Fomos convidadas pela distribuidora CineColor do Brasil para assistir com antecedência ao filme Seberg Contra Todos, que conta com Kristen Stewart no papel de Jean Seberg. Contamos abaixo tudo o que você precisa saber sobre o filme e o que achamos da obra! O filme estreia em todo o Brasil no dia 5/3

ATENÇÃO: Pode conter spoiler.

O filme Seberg Contra Todos (2019), dirigido pelo australiano Benedict Andrews, conta a história da célebre atriz americana Jean Seberg, interpretada por Kristen Stewart, com foco em três anos específicos de sua carreira. O início da trama é em 1968, época na qual Seberg estava em seu segundo casamento, com um filho e morando na França. A atriz ascendeu ao estrelato, especialmente entre os franceses, após protagonizar o icônico filme de Jean-Luc Godard, Acossado.

O propósito da produção é mostrar como a investigação secreta intitulada COINTELPRO do FBI manipulou informações e inventou mentiras sobre Jean, além de sua relação com a mídia e com movimentos sociais americanos. A perseguição a atriz ocorreu porque ela ajudava financeiramente e demonstrava publicamente apoio aos Panteras Negras (movimento negro americano que lutava em prol dos direitos dos negros na sociedade americana) e suas atividades.

Por meio dessa investigação, o FBI destruiu a vida e a carreira de Jean, pois, em virtude da perseguição e vigilância constante, o grampeamento de seus telefones e casa, ela acabou definhando e ficando paranoica aos poucos. Nesse período, se divorciou de seu então marido, Romain Gary, teve um parto prematuro o que causou o falecimento de sua filha, Nina, com apenas três dias de vida.

Todos esses pontos são retratados no filmes exatamente porque fazem parte da janela de tempo que eles almejaram alcançar e aí talvez esteja o grande problema: a construção da narrativa não aborda tudo o que é necessário para compreender completamente a história, principalmente, se o espectador não conhecer minimamente os acontecimentos, o período em que tudo aconteceu e quem era Jean Seberg – e sua relevância para a indústria cinematográfica.

Mas, vamos lá, primeiramente, é importante ressaltar que as intenções do filme parecem boas e a história é muito intrigante, principalmente, porque foi um assunto muito pouco falado e que muitas pessoas não conhecem. Em segundo lugar, as atuações são incríveis. A Kristen está em um de seus melhores papeis, sem dúvidas.

Como o filme mostra esses anos da vida de Seberg, é possível ver a sua mudança de estado de espírito: ela vai da felicidade à solidão em pouco tempo, após sua vida ser completamente virada de cabeça para baixo, e a Kristen é espetacular em todos esses momentos. Há cenas sem diálogos, apenas ela e a câmera e você consegue sentir toda a angústia pela qual Jean está passando, é de cortar o coração.

O elenco, como um todo, que conta com Jack O’Connell (como o investigador Jack Solomon), Anthony Mackie (como Hakim Jamal), Margaret Qualley (como Linette, esposa de Jack), Zazie Beetz (como Dorothy Jamal, esposa de Hakim), entre outros, também estão ótimos. São atuações excelentes em cima de um roteiro raso que não constrói bem os personagens e nem suas histórias.

Para um melhor aproveitamento de toda essa trama, o roteiro deveria apresentar a história de Jean alguns anos antes para que seja possível compreender melhor o motivo dela se envolver com os movimentos sociais, sua relação com a mídia e como tudo a afetou. Do jeito que é conduzido, dá a sensação de que ela ficou paranoica por quase nada, falta muita explicação para suas motivações e angústias. Essa questão incomoda bastante enquanto se assiste o filme porque em alguns momentos parece que construíram o roteiro com base em uma página do Wikipedia e informações avulsas da internet pela falta de conexão mais profunda e complexa entre os períodos e situações.

Apesar dos problemas no roteiro, o filme tem uma atmosfera bem pesada e densa que te deixa reflexivo acerca de tudo o que o governo causou, sobre como muitas vidas foram afetadas por esse projeto e como a Jean foi perdendo muito do seu brilho, especialmente após a morte de sua filha, situação da qual ela nunca se recuperou.

Outros aspectos muito bons no filme são a fotografia, sob responsabilidade da Rachel Morrison, que capta brilhantemente o sentimento da personagens, seus anseios, os lugares por onde passa e a forma como vive sua vida, e o figurino, pensando por Michael Wilkinson, que é extremamente bonito e orna com a ambientação, época e estilo da Jean, além de remeter às roupas realmente usadas por ela.

Dessa forma, Seberg Contra Todos é um filme que vale a pena ver para conhecer melhor a história dessa icônica atriz e também para apreciar o trabalho da Kristen, que realmente se supera, carrega e consegue driblar os problemas encontrados no roteiro, sendo, portanto, a melhor parte de todo a película.

Com distribuição da Cinecolor, o filme estreia amanhã (05) em todos os cinemas do País.

Escrito por: Jackelyne Amaral – Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen Stewart e Benedict Andrews falam sobre Jean Seberg e sua vida em entrevista com The Age.

A maioria das pessoas se lembram de Jean Seberg como uma mulher astuciosa com um ousado corte de cabelo raspado, vendendo o Herald Tribune em Breathless, o filme revolucionário da década de 1960 de Jean-Luc Godards, sobre um romance entre um Gangster e uma Americana ingênua. Isso era tudo que Kristen Stewart sabia sobre Jean, ela admite, antes de receber o roteiro de Seberg. Foi assim que ela soube que Seberg era uma ativista – mais importante, uma apoiadora dos Black Panthers – que foi perseguida, investigada e teve sua carreira destruída por operações secretas do FBI.

“Descobrindo a história real dela, eu fiquei surpresa pelo fato de que não é comumente conhecida,” diz Stewart. “Mas eu não acho que minha visão dela seja redutiva, pois eu não estava surpresa pela maneira que ela levava sua vida. É perceptível quando ela está em cena que seus olhos estão abertos. Ela não é uma atriz performática, ela é instintiva e muito presente.” O filme começa em 1989, com a atriz desembarcando em Los Angeles para a audição de Paint Your Wagon. Paris, onde a atriz morava com o romeno Gary, seu segundo marido, havia explodido em uma revolução. Nos Estados Unidos, o movimento de direitos civis estava cada vez mais militante. Claro que alguém como Seberg, inspirada pelo espírito do período, iria se posicionar politicamente.

Benedict Andrews, o diretor australiano, diz que ele pensou em Stewart para o papel assim que ele leu o roteiro de Joe Shrapnel e Anna Waterhouse. “A partir daquele momento, eu não conseguia imaginar fazer o filme semm ela.” Há paralelos em suas biografias – ambas tiveram papeis de destaque durante a adolescência, ambas foram vilanificadas nos Estados Unidos e encontraram uma nova liberdade no cinema Europeu – que era interessante, sem ser crucial. Quem fosse interpretar Jean tinha que “parecer como um dos ícones do cinema do século 20” mas isso não era difícil “Uma modelo pode ter um corte de cabelo daqueles”. A parte crucial era menos tangível.

“Jean tinha um tipo de abertura radical, um tipo de qualidade luminosa e eu não queria alguém tentando representar isso,” diz Andrew. Representações podem funcionar em um filme biográfico, ele diz, mas ele não estava procurando isso. “Eu queria um tipo de verdade bruta. Eu acho que Jean possuía isso e que a Kristen possui isso também; Em maneira diferentes, elas têm uma essência que você não consegue representar.” Ele queria que Stewart encarnasse Seberg e permanecesse ela mesma. “Isso é o que eu acho que grandes atores fazem. Eles fazem ambas as coisas ou só é apenas uma imitação. E ela faz os dois. Ela é Jean e Kristen simultaneamente.”

O fato que Seberg estava tendo um caso com um líder do movimento negro, aqui chamado de Hakim Jamal (Anthony Mackie) era especialmente incendiário. Entretanto, o relacionamento central em Seberg é entre Seberg e seu perseguidor Jack (Jack O’Connell), um recruta recente da agência, que foi designado para vigiá-la e se torna obcecado por ela. Ela sabe de sua presença, porém ninguém acredita nela; ela é levada ao ponto da paranoia tanto pela sensação de estar sendo vigiada quanto pelo fato de ninguém mais acreditar na situação.

Andrews, cuja carreira tem sido majoritariamente no teatro, diz que essa perspectiva de dualidade é algo que só o cinema consegue oferecer. “Eu não consigo fazer isso no Teatro. E eu amo como isso funcionar em um nível emocional, essa conexão paralela com as duas delas. Isso é unicamente cinemático.” De certo modo, ele diz que o filme todo é sobre o relacionamento entre a câmera e o objeto. “Jack está filmando Kean com uma câmera, nós estamos filmando a Kristen com uma câmera. As técnicas de vigilância, são as mesmas técnicas do cinema. Nós vemos essas técnicas serem usada para criar imagens lindas e icônicas dela como Jean e também como um artifício de mentiras.”

O filme recebeu críticas mistas, tanto em Cannes (O filme participou do festival de Veneza e não em Cannes) e desde que estreou na Europa – do Telegraph “ágil e interessante” ao Indiewire que classificou com uma bagunça do início ao fim – mas os crítico ficaram unanimemente pela performance compromissada de Stewart. Jean/Kristen como Seberg é ansiosa, vulnerável, inteligente, bem intencionada e impulsiva; como uma das críticas coloca, ela brinca com o fogo, incluindo chamas que a própria criou. “Eu acho que ela tinha essa fome voraz por experiências, mas eu acho que mais do que isso, ela no fundo era uma humanitária,” diz Stewart. “Havia entrevista de pessoas que cresceram com ela em Nebraska onde eles lembram que ela consistentemente lutava pelos mais fracos. Então eu acho que seu ativismo iniciou precocemente.”

Se os atores deveriam se tornar garotos propagandas de causas políticas permanece sendo uma pergunta enfadonha, debatida mais vigorosamente durante o período do Oscar, quando as estrelas tem seus dois minutos no pódio. Alguns acreditam que com a fama vem a responsabilidade de se posicionar; outros acham que atores devem se prender apenas ao trabalho. Stewart não acha que atores são obrigados a defender uma causa. “Assim que você se sente coagido, se você sente que as pessoas estão extraindo coisas de você, é artificial. Ninguém tem direito sobre suas opiniões”. Atualmente, ela está mais confortável em ficar quieta se ela não tem algo específico a dizer. “Eu acho que é bem claro com o que eu concordo. Eu acho que seria bem chocante se eu fosse uma republicana fiel. Isso seria bastante chocante.”

As pessoas podem escolher ser um artista, ela diz. “Você não precisa ser alguém que represente suas ideias. Há um escapismo que é lindo e você pode fazer parte disso, com certeza.” Por outro lado, diz ela, qualquer pessoa que se identifique como artista é intrinsecamente política. “Não há maneira que sua arte não irá refletir a maneira como você vê o mundo em que vive. Pessoas que são compulsivamente artísticas usam sua política naturalmente. Mesmo sem saber que estão fazendo declarações, estão fazendo isso inadvertidamente. Se você não vive com medo de sua carreira fracassar e deseja se envolver no mundo ao seu redor, isso é um ato político.”

Fonte | Tradução: Maria Clara Equipe Kristen Stewart Brasil

A estreia de Seberg Contra Todos se aproxima e Kristen concedeu uma nova entrevista para o USA Today falando sobre o filme, Jean Seberg e a química com seu colega de elenco, Anthony Mackie. Confira:

A maioria dos fãs de cinema conheceram Kristen Stewart como a sombria Bella Swan de Crepúsculo em 2008, e provavelmente ainda pensam que aquele foi o primeiro filme dela. Nope. A razão pela qual seu rosto parecia pelo menos um pouco familiar quando ela estava se envolvendo com vampiros e lobisomens era porque Crepúsculo era seu 18º filme.

Muitos de nós a notaram pela primeira vez quando ela interpretou a filha diabética de Jodie Foster em O Quarto do Pânico, de 2002, ou talvez como Tracy Tatro, o possível interesse amoroso de Emile Hirsch em Na Natureza Selvagem, de 2007. Stewart estava apenas em papéis coadjuvantes, mas ela estava em nosso radar.

O sucesso de bilheteria de Crepúsculo realmente deu um tranco em sua carreira, com papéis em Adventureland, The Runaways (como Joan Jett) e uma passagem popular pelo cinema independente com Na Estrada, Acima das Nuvens e Café Society.

Com Seberg Contra Todos, ela toma o papel de Jean Seberg, a icônica atriz nascida em Iowa que se tornou uma estrela da New Wave francesa quando interpretou o papel de Patricia em Acossado de Jean-Luc Goddard, em 1960. Além de aparecer em 30 filmes antes de morrer sob circunstâncias misteriosas aos 40 anos, Seberg também foi uma vítima de uma campanha difamatória do FBI após se envolver com um membro dos Panteras Negras e doar dinheiro para um programa de café da manhã de uma escola comandada pelos Panteras.

Seberg Contra Todos nos mostra um pedaço de sua vida e carreira durante aquela época difícil. Stewart, de 29 anos, que desaparece no papel, falou sobre como abordou interpretar a atriz.

Você sabia muito sobre Jean Seberg antes de fazer o filme?
Eu assisti Acossado. Esse foi meu único encontro com ela antes de ler o roteiro. Então, ao assistir mais de seus filmes, eu descobri que suas primeiras poucas performances são algumas das minhas favoritas. Elas foram feitas em uma época onde, especialmente de um jeito comercial, as coisas eram empacotadas e entregues de um jeito muito diferente. As pessoas interpretavam as coisas no que parecia ser um jeito preparado e habilidoso. Ela era realmente esse tipo de energia e eu sou uma grande fã. Acho que ao entender mais sobre esse pedaço da vida dela, eu fiquei impressionada com a ideia de que essa é como uma nova história. Ela passou por muita coisa, o que esse filme faz seu melhor em mostrar, e no final, aquelas performances são realmente bonitas. Inicialmente eu tinha essa imagem dela como uma gata livre e sem disputas. Não foi mais profundo do que isso de primeira, então foi interessante conhecê-la através da experiência desse filme.

Você achou difícil incorporá-la?
Foi assustador, com certeza. Não foi sobre fazer isso perfeitamente, foi sobre conseguir fazer uma espécie de representação imaginativa de como seria poder devolver o brilho de sua vida que estava disponível para nós nas pesquisas. Mas realmente não havia jeito de conhecê-la dentro daquele período. Você pega uma impressão cumulativa e então tenta protegê-la ferozmente. E o fator de intimidação é parte de tudo isso. Não houve um dia em que eu não fui para o trabalho pensando, “Eu não quero estragar isso hoje.”

Então como você se preparou para o papel?
Eu assisti muitos de seus filmes. Então foi sobre esquecer aqueles detalhes que algumas vezes eram impossíveis de acertar, o que realmente convém à história, porque você quer ver alguém vivendo e não alguém fingindo.

Definitivamente há uma química sempre evasiva entre você e Anthony Mackie na tela. Vocês já se conheciam?
Não, eu não o conhecia antes desse filme. É realmente doloroso ter que criar algo que não existe, como uma coisa fabricada. E também, Anthony era muito bom para esse papel porque ele realmente ama falar, e eu realmente gosto de ouvi-lo falar (risos). Essa parte foi bem real.

Já que você não sabia muito sobre Jean Seberg antes do filme, o que te levou a dizer sim para o papel?
Eu senti que o diretor Benedict Andrews poderia contar a história e que seria seguro – não de um jeito que não seria arriscado, mas de um que teria integridade. É raro confiar em um instinto com tanta segurança, mas senti que estaria trabalhando com as pessoas certas. Ela não estava em uma lista de personagens que eu queria interpretar. Eu não tenho uma lista assim. Eu não sei que eu quero fazer alguma coisa até que esteja na minha cara.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen StewartBrasil

O filme de Benedict Andrews com Kristen Stewart sobre a atriz Jean Seberg ganhou uma data de estreia nos cinemas nacionais apenas três dias antes do Dia Internacional da Mulher, que é comemorado no dia 8 de março. Seberg Contra Todos será distribuído pela Cinecolor Films Brasil e todas as novidades podem ser acompanhadas pelas redes sociais deles (Facebook: @cinecolorfilmsbrasil e Instagram: cinecolorfilmsbrasil). Confira a sinopse, trailer e imagens oficiais abaixo:

Paris, 1968. A atriz Jean Seberg (Kristen Stewart) está no auge de sua popularidade, graças ao sucesso de vários filmes rodados na França. Ao chegar aos Estados Unidos ela logo se envolve com o ativista de direitos civis Hakim Jamal (Anthony Mackie), que conheceu ainda durante o voo. Jean logo se posiciona a favor dos Panteras Negras e passa a ser uma das financiadoras do movimento, ao mesmo tempo em que mantém um caso com Hakim. Tal situação é acompanhada de perto pelo FBI, que mantinha um programa de vigilância para romper e expor os Panteras Negras. Dentre os agentes designados para espioná-la está Jack Solomon (Jack O’Connell, Invencível), que começa a se rebelar quando o FBI inicia um plano de difamação contra a atriz. O filme também traz em seu elenco Zazie Beetz (Deadpool 2), Margaret Qualley (Era Uma Vez em… Hollywood) e Vince Vaughn (Os Estagiários).

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Estrela de Ameaça Profunda, Kristen fala sobre seus heróis de ação e por que ela só quer fazer filmes de ação que assustem ela.

Duas décadas em sua carreira e quase uma década após a filmagem de sua última cena na saga Crepúsculo,Kristen Stewart está tomando o controle.

Com 29 anos, a atriz sabe quem ela é, o que quer realizar e ela está determinada a sair por aí e fazer.

“Essas palavras tem um grande peso” diz Stewart

“Eu definitivamente não quero navegar mais entre ‘talvez’ – Eu tenho que dizer que isso foi algo que deixei de fazer, mas era um hábito.”

“Eu costumava gostar do fato de que a produção de um filme era um estranho tipo de alquimia, você nunca consegue controlar, portanto se havia algo atrativo em um filme, que não parecesse ser uma certeza de sucesso, como outros com um diretor confiável, eu ainda o faria.”

“Agora eu estou aceitando a ideia que, você sabe, como outras cineastas nessa indústria, eu só quero gastar meu tempo – que é precioso – em filmes que eu realmente apoio.”

Seja no filme de pipoca e ação As Panteras ou no seu próximo filme Seberg – sobre a atriz Jean Seberg que foi perseguida pelo FBI na década de 1960, estreando em 30 de janeiro – Stewart diz que ela só quer poder olhar para trás para a “livraria de coisas que fiz na minha vida” e saber que “Eu gastei meu tempo fazendo algo por uma boa razão”

“Minha intuição sempre tem sido algo que eu não tenho medo de seguir, mas agora que estou tentando controlar um pouco mais as coisas é um interessante equilíbrio de seguir os instintos, mas saber como se proteger como um artista e alcançar sucesso.”

Mas só por que ela quer estar engajada com o trabalho dela, não significa que tudo deve ser sério e dramático.

Enquanto a parte do sucesso não deu certo nas bilheterias de As Panteras, Stewart amou o fato que a diretora e roteirista Elizabeth Banks viu sua personalidade boba e a deixou solta.

E seu novo filme de ação Ameaça Profunda foi só emoção “Humanos se metendo em lugares nos quais não pertencem e descobrindo uma ira” diz Stewart

“Eu achei que foi um bom nível de suspense. Eu amo um filme assustador ou terror, eu amo assistir pessoas tentando não morrer”

Por outro lado, ser a pessoa fingindo estar tentando não morrer não é sempre divertido “Eu literalmente olho para trás e fico tipo, por que eu fiz isso” ela admite com uma risada

Onde As Panteras foi impetuoso e colorido, Ameaça Profunda é tenso e claustrofóbico.

O filme inicia no ponto mais fundo do oceano, enquanto uma estação de pesquisa e perfuração vaza e o caos começa. Com as comunicações indisponíveis, Norah (Stewart) e um pequeno grupo de sobreviventes (incluindo a estrela francesa Vincent Cassel e o comediante TJ Miller) tentam atravessar o oceano em direção a outra estação, porém há algo do lado de fora com eles.

Se Ameaça Profunda é um Alien embaixo d’água, Stewart é a Ripley da história, dobrando seus créditos como uma heroína de ação.

Apesar dela estar interessada pela ideia de fazer um projeto menos “em sua própria cabeça” e mais “apenas se lançando para frente”, a filmagem de Ameaça Profunda foi mais um teste de sobrevivência para ela, assim como foi para sua personagem.

“Foi bem libertador fazer As Pantera, mas não foi nada livre fazer esse filme” ela diz.

Para início de conversa, dado seu medo de água, mesmo fazendo uma pequena corrida entre as ondas “sempre parecia um ato ousado”, ela diz.

E isso não era tanto como um gotejamento, mas como uma inundação.

“Era tão claustrofóbico, bastante desconfortável, molhado, frio e horrível. Foi Fodido. Em todos os momentos que parecem ser desconfortáveis no filme, foi.”

E considerando o impacto que Ameaça Profunda pretende ter na audiência, o medo é o principal aspecto.

“Eu nunca quis fazer um filme a não ser que me assustasse, a não ser que houvesse algo na história ou no personagem que me despertasse algum sentimento similar ao medo,” diz Stewart

“Depois seguindo para descobrir como passar por isso ou apenas entender por que existe é usualmente porque eu quero fazer um filme”

Stewart encara tudo que Ameaça Profunda atira nela com uma intensidade de aço.

Apesar de ser muito jovem para ter sido influenciada diretamente pela jornada de Ripley, interpretada por Sigourney Weaver, ela teve seus próprios ícones enquanto crescia “mulheres que fizeram parecer ser possível” ela diz

No topo da lista?

“Angie”Angelina Jolie

“É por que ela é uma atriz incrível” Stewart explica. “Como uma criança pequena eu era tipo, uau a mesma garota de Garota Interrompida – Ela é sensacional nesse filme e é uma potência em Tomb Raider e O Procurado. Eu definitivamente cresci pensando ‘Uau, eu gostaria de fazer isso’.”

Ainda que alguns possam ficar surpresos pela virada repentina de heroína de ação de Stewart, ela não está para ser colocada em uma caixa.

“É tão engraçado quando as pessoas ficam tipo ‘então é isso que você quer fazer agora?'” Stewart diz. “É tipo ‘Não, o que, para sempre?’ O filme já finalizou, eu estou promovendo e terei acabado e o próximo filme será diferente” ela ri.

Realmente, esse mês Stewart começa a filmar Happiest Season, uma comédia romântica sobre uma mulher planejando pedir a namorada em casamento, mas descobrindo que ela ainda não saiu do armário para seus pais conservadores.

“Cada um” Stewart repete, “será diferente”.

Fonte | Tradução: Maria Clara Equipe Kristen Stewart Brasil

Em entrevista para Refinery29, divulgando Ameaça ProfundaKristen fala sobre o roteiro do filme e o que a atraiu, além das dificuldades enfrentadas durante as filmagens.

Esse foi um dos filmes mais estressantes que vi recentemente e isso inclui Jóias Brutas (Uncut Gems).
Jóias Brutas foi bastante, bastante estressante de uma maneira bem diferente, mas sim, é estressante para caramba.

O que te atraiu para esse filme, em especial?
Eu não tinha feito um filme grande há um tempo e eu tinha assistido The Signal, que foi o primeiro filme do diretor. Eu sabia que ele era bem jovem e não tinha muitos recursos para fazer esse filme e eu pensei que ele fez algo incrível com que tinha. Inicialmente o roteiro estava incompleto. Era bem simples. Os personagens precisavam ser pessoas. E eu queria fazer algo natural e físico, que lidasse com pessoas perambulando por coisas, esgotando recursos, estando onde eles não deveriam estar e as repercussões de tudo isso, resultando em um filme de sobrevivência diferente, que se tornou um filme estranho de monstro. Eu estava tipo, ‘Olha, se eu vou fazer um grande filme comercial, isso parece algo que eu esteja interessada.’

Você teve algum controle sobre sua personagem?
Eu aceitei e basicamente fui para New Orleans, e nós trabalhamos com alguns roteiristas por alguns dias. Estava meio imersivo e básico. Assim que nós começamos a vender como algo mais complicado, ficou falso, pois você inicia com essas pessoas que não se conhecem e eles estão apenas tentando não morrer. Se você começa a falar sobre outra coisa qualquer, é tipo, esse é realmente o momento que você vai falar esse merda? Então, nós só existimos e tentamos sobreviver a experiência de fazer o filme e foi isso que acabou sendo.

Eu sempre tive medo que eu estivesse de roupa de banho ou descalço quando um desastre inicia. E é exatamente isso que acontece aqui!
Exatamente! Eu pensei que era uma boa ideia começar o filme não sabendo nada sobre a pessoa e ficar tipo ‘Ai meu Deus poderia ser eu.’ Eu vou estar no chuveiro, escovando os dentes, pelada e fodida.

Sua personagem ou está usando moletom e um sutiã esportivo ou uma roupa subaquática bem pesada. Isso fez você se sentir vulnerável como atriz?
O traje subaquático foi, fisicamente, uma das – e eu não estou dizendo isso para ter algo para falar ou ser dramática sobre a caracterização num filme – coisas mais difíceis que eu fiz. Eu pensei em certo ponto que havia algo seriamente errado comigo e que talvez eu estivesse doente, pois meu corpo não estava funcionando mais. Nós mal sobrevivemos à isso e definitivamente não é algo para se gabar. Foi idiota. O traje era muito pesado. Nós não podíamos realizar nosso trabalho nele. Foi ridículo para caralho. Mas inicialmente, antes de vestirmos o traje, eu achei que era uma boa ideia manter a personagem em moletom. Iria ser roupas íntimas inicialmente, mas eu não queria parecer como uma estranha e pelada no filme. Mas, definitivamente a mantemos descalça e em um moletom com um sutiã esportivo. Absolutamente e completamente despreparada para lidar com o que aconteceu.

Você ficou realmente embaixo d’água?
Sim. Havia um traje subaquático especial que poderia ser usado embaixo d’água, mas era horrível. Eles não eram adequados, pois você não conseguia ouvir coisa alguma. O ar as vezes não funcionava e você teria que dizer ‘Ei pessoal, liberem a pressão ou sei lá o quê’, mas eles diriam ‘O quê?’ e você está tentando fazer sinais com a mão, mas você tem luvas. E estou tipo. leva 15 minutos para sair desse traje agora. Meu corpo vai explodir antes desses 15 minutos acabarem. Eu não sei se você já teve uma experiência claustrofóbica – não há tempo.

Você dirigiu um curta em 2017 chamado Come Swim que também tem bastante imagens da água. O que é sobre a água que você acha atraente?
Eu sou totalmente medrosa da água. E meio que funcionou nesse lindo jeito narrativo na minha vida e definitivamente tem se tornado recorrente com outras histórias que eu quero contar. É uma linha direta. Mas no senso literal eu definitivamente não sou uma nadadora forte e sou muito claustrofóbica. Então minha coisa toda durante esse filme, eu estava tipo ‘Não seja uma fracote’. Em algum ponto você tem que tentar. Você não vai morrer fazendo isso. Mas eu estava chorando. Quando nós não tínhamos que ir nessas roupas submersíveis, que os outros atores não achavam tão angustiante, eu tinha que tomar Xanax e só entrei no traje três vezes e eu não vou fazer isso novamente, nunca, absolutamente nunca mais, enquanto eu viver.

 

Fonte | Tradução: Maria Clara Equipe Kristen Stewart Brasil

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