Kristen Stewart conversou com a Out Magazine sobre seu novo filme, Love Lies Bleeding, e sobre a representação queer no filme. Leia:

Love Lies Bleeding não é o tipo de filme queer feito para agradar o público heterossexual.

O thriller de Rose Glass segue duas mulheres suadas, sujas e muito complicadas cometendo crimes e se apaixonando em uma pequena cidade nos anos 90. O filme não evita revelar os lados violentos e sujos do amor, e não se restringe.

É exatamente como a estrela Kristen Stewart gosta.

No filme, Stewart interpreta Lou, a filha de um criminoso local e gerente de uma academia que conhece Jackie (Katy O’Brian), uma fisiculturista a caminho de uma competição em Las Vegas. Imediatamente, as duas mulheres não conseguem tirar os olhos e as mãos uma da outra.

A química de Jack e Lou explode na tela sempre que estão juntas. Desde o primeiro momento em que Jackie entra na academia usando suas roupas de malhar dos anos 80, Lou a deseja. Desde então, a atração entre as duas e o relacionamento só fica mais forte, mais físico e mais animalístico.

“Acho que ser uma grande ereção feminina, de uma origem tão natural, instintiva, física, impulsiva e real foi tão legal por não termos que explicar o nosso trabalho”, ela sorri. “Não tivemos que mostrar nosso trabalho. Não precisamos explicar por que temos a nossa conexão por conta do trauma compartilhado ou alguma conversa que foi o catalisador da nossa conexão cerebral. Tipo, não, eu queria transar com ela e foi o que aconteceu.”

“E tipo, não é o romance lésbico que estamos acostumados a assistir. E definitivamente não é a história de desejo feminino que já vimos”, diz ela, acrescentando que, é claro, Love Lies Bleeding é inspirado em filmes anteriores, mas ainda consegue ser único.

“Parecia que a conexão delas era o trampolim perfeito para uma história sobre se o amor tem ou não uma definição fixa. Acho que é dois lados de uma moeda muito violenta, sabe?” diz Stewart, acrescentando que duas pessoas separadas sempre terão visões diferentes. “Estamos juntas? Estamos projetando? Somos co-dependentes? O relacionamento delas é ruim, mas também é algo que vale a pena lutar.”

Stewart disse que a experiência de interpretar uma personagem lésbica que age e reage de forma tão visceral e física, e se apresenta de um jeito que mostra isso, foi um sonho que virou realidade.

“Minha nossa, é muito legal. Me fez parecer uma criança em um parquinho, mas no estilo de um livro de histórias, como você queria se sentir no parquinho. Parecia que eu estava brincando com meus amigos”, diz ela. “Foi muito físico. Parecia que qualquer lésbica poderia se relacionar. Tenho certeza de que o filme parece muito acionável, como se usasse as mãos, sabe? Era assim todos os dias.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil