Arquivo de 'Billy Lynn’s Long Halftime Walk'



Durante a divulgação de Billy Lynn’s Long Halftime Walk, Kristen e o diretor Ang Lee falaram sobre o filme com o site The Courier Mail. Confira mais da entrevista onde Ang compara Kristen com o ator Heath Ledger e ela fala um pouco mais sobre Kathryn Lynn:

O diretor Ang Lee tinha visto apenas um filme de Kristen Stewart quando ele abordou a atriz para interpretar um papel crucial em seu drama revolucionário Billy Lynn’s Long Halftime Walk, sobre um soldado americano traumatizado que é homenageado como herói quando retorna da Guerra do Iraque. Não foi Crepúsculo.

A performance que gravou no subconsciente de Lee foi a adolescente de espírito livre que Stewart interpretou no drama de Sean Penn, Na Natureza Selvagem (2007).

Em termos de tempo de tela, aquele papel, filmado a maior parte uma década atrás quando Stewart tinha apenas 16 ou 17 anos, não acumulou muito mais do que uma participação especial.

“Me lembra de como Heath Ledger costumava trabalhar para mim,” diz Lee. “Se você o visse em um filme – como A Última Ceia – você apenas lembra dele. Ele era o núcleo emocional. Kristen me deu essa vibração.”

O impacto da performance de Stewart em Na Natureza Selvagem explica o sucesso da ex “criança de tablóide” e como ela se reinventou como uma atriz séria e independente no final da Saga Crepúsculo, que foi lançado em 2012.

A atriz já recebeu críticas sólidas por sua performance como Joan Jett em ‘The Runaways‘, Marylou em ‘Na Estrada‘, e Em Lewin em ‘Férias Frustradas de Verão‘. Após ‘Crepúsculo‘, no entanto, os críticos foram positivamente efusivos.

“Sensacional” foi o adjetivo que a Rolling Stone usou para descrever a performance de Stewart em ‘Acima das Nuvens‘, pelo qual ela se tornou a primeira atriz americana a ganhar um Cesar, o Oscar francês.

“O papel pede por um olhar dolorido, astúcia rara e timing cômico. Stewart acerta em cada nuance,” foi o veredito.

A atenção mais recente foi para ‘Café Society‘, de Woody Allen, pelo qual ela estrelou ao lado de Jesse Eisenberg, e foi ainda mais entusiasmante.

“Stewart é boa o bastante para quase fazer você desejar outra versão de ‘O Grande Gatsby‘ só para ela poder interpretar Daisy,” disse o Hollywood Reporter.

“Gloriosa” foi o resumo apaixonado do New Statesman por sua performance.

“Foi difícil, mas obviamente cada passo que eu dei me levou para esse ponto em particular,” Stewart contou ao News Corp Australia quando ‘American Ultra‘ foi lançado no ano passado. “E eu não mudaria isso. Não pessoalmente. Não profissionalmente. Nada.”

Com o benefício tardio, é o sucesso fenomenal de ‘Crepúsculo‘ que se destaca como aberração em uma carreira que abrange ‘O Quarto do Pânico‘ com Jodie Foster (2002), e o mais recente ‘Para Sempre Alice‘ (2014) com Julianne Moore.

Lee abordou Stewart para interpretar o papel da irmã de Billy Lynn porque ele precisava de uma atriz capaz de dar um grande soco em um curto período de tempo.

“É um papel furioso. Ela meio que representa a desintegração do sonho americano,” ele diz. “Não é um papel grande mas é importante; a emoção que fica em sua cena final. O filme não teve muito tempo para desenvolvê-la então é muito para pedir. Eu acho que ela entregou tudo. Ela tem o peso necessário e a intensidade e devoção.”

Para Stewart, que está atualmente namorando a cantora Annie Clark, mais conhecida como St. Vincent, a personagem funciona como a espinha dorsal do filme.

Ela abraçou o desafio mas “sem soar simplista, eu provavelmente teria feito qualquer coisa o Ang. Eu cresci assistindo seus filmes.”

Um incentivo adicional foi a decisão de Lee de empurrar os limites tecnológicos do 3D, filmando em 120 quadros por segundo, duas vezes o recorde anterior (O Hobbit: Uma Jornada Inesperada) e cinco vezes a velocidade normal de 24fps.

A tecnologia é tão inovadora que somente meia dúzia de cinemas no mundo terão a capacidade de exibir nessa forma.

“O jeito que está sendo capturado é tão avançado e eu queria ser a primeira a fazer parte desse novo processo,” diz Stewart.

Mas quando se trata de escolher papéis, a atriz insiste que ela não tem nenhum plano de jogo.

“Eu faço escolhas impulsivas em termos de histórias e pessoas que eu acho que posso ser capaz de trazer para a vida.”

Como o livro de Ben Fountain do qual foi adaptado, Billy Lynn se passa em um único dia em 2004. O pelotão da Guerra do Iraque do personagem principal será homenageado no show do intervalo do jogo do Cowboys no dia de Ação de Graças. Mas todos parecem ter suas próprias histórias heróicas na guerra, que são reveladas em flashbacks. E isso torna excepcionalmente difícil para o soldado traumatizado elaborar sua própria versão.

“Ele volta para casa como outro homem. Há uma separação enorme que acontece,” diz Stewart, que tem sua personagem preocupada com o bem estar de seu irmão. Ela tenta desesperadamente dissuadir ele a não voltar.

“Não é o melhor jeito de olhar para as coisas, foi uma guerra ridícula e sem sentido,” diz a atriz que interpreta Kathryn. “Vamos ser honestos, nós não sabíamos. Mas quando você coloca jovens meninos no meio disso, é importante para a nossa geração de cineastas contar essas histórias pessoais. Sim, é político. Mas ao mesmo tempo, é muito perto de casa, precisa ser explorado.”

Após filmar sete filmes, sem parar, nos últimos dois anos, Stewart tirou um tempo para “reabastecer o poço.” “Eu fiquei um pouco cansada,” ela diz.

“Minha agenda ficou muito cheia por um bom tempo… Eu acho que eu acalmei ao invés de tirar folga.”

Durante esse “tempo mais calmo”, ela escreveu e dirigiu o curta ‘Come Swim‘, que está atualmente nos estágios finais da pós-produção.

“Eu nunca fui tão feliz fazendo algo,” ela diz. “Foi muito divertido. Eu não vejo uma grande diferença entre atuar e dirigir, é meio que o próximo nível da minha vida e eu me sinto com sorte de poder explorar isso agora.”

Durante a pausa para o Natal, Stewart pretende começar a desenvolver seu primeiro longa-metragem. Mas por enquanto, ela está filmando o suspense psicológico ‘Lizzie‘, baseado no famoso assassinato na família Borden em 1892, em Savannah.

Chloe Sevigny interpreta a personagem titular. Stewart interpreta a jovem empregada com quem ela tem amizade. Após isso, a atriz de 26 anos está aberta para ofertas.

“Eu vou apenas manter minha cabeça baixa e ficar calma,” ela diz. “Não há nenhuma rima ou razão pela qual as coisas caem no seu colo, o que se torna a história que você quer contar. Eu não tenho nada além do meu instinto para me guiar e não me decepcionou até agora. Então por enquanto, eu não tenho grandes planos. Só vou seguir em frente.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen estrela o novo filme do diretor Ang Lee, Billy Lynn’s Long Halftime Walk, e durante a divulgação do longa em Nova York, a atriz conversou com o site Nashville Scene sobre sua personagem e seus ideais. Confira:

Parece que uma das principais recorrências tanto no livro de Fountain quanto no filme é a maneira que nem duas pessoas parecem entender o que significa ou implica o conceito de “apoiar a tropa”. Como você abordou isso?
O que eu achei mais interessante sobre isso foi que você tem Kathryn, que é essencialmente uma pacifista, mas nunca expressa seu liberalismo de um jeito que não é humanitário. Ela nunca está provocando ninguém, e ela está reconhecendo um espaço que cresceu entre ela e alguém que ela conhece durante toda sua vida, mas que não pode mais ter por perto como antes, porque agora eles são seres completamente diferentes. Isso muda uma pessoa, quando você não pode mais manter alguém por perto para amá-lo e confortá-lo por mais que você queira. Você está tão imerso em algo que você nunca conseguiu ter uma perspectiva exterior, e isso é justo? Você pode ter orgulho disso?

É muito contencioso agora na narrativa moderna: Quem pode representar quem? Como podemos contar responsavelmente a história dos outros?
Eu tenho muito mais distância do que alguém que já serviu, ainda assim eu tenho o mesmo sentimento. Eu posso ter esses sentimentos? Eu realmente entendo a situação? Eu acho que Kathryn está vindo de um pensamento como, “Vamos entender pelo o que estamos lutando.” É uma resposta pessoal, mas ela está verdadeiramente preocupada com ele. Porque o que vai acontecer quando seu treinamento passar, quando as respostas automáticas passarem e você tem que ser um ser humano novamente que não sabe necessariamente como lidar com tudo o que aconteceu? E mais adiante disso, como lidamos com ter colocado essas pessoas lá, nessa situação?

Ela é um tipo diferente de personagem do que costumamos ver em histórias sobre famílias de militares.
Ela é a personificação de pergunta, ao invés de opinião.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Em entrevista com o site STL Today, Kristen comentou um pouco sobre seu papel em Billy Lynn’s Long Halftime Walk. A atriz também falou sobre o que ela procura em um projeto e sua amizade com Julianne Moore. Confira abaixo:

Aos 26 anos, Kristen Stewart já construiu uma carreira no cinema que muita atrizes jovens iriam invejar. Talvez mais conhecida como Bella Swan, a heroína vampira de ‘Twilight’, Stewart conseguiu sucesso comercial enquanto ganhou respeito crítico. No verão passado, você a encontrava na capa da Film Comment, a bíblia de um cinéfilo sério.

Seu mais recente filme, ‘Billy Lynn’s Long Halftime Walk’, estreia na sexta. Baseado no livro de Ben Fountain e dirigido por Ang Lee (‘Life of Pi’), conta a história de um soldado corajoso, sua experiência no Iraque e suas dúvidas sobre ser exposto em um jogo de futebol. Stewart interpreta a irmã de Lynn, Kathryn, que é contra seus planos de retornar para a guerra.

Eu uma recente entrevista, Stewart disse que ao ir por uma perspectiva de um soldado, o ganhador do Oscar, Ang Lee, criou um filme que “externaliza um sentimento muito interno.” Apesar de Kathryn ser um papel coadjuvante, ela disse, é um dos que ela sentiu que valia a pena.

“O papel é muito econômico,” Stewart disse. “Mas é realmente impactante e definitivamente fornece esse espaço emocional.”

‘Billy Lynn’s Long Halftime Walk’ permitiu Lee experimentar com a tecnologia. Entre as opções disponíveis está assistir ao filme em 120 quadros por segundo, ao invés do normal 24, criando um efeito que os espectadores chamaram de hiper real. Mas na maioria dos cinemas, o filme será apresentado no formato normal.

Stewart disse que a tecnologia apresentou desafios únicos.

“Eu estava fora do meu elemento,” ela disse. “Geralmente, eu estou muito ciente do processo e um pouco intrometida. Nesse caso, foi como nadar em uma piscina olímpica. Mas foi muito legal.”

Lee teve uma abordagem similar em ‘Hulk’ (2003), onde ele procurou imitar os designs necessários de uma história em quadrinhos.

Nativa de Los Angeles, Stewart tem atuado desde que tinha 9 anos. Um dos seus primeiros papéis nas telas foi como filha de Jodie Foster em ‘Panic Room’ do diretor David Fincher. Desde então, ela se tornou uma das atrizes mais bem pagas de Hollywood.

Os críticos se impressionaram com seu papel coadjuvante como a filha de Julianne Moore em ‘Still Alice’ e como a assistente pessoal de Juliette Binoche em ‘Clouds of Sils Maria’.

“Eu conheço a Julianne desde que eu tinha 12 anos,” ela disse. “Eu trabalhei com o marido dela (o diretor Bart Freudlich) em um filme (‘Catch That Kid), e ela sempre foi como família para mim. Então interpretar sua filha foi fácil. Nós abordamos nosso trabalho de um jeito similar, e eu acho que ela é uma mulher muito impressionante e inspiradora.”

Stewart descreve Binoche – uma atriz francesa talvez mais conhecida pelos americanos por sua performance ganhadora do Oscar em ‘The English Patient’ – como “muito poderosa e muito inteligente.”

Tanto Moore quando Binoche, ela disse, são atrizes que ela se inspira e que a fizeram “querer subir à ocasião.”

Como uma das atrizes na indústria com mais demanda, Stewart escolhe seus projetos. O que ela procura em um roteiro, ela disse, é algo que a move.

“Há alguma emoção realmente particular que realmente ocorre dentro de você quando você lê algo que gostaria de fazer parte,” ela disse. O roteiro para ‘Billy Lynn’s Long Halftime Walk’, escrito por Jean-Christophe Castelli, “articulou algo realmente humano e algo que eu realmente acreditei.”

Stewart é tão provável assinar em um filme indie quanto um grande blockbuster.

“No caso do filme do Ang, o único jeito de contar essa história é sendo grande,” ela disse. “E eu não tenho aversão a filmes grandes se eles são motivados por algo importante e que vale a pena – e que não parecem que estão sendo feitos somente por dinheiro. Isso, eu não gosto.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Durante a divulgação de Billy Lynn’s Long Halftime Walk em Nova York, Kristen se encontrou com o Toronto Sun para falar um pouco mais sobre o filme e seu significado e aproveitou também para falar sobre outros assuntos, como política. Confira:

É um daqueles dias de divulgação de filmes onde você se pergunta qual o combustível que as estrelas usam para continuar falando. Não se pergunte mais.

Direto de uma conferência de imprensa para um sessão de fotos para mim, Kristen Stewart está pronta para divulgar Billy Lynn’s Long Halftime Walk, quando um assistente entra na sala e arremessa um pacote de cigarros.

Animando-se, ela abre o pacote e vai em direção a janela do hotel, atenciosamente pegando meu gravador digital (“Para que você não perca nada”) no caminho para sentar no peitoril, um pouco inquieta e soprando fumaça no ar de Manhattan.

Então nós conversamos, com três metros de distância, sobre o filme de título estranho de Ang Lee, tirado do livro de Ben Fountain sobre um grupo de soldados que viralizam com um vídeo de sua tentativa frustrada de salvar um companheiro (Vin Diesel), e que são homenageados durante o show do intervalo de um jogo da NFL (os Cowboys no livro).

Eles são seguidos por um agente (Chris Tucker), que tem a intenção de transformar suas histórias em um filme de Hollywood.

Stewart parece ter surgido do brilho de Bella Swan na saga Crepúsculo com uma notável quantidade de respeito. A atriz uma vez mirim se tornou a única americana a ganhar um César (o Oscar francês) de Melhor Atriz Coadjuvante por Clouds of Sils Maria, de Olivier Assayas.

E ela possui um dos dois papéis femininos notáveis em Billy Lynn’s Long Halftime Walk – Kathryn, a irmã de Billy (Joe Alwyn), que está tentando furiosamente conseguir tratamento para o Estresse Pós-Traumático de seu irmão antes que ele volte para outra turnê obrigatória de uma guerra sem sentido.

Mas a conversa sobre o filme foi desviada por sua tecnologia. Lee filmou em 120 quadros por segundo (24 tem sido o normal por gerações), e foi mostrado em algumas exibições adiantadas em 3D e 4K HD. O resultado é desconcertante como estar no mesmo ambiente que os atores.

Muito atores ficam desconfortáveis ao se verem na tela. Como foi ver-se até aos poros?
Eu me sinto diferente com cada filme em termos de tentar assistir. Mas ao me ver daquele jeito não foi um problema de vaidade. Emocionalmente falando, houve uma vulnerabilidade. Como um observador, como uma festa engrenada, você vê mais nuance nas expressões faciais, por exemplo. Você nunca viu alguém olhar para a lente tão de perto. É estranho para mim estar tão fora do meu elemento, porque eu faço isso desde que tinha 10 anos de idade. Mas é uma experiência nova. E eu sou completamente obcecada e apaixonada pelo processo. Eu especialmente gosto da ideia de usar a tecnologia para chegar mais perto de algo do que se afastar.

A cicatriz da sua personagem (de um acidente de carro, e uma parte integral para a trama), ficou mais notável do que teria sido em uma filmagem normal.
Absolutamente. Isso é um exemplo do que eu estou falando.

Na conferência de imprensa, o autor do livro, Ben Fountain, disse que essa era uma história de como foi para os soldados ao retornar de guerras que foram lutadas por bobagem.
Sim, isso foi corajoso.

Além da própria guerra do Iraque, a guerra de Billy foi lutada por razões pessoais? (Ele espancou o namorado que causou o acidente, e foi dado a escolha de prisão ou alistamento).
Há algumas coisas na vida que parecem ser a razão sólida pela qual algo acontece. E sim, esse é o motivo pelo qual ele se alistou. Mas a perspectiva da irmã dele seria, “Você fez todas essas decisões que levaram até aquele momento e você tem que tomar responsabilidade por elas.”

Makenzie Leigh (a outra atriz principal em um filme cheio de homens como Vin Diesel e Garrett Hedlund) disse que esse filme era sobre papéis masculinos.
Realmente. Um dos meus momentos favoritos foi quando dizem para eles que Hillary Swank pode considerar interpretar a personagem de Billy, e eles ficam loucos. Mas Ang Lee é, tipo, a pessoa mais imparcial, doce, amorosa e com muita fé nas pessoas. E eu acho que isso aparece na história de amor, e a história entre o irmão e a irmã. Aparece até na camaradagem entre os meninos. Eu não me sinto alienada por isso. Eu sinto como eu realmente tivesse sido permitida em algo. De outra forma, se outro cineasta tivesse feito esse filme, seria um pouco diferente.

É legal que esse filme também é sobre futebol, já que isso é uma coisa tão militar quanto civil. E particularmente no Texas, onde é como uma religião.
Eu sei. E “Nós queremos vencer” meio que invadiu cada aspecto de nossas vidas. Nós nos auto-infligimos parâmetros de competição, há um perdedor, há um vencedor. Muito do que ingerimos através da mídia não é algo que nós nos sentimos conectados humanamente. É como um show que estamos assistindo, e nós valorizamos o nosso entretenimento acima de qualquer coisa nesse país.

Bom, a temporada de premiações está chegando – quando transformamos arte em competição. E eu estou aqui falando com a primeira americana a ganhar um César.
(Risos.) Isso aí! EUA!

Como você se relacionou com essa guerra em particular?
Eu estava na sexta série quando as Torres Gêmeas foram atingidas. Eu cresci com isso, mas é difícil digerir o motivo pelo qual aconteceu pelos jeitos conflitantes que foram apresentados para a minha geração. Eu realmente gosto do fato de ter quatro cenas para dizer muito, algo muito simples sobre isso, na verdade. Porque eu acho que ela está somente dizendo “Eu gostaria que meu irmão tivesse uma opinião bem formada sobre o que ele está dando sua vida. Isso é importante para mim.”

Você é uma pessoa politicamente ativa?
Eu estou começando a ser. Sem ficar em cima de um caixote, eu sei que eu definitivamente tenho mais acesso e atenção do que as pessoas comuns de 26 anos. Eu não digo que sei como consertar as coisas. Eu não faço ideia sobre o Estado do nosso país ou como fazer as coisas mais justas. Mas eu gostaria que as pessoas votassem e procurassem mais informação antes de fazer isso. Desse jeito, você faz uma decisão ao invés de dizer, “Bom, eu não sei, acho que isso só aconteceu conosco.”

Você fez outro filme com Olivier Assayas, Personal Shopper (uma história de fantasmas no mundo da moda, ganhou Melhor Diretor em Cannes).
Foi muito legal. Olivier tem essa habilidade de contar histórias sobre coisas invisíveis que são sentidas intimamente e não são fáceis de definir.

Você tem algo com ele. Você poderia ser sua musa, como uma empresa de representação pessoal.
Eu espero que a gente desenvolva algo assim. Coisas boas acontecem rápido. Nós fizemos esses dois filmes muito perto um do outro. E eu acho que há algo sobre três que é significante.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Durante a conferência de imprensa de Billy Lynn’s Long Halftime Walk, Kristen falou sobre como foi trabalhar com o diretor Ang Lee, sobre o novo formato do filme e compartilhou seus pensamentos sobre a guerra. A atriz, e agora diretora, também falou sobre Come Swim. Confira:

“É engraçado, meus diretores favoritos não falam muito,” disse Kristen Stewart com um sorriso. Ela está loira e mais adorável em nossa recente entrevista em Nova York. Eu sua carreira relativamente jovem, Kristen foi dirigida por alguns dos melhores do cinema. Essa lista agora inclui Ang Lee.

“Esse ambiente que Ang cria realmente faz você ficar em atenção de um jeito intrínseco,” a atriz adicionou sobre o cineasta ganhador do Oscar e Golden Globe, que a dirigiu pela primeira vez em ‘Billy Lynn’s Long Halftime Walk‘. Ela está vestida em uma jaqueta preta, blusa na altura do umbigo e calça verde.

No drama adaptado do livro de Ben Fountain, Kristen interpreta Kathryn, a irmã do personagem titular (o novato Joe Alwyn), que volta como um herói da Guerra do Iraque em 2004. Mas rachaduras aparecerem quando Billy e seu Esquadrão Bravo são homenageados em um espetacular show de intervalo no jogo de futebol do Dia de Ação de Graças. Kathryn acha que Billy está sofrendo de TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático).

“Ang não precisa dizer muito,” Kristen continuou sobre o diretor conhecido por dar poucas instruções. A estrela é sempre uma entrevistada articulada, mas nessa manhã, ela estava mais animada do que o normal.

“O roteiro é perfeito como um todo, mas mais do que isso, há uma pressão imensa porém gentil. Porque há muita fé no roteiro.”

A pressão foi porque o filme estava sendo filmado em 120 quadros por segundos em 3D, resultando uma claridade que amplia tudo na tela, incluindo o rosto dos atores.

“A pressão é difícil,” Kristen admitiu. “O filme foi assustador para todos. Não somente pela parte tecnológica que estávamos vendo de um jeito nunca visto antes e porque teríamos que abaixar nossas guardas, ou iríamos parecer falsos. Isso é o que você está sempre tentando fazer em um filme: ser visto, não mentir.”

Além de outros desafios ao atuar pela primeira vez com duas câmeras separadas em 3D, Kristen apreciou o estilo quieto de seu diretor. “Ang é muito calmo. Ele é incrivelmente zen. Há algo sobre o jeito que ele vê as coisas e seu desejo animador de encontrar a verdade, o que soa clichê. E eu nunca vi um grupo de pessoas trabalhar tanto. Foi tipo, todo mundo estava aterrorizado – não de um jeito ruim, de um jeito muito bom.”

Para a atriz, ajudou que seu amigo, Garrett Hedlund, estava no elenco como o Sargento Dime, o líder do Esquadrão Bravo que desenvolvem uma forte ligação após sobreviverem a combates mortais.
“Eu sou amiga do Garrett,” disse Kristen. “Eu o conheço há anos. Ele esteve no filme por mais tempo do que eu. Eu cheguei lá, e eu vi que essas pessoas passaram por muita coisa juntas, pareceu real para mim. Me senti como uma irmã mais velha. Senti que deveria proteger esses meninos. Foi real, eles amam um ao outro. É notável. Ele (Ang) é um dos melhores diretores do nosso tempo.”

Sobre suas próprias visões sobre a guerra, Kristen refletiu, “Esse filme ressalta a ideia de que ninguém, ou apenas poucas pessoas, vão além do que contam para elas. E depende de quem está contando e qual meio de comunicação você está acompanhando na hora. Essa frustração pela minha geração é real. Isso repele as pessoas de querer entender, porque é difícil. Nós ficamos no escuro sobre certas coisas.”

“Outra coisa que o filme faz, é te dar coragem para pensar por si mesmo. Não é excessivamente opinativo de qualquer forma. Eu sei que minha personagem é uma pacificadora. E eu sou, não em uma medida ideal, mas somente o nível fundamental. É assim que eu funciono – e eu apoio isso.”

“Eu não sou a pessoa mais política, mas nesses tempos, não é questão de afirmar como você faria as coisas melhorarem para fazer as coisas funcionarem. É um bom tempo para esse filme estrear, porque se você quer cair para esse lado ou aquele, é muito claro qual o meu lado. Apenas acredite nos seus ideais e por favor, vote.”

Sobre suas experiências em escrever e dirigir um curta, ‘Come Swim‘, descrito como um “retrato poético e impressionista de um homem com o coração partido embaixo d’água,” nossa artista se entusiasmou, “Foi muito bom. Eu amei. Foi um grande prazer. Você nem sempre gosta do que faz. Eu estou colorindo e terminando o áudio. Nesse filme em particular, metade da história está no som.”

“Eu encontrei o próximo nível, honestamente. Eu não encontro uma grande distinção entre atuar e dirigir. Para mim, eles andam de mãos dadas com o jeito que eu sempre abordei a atuação. Mas a diferença entre os dois seria, há algo mais imediato e irreverente sobre a atuação que eu gosto. Mas você pode fazer algo e sair imediatamente. Diariamente, na mesma hora. É algo momentâneo e com uma reação instintiva.”

“Dirigir é como explorar uma cidade. Mas ainda é instintivo. E também, o que eu recebo sobre fazer filmes que eu realmente amo é que a gente pode falar sobre as coisas, para não se sentir maluca. Eu sinto que nós podemos ficar mais próximos, fazer isso visualmente e afetar as pessoas e juntar as coisas para falar mais alto.”

“Esse é o melhor sentimento que já tive. Eu nunca fui tão feliz fazendo algo. Eu mal posso esperar para fazer arte em vídeo, mal posso esperar para escrever meu filme. Sinto que estou mais estimulada, mais motivada. Eu sinto que meus olhos estão abertos. Algumas vezes, na vida, há certas fases onde tudo parece possível. Eu estou realmente sentindo isso agora. Eu definitivamente honro essa primeira experiência.”

Ela pode ser mais específica sobre a história do seu curta? “Oh, é muito impressionista e você vai ver,” ela provocou com um sorriso. “Eu não quero estragar. São 15 minutos. Vai falar mais alto do que o que eu posso dizer agora.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

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