Kristen Stewart participou de um Q&A com o The Hollywood Reporter ao lado dos colegas de elenco Jack Farthing, Jack Nielen e Freddie Spry, além do diretor Pablo Larraín. Confira a transcrição e assista ao vídeo no link original no fim do post:

Muitas atrizes podem ter feito o papel da amada princesa Diana, mas Kristen Stewart, em Spencer, aborda três dias essenciais no casamento da falecida com o príncipe Charles (Jack Farthing) quando ela decidiu deixar a família real. Stewart diz que sua experiência interpretando Diana envolveu muita “cortina de fumaça.”

“O que notei sobre ela disse muito sobre mim”, Stewart conta ao THR Presents. “Foi muita cortina de fumaça. Acho que se você nos colocar lado a lado, se realmente nos comparar, somos muito diferentes. Mas acho que a única razão para fazer um filme sobre alguém é para capturar um espírito e eu me senti completamente possuída por isso… Trabalhei por quatro meses. Aprendi tudo, li tudo. Trabalhei muito no sotaque. E no final do dia, realmente acho que nada disso foi a chave para fazer bem esse filme.”

O diretor do filme, Pablo Larraín, quis colocar o relacionamento de Diana com seus filhos, os príncipes William e Harry, interpretados por Jack Nielen e Freddie Spry, respectivamente, em destaque no filme – uma clara referência às prioridades de Diana.

“Achei interessante comprimir uma grande crise que pensamos que ela estava passando durante aqueles dias, e aquela crise é basicamente a decisão de deixar a família, a decisão de encontrar sua própria identidade e seguir em frente”, diz Larraín. “No processo, descobrimos que o relacionamento com seus filhos foi muito relevante. Acho que somos confrontados com a situação em que nosso personagem principal, Diana, conseguiu entender que poderia ter sua própria família, seu próprio relacionamento com seus filhos, sem mais ninguém. É a história de uma mulher que conseguiu encontrar sua identidade dentro de seu próprio mundo, seu próprio planeta, e é uma coisa linda de ver e trabalhar.”

Em uma cena, a Diana de Stewart está brincando de verdade ou consequência com seus filhos no escuro, a qual – Stewart, Nielen e Spry explicam – foi amplamente improvisada. Na verdade, Nielen diz, a liberdade para levar aquela cena para onde quisessem foi “muito crucial para o verdadeiro vínculo” que os três compartilharam. Stewart diz que aquele momento em particular foi “uma das cenas mais divertidas que já fiz.” E, enquanto Nielen concorda, ele lembra de outra cena com Stewart que achou mais desafiante.

“A cena mais desafiadora emocionalmente foi a cena do banheiro com a Kristen, porque o jeito que ela abordou a cena a faz parecer muito real e como uma verdadeira crise”, explica Nielen. “É como ver um amigo em desespero e você tem a boia para salvá-lo… Isso realmente fez a cena parecer viva e trouxe o momento em que William percebe que sua mãe não está bem. E ela está começando a definhar sob a pressão. Ele está tentando salvá-la, mas você não sabe se é tarde demais ou se ele ainda vai conseguir.”

Stewart chama o assunto principal de Spencer (o sobrenome de Diana), que estreou no Festival de Veneza do ano passado, “infinitamente profundo.”

“Eu poderia fazer mais quatro filmes sobre ela”, adiciona a atriz. “Essa coisa dos três dias resumiram um espírito e uma noção. Mas há um poço, uma multiplicidade de inspiração que sinto através dessa pessoa.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil