Kristen conversou com o site Awards Watch em uma entrevista onde ela fala sobre Seberg, The Chronology of Water e um projeto secreto para 2020. Confira abaixo:

Eu amei sua performance neste filme. Você continua a mostrar sua capacidade. Com As Panteras mais cedo nesse ano, o qual eu realmente gostei, falando nisso, e agora Seberg, você continua a encontrar essas novas armas e ferramentas no seu arsenal. Você também parece destemida. Você disse que quando era mais nova, você parecia a última pessoa que se tornaria atriz, mas agora parece que nada te assusta. Alguma coisa te assusta, profissionalmente, nesse ponto?
Sim, absolutamente. Eu sempre considero que, a menos que haja um sentimento distinto de terror adjacente, não há realmente nenhuma razão para avançar com um projeto. Então, sim. Mas, ao mesmo tempo, eu não estou em um lugar onde o medo me limita. É algo que é muito atraente porque significa novidade e descoberta. Eu acho que a única coisa que foi muito assustadora, quando eu era criança tentando interagir com o público em massa, foi que a fama era meio confusa – o escopo disso era algo que eu não conseguia entender e assim que percebi que você pode jogar isso pela janela e conversar com si mesma um pouco enquanto está tentando divulgar um filme, e perceber, também, que isso não importa e o que realmente importa é o trabalho que você faz, eu meio que consegui quase ficar ansiosa para cair com a cara no chão, porque é mais interessante do que empacotar e entregar uma ideia de merda, entende? Então eu entendi, em algum ponto – isso não era algo que eu estava ciente porque é estranho pensar nisso a não ser que você esteja fora de si – eu fiquei muito mais confortável. Literalmente é se tornar adulta. Então sim, eu me sinto mais confortável com o medo, completamente.

Então você está procurando por novos jeitos de empurrar esse envelope para você? Como ir para a direção ou roteiro ou, você mencionou na sua conversa com o Shia, que você nunca fez um filme que precisasse de muita preparação. Isso é algo que você está procurando fazer?
Engraçado você mencionar isso. Há um filme sobre o qual não posso falar ainda que é exatamente isso. Eu acredito que vou filmar no ano que vem, por volta de dezembro, então há muito tempo para isso se tornar uma conversa. Mas sim, isso é algo que estou procurando fazer – estou quase podendo falar sobre isso, mas não quero deixar ninguém com raiva de mim. É isso, bastante. E também há A Cronologia da Água, que é uma adaptação complicada e é algo que eu quero do jeito correto, pelo o que é, e eu realmente quero solidificar essa perspectiva, a minha pessoalmente, do livro no papel e quero a pessoa certa para estrelar e não quero acelerar o processo. Também estou fazendo esse filme em janeiro para um amigo meu. Então esse, A Cronologia da Água, e o projeto que eu não posso falar ainda – os dois são preocupantes, mas eu não quero fazer nada a não ser que eu me sinta desse jeito, apenas sinto que não teria razão. Eu quero olhar para a minha vida e imaginar que todos esses momentos foram definitivamente usados, ao menos com a intenção de encontrar novidade, algum valor para o fato de ser assustador.

Indo para Seberg, você disse que se sentiu muito protetora com a Jean, e que isso é parcialmente o motivo pelo qual você queria contar a história dela. O que você quis dizer com isso?
Bem, eu tinha essa perspectiva geral dela que coincidia com a perspectiva ampla, que é ”a menina de Breathless dos anos 60, que se tornou um pouco excêntrica, se mudou para Paris e nunca quis voltar, bebeu até se esquecer de tudo e deu um fim em sua vida.” É uma trama absurda para o que realmente aconteceu na vida da Jean e eu acho que sua história é um pouco urgente, considerando a subjugação da verdade e esse relacionamento insano que temos com a verdade na mídia e a ideia de que uma perspectiva que parecia ameaçadora para o governo em geral. Ela foi exilada ilegalmente, não por infringir a lei, mas somente por ter uma opinião que não coincidia com a deles. Somente esse fato é assustador, de que nós realmente pensamos, em um sentido amplo, que ela era apenas uma atriz excêntrica que se mudou e bebeu até morrer. Digo, essa mulher realmente passou por muita coisa e foi muito violento, e eu acho que essa é a história que vale a pena contar.

E também, eu me senti pessoalmente protetora dela porque ela tem essa qualidade tonal preciosa. Como artista, ela é completamente instintiva, presente e disponível e no começo tinha essa flutuabilidade e essa energia que pareciam inegáveis e infecciosas. Parecia inocente, mas muito bem intencionada e honesta. E então, enquanto você assiste seus filmes progredirem, essa luz diminui e agora que eu sei mais detalhes de sua vida e o que aconteceu com ela e seu relacionamento com o FBI e a própria vigilância, tudo faz sentido. Não indicava fraqueza, era mais algo que aconteceu com ela, uma verdadeira ofensa para ela. Eu me senti realmente protetora de quem essa pessoa era.

É realmente interessante você falar disso porque eu ia perguntar sobre o fato de que vocês duas tem um paralelo de certo modo. Vocês duas são atrizes americanas que ganharam o coração dos franceses, o que é uma coisa muito difícil de fazer. Eu acho que os franceses não gostam de fingimento e eles apreciam artistas que são autênticos. Você acha que o fato de que vocês duas escolherem levar uma vida muito autêntica a ajudou a interpretar Jean e ser mais protetora disso porque você vive de um certo jeito que ela não conseguiu? Ou que você está se apropriando disso muito mais do que ela era capaz?
Honestamente, eu acho que uma das histórias mais frustrantes com as quais todos temos que viver em muitas capacidades diferentes é o abuso psicológico. Quando você sabe que algo é verdadeiro, mas algo ao seu lado, que é surpreendentemente inautêntico, é aquele que de alguma forma convence as pessoas da verdade – o que quer que isso seja, o que quer que signifique para você, não é uma coisa em preto e branco. Mas essa história é tão frustrante e obviamente super urgente. De uma forma que é superficial e pessoal, eu tive o gostinho desse relacionamento com o público ou com a mídia, ter as coisas sendo tiradas do seu controle e sendo distorcidas ou qualquer coisa assim. Isso tudo não importa, é como ser escalada para uma história em quadrinhos que é razoavelmente irrelevante, mas para ela, tudo estava envolvido em suas visões políticas e como essas visões eram realmente devastadoras e impactantes e feitas através do ar da verdade e enlouquecedor para quem adora autenticidade e aversão a coisas que parecem falsas. Então é claro que ninguém acreditava nela, porque ela era tão verdadeira e isso ameaçava eles. Isso realmente me impressionou bastante.

Você se considera uma ativista?
Não. Digo, eu falo com firmeza sobre as coisas que faço, mas não fiz nenhum trabalho público em nenhuma dessas direções. Nas histórias que eu escolho contar, com as pessoas que me relaciono e o jeito que eu voto, estou distintamente de um lado específico, mas eu não me chamaria de “ativista”. Ainda não. Mas, talvez em algumas das histórias que escolhi contar, com certeza talvez sejam um pouco subversivas, em termos de status quo.

E a vida que você leva. Falando como uma mulher gay, tenho que dizer que somente em se levantar e ser quem você é, ser o nível de celebridade que você, somente isso já é algo. Voltando para a Jean, foi feita uma referência que ela só queria atenção, e é isso que sempre foi mal interpretado, certo?
Essa ideia foi usada como uma arma para desvalorizá-la e difama-la, o que é apenas uma manipulação, e é ridículo. E é tão comum! Isso é o que todo mundo diz sobre mulheres que se sentem ameaçadas. Digo, essa é uma narrativa em que nossa história está completamente imersa: ela pediu por isso ou ela só quer atenção. Não, ela só está dizendo coisas que você não quer ouvir, e isso é óbvio.

Eu sei que você é uma pessoa colaboradora, você ama isso e se alimenta disso. Conte-me um pouco sobre o processo colaborativo deste filme.
Bem, o roteiro já estava muito bem formado. Quando eu li pela primeira vez, realmente parecia algo que eu precisava criar ao invés de desenvolver com o diretor. Benedict já tinha trabalhado muito no roteiro com os roteiristas originals. Eu entrei relativamente tarde, então eu consumi o material de referência que estava disponível, com o diretor, e assisti vários filmes dela. Há poucas entrevistas, para ser honesta, somente uma filmada. Eu não queria fazer uma imitação precisa porque é meio difícil de fazer porque ela nunca era a mesma. O jeito que ela fazia entrevistas era diferente do jeito que ela se apresentava nos filmes com suas diferentes personagens, e quem sabe como ela era por trás das portas fechadas. Nós nunca iremos saber, mesmo que o FBI pensava que sabia, o que é muito estranho e um pouco o assunto do filme. Mas eu quis mostrar, no começo – e isso é algo que Benedict e eu colaboramos imensamente – era meio que medir a luz decrescente. Mesmo que a história se passe em apenas três anos de sua vida, o que tem muitas camadas e é muito interessante, eu queria mostrar que, no começo de sua vida e carreira, na sua juventude, havia essa energia presente, disponível e contagiante que entrava em cada cômodo que ela entrava e dominava. Enquanto eu sinto que habito o espaço de um jeito muito diferente e uma coisa que Benedict realmente queria medir e levar em consideração era que estávamos contando a história de somente três anos, mas era uma oportunidade de contar a história da sua vida, não de um jeito biográfico, mas a sua história de vida em essência. Então, no começo do filme, eu quis ter certeza de que tinha essa flutuabilidade, que eu tinha essa energia inegável que se projetava muito longe. Então, no final, você sente isso se apagando e ela estava se perdendo e você sente saudade dela. No final, você se pergunta onde está aquela garota que apareceu no começo. Mesmo que fosse necessário um filme diferente para contar essa história completa, eu ainda queria um gostinho disso. Então isso era uma coisa que estava mais evidente no roteiro, mas Benedict e eu realmente queria me aprofundar mais nisso.

Perto do final, quando ela está caindo, perdendo a sanidade, você precisa interpretá-la no limite. Como você faz isso e como você fica no controle?
Eu tive sorte de trabalhar com pessoas incríveis, como a cineasta Rachel Morrison, que fez a fotografia do filme, ela vê tudo. Ela é alguém que eu conheço de fato que, mesmo que eu tenho algo bem escondido, que quase não dá pra ver, eu sei que não preciso me preocupar porque alguém está capturando, não preciso transmitir ou contar para alguém para ter certeza de que eles vão ter essa cena que eu faço essa coisa única. Sempre me permitiram sair do controle nesse ambiente que foi criado pelo Benedict. Ele contratou pessoas realmente incríveis, e uma delas foi a Rachel. Eu sinto que Rachel, Benedict e eu tivemos essa uma alquimia muito legal. Benedict estava sempre tendo certeza de que eu não estava esquecendo as coisas, que eu estava onde deveria estar naquela hora e que eu tinha tudo o que precisava para fazer o melhor que podia, e Rachel tinha esse olhar atento, então eu consegui desvendar de uma maneira realística.

Eu sei que você nasceu em Los Angeles e que seus pais estavam na indústria. Você teve um mentor quando era mais nova e começando?
Minha família inteira trabalha com filmes. Eu cresci sendo tão incrivelmente apaixonada pelo processo de fazer filmes. Não a parte dos negócios e o aspecto Hollywood disso, mas realmente o processo. E como é difícil e estranho, como você se aproxima dos seus amigos e o quão consumidor é para mim. A menos que você realmente ame, é um trabalho ingrato. E é um trabalho que eu sinto que é só o que minha família faz. Então a maior influência que eu tive foi de alguns atores que eu senti que coincidiram com isso e reforçaram essa verdade e meio que, sabe, viveram isso e me deram um exemplo que era realmente possível e esses instintos sobre o que eu quero realmente vai para algum lugar. Mas eu acho que definitivamente começou com a minha família.

Com suas participações no Saturday Night Live e As Panteras, estamos vendo mais da sua habilidade cômica que é uma novidade para nós. Você vai explorar mais isso?
Sim, eu adoraria! Como alguém que está ficando mais velha a cada dia que passa, todos podem se relacionar com a facilidade que a idade te dá. É esse maravilhoso revestimento prateado. Se temos que ficar mais velhos, pelo menos que seja mais fácil e mais confortável estar vivos. Eu estou para fazer esse filme chamado The Happiest Season, que é praticamente o primeiro filme comercial de estúdio de comédia romântica gay sobre o Natal. Então eu vou fazer um filme de Natal gay, eu não sei o que pode ser mais divertido do que isso. Ou o que poderia mais leve, então estou definitivamente disposta a começar a explorar esse aspecto de estar viva, rindo em vez de ser tão intensa o tempo todo!

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

O SAG-AFTRA fez uma exibição especial de Seberg na última terça-feira (10) para os membros da instituição e Kristen compareceu ao evento junto com a produção do filme. Confira fotos:

EVENTOS > PREMIERES > PREMIERES 2019 > (10/12) EXIBIÇÃO DE SEBERG PARA O SAG-AFTRA

O Métiers d’Art, desfile anual da Chanel em dezembro, aconteceu em Paris na semana passada e Kristen Stewart marcou presença da primeira fila como uma das musas da grife. Ela também conversou com o WWD depois do desfile, confira:

EVENTOS > EVENTOS E PREMIAÇÕES > EVENTOS E PREMIAÇÕES EM 2019 > (04/12) DESFILE DA CHANEL METIERS D’ART EM PARIS

Kristen Stewart estava sentada em um sofá embaixo de uma estante de livros, rodeada de painéis de madeira escura decorada com detalhes dourados. A atriz, uma visitante regular no apartamento da Chanel na Rue Cambon, se sentiu conectada com a escolha de objetos da falecida designer.

“Eu gosto do fato de que tudo foi completamente intencional: Chanel se rodeou de coisas que ela queria olhar,” Stewart disse.

Isso é algo que ela aplica em sua própria casa? “Eu tenho um pouco de TOC,” disse a atriz, que estrela As Panteras. “Eu sinto que eu não posso pensar propriamente no meu trabalho até que tudo esteja perfeitamente limpo. Então algumas vezes eu fico fixada em limpar a minha casa por três dias. E depois eu penso, ‘Vá trabalhar!'”

Stewart está focando em seu próximo grande projeto: seu primeiro roteiro, uma adaptação de A Cronologia da Água, de Lidia Yuknavitch, uma biografia de uma nadadora e artista navegando pelos problemas do luto, gênero, violência e sexualidade.

“Eu quero terminar no ano que vem, então espero não pegar mais trabalho para focar nisso e terminar,” ela disse. “É extremamente assustador escrever seu próprio roteiro, mas de um jeito bom. Estou obcecada com ele, é a única coisa que eu me importo agora.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Elizabeth Banks é diretora, roteirista, produtora e estrela de As Panteras e em uma nova entrevista ela explicou sobre a escolha de Kristen Stewart para fazer parte do filme, o que foi uma surpresa para vários veículos da mídia. Confira:

Stewart é uma revelação como Sabina, a Pantera mais selvagem e bagunceira, soltando várias frases engraçadas e fazendo suas próprias cenas de ação. Mas é seguro dizer que ela não teria sido a escolha mais óbvia. “Ela sabia que essa era uma oportunidade para mudar a trajetória de oportunidades que ela estava sendo oferecida em Hollywood, e eu queria fazer isso por ela.” diz Banks sobre a estrela de 29 anos de Crepúsculo. “Como produtora, eu faço filmes que estrelam mulheres o tempo todo, e ela não estava na lista de possíveis estrelas. Eu senti que isso precisava ser mudado.” Eu pressiono Banks sobre o motivo pelo qual Stewart está sendo deixada de lado por alguns produtores, e, enquanto ela não entra em detalhes, ela diz que Stewart “não joga pelas regras do jogo de Hollywood.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Galeria: Photocall de As Panteras em Londres
22, nov
postado por KSBR Staff

Continuando a divulgação de As Panteras em Londres, Kristen, Naomi, Ella e Elizabeth participaram de um photocall do filme na cidade. Confira as fotos em nossa galeria:

EVENTOS > CONFERÊNCIAS E PHOTOCALLS > CONFERÊNCIAS E PHOTOCALLS 2019 > (21/11) PHOTOCALL DE AS PANTERAS EM LONDRES

Após a divulgação de As Panteras na América do Norte, Kristen, Naomi, Ella e Elizabeth embarcaram para a Europa, mais precisamente em Londres, na Inglaterra, para continuar a tour na terra da Rainha. Elas fizeram algumas entrevistas e participaram de programas de rádio e TV, e também apresentaram o filme em uma grande premiere. Confira as fotos e vídeos:

EVENTOS > PREMIERES > PREMIERES 2019 > (20/11) PREMIERE DE AS PANTERAS EM LONDRES

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