e ele deve se contenta com sua amizade.

Enquanto está em Los Angeles, Bobby faz amizade com dois nova-iorquinos, Rad Taylor (Parker Posey), uma mulher vivaz que é dona de uma agência de modelos, e seu marido produtor Steve (Paul Schneider). Steve convida Bobby para o screening de um de seus filmes em sua casa, e Bobby tem o gostinho do que a vida em Hollywood poderia lhe dar.

Quando o namorado de Vonnie termina com ela, Bobby aproveita a chance para começar um romance com ela, e eventualmente ela retorna seu afeto. Enquanto começa a subir de cargo na agência de Phill, ele chega a conclusão que a vida em Los Angeles não é para ele. Ele pede para Vonnie se casar com ele e se mudarem para Nova York, viver uma vida boêmia em Greenwich Village. Vonnie está prestes a dizer sim quando seu ex-namorado reaparece. Apesar de amar Bobby, ela decide ficar com seu ex-namorado, deixando Bobby de coração partido.

De volta a Nova York, Bobby vai trabalhar para seu irmão mais velho Ben, que assumiu uma boate chamada “Club Hangover”. Bobby rapidamente prova ser um administrador esperto, capaz de lidar com a multidão, com o instinto de atrair os membros mais brilhantes da Café Society para a boate. Rad convence-o a remodelar e mudar o nome do clube para algo mais sofisticado, “Les Tropiques.” Logo o lugar está repleto de socialites, celebridades, políticos e playboys, e Bobby perambula livremente entre eles, o genial anfitrião da festa sem fim.

Uma noite, Rad introduz Bobby para Veronica (Blake Lively), uma socialite cujo marido a deixou pela melhor amiga. “Veronica está ferida e um pouco danificada pelo o que aconteceu, mas ela ainda não se fechou para o mundo,” diz Lively. “Há uma pureza sobre ela que é refrescante, no modo que ela escuta sobre a herança de Bobby e o conhece com curiosidade e não com julgamentos. Ela tem uma franqueza que remove qualquer um dos limites sociais e políticos que prevaleciam naquela época.”Veronica logo é conquistada pelo charme e confiança de Bobby, e depois de um namoro rápido ela lhe diz que está grávida. E mesmo que Bobby não tenha tirado Vonnie de sua cabeça, ele propõe e eles se casam. “Veronica era uma personagem muito interessante de se fazer, porque este filme é uma história de amor, e você está torcendo para as duas pessoas no coração da história,” diz Lively. “E então Veronica aparece, e você supostamente deve gostar dela mas quer o casal original junto novamente. Você realmente torce por ela, e ao mesmo tempo você torce por eles. Era uma personagem agradável de se fazer, aparecer e balançar as coisas um pouco.”

Enquanto isso, Evelyn e Leonard estão lidando com um vizinho grosseiro que está se tornando cada vez mais ameaçador. As tentativas de Leonard de resolver o conflito apenas parecem piorar a situação. Preocupada com a segurança de Leonard, Evelyn pede para Ben falar com ele, um pedido que ela vai se arrepender mais tarde.

Tendo trabalhado com os melhores cineastas do mundo, Allen se juntou pela primeira vez em Café Society com o ganhador de três Oscar, Vittorio Storaro.“A fotografia de um filme é muito importante para minha narração da história, e Vittorio é um artista maravilhoso,” diz Allen. Foi a primeira vez que ambos rodaram um filme digitalmente. Storaro tinha experimentado câmeras digitais por anos, e ele sente que a tecnologia avançou para um nível em que os resultados são satisfatórios para ele. Os dois trabalharam juntos para dar a estética para os três mundos do filme. “No Bronx, é uma luz da noite, quase como uma luz invernal,” diz Storaro. Los Angeles era o oposto: “Em Hollywood, há uma cor primária com uma tonalidade quente, muto ensolarado,” ele diz. Depois que Bobby retorna para Nova York, tudo é muito mais brilhante, tudo é muito mais colorido, particularmente as cenas feitas nas boates. No meio do filme há mais equilíbrio entre os elementos visuais das duas cidades opostas. “Isso é algo que eu amo adicionar o tempo todo: partes que são opostas visualmente no começo, mas que se aproximam devagar até se conectarem.”

Embora o filme seja geralmente filmado com imagens estáticas e ângulos mais amplos e adequados para o período, Storaro e Allen utilizaram uma Steadicam sempre que o narrador estava falando. “O narrador não pertence a nenhum período, a qualquer tempo, a nenhum lugar,” diz Storaro. “O narrador é completamente abstrato. Então quando o narrador está contando uma história, nó sentimos que o narrador deveria ter sua própria visão. Nós decididos que seria um bom momento para usar a Steadicam, a fim de ser muito mais em torno do personagem, muito mais livre para contar a história de acordo com o emocional.”

Tanto o “Club Hangover” e o “Les Tropiques”, foram construídos no mesmo palco de Manhattan. O maior elemento da transição foram as paredes, que foram criadas pelo designer Santo Loquasto, para que grande painéis pudessem ser facilmente removidos e trocados. “Eu modelei os clubes após os filmes do período, bem como as fotos de lugares reais,” diz o designer Santo Loquasto. “Ao longo dos anos, nós acumulamos uma biblioteca de referências desse mundo – nós até mesmo gravamos em El Marocco para Radio Days. Eu usei elementos de coisas que eu lembrava que Woody gostava ao longo dos anos, como escadas em espiral e a forma que o bar é montado. Quando eu trabalho, eu sempre tenho que reconhecer que esse é o olhar do Woody sobre esse mundo, mais do que uma recriação. Eu sempre digo que é uma lembrança, não uma recriação, o que é realmente a verdade. Ele sempre se preocupa se nos ficamos obcecados sobre a precisão na decoração, de uma forma exigente que não apele para os olhos.”

A cena de abertura do filme foi feita em uma piscina de uma casa que pertenceu a estrela de Hollywood, Dolores del Rio, imagens das quais Loquasto havia amando quando viu em um livro em Los Angeles. Loquasto mandou as fotos para o departamento de localização e felizmente eles foram capaz de achar. A casa simboliza o contraste entre Los Angeles e Nova York que Loquasto estava procurando. “Enquanto o clube de Nova York era preto, brando e vermelho,” diz Loquasto. “A casa de Dolores del Rio tinha a piscina, a casa branca, a grama verde belos móveis em prata e aqua daquele período.”

As cenas do apartamento sombrio de Rose e Marty Dorfman foram filmadas em um apartamento na Roiverside, que está vazio no momento. “Ele estava em um estado deplorável, e eles permitiram envelhecê-lo mais e mobiliar novamente,” diz Loquasto. A casa de Evelyn e Leonard foi destinada a ser um lugar fora da cidade, e eles olhados os dois lados de Hudson. “Foi difícil achar casas e calçadas que eram apropriadas. Vittorio queria que o local fosse mais cinzento que o habitual,  e nós o fizemos.”

O trabalho da figurinista Suzy Benzinger era iluminar as diferenças entre o glamour de Hollywood e Nova York. “Hollywood foi criada sob um mundo incrivelmente falso que foi criado para conduzir milhares de pessoas para o cinema,” diz Benzinger. “Era muito importante para eles fazer as estrelas glamourosas – eles se vestem bem toda vez que saem de casa. Nós vimos fotos de Hollywood nos anos 30 onde as damas estão usando esses casados de pele com orquídeas. E quando você olha a data dessas premieres, elas são em agosto, quando está quente na Califórnia. Em Nova York é mais realista: Está frio lá fora, então as mulheres estão com chapéus.”

O estilo de Nova York  era diferente pois as pessoas, influenciadas pela cultura que estava ao redor deles, estavam comprando os ternos de alta costura para si. “As mulheres de Nova York são um pouco europeias, um pouco mais chiques que as mulheres da Califórnia,” diz Benzinger. “Esse era o tempo onde os designers franceses estavam aparecendo em Nova York, e entre as mulheres, houve essa enorme competição entre Chanel e Schiaparelli.” Como ela não podia contar com as fotos, a maioria em preto e branco, Benzinger teve que recorrer a outras técnicas: “Eu lia artigos de revistas dos anos 30 que diziam coisas do tipo ‘Essa é a cor mais quente de Paris!’”

Eisenberg, um escritor e novo diretor, que trabalhou com Allen em “To Rome With Love”, descreve trabalhar com Allen como sendo desafiador e gratificante. “É estressante porque você não passa o dia todo na mesma cena, e por isso, mesmo que você sinta que não fez o seu melhor,  isso ainda vai estar no filme,” diz ele. “Mas também é um alivio perceber que você está sendo assistido e corrigido por alguém que é capaz de focar no que é mais importante na cena, e destacá-lo do modo mais claro, eficiente e artístico.”Carell apreciou que Allen não faz um monte de cenas: “Quando você faz muitas, você começa a pensa demais, e é que você começa a ter reações artificiais. Eu acho que ele ama imediatismo e eu acho que vale a pena.”Stewart sentiu que Allen a empurrou para fora de sua zona de conforto. “Há uma leveza e flutuabilidade para a personagem que eu não tenho,” diz ela. “Então ele estava em cima de mim sobre isso, me forçando para iluminar isso e achar esse tipo de natureza leve.”Lively diz que Allen nunca foi intruso em excesso, mas no entanto estava sempre ali quando ela precisava dele. “Ele não lhe dá falas para ler,” ela diz. “Ele diz ‘O clima deve ser um pouco…’ e então ele te diz a fala. E isso muda completamente a sua ideia de como a fala deve ser.”Carell acredita que a abordagem de Allen é baseada em uma apreciação para atores e seu trabalho: “Eu acho que ele respeita tanto os atores que ele assume que eles virão preparados e que eles irão fazer seu trabalho. Ele deixa a atuação para os atores. Então a menos que você tenha uma pergunta ou ele uma preocupação, é muito simples – se está funcionando, você não irá ouvir nada.”

Stewart sentiu que ela precisava de um pouco de orientação pois o roteiro fez sua personagem bem clara: “Em dez de lhe explicar do que se tratava, eu passada a maior parte do tempo o convencendo: ‘Oh cara, eu sei esse momento. Eu realmente quero saber que eu não estou só atuando nisso, isso é algo que e tenho experimentado.’ E ele sempre se surpreendia.”Lively diz: “O que eu gostei sobre o roteiro foi que cada pessoa tem a sua razão para ser digno de ser amado, no entanto são tratados diferentes. Alguns são menos amados, alguns são amados demais e sem um motivo aparente. É uma coisa emocional, coisa de química. No amor, isso não significa que uma pessoa é melhor que a outra – é quem faz o seu coração bater mais rápido.”

A história de amor em Café Society é agridoce. Os personagens se pergunta sobre as escolhas que fizeram e os caminhos que suas vidas seguiram. “Vida é como montar um grande mosaico – mas você só consegue ver uma pedrinha por vez, você não vê a foto inteira,” diz Stewart. “Você é responsável pelas decisões que você faz, mas suas decisões não foram totalmente informadas. Sempre esse ‘e se’ durante todo o filme que te deixa louco, porque essa vida – você sempre se pergunta se a decisão que você fez foi a certa.”Carell diz: “O que você acha ser seu maior sonho pode não ser. Sempre pode ter um desejo ou sonho maior do que esse que você tem em mãos.”

“São apenas escolhas que as pessoas fazem na vida,” diz Allen. “As coisas funcionam para Bobby e Vonnie de um certo modo,mas eles sonham um com o outro e isso não vai acontecer. Se Vonnie tivesse feito uma decisão diferente no começo, eles estariam juntos. Mas do jeito que as coisas são, eles apenas podem estar juntos em sonhos.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Café Society, novo filme de Woody Allen, foi a estrela da noite de abertura do Festival de Cannes, e você pode conferir abaixo o que os grandes sites de cinema falaram sobre o longa:

The Playlist

Mas é Kristen Stewart que é a estrela brilhante neste firmamento. Seus olhos tristes, a voz que vem do fundo da garganta e a aura cuidadosa que quebra um pouco o coração faz de Vonnie muito mais que bonita; a torna interessante. E como há uma química fácil entre ela e seu co-star Eisenberg pela terceira vez, como protagonistas, ele se encaixa perfeitamente no papel, enquanto ela simplesmente transborda para fora da tela. Isso faz o que está no papel ser outra coisa na longa fala dos protagonistas inocentes de Allen, feito para serem mais do que artigos decorativos na educação emocional de um jovem, um judeu miserável, que está gostando de uma mulher de verdade cuja própria história é mais persuasiva que a de Bobby. Isso sugere que se Stewart tornar-se a última das musas de Allen, pode ser para a melhor – com seu ar despojado de modernidade num figurino de 1930 (ela até trabalha com “arco na cabeça” – não é um feito fácil) e seu carisma genuinamente complicado, ela salva Allen de suas próprias tendências ruins em relação à suas jovens estrelas.

[…]

Mas estes instintos básicos são moderados num filme que quer mais do que qualquer coisa entreter – certamente um alívio após as tendências pedagógicas austeras do último filme de Allen, “O Homem Irracional.”“A vida é uma comédia, mas foi escrita por escritor sádico e comediante,” diz Bobby em algum momento, mas o escritor comediante Allen em exibição aqui não é tão sádico quanto melancólico. Ele se cobre completamente em nostalgia pelo conceito do amor verdadeiro não acontecer, pelo apogeu da pré-guerra do sistema de estrela de Hollywood (no qual Allen menciona nome por todo o caminho incessantemente e sem desculpas) e pela cidade de Nova York formada por gangsters com boinas, jogos de aposta nas vielas e beijos roubados no amanhecer no Central Park. E você sabe, isso é bom, porque nós ficamos muito nostálgicos com os velhos e bons tempos agradáveis, espirituosos, afeiçoados e de Woody Allen divertido também, e se nunca mais os tivermos novamente, “Café Society” é, pelo menos, um pequeno e bom lembrete do que já foi uma vez.

Telegraph

Após chegar na cidade, Bobby procura um trabalho com seu tio Phil (Steve Carell), um agente babão que não lança tantos nomes quanto os dispensa. É difícil aparecer um trabalho, mas durante esse tempo Phil coloca Bobby em contato com sua secretária Vonnie (Kristen Stewart), que oferece mostrar a ele a cidade.

[…]

Mas tais obstáculos são mais ou menos completamente re-estabelecidos por Stewart, que é a melhor coisa aqui desde o momento que aparece na tela. Ao contrário de Eisenberg, que é mais parecido com os filmes que Woody defende, ela é inteiramente si mesma, trazendo uma doçura natural para o os lentos diálogos de Allen, encontrando o drama na quietude, e tendo um estilo glorioso de camisa xadrez com laço e casacos de tons pastéis e com colarinho.

Quando ela sai por um breve momento, você nota o quanto a trama sente a falta dela. Café Society não é a história da Vonnie, mas é o filme de Stewart.

Little White Lies

Café Society começa com Bobby deixando sua família nova iorquina judia pelas luzes brilhantes de Hollywood. Ele espera que tio Phil (Steve Carell), um agente de sucesso, será sua rápida porta de entrada na indústria. Nada vai mais rápido, no entanto, do que a flecha que a secretária de Phil, Vonnie (Kristen Stewart), aloja em seu coração. Ela está num relacionamento, então Bobby permanece como o amigo tentador dela – com comentários aleatórios assustadores e apreciados – esperando e desejando. A primeira parte do filme parece um período da comédia da grande depressão sem qualquer dinamismo. Tem todas as batidas certas e nada do verdadeiro charme.

Personagens chaves não são quem o roteiro acredita que eles são. Quando Vonnie descreve Phil como, “tão vivo e cheio de energia,” é hilário. Phil é um hipócrita inerte, não importa quantas vezes seu personagem atenda a ligação de alguma pessoa famosa – é uma performance robótica de Carell. “Você é muito ingênuo,” é uma descrição do Bobby. Isto não se encaixa com um jovem que progride em sua carreira por meio de nepotismo e oportunidades dadas por uma garota com um namorado.

Stewart é a melhor coisa por aqui, crescendo cheio de graça acima das tolices para interpretar uma garota em dúvida entre dois homens. Mas o roteiro está errado sobre ela também. Ela não é um “anjo”. Sua fascinação é mundialmente pragmática. Ainda assim, é difícil se importar com personagens que são egoístas e de única dimensão, não importa quais sejam as ilusões que o criador tem deles, e independente da azáfama glamourosa do filme tomando conta da, admitidamente, elegante produção feita do passado.

[…]

Café Society é um filme mais descontraído dos quais estamos acostumados deste diretor. A dor de cabeça induzida pela tagarelagem de Magia ao Luar e Meia-noite em Paris é eventualmente substituída pela reflexão silenciosa. Pode ter chego tarde demais para suprimir os muitos problemas do filme, mas esperançosamente veremos mais deste lado de Allen no futuro. A mensagem de Café Society é que o passar dos tempos te faz sonhar mais, então vamos ver no que os sonhos podem se tornar.

Screen Daily

O filho de Rose, Bobby (Eisenberg), logo chega em LA procurando por novas avenidas e, após um falso início, ele ganha um trabalho de arquivista do seu tio Phil, que também o apresenta a sua secretária Vonnie (Kristen Stewart). Ela tem uma alma pé no chão, indiferente das pretensões de Hollywood, e Bobby se apaixona instantaneamente por ela. Mas uma ironia deve pregá-los assim como um maldito interesse no caminho da felicidade, e Bobby volta para casa. Lá ele se reinventa como um ator de palco galã numa boate feminina em Manhattan administrada pelo seu irmão Ben (Corey Stoll), um gangster que construiu seu império com mortes rápidas (“Se você pedir com educação, as pessoas ouvirão,” ele diz, jogando um sócio na cova de um cemitério).

E embora Kristen Stewart não pareça completamente do período do filme – no começo, ela parece uma garota hippie, de espírito livre antes de seu tempo da década de 50 – contudo, ela continua a amadurecer como uma artista muito sutil, desenrolando camada após camada de segredos e mudanças.

The Hollywood Reporter

Apesar da sombra de inúmeros romances agridoces, incluindo o próprio de Allen, que beira a trajetória de sua própria história de amor, Café Society gera uma verdadeira, e leve, angústia no final pelo o que os personagens principais possuem e o que não possuem. Há uma fórmula completamente visível em trabalho aqui, mas além ainda sabe como extrair para ter um efeito razoável.

Eisenberg não tem problemas em dar o quociente requisito neurótico que o nome Allen defende, mas Stewart é boa suficiente para quase fazer você desejar outra versão de O Grande Gatsby na qual ela interpretaria Daisy, e Carrel passa pela sua primeira grande chance em Hollywood de formas inesperadas que pagam muito bem.

Variety

A secretaria de Phil, Vonnie (Stewart), é graciosa, mas uma jovem sem sofisticação que afirma rejeitar o jogo de Hollywood. Ela leva Bobby num improvisado tour pelas mansões das celebridades e eles discutem sobre as qualidades do estrelato, o que leva Vonnie a insistir: “Eu acho que seria mais feliz tendo uma vida normal.” Stewart faz você entrar em contato com a realidade desse caminho. Ela lança algumas de suas manias hesitantes para interpretar uma mulher de calor que com um brilho segura seu ardor, e o clima de confiança encaixa a atriz perfeitamente. É essa qualidade que atrai o inocente Bobby, e não demora muito para o amor acontecer.

Independent
[…]

Como os fãs de Allen sabem o cineasta não liga para Califórnia. Ele não resiste a algumas sátiras sobre o narcisismo e a inanidade da cultura das celebridades de Hollywood, até mesmo na era de ouro dos grandes estúdios. Bobby (Eisenberg) leva tempo para encontrar seu lugar na cidade. As coisas melhoram quando ele se apaixona pela linda secretaria do seu tio, Vonnie (Kristen Stewart). O problema é que Tio Phil também esta apaixonado por ela, mesmo que ele já esteja em um feliz casamento.

Allen joga referências conscientes a Manhattan e Annie Hall. O filme tem muitas falas, com certeza. O Bobby de Eisenberg é outro protagonista de Allen que parece estar moldado muito próximo do diretor. Ele deveria ser uma criança pura do Bronx, mas ele é engraçado e sarcástico, falando sobre as coisas que você vai encontrar nas músicas de Rodgers and Hart que são usadas de referências em várias partes do filme. Ele tem uma relação profissional com Vonnie, de Kristen Stewart, que interpreta sua personagem como a garota na moda que também possui habilidade de quebrar corações.

Há uma surpreendente camada de melancolia no filme. Isso pode ser uma comédia romântica mas é tanto sobre o que junta os casais quanto o que os separa. Alguns dos filmes recentes de Allen parecem ter sido feitos muito rapidamente, mas Café Society foi feito com muito amor. Mesmo que os níveis de energia de Allen estejam caindo, ele ainda sabe como misturar a comédia e compaixão.

The Wrap

E como Vonnie, Kristen Stewart mais uma vez prova que ela é uma atriz muito interessante. Stewart não chega completamente ao seu alcance – ela ainda é sombria, um pouco subjugada – mas ela se aprofunda, encontrando uma nova tonalidade nela mesma. Ela não muda seu estilo, ela o domina.

E isso é “Café Society”: um monte de artistas fazendo o que eles fazem. Comandando. Eles já fizeram melhor, com certeza. Eles já fizeram isso antes, absolutamente. Mas caramba se eles não fizerem isso bem.

IndieWire

Jazz clássico, as confrontações de Nova York/L.A, Judeus neuróticos discursando conflitos existenciais e um triângulo amoroso desesperadamente complicado: Todas as marcas de um filme de Woody Allen emanam em “Café Society” um leve filme de comédia-drama que oferece uma boa soma do típico foco do diretor de 80 anos. Com o seu quadragésimo sétimo filme, Allen se tornou tão prolífico que seus menores esforços beneficiam em relação as suas falhas totais, um fenômeno que “Cafe Society” ilustra acima de tudo. Adicionada por um ansioso Jesse Eisenberg e a gentilmente expressiva Kristen Stewart, “Cafe Society” funciona tanto quanto um bom digno-mas-não-ótimo filme de Woody Allen pode.

Talvez para orientar espectadores de uma jornada familiar, Allen abre “Cafe Society” com a sua própria voz fazendo a narração, introduzindo o acelerado ritmo dos anos 30 de Hollywood com o agente Phill (Steve Carrel), um ativo homem que trabalha seu caminho através de acordos com inúmeros VIPs enquanto tem um caso extraconjugal com sua secretaria de fala mansa Vonnie (Stewart). Esse equilíbrio é balançado com a chegada de Bobby (Eisenberg), sobrinho infeliz de Phil, que foge da sua ansiosa família de Nova York para um novo começo no oeste. Enquanto ele não acha seu lugar, ele acha Vonnie, e logo ela se encontra presa entre seus duelos de afeições.

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Não é necessário dizer, os devotos de Allen vão achar muito que apreciar, mas pouco para obcecar sobre. Não importa quão desigual é seu resultado, as ultimas realizações de Allen mostram cada vez mais sinais de uma auto-consciência renovada. “A vida é uma comedia escrita por um comediante sádico”, Bobby diz em um ponto, mas Allen não deixa duvida sobre quem esta realmente falando aqui.

Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen e o elenco de Café Society posaram para um portrait maravilhoso, feito pelo site da Vanity Fair. Confira a foto abaixo:

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