A W Magazine revelou sua edição anual de melhores performances do ano com os atores de destaque em 2021 e Kristen Stewart está em uma das capas por sua performance em Spencer. Abaixo, confira fotos, a entrevista traduzida e o vídeo legendado:

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Você começou a atuar quando tinha 9 anos. Você soube imediatamente que isso é o que queria para sua vida?
Quando fiz um filme chamado Encontros do Destino, pensei: “É isso. Esse é o sentimento”. Estive buscando esse sentimento desde então. Aquele de criar algum junto com outros. Foi emocionante ver quantas versões de mim mesma pude encontrar.

Como Spencer chegou até você?
Pablo Larraín me ligou um dia e disse que estava tentando fazer um filme sobre Diana Spencer. Pensei: “Quem é essa?” E, na verdade, era a princesa Diana. Esse era seu nome verdadeiro. O filme dele é como uma meditação/sonho febril/poema de três dias, tentando imaginar como um certo período foi para ela enquanto ela tentava moldar sua identidade.

Foi difícil de negociar o externo – o cabelo, vestidos, o visual da Diana – com o estado interno dela?
A perspectiva inteira do filme é incrivelmente interna, então nunca tive que entregar uma performance exagerada. Na verdade, eu estava apenas reagindo aos elementos que estavam no espaço comigo. Fisicamente, era sobre ver o quanto conseguiria aguentar, o quanto de frio conseguiria suportar, quão magra e cansada poderia ficar. Mesmo assim, ainda me senti com três metros de altura. Existe algo nela, mesmo que por osmose, apenas na imaginação dela como figura, coisas que me impressionam, que me fazem sentir-me protetora, coisas que preocupam e ainda são estranhamente fortes. No final do filme, eu pensei: “Ok, na verdade, conseguiria continuar.” Realmente tentei lutar comigo mesma. Definitivamente atribuo isso à essa transferência estranha, essa energia, quem ela era… Era imparável.

Pablo ficou surpreso quando você aceitou? Você ficou surpresa quando aceitou?
Não poderia dizer não. Fico deslumbrada com a presença do Pablo. Como atriz, procurando diretores para trabalhar, obviamente você olha seus trabalhos, mas também olha como eles preenchem um lugar, como falam com você, como é o sentimento na ligação quando estão apresentando uma nova ideia. Naquele momento, parecia… Posso atribuir um milhão de palavras a isso. Seria mais verdadeiro dizer que era tentador demais para recusar.

Em que momento da sua carreira você começou a pensar em dirigir filmes?
Quando eu era mais nova, costumava perguntar para cada ator adulto que trabalhava comigo: “Você trabalharia com uma diretora com menos de 18 anos?” E eles sempre respondiam: “Bem, preciso sentar e conversar com essa pessoa.” E eu dizia: “Ok, vamos conversar.”

Você já ficou deslumbrada por uma celebridade?
Sim. Eu vi a Neve Campbell em um restaurante outro dia, olhei por cima do ombro e fiz essa coisa que odeio quando fazem comigo, que é quando olham, desviam e fingem que não me viram. Penso: “Venha dizer oi.” E então meus amigos disseram: “Você deveria ir dizer oi” e eu disse: “Nem pensar.” Então, ela nos convidou para sentar e conversar por um tempo. Pensei: “Cara, preciso ver Pânico [cinco].” Eu amo tanto esses filmes. Mas é engraçado o que realmente te deixa deslumbrada, nunca é quem você espera. É uma coisa física – talvez você ame muito um músico ou um ator, mas quando os encontra, pensa: “É, legal. Eles existem, são pessoas.” Alguns entram na sua mente de forma física. Então seu corpo fica ahhh.

Qual o seu signo?
Sou de Áries.

Você segue a astrologia? É uma verdadeira Áries?
Não sigo diariamente, mas gosto da conversa. Vi o The Birthday Book. Aquela coisa é incrivelmente precisa no meu. De certa forma, é assustador. A melhor parte é: “A pessoa de Áries mais desenvolvida fará isso. A pessoa menos desenvolvida fará isso.”

Você tem uma música de karaokê? Você já interpretou a Joan Jett.
Eu acho legal quando as pessoas se empolgam. Amo quando alcançam o equilíbrio entre performar e se deixar levar pela brincadeira do karaokê sem tirar um momento para deixar todo mundo saber que são ótimos cantores. Isso me deixa com vergonha. Ainda não encontrei meu equilíbrio. Normalmente só grito Blink-182 porque é minha zona de conforto.

Crescendo como atriz, qual foi o melhor conselho que recebeu?
Na verdade, ironicamente, me disseram várias vezes que se entrevistas ou divulgações se tornarem mais pesadas, você começa a sentir uma versão de uma crise de identidade na confusão. Quando eu era mais nova, sempre me disseram para ir em público e ser outra pessoa. E essa é uma fala em Spencer – precisa haver duas versões de você. Algumas vezes você precisa fazer coisas que seu corpo odeia. Não há outra maneira de fazer algo sem ser do seu jeito. Isso soa tão contrito, mas eu não sei como ser outra pessoa, o que é um presente e acho que uma verdade para todo mundo. Essa ainda é uma versão de você sendo outra pessoa. E eu sei que essa é uma resposta estranha para a sua pergunta. É apenas sobre absorver pessoas, suas verdade e então dizer: “Ok, posso ser o que sou.”

Você já passou por aquele grande momento de crise de identidade e pensou que não queria isso?
Nunca. Definitivamente já quis voltar no tempo e não aceitar certos trabalhos, mas novamente, não há outra forma de passar por isso. Se eu já dei uns passos para trás e pensei: “Talvez meu caminho seja outro”? Eu tenho uma escolha infinita. Constantemente penso que não tenho um caminho, tenho 500 milhões para escolher. Digo, quantos filmes consigo fazer em um ano? Provavelmente três, quatro. Penso que são muitos, mas apenas imagine quantas experiências. Não sei qual outro estilo de vida me daria isso. E, a essa altura, estou tão viciada. Não consigo parar.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil