Divulgando Spencer, Kristen Stewart é capa e recheio da edição de novembro da revista Entertainment Weekly. A atriz fala sobre o filme e sobre como lidou com a fama durante sua carreira. As fotos estão na nossa galeria e você pode conferir a entrevista abaixo:

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A cadela de Kristen Stewart não liga para estrelas de cinema. Tudo o que Cole – uma vira-lata adotada lançando seu pequeno corpo robusto em êxtase pelo gramado de uma mansão em Malibu nessa tarde calorosa de setembro – quer fazer é correr atrás de uma bolinha de tênis encardida que a atriz gentilmente continua jogando entre os cliques para a capa da EW. Ela certamente é a única aqui (e provavelmente muito além desse código postal) a estar felizmente sem saber dos oceanos de tinta real e digital derramadas em sua dona pelos últimos doze anos – a obsessão incansável e reflexiva sobre os papéis de Stewart e suas roupas, vida amorosa, a cor de seu cabelo ou o estado de sua carreira.

É tentador traçar uma linha entre a nativa de Los Angeles de 31 anos e a falecida Princesa Diana, quem ela interpreta em Spencer: duas jovens mulheres, presas como borboletas sob a redoma sufocante da fama. Mas o filme, encabeçado pelo aclamado cineasta chileno Pablo Larraín (Jackie), é muito mais complicado e ambíguo do que isso – um conto artístico intoxicante sobre rainhas fantasmas, espantalhos e pérolas desabando, atrelado com uma performance central mais do que notável por sua vulnerabilidade e nuance da vida real. (Após a estreia no Festival de Veneza na primeira semana de setembro, a conversa sobre uma indicação em Melhor Atriz rapidamente atingiu o ápice.)

Stewart é relutante em exagerar qualquer paralelo com sua muda. ”Digo, eu provei… Já cheguei perto desses níveis maníacos de fama e intrusão”, ela admite alguns dias depois em um lounge de um hotel em Telluride, Colorado, após a estreia do filme no festival da cidade, corajosamente inalando um cappuccino para acalmar seu jet lag italiano enquanto versões bossa nova das canções de Adele e Bon Jovi tocam no ar de alta altitude. ”Não intrusão”, ela rapidamente se corrige. ”Isso implica que me roubaram de um jeito violento. Já tive experiências com pessoas tentando entrar, mas não há comparação com essa mulher em particular, em termos desse desejo ardente em tê-la e conhecê-la.”

De fato, é surpreendente como a Princesa de Gales permanece na cultura pop quase 25 anos após sua morte – a circulação de incontáveis livros, blogs de moda e, talvez de forma mais famosa, a última temporada da novela de alto prestígio da Netflix, The Crown. (Stewart é fã: ”Eu assisti provavelmente em uma noite. Eu acho que Emma Corrin fez um lindo trabalho. Digo, não que minha opinião importe!” Ela adiciona, rindo. ”Mas eu a amei na série, de verdade.”) Somente com 7 anos quando Diana morreu, Stewart dificilmente se considerava uma dos fãs fiéis. Mas quando Larraín a ofereceu o papel: ”Eu sabia antes mesmo de ler o roteiro. Pensei: ‘Você não vai dizer não para isso, porque quem você seria nesse caso?’ Eu teria me sentido absolutamente como uma covarde. Especialmente dado que sou uma pessoa tão de fora. Não sou do Reino Unido, não tenho nenhum interesse particular na família real. Então eu era esse tipo de canvas em branco e pude absorvê-la de um jeito que pareceu muito instintivo, sabe?”

”Nós todos sabemos muito sobre a Diana, esteja você mais ou menos interessado” diz o diretor nascido em Santiago, de 45 anos, sobre sua abordagem intencionalmente incomum. ”Você precisa trabalhar com isso e sabe. Ela já é um ícone, então você precisa começar dessa base. Então escolhemos um momento bem específico de sua vida que poderia a definir de um jeito muito simples, ou pelo menos tentar… Para mim, é uma tragédia grega universal em sua forma e base, uma estrutura clássica. Esse elemento simples é o que acho que nos atraiu.”

O roteiro de Steven Knight (Peaky Blinders, Allied) estabelece seus parâmetros de acordo, confinando a linha do tempo em um feriado de Natal não especificado na casa de campo da Rainha, Sandringham, provavelmente um ou dois anos após a separação final de Diana com a Casa de Windsor em 1992. A princesa desafiadoramente dirigiu até lá sozinha, a primeira de muitas pequenas rebeliões que acontecerão nos próximos três dias de festa forçada em inúmeras maneiras – algumas até comicamente pequenas para uma mulher de tão suposto privilégio e poder. ”É um fato que algumas vezes ela não queria ir jantar”, diz Stewart. ”E se isso é tudo o que você tem, você se sente encurralado em um canto e o único jeito de se revoltar é mudar suas roupas ou não ir comer… Se você não tem voz, nunca é ouvida e nunca te perguntam nada, você vai fazer coisas que são muito fáceis de julgar para que te ouçam.”

E julgar irão: desde um Príncipe Charles (Jack Farthing) levemente irônico até camareiras, pajens e guardas que passam apressados, notando cada infração. Seus únicos aliados, aparentemente, são uma dedicada camareira (Sally Hawkings), um simpático chef (Sean Harris), e seus próprios filhos, William e Harry (interpretados por Jack Nielen e Freddie Spry). Mesmo antes de chegar na grande entrada de Sandringham, ela começa a entrar em espiral, seu estado emocional exacerbado pela proximidade com sua casa de infância – uma presença grande e assombrada localizada apenas alguns metros de distância.

Mas após alguns anos resistindo ao desafio real, Diana não está sem seus truques; Stewart silenciosamente acerta no queixo caído, olhos arregalados e cadências suaves e delicadas as quais a princesa escondia atrás de uma atitude de aço. ”Ela é uma combinação tão estranha de coisas que não parecem se juntar”, disse a atriz. ”O poder que ela tem em cada lugar é provavelmente o que era tão perturbador para as pessoas que queriam um tipo de representante recatada e quieta… Ela era tão tátil, calorosa e zumbia com uma fragilidade que precisava ser pacificada e salva.”

De fato, sob o redemoinho de joias, vestidos e chapéus de renda, ela se move por esse mundo enclausurado como uma ferida com pernas: melancólica, furiosa e desesperadamente solitária. Apesar de Stewart ser identificada por papéis mais modernos, Larraín viu qualidades nela que o lembravam de outra época: ”É uma combinação de algo que parece elegante, verdadeiro, estranho, enigmático e magnético”, ele diz. ”Todos esses espaços [em Sandringham], a maior parte da mobília, dos tapetes, das cortinas, dos tecidos e cores, a iluminação, está lá há séculos. Mas se você tirar esses elementos, parece um pouco fora de época. O elemento principal para esse sentimento atemporal era Kristen.”

Por mais que a narrativa do filme costuma ir menos em direção às estruturas tradicionais de uma biografia e mais em direção do que Stewart chama de ”destilação” e ”um poema de tom longo” – um que inclui, entre outras coisas, uma alucinação relacionada com uma sopa e o fantasma de Anne Boleyn – sua performance ainda está enraizada em verdades reais e dolorosas. Para encontrar essa essência, a atriz se apoiou fortemente em pesquisas, trabalhando com o famoso professor William Conacher (que também treinou Corrin e Naomi Watts para suas respectivas Spencers) e mergulhou em pilhas de histórias sobre a Diana.

Mesmo assim, ela diz: ”Há materiais contraditórios direto da fonte. Ela nem sempre diz a mesma coisa em todas as entrevistas, sabe? Havia uma natureza inconstante, obviamente, em muitos dos fatos. Ela é, de forma muito triste e irônica, uma das pessoas mais desconhecidas da história, quando tudo o que ela queria era ser mais próxima de todos e se despir.” Quer o resultado seja perfeito ou não, ”havia algo sobre absorvê-la completamente durante os últimos seis meses antes desse filme. Eu sabia que havia atingido algum tipo de energia fundamental. Se as pessoas tiverem muito o que falar sobre não ser uma imitação perfeita, tudo bem para mim.”

Uma luta Stewart não iria ganhar: usar seu próprio cabelo. Essa parte era inevitável, ela admite: ”Se não fosse uma peruca, teríamos muito menos tempo para filmar”, ela diz sobre os quatro meses que passou na Alemanha e Inglaterra no começo do ano, com uma equipe menor no meio de uma pandemia. ”E nós estávamos correndo muito. Não foi confortável ou luxuoso de modo algum. Estávamos nos esforçando ao máximo, o que você pode sentir no filme com 10 ou 15 minutos de duração – uma vez que começa a andar, não para, é uma vibração. Foi assim nos bastidores, também.” (De fato, o roteiro de Knight é tão simplificado que nada ficou no chão da sala de edição, Larraín confirma, além de pequenos cortes em diálogos.)

Apesar de Stewart estar apenas começando seus 30 anos, sua carreira parece mais uma maratona do que uma corrida: nascida na indústria – sua mãe trabalhou como supervisora de roteiro por anos, seu pai era um diretor assistente em maior parte na TV, e seu irmão mais velho constrói equipamentos para suportar as câmeras – ”Eu herdei um amor verdadeiro pelo circo”, ela diz. ”Meus pais trabalhavam constantemente, mas nunca senti que eram ausentes. Eu estava sempre mexendo na bolsa deles procurando por comida do set e pensando: “O que vocês fizeram o dia inteiro?” Aos 9 anos, ela teve seu primeiro gostinho como figurante em Os Flintstones em Viva Rock Vegas, mas confessa: ”Eu não era muito boa em testes para comerciais naquela idade. Não era o tipo certo para isso. E era fisicamente doloroso ser criticada por não conseguir dançar usando maria-chiquinha.”

Isso começou a mudar quando interpretou a filha de Jodie Foster no suspense de 2002 de David Fincher, O Quarto do Pânico. Uma sequência de papéis – em sua maioria filmes independentes no estilo Sundance – seguiram, até uma certa franquia de vampiros se tornar nuclear. Após Crepúsculo, ela encontrou mais sucessos em Branca de Neve e o Caçador de 2012 e ganhou elogios como atriz coadjuvante em filmes como Para Sempre Alice, mas foi seu trabalho com o artista gálico Olivier Assayas nos dramas metafísicos Acima das Nuvens e Personal Shopper que pareceram virar o jogo. (Stewart permanece sendo a única atriz americana a ganhar um César, o equivalente francês ao Oscar, por Acima das Nuvens.)

Para divulgar Personal Shopper em 2017, ela foi anfitriã do Saturday Night Live pela primeira vez. Aquele episódio – em que ela eviscerou secamente a obsessão desconcertante do 45º presidente com sua vida amorosa, fez uma nação inteira repensar seu relacionamento com os Pizza Rolls da Totino’s, e declarou: ”Sou muito gay, cara” para uma onda de grandes aplausos – pareceu como uma revelação de uma estrela que muitos parecem pintar como uma esfinge de celebridade, um enigma bom-demais-para-você coroado com delineador e cara de tédio. ”Acho que algumas vezes você dá sorte. Há alguns episódios mágicos”, ela diz, desviando dos créditos. ”Mas essa ideia generalizada de que sou uma estranha do caralho é tão engraçada porque acho que meus amigos me acham engraçada! Digo, eu os faço rir o tempo todo. Só tive trabalhos que não foram assim.”

Na verdade, pessoalmente ela é fantasticamente careta – fofa e de risada fácil, sarcástica, boba e muito intensa, sincera com muitos palavrões, mesmo enfrentando perguntas que já respondeu infinitas vezes, que ela faz a maioria das turnês de imprensa de outras atrizes parecerem arte performática embrulhada em papel plástico. (Ela também parece viver uma vida de verdade fora das telas, dando a energia de uma amiga que felizmente perderia uma tarde jogando dardos com você em um bar, mas também um membro consciente do seu clube do livro.)

Ela deixou sua personalidade brincalhona aparecer no reboot de As Panteras de 2019 e na comédia romântica queer do ano passado, Alguém Avisa?, que se tornou um sucesso improvável no Hulu. A atriz não está inconsciente de como a recepção de Spencer pode mudar sua posição no ranking de classe de Hollywood e não tem vergonha de assumir que se importa: ”Você quer ganhar, somos todos como animais,” ela diz com naturalidade. ”Artistas querem se envolver com o mundo e ter conversas extensas. Mesmo que pareça que sou uma pessoa que não quer ser extremamente famosa, ainda quero que essa conversa seja extensa… Eu costumava ser intencionalmente o oposto de cuidadosa em termos como escolhia meus projetos. Por um minuto, eu fiquei: “Vou fazer qualquer coisa!” E, honestamente, foi um bom lugar por um tempo. Mas acho que agora vou ser um pouco mais cautelosa. Acho que sou melhor em encontrar algo que vai ser frutífero para mim pessoalmente, em termos de experiência, se não necessariamente o que vai prosperar no mundo.”

Em seu próximo baralho está um filme de David Cronenberg chamado Crimes of the Future estrelando Viggo Mortensen e uma ficção-científica dramática de alto conceito ao lado de Steven Yeun. (”É uma história de amor entre um satélite e uma boia, é difícil de explicar. Espero que eu não estrague tudo porque é um roteiro realmente muito revolucionário.”) Também há a adaptação de longa-gestação de The Chronology of Water, baseada na biografia de 2011 de Lidia Yuknavitch, que ela planeja dirigir, mas quer que outra pessoa seja a atriz. (”Mal posso esperar para jogar alguém na água mais gelada, funda e assustadora e ver o que acontece”, ela sorri maliciosamente.)

É difícil não pensar naquela menininha de maria-chiquinha que não conseguia dançar em testes quando Stewart fala de uma das cenas mais inesquecíveis de Spencer – uma montagem estonteante onde Diana rodopia pela casa em um transe meio louco e febril, usando tutus, cetim e, em certo ponto, até mesmo seu vestido de casamento. Larraín mantinha um cabideiro em espera e uma playlist que ele escolhia de acordo com sua vontade: Miles Davis, LCD Soundsystem, Talking Heads. ”No final de cada dia”, ela lembra, ”havia 30 minutos extras para escolher uma roupa e para Pablo escolher uma música em algum cômodo. Ele disse: “Não estamos fazendo tudo de forma cronológica e não estamos fazendo uma biografia, essa é sua chance de contar a história. Tudo o que você precisa fazer é habitar o espaço, ouvir a música e levá-la com você, tudo o que você sabe sobre estar nesse lugar e ver o que acontece. Veja se sai algo.”

”Na primeira vez, eu não queria fazer. Eu sou uma louca por controle e dizia: “Preciso saber o que estou fazendo, quero estar preparada!” Mas eu desci as escadas, e eu sei que isso soa muito bobo e exotérico, mas pareceu tão espiritual e tão sinistro, fiquei tão sobrecarregada com o sentimento dela. E não digo tipo coisa de fantasma. Digo tudo o que ela me fez pensar e sentir, e aconteceu em um momento. Eu disse: “Você estava certo. Estava tão certo sobre isso.” Ela continuou a dançar.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kind of Blue: Quando o diretor Pablo Larraín abordou Kristen Stewart pela primeira vez para o papel da Princesa Diana em Spencer, ela só havia assistido sua sensação artística de 2016, Jackie. Mas ”a confiança com qual ele disse que queria fazer esse filme comigo… Seu ego não teve nada a ver com isso, ele realmente se expôs. Eu nem havia lido o roteiro e disse: “Absolutamente.””
Blond Ambition: “Acho que ele estava um pouco nervoso com o meu consumo de pesquisa”, ela admite sobre Larraín, cuja visão envolvia uma versão mais abstrata e impressionista da falecida Princesa de Gales. Mesmo assim, Stewart se jogou: ”Eu sabia que tinha a habilidade de escolher e ter uma impressão completa e não parecer cautelosa, ou vacilante ou oprimida.”
Like a Boss: Desde o princípio, Larraín teve fé em sua interpretação: “Digo, estou parafraseando e provavelmente simplificando demais,” ela diz, “mas ele diria: “Se você conseguir acertar uma ou duas coisas, seja você mesma. Se você acertar o sotaque e se a peruca está boa, você não precisa de mais nada.”
Splendor in the Grass: Mesmo assim, Stewart diz: “Se eu não tivesse lido a opinião de todos, visto todas as fotos e sentido a perda dela todos os dias – porque ela parece tão viva em cada foto e realmente saia de todas as entrevistas – eu não teria me importado da mesma forma. Eu não teria a artilharia emocional ou física para levar para o set.”
Walk the Live: Sim, Stewart assistiu The Crown (e amou), mas ela gosta de pensar que Diana gostaria de ver mais de uma versão de si mesma nas telas: “Ela era tão obcecada com conexão e com as pessoas, ela realmente tinha uma humanidade avassaladora, acho que ela acreditava… Bom, deixe-me colocar dessa forma: É mais divertido para mim acreditar que ela acreditaria em um tipo de multiplicação da arte, e que ela ainda existe [em parte] porque somos todos obcecados por ela.”
In the Slipstream: “Eu não sei se preferiria ser pré ou pós internet”, Stewart admite, sobre o jeito que a fama evoluiu desde a época de Diana. “Se você se sente isolado ou mal compreendido, é muito fácil agora se conectar com as pessoas que são como você. Mas com isso, você também está se expondo. E não quero dizer apenas celebridades, qualquer pessoa que usa a internet – crianças, meninas que são muito sensíveis e seus cérebros ainda estão se desenvolvendo – todos estão abertos a críticas. Mas ao mesmo tempo, estamos abertos a sentir o alívio da conexão.”
Earning Her Stripes: Stewart ainda era adolescente quando a fama de Crepúsculo a tornou em um alimento constante e repentino para os tabloides. “Me deixou mais forte”, ela reconhece. “E quando digo forte, não quero dizer mais dura. Dito isso, não, não foi divertido. Mas não estou com raiva de ninguém por isso, entende? Eu meio que entendo. E não que eu acho que estou em uma posição de ficar ressentida com a situação que me encontro. Só não dou muita credibilidade para isso.”
Back to the Garden: “Isso é tudo muito ambíguo e estranho de falar”, ela continua, falando sobre sua própria fama. “Mas eu consegui… Se você não olhar, não existe. É essa ideia efêmera, na verdade. Felizmente, continuei trabalhando, então ficou tudo bem. Se isso tivesse realmente afetado minha profissão, teria sido ruim. Mas eu nunca tive um Instagram público, nunca interagi pessoalmente com isso. Essas coisas só chegam até mim quando estou fazendo entrevistas, divulgando filmes, conversando com as pessoas que escrevem esses artigos.”
Coming Up Roses: “Eu fiz alguns independentes entre cada filme de Crepúsculo”, ela diz sobre sua trajetória, que varia nos anos recentes entre o drama francês Acima das Nuvens para o papel principal em um grande reboot de As Panteras. ”E eu sempre dizia: “Oh, estou navegando por instinto.” E é verdade, mas algumas coisas eu escolhi porque pensei: “É, talvez eu faça uma coisa grande agora.” Só para ver se funcionava. E algumas vezes não funciona!”
Unchained Melody: Como todo mundo, Stewart passou por suas próprias fases pandêmicas: “Eu fiquei muito bêbada”, ela diz sobre seus primeiros dias de quarentena. “Então eu parei de beber e me tornei muito boa em sinuca. Li muitas notícias, lá atrás quando estávamos todos lendo notícias por estresse e não conseguíamos focar em mais nada.”
A Novel Perspective: “Algumas vezes, ficar trancada em casa sem saber por quanto tempo me paralisou por um tempo”, ela admite. Roteiros – e livros – a ajudaram a abrir seu mundo novamente: “Uma vez que comecei a trabalhar, comecei a ler novamente. Eu passei por todos os livros sobre Anne Boleyn. Finalmente li Sapiens – Uma Breve História da Humanidade, que estava na minha mesa de cabeceira por cinco anos.”
Into the Light: “Uma vez que fui forçada a sair novamente, a perspectiva que ganhei desse sentimento de encarceramento, eu tinha um desejo realmente bonito. Quase senti que eu tinha ido dormir, abri meus olhos e estava cinco anos mais velha, mais inteligente e mais empenhada.” E então? Ela sorri. ”Então pude começar a trabalhar na Diana.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil