Durante a divulgação de Café Society em Nova York, Kristen falou sobre o filme e o diretor, Woody Allen, com o site Metro US, e também sobre outros assuntos. Confira:

Kristen Stewart possui dois filmes estreando esse final de semana. Um deles é Equals, um indie sci-fi; o outro é Café Society, o novo de Woody Allen. Ela acha estranho. “Eu acho que você tem que gostar muito, muito de mim para ver dois filmes em um final de semana,” ela brinca.

Nós estamos falando sobre Café Society, no qual a atriz de 26 anos interpreta uma jovem mulher em Hollywood em 1930 que se apaixona por um jovem rapaz (Jesse Eisenberg), apesar de estar dormindo com o tio dele (Steve Carell). Ela escolhe o tio, e os dois seguem caminhos separados, somente para se encontrarem depois, quando suas vidas mudaram drasticamente.

Pergunta aleatória primeiro: Qual o seu espírito animal? E desculpe por te colocar em uma situação com resposta engraçada.
Sim. Eu realmente penso demais nessas coisas, também. “O que isso realmente significa?” Você tem um?

Eu decidi que o meu é uma morsa, por nenhuma razão.
Você já viu “O Lagosta”?

Sim. Nós podemos falar de “O Lagosta,” se você quiser.
Eu amo tanto esse filme. Eu vou me encontrar com o diretor [Yorgos Lanthimos]. O que eu achei que foi estranho – e eu não sei como eu me encaixaria nisso como atriz – foi que toda fala nesse filme era uma metáfora. Ninguém estava realmente sentindo aquilo. Ele cria um ambiente que é uma realidade tão suspensa. Eu nunca vi ninguém fazer isso. E então eu me pergunto como deve ter sido para os atores, porque você está realmente construindo algo. Eu nunca trabalhei assim.

Woody Allen também possui seu próximo estilo, mas não é tão extremo quanto em “O Lagosta.” Você assistiu todos os filmes dele?
Não assisti todos os filmes dele, nem mesmo cheguei perto. Os que eu mais gosto são, obviamente, “Annie Hall.” Meu favorito é “Vicky Cristina Barcelona.” Eu amo tanto esse filme, é louco.

Eles podem ser muito obscuros e honestos, mas de um jeito que não fica depressivo. É apenas tipo, “É a vida!”
Eu acho que ele tem uma abordagem casual à suas ansiedades. As pessoas que são tão sobrecarregadas com ansiedade, na verdade, não são tão movidas por isso. Porque essas pessoas são as que ficam, “Eu lido com isso desde que nasci. Sempre tive esses pensamentos existenciais na boca do estômago que você pode superar.” Isso é interessante para mim. Sem estar triste ou sentir muita dor, você nunca vai ser feliz. Contrariamente, se você nunca está feliz, você nunca vai sentir muita dor.

Os personagens possuem altos e baixos assim. Eles passam por uma mágoa, e então seguem em frente, mas ainda pensam afetuosamente no passado.
O que eu gosto sobre esse filme é que é muito otimista. As pessoas pensam que é triste, mas minha personagem não é triste e o personagem do Jesse também não. Você tem dois personagens que olham para trás e pensam, ‘Eu não preciso ter ou me apegar a isso para dar valor.’ Todo mundo me pergunta, “Ela fez a escolha certa?” E eu fico tipo, [dando de ombros] “Eu não sei.” Não é sobre isso.

Geralmente o amor é tão apocalíptico nos filmes. Se um relacionamento termina, a vida dos personagens acaba. Mas algumas vezes o amor acaba e você segue em frente. Desculpe, estou balbuciando um pouco.
Eu faço o mesmo constantemente. Mas você está fazendo sentido e eu estou sentindo o que você quer dizer. [Risos]

Estou pensando sobre algo brilhante e não articulando de nenhuma maneira.
Isso sempre vai estar aqui [aponta para si mesma], também.

Mas é terrível porque eu vou transcrever você e então reformular minhas perguntas para que eu soe mais inteligente.
Isso é um bom ponto, na verdade. Não é justo.

Jornalistas são tão babacas.
Sim, eu odeio todos vocês.

Eu deveria te perguntar sobre suas experiências ao trabalhar com Woody, porque ele possui um jeito muito incomum com os atores. Ele não gosta de falar com eles ou dar muita direção. Alguns atores amam isso e outros ficam assustados. Como foi para você?
Não demorei muito para me acostumar com sua natureza brusca. A maioria dos diretores estão sempre protegendo seus pequenos atores e seus egos. Eles querem enchê-los com confiança, porque um ator mais confiante é melhor. Ele faz o contrário. Outros atores vinham até mim e diziam, “Eu acho que ele me odeia.” Eu ficava tipo, “Confia em mim, eu também pensei que ele me odiava. Acho que ele ainda me odeia.” Se eu tivesse alguma pergunta, eu sabia que não podia perguntar a ele, porque ele realmente quer que você pense por si mesmo. Isso é legal. Há uma confiança que você pode tirar disso. Mas também, ele andaria até mim e falaria, “Você parece terrível.”

Sério?
Oh, sim. Porque ele não gostou do vestido. “Nós temos que mudar isso.” Ele não tem…

Habilidades sociais?
Tipo, nenhuma. Eu ficava, “Estou estragando tudo?” E Jesse falava, “É só o jeito dele.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil