As eleições dos Estados Unidos estão se aproximando e celebridades que possuem uma grande influência estão usando suas vozes para encorajar os fãs a votarem. Kristen Stewart pegou a conta de sua namorada, Dylan Meyer, emprestada para enviar sua mensagem para seus fãs e também se aliou ao When We All Vote, enviando um vídeo para a conta falando sobre como os estadunidenses podem se registrar para votar. Confira abaixo:

“Para quem precisa liberar um pouco de agressividade hoje… é dia nacional de se registrar para VOTAR.
Eu nunca faço isso mas para quem ainda não se registrou para votar por favor pegue essa oportunidade para ser OUVIDO. E não se sentir sem esperança. Eu estou votando porque EU QUERO acreditar no nosso país. Porque eu acredito no aquecimento global. Eu acredito no racismo sistêmico. Eu acredito na liberdade de expressão e de reunião. Eu acredito no controle de armas. Eu acredito que as mulheres possuem o direito de fazer escolhas para seus próprios corpos. Eu acredito que as pessoas possuem o direito de viver e amar e se identificar como seus corações quiserem sem medo. Eu acredito que as pessoas se importam umas com as outras. Então tente ter uma ótima terça-feira e vote pelas suas vidas.”

Um ano atrás, Kristen Stewart esteve na Suíça para participar do festival de cinema de Zurique onde Seberg Contra Todos estava em exibição. O filme foi lançado oficialmente no país neste mês e algumas entrevistas da época estão começando a sair. Abaixo, Kristen fala sobre o filme e sua carreira. Confira:

Uma pausa coletiva na frente da porta: Kristen Stewart aparece, entra no salão, senta em uma pequena mesa, uma fresta na porta permanece aberta. Especialistas em beleza começam a trabalhar em seu cabelo e lábios. Então, me pedem para entrar novamente. Eu começo a gravar e Stewart me pergunta se pode encher meu copo de água. ”Obrigada!” – “De nada!” Ela cruza as pernas, um gesto que não vai durar pelos próximos 15 minutos.

Você já esteve na Suíça para filma Acima das Nuvens em 2014. Do que você se lembra?
Bom, estávamos filmando nas montanhas, me senti muito isolada. Minhas impressões então foram primeiramente natureza e Juliette Binoche, então foram impressões muito fortes (risos). Estávamos no meio do nada, mas foi fantástico.

Dizem que você queria fazer compras na época, mas disseram que não seria possível.
Uh, não sei do que está falando… espera! É porque todas as lojas na Suíça estão fechadas nos domingos, certo? Bom, isso gera frustração entre os americanos.

Você é a única atriz americana até hoje a ter um César por Acima das Nuvens. O que isso significa para você?
Fico honrada com o prêmio, mas eu não poderia dizer que meu conhecimento no cinema europeu é particularmente grande. Fico fascinada com a filosofia por trás desses filmes, os aspectos culturais, e me sinto atraída por essa complacência na Europa, onde você pode e quer se desprender das restrições da indústria cinematográfica e do entretenimento.

Em contraste com filmes mais comerciais como Crepúsculo?
Sim, no entanto, se você usar filmes comerciais para seu próprio benefício, é uma das coisas mais legais que você pode fazer. No entanto, meus favoritos são filmes independentes americanos.

Falando nisso, antes de se tornar uma estrela com Crepúsculo, você atuou ao lado de Eddie Redmayne, que também era desconhecido na época, em ‘O Lenço Amarelo’, produzido pelo suíço Arthur Cohn. O quão importante foi esse filme para sua carreira?
Oh, não penso nesse há um bom tempo. Houve um tempo onde eu estava fazendo um filme atrás do outro, trabalhos pequenos que também contavam com Robert De Niro ou Sean Penn que, com um pouco de sorte, eram exibidos no Sundance. Quando eu penso em ‘O Lenço Amarelo’, é uma época onde eu não tinha que responder perguntas sobre a trajetória da minha carreira. Eu só fazia os filmes e via o que acontecia. Ainda estou tentando fazer isso hoje em dia.

Mas hoje você é uma estrela. E assim como Jean Seberg antigamente, você raramente mede suas palavras. Como você se protege de ser caçada?
Jean Seberg foi atacada de um jeito muito especial, o que era incomum na época. Para comparar: faço cara feia para as formas que vigiamos uns aos outros hoje em dia, mas eu nunca vi uma perseguição de carro como a que Jean enfrentou com o FBI – foi abusiva e ilegal. Eu não tenho medo de ficar perdida como ela no final de sua vida. Por outro lado, tenho medo porque você pode arruinar as coisas muito mais rápido hoje em dia do que nos anos sessenta.

É por isso que você não está presente nas redes sociais?
Vamos colocar desse jeito: Estou feliz em compartilhar minha vida com os outros fazendo filmes. É um grande parque de diversões para me expressar e revelar os detalhes mais íntimos da minha existência por lá. Não preciso de Twitter ou Facebook, mas entendo que é importante para outras pessoas se comunicarem.

Você preferiria viver nos anos sessenta se pudesse?
Não. É um privilégio viver em um tempo moderno e me comunicar por meios modernos, também. Por exemplo, é possível olhar para todos os tipos de mentiras e nomeá-las assim. Jean Seberg não tinha essas opções, porque tudo acontecia por trás dos panos antigamente. Havia uma calma enganosa, o que a levou à loucura, saindo do país e nunca mais voltando.

Você deixaria o seu país?
Não, ainda acredito na mudança dos Estados Unidos.

Jean Seberg também acreditava na mudança. O que você tem em comum com ela?
Ela era tão tangível em tudo o que ela fazia. Isso tornou fácil a empatia por ela. Foi mais difícil porque eu quase não tinha nenhuma fonte disponível, não há muitos vídeos pessoais. Então, eu não sabia como ela entrava em um lugar quando ela era completamente casual. Nesse sentido, o filme é uma ideia imaginária do que poderia ter sido a Jean Seberg. Não há como realmente saber.

Você pode descrever como conseguiu a vivacidade de Jean Seberg no filme?
É sempre uma mistura de medo e adrenalina que me levam para papéis assim. Se tenho que imitar alguém como Jean, eu primeiramente penso que definitivamente não sou eu. E em contraste a ela, eu tenho uma voz muito profunda. O diretor Benedict Andrews me aconselhou a falar um oitavo mais alto. Isso me ajudou. Em adição a isso, eu a admiro por sua maneira generosa e firme.

O que isso tem a ver com o seu papel?
Eu prefiro pensar duas vezes antes de falar qualquer coisa. Jean Seberg era exatamente o oposto. Ela era incrivelmente aberta. Mas quando eu finalmente estou no set, eu preciso empurrar todos esses pensamentos para entrar no papel. Se funcionar, se eu conseguir combinar coisas que são ambos familiares e completamente estranhas para mim, então é assustador de primeira. E então é ótimo.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Na manhã de hoje (02), a revista PEOPLE divulgou as primeiras fotos de Happiest Season, comédia romântica de Natal com Kristen Stewart e Mackenzie Davis. Kristen e a diretora, Clea DuVall, ainda fizeram alguns comentários sobre o filme para a revista. Confira:

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Kristen Stewart e Mackenzie Davis estão prestes a tornar o fim de ano mais engraçado.

A estrela de As Panteras e Crepúsculo e a atriz de O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio estrelam em Happiest Season, uma comédia romântica de Natal com uma história de amor lésbica.

O filme, chegando aos cinemas norte-americanos em 25 de novembro, foi co-escrito e dirigido pela atriz de Veep, Clea DuVall, que diz que esses tipos de histórias de fim de ano estão atrasados.

”Sou uma grande fã de filmes de Natal, mas nunca vi minha história ser representada,” diz DuVall, que estrelou como Marjorie, uma agente do serviço secreto, em Veep. ”Happiest Season pareceu uma ótima oportunidade de contar uma história universal de uma nova perspectiva.”

Stewart concorda. ”Eu acho que desejei ver uma comédia romântica gay de Natal durante toda a minha vida,” ela diz para a PEOPLE. ”Estou muito feliz e orgulhosa da Clea por trazer isso para o mundo.”

Stewart adiciona que o estresse de estar próximo da família é algo que todos que vão para casa no final de ano podem se relacionar, independente da sexualidade. ”Eu amo quando um filme de Natal faz você desejar a ideia de lar, mas também mostra o quão hilário e difícil a realidade em casa pode ser algumas vezes,”

Happiest Season segue a história de Abby (Stewart) que planeja pedir sua namorada, Harper, em casamento enquanto participa das festas de fim de ano da família de Harper, somente para descobrir que sua namorada ainda não se assumiu para seus pais conservadores.

O filme também tem Mary Steenburgen, Victor Garber, Alison Brie, Aubrey Plaza, Dan Levy e – a co-escritora do filme e colega de elenco de DuVall em Veep – Mary Holland.

DuVall e Stewart dizem que o filme foi incrivelmente divertido de filmar. ”Talvez eu seja suspeita para falar, mas esse foi um dos mais divertidos sets de filme em que já estive,” DuVall diz. ”Desde o elenco até a equipe, todos apareciam com muita animação e energia e isso alegrava meus dias.”

Stewart adiciona, ”Nós não poderíamos ter um grupo de estranhos mais amoroso e melhor do que esse apoiando um ao outro. Me diverti muito.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen Stewart dirigiu um novo curta para a coleção de Pablo Larraín, o diretor de seu novo projeto como a Princesa Diana, Spencer, para a Netflix, chamada Homemade. A coleção estará disponível no catálogo mundial do serviço de streaming a partir do dia 30 de junho. Confira detalhes:

O diretor de Jackie, Pablo Larraín, poderá dirigir Kristen Stewart em Spencer, mas o par irá colaborar primeiro em uma nova coleção de curtas para a Netflix.

Filmado durante a pandemia de COVID-19 e em vários estados do isolamento global, Feito em Casa une 17 cineastas em uma coleção de curtas – disponível para assistir individualmente como curtas de cinco a sete minutos ou como um longa metragem – que captura a experiência compartilhada da quarentena. O projeto é comandado por Larraín, seu irmão e parceiro criativo Juan de Dios Larraín pelo banner da produtora dos dois, Fabula, e Lorenzo Mieli, CEO da empresa italiana The Apartment, com Feito em Casa sendo seu projeto inaugural.

A estrela de Personal Shopper e As Panteras, Kristen Stewart, marca sua sequência ao seu curta de 2017, Come Swim, com outro filmado em Los Angeles. Enquanto isso, Maggie Gyllenhaal contribui com um filme feito em Vermont.

Outros diretores incluem Paolo Sorrentino (“A Grande Beleza”) em Roma, Itália; Ladj Ly (“Os Miseráveis”) em Clichy Montfermeil, França; Rachel Morrison (“Pantera Negra”) em Los Angeles, Estados Unidos; Naomi Kawase (“True Mothers”) em Nara, Japão; Nadine Labaki e Khaled Mouzanar (“Cafarnaum”) em Beirut, Líbano; Gurdiner Chadha (“A Música da Minha Vida”) em Londres, Inglaterra; e Ana Lily Amirpour (“Garota Sombria Caminha pela Noite”).

“Pela primeira vez em nossas carreiras, isso não foi sobre dinheiro, agências, advogados ou a estrutura de Hollywood,” disse Juan de Dios para a Variety. “Essa foi uma simples ideia de transmitir uma mensagem em cinco ou sete minutos, e a ideia era mandar essa mensagem sem pressão; foi totalmente aberto. Nós só pedimos para que a classificação de todos os filmes fosse livre, e não somente para o público mais velho.”

Pablo Larraín nota que a mensagem em Feito em Casa é sobre “adversidade e sobre como somos todos de diferentes países, culturas e circunstâncias, mas por um momento único de humanidade, estamos todos compartilhando uma circunstância muito similar em contextos diferentes.”

Baseado em Santiago, no Chile, o diretor nota que a experiência do coronavírus continua a variar ao redor do mundo. O Chile viveu seus “pior momento da pandemia” na segunda-feira, de acordo com Larraín, enquanto na Europa há progresso apesar do medo de uma segunda onda. “Estamos passando por situações diferentes, mas há muitas coisas que temos em comum. Esse foi o coração do projeto e a dificuldade que enfrentamos.”

Os diretores foram instruídos a usar somente equipamentos encontrados em casa, com o foco sendo o trabalho em casa – o filme de Pablo Larraín, por exemplo, foca em uma conversa pelo Zoom – até meditações narrativas sobre um momento inédito na história.

Os detalhes de cada filme permanecem em segredo, mas o filme de Gyllenhaal – que estrela seu parceiro, o ator Peter Sarsgaard – irá “surpreender o mundo inteiro,” promete Pablo Larraín. “Todos os curtas possuem algo especial, mas o da Maggie é muito particular.”

“Cada diretor fez uma coisa completamente diferente,” explica Teresa Moneo, diretora de filmes originais da Netflix. “Nós os colocamos juntos tematicamente. Alguns são histórias claramente pessoais e outras são mais narrações, fantasias ou comédias. Nós tentamos dar a eles algum tipo de organização para que eles fossem arrumados tematicamente.”

A executiva admite que foi uma corrida contra o tempo para garantir que o conceito – concebido coletivamente em março por Mieli e os irmãos Larraín e então apresentado para a Netflix – ainda estivesse oportuno na estreia.

Foi trabalho intenso, diz Moneo. “Intenso no sentido de que estava acontecendo ao vivo, em frente aos nossos olhos, então nós tivemos que juntar forças rapidamente para ter certeza de que teríamos isso em uma época onde fazia sentido sair,” ela adiciona.

“Foi uma aliança entre todos os nossos grupos na Netflix para ter certeza de que tudo estará com legendas, e que todos os possíveis problemas técnicos estejam fora do caminho.”

Pablo Larraín descreve a experiência de Feito em Casa como “um festival de filmes muito estranho, bonito e único” onde vozes diferentes se reuniram para contar uma história em um “exercício mundial”. Mieli destaca mais profundamente que o projeto mostra “uma variedade de coisas ao redor do mundo, feitas em exatamente nas mesmas condições, ao mesmo tempo.”

Feito em Casa estreia na Netflix no dia 30 de junho, e uma doação em homenagem a cada cineasta será feita do Hardship Fund da Netflix a terceiros e grupos sem fins lucrativos fornecendo ajuda emergencial para atores e equipes desempregados.

Fonte

Tivemos acesso às notas de produção da coleção e traduzimos o que a Kristen comentou sobre o projeto:

“A arte nascida da restrição tem um jeito de se tornar uma maneira surpreendente e cósmica, e os curtas por natureza não precisam obedecer a nenhuma regra que realmente abra a ideia do que um filme pode fazer. Fiquei muito grata por essa ideia e muito livre. Foi um grande presente ser encorajada a criar algo com esse vazio estranho. Espero que esta série inspire as pessoas a fazerem o mesmo.”

Kristen Stewart foi escalada para interpretar a icônica Princesa Diana no filme Spencer do diretor Pablo Larraín. O drama se passa durante três dias no início dos anos 90, quando Diana decide que seu relacionamento com o Príncipe Charles não está dando mais certo. Saiba mais informações:

Pablo Larraín irá dirigir e Kristen Stewart interpreter a Princesa Diana em Spencer, um drama que está se tornando um dos projetos quentes no mercado virtual de Cannes. O filme roteirizado por Steven Knight cobre um fim de semana decisivo no início dos anos 90, quando Diana decidiu que seu casamento com o Príncipe Charles não estava mais funcionando, e que ela precisava desviar de um caminho que a colocaria em sucessão para um dia ser rainha. O drama acontece em três dias, em um de seus últimos feriados de Natal na Casa de Windsor em Norfolk, Inglaterra. A produção é esperada para o começo de 2021.

O filme será produzido por Larraín, diretor de filmes que incluem Jackie e Neruda, junto com o parceiro Juan de Dios, Jonas Dornbach, Janine Jackowski e Paul Webster. Os trabalhos de Knight incluem Senhores do Crime, Peaky Blinders, Locke e A 100 Passos de um Sonho.

Por crescer no Chile, Larraín não era tão obcecado como muitos no casamento de conto de fadas de Diana e Charles, ou a cobertura sem fim durante o desgaste de sua união de alto nível pelas pressões da fama e da coroa. Mas ele cresceu lendo contos de fadas e vê isso como a antítese desse tropo.

”Todos nós crescemos, pelo menos eu cresci na minha geração, lendo e entendendo o que eram os contos de fadas,” Larraín contou para o Deadline. ”Geralmente, o príncipe chega e encontra a princesa, a convida a ser sua esposa e eventualmente ela se torna rainha. Esse é o conto de fadas. Quando alguém decide não ser rainha e diz ‘Eu prefiro ser eu mesma’, é uma decisão enorme, um conto de fadas virado de cabeça para baixo. Eu sempre fiquei muito surpreso com isso e penso que deve ter sido algo muito difícil de fazer. Esse é o coração do filme.”

”Como e por que você decide fazer isso? É uma ótima história universal que pode alcançar milhões e milhões de pessoas, e é isso que queremos fazer. Queremos fazer um filme que vá longe, que conecte o público do mundo inteiro que está interessado em uma vida tão fascinante.”

Stewart é uma escolha intrigante para interpretar Diana. Ela sabe o gosto de viver em um aquário da fama quando ela estrelou os filmes da Saga Crepúsculo, com a imprensa vigiando todos os seus movimentos em uma idade tão jovem. Ela rejeitou essa persona e se reinventou como uma das atrizes mais interessantes e imprevisíveis trabalhando principalmente em filmes independentes. Agora ela irá interpretar uma das mulheres mais famosas do mundo em seu grande momento de crise existencial.

”Kristen é uma das melhores atrizes atualmente,” disse Larraín. ”Para fazer isso do jeito certo, você precisa de algo muito importante no cinema, que é mistério. Kristen pode ser muitas coisas, e ela pode ser muito misteriosa, muito frágil e muito forte também, o que é o que precisamos. A combinação desses elementos me fez pensar nela. O jeito que ela respondeu ao roteiro e como ela está abordando a personagem, é algo muito bonito de ver. Eu acho que ela vai fazer algo deslumbrante e intrigante ao mesmo tempo. Ela é uma força da natureza.”

”Eu vi filmes da Kristen que são tão diversos, o que é incrível, e mostram camadas diferentes e sua diversidade e força como atriz,” ele disse. ”Estamos muito felizes em tê-la, ela é muito dedicada. Como cineasta, quando você tem alguém que pode carregar um peso tão grande, em questões dramáticas e de narrativa, só com os olhos, então você tem uma atriz principal forte que pode entregar o que você precisa.”

O filme não lidará com a morte trágica de Diana após sair do palácio, mas vai examinar o desgaste de seu relacionamento com o marido e seu amor feroz por seus filhos, Príncipe William e Príncipe Harry. O último casou com a atriz Meghan Markle e tomou uma decisão parecida com a da mãe quando ele era apenas uma criança.

”Eu sempre fiquei intrigado e fascinado com a Família Real e como as coisas acontecem naquela cultura, o que não temos de onde eu vim,” Larraín diz. ”Diana é um ícone tão poderoso, onde milhões e milhões de pessoas, não só mulheres, mas muitas pessoas ao redor do mundo sentiram empatia por ela em sua vida. Nós decidimos fazer uma história sobre identidade e sobre como uma mulher decide, de alguma forma, não ser rainha. Ela é uma mulher que, na jornada do filme, decide e percebe que ela quer ser a mulher que ela era antes de conhecer Charles.”

”É sobre encontrar ela mesma, sobre entender que possivelmente a coisa mais importante para ela era estar bem, e estar consigo mesma sozinha,” Larraín explicou. ”Por isso o filme se chama Spencer, que é o nome de família que ela tinha antes de conhecer Charles. É bem contido, se passa em alguns dias em Sandringham. Eles passaram o Natal lá por tantos antes e é onde ambientamos o filme, no começo dos anos 90, por volta de 1992, não somos específicos. É na véspera de Natal, Natal e um dia depois, três dias, muito contido. Nós entendemos o que ela quer e o que ela vai fazer.”

”É um roteiro energético e lindo escrito por Steven Knight, o qual o trabalho eu tenho admirado por anos. É incrível e captura o que eu sempre pensei, que é essa enorme quantidade de beleza no poder de Diana. Quando o mundo era seu palco e o que ela tinha para dizer em sua própria história e o quão forte ela poderia ser quando ela precisava se transformar em algo diferente para encontrar seu próprio caminho. É uma história romântica de uma mulher passando por tempos difíceis e que encontra a luz e a solução.”

”Ela morreu anos depois da nossa história, então não lidamos com isso,” Larraín disse. ”São somente três dias de sua vida e nesse pequeno espaço de tempo, você consegue ter uma perspectiva maior de quem ela era. Nós todos sabemos seu destino, o que aconteceu com ela, e não precisamos ir até lá. Vamos ficar nesse espaço mais íntimo onde ela podia expressar onde ela queria ir e quem ela queria ser.”

”A chave é como ela descobre durante o processo do filme que o que ela realmente precisa fazer é ser quem ela quer ser,” ele disse. ”E com isso, não significa que ela precisa estar perto de alguém, fazer parte de algo, além dela e de seus filhos. Diana era muitas coisas, mas maior do que tudo, ela era uma ótima mãe. Essa é a história de uma mulher que entende que a coisa mais importante para uma mulher em sua vida são seus filhos.”

”Nós acreditamos que esse é um filme que poderia criar interesse ao redor do planeta,” disse Larraín. ”Essa é uma mulher amada e icônica e nós temos tudo em nossa frente para fazer um lindo filme e estamos trabalhando muito para isso.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen recentemente conversou com a revista Marie Claire da Itália e falou sobre Seberg, A Cronologia da Água e mais. Confira:

Estar no centro das atenções começou a ser uma preocupação de Kristen Stewart e, ela diz, a fez entender o drama de Jean Seberg, que foi espionada por anos pelo FBI e também pela mídia: ”Eu também sou atacada frequentemente, mesmo que mais leve. Mas em um certo ponto, eu percebi que ao lidar com isso, eu projetava minhas inseguranças em outras pessoas. Se eu falasse com um amigo sobre ser um desastre, ele me dizia: por que você acha isso? E eu dizia: Porque todo mundo diz isso! Eu tinha ficado histérica, mas agora eu não dou mais atenção para certas coisas.” Além do que, não é fácil sobreviver quando sua vida pessoal e suas escolhas mais íntimas estão sempre nos holofotes: de primeira, todos queriam saber sobre seu amor por Robert Pattinson (”Somos amigos, falamos um com o outro frequentemente,” ela diz. ”Ele é uma pessoa especial e estou muito orgulhosa de seu próximo papel como o Batman.”). Agora o foco está na nova namorada, a roteirista Dylan Meyer, com quem ela mantém um relacionamento desde agosto e que, em novembro, revelou o desejo de se casar. Com o olhar mórbido que os outros possuem em sua sexualidade fluida, após se assumir em 2017, ela diz que se reconciliou recentemente: ”O problema é que, quando somos crianças, nos ensinam com quem é certo ou errado ir para a cama, e então, ao crescer, você precisa desaprender isso. Ao interpretar Jean Seberg e pensar sobre sua liberdade sexual igualmente comentada, eu finalmente parei com o julgamento moral sobre mim mesma. O escândalo é que todo mundo fala sobre isso somente quando é uma mulher e não um homem no meio.”

Não é coincidência que ela foi criticada amargamente no Twitter quando terminou com Pattinson por Donald Trump, a personificação do homem branco retrógado: ”Todos sabem o que eu penso dele,” diz Kristen, ”mas, felizmente, graças às redes sociais, as pessoas rasgaram o véu da conformidade. Por outro lado, Jean Seberg viveu em uma época onde as estrelas precisavam tranquilizar o público com seus estilos de vida.” Como a atriz de Breathless, que ajudou os Panteras Negras, Kristen não tem medo de se expor politicamente. ”Infelizmente, a América nunca esteve tão dividida quanto hoje,” ela diz, ”por causa da desigualdade sistemática. Estamos em um ponto de ruptura e eu espero que os Democratas vençam a eleição, mas eu sei que mesmo se vencerem, o país ainda vai estar destruído.” E se ela fosse candidata, em quais pontos focaria? ”Desigualdade, problemais raciais e mudanças climáticas.”

Enquanto ela fala, eu noto suas tatuagens. ”Minha mãe e meu irmão possuem seus braços completamente tatuados, mas eu sou atriz e tenho que ter moderação, por isso as mantenho apenas nos meus braços. Eu escolhi os cromossomos para celebrar minhas origens, mas foi um impulso. É por isso que elas são uma merda, mesmo que eu goste delas. Por exemplo, essa seta com Swim foi para comemorar meu primeiro curta como diretora, Come Swim.” Agora, ela está se preparando para sua estreia em um longa com A Cronologia da Água, baseado no livro autobiográfico de Lidia Yuknavitch, que, depois de ser estuprada, tentou carreira como uma nadadora antes de se render ao álcool como sua mãe. ”É a história de uma mulher que tenta lidar com a dor e a vergonha, e vive seu corpo de um jeito bizarro. Foi incrível para mim ler e encontrar o que eu realmente sou,” Stewart comenta. O tema da água retorna novamente, como no curta e em seu recente filme como atriz, Ameaça Profunda, o qual ela queria abordar porque ela diz ter muito medo. ”Coisas incríveis acontecem somente quando se está com medo e você descobre coisas sobre si mesmo que você ainda não sabia. É ridículo pensar que todo mundo está interessado nos detalhes da minha vida pessoal porque meus filmes são o bastante para me verem nua: minhas emoções mais verdadeiras são encontradas lá, porque para mim não diferença entre a vida e o cinema.” No final da conversa, eu pergunto de onde vem o desejo de ir para atrás das câmeras. Ela reflete, procura por palavras, e então me diz: ”Eu quero entrar por baixo da pele das pessoas, porque eu tentei do outro lado, e é um sentimento fantástico.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

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