Kristen Stewart falou sobre o enredo de Happiest Season em uma rápida entrevista publicada na nova edição da revista Entertainment Weekly. Além dela, a diretora Clea Duvall e os colegas de elenco Mackenzie Davis e Dan Levy também falaram um pouco sobre o filme. Confira:

É uma tarde agradável de julho em Los Angeles, mas a sala de edição de Clea DuVall está cheia de espírito natalino. A cineasta está cozinhando a mágica de inverno no corte final de sua nova comédia romântica, Happiest Season, e enquanto os enfeites habituais de uma brincadeira de feriado de fim de ano estão presentes – piadinhas de família, suéteres feios – DuVall também está montando uma revolução sazonal com o filme tornando o Yuletide super-gay.

= Youletide é como é chamado o período de festas de fim de ano.

“Estou escrevendo do meu próprio lugar da verdade e contando a história da minha perspectiva,” a atriz e diretora queer conta sobre o projeto, co-escrito com a colega de Veep, Mary Holland. Happiest Season estrela Kristen Stewart e Mackenzie Davis como Abby e Harper, um casal gay que viaja para a casa dos pais conservadores de Harper para a festa de Natal da família. Ela ainda não se assumiu para seus pais (Mary Steenburgen e Victor Garber), e a crescente pressão da identidade ameaça esfriar a conexão quente do casal.

”Eu passei Natais com parceiras cujos pais não sabiam… Eu já fui ‘a amiga’ na função familiar,” DuVall, de 43 anos, diz. O filme transmite a mensagem universal de corresponder às expectativas “matadoras” de seus parentes – apenas intensificadas pela sexualidade do casal. ”Em uma jornada como a de se assumir, você não faz ideia do que vai acontecer ou como as pessoas vão reagir, e é assustador,” DuVall explica. ”Existe uma parte da sua vida que muda quando que você se assume.”

Stewart rapidamente sentiu a importância da história. ”Eu cresci assistindo e amando filmes convencionais como este. Ver pessoas marginalizadas se amando no meio de algo que é tão padronizado foi realmente revigorante e libertador,” diz a estrela de As Panteras. ”Há uma falta de confusão e generalização que Clea traz [como mulher queer]. Eu quero que as pessoas vejam que duas garotas apaixonadas é muito divertido.”

Stewart e Davis estavam tão investidas no filme que continuaram nele após várias mudanças da data de início da produção no ano passado, permitindo que as atrizes tivessem tempo para se conhecer. ”É um jeito estranho de conhecer alguém, indo em um encontro a cada quatro meses,” diz Davis. ”Quando chegamos no set, pareceu que algo havia explodido. Eu me apaixonei.”

Essa paixão dá um tom esperançoso para o filme, rejeitando a longa história em Hollywood de terminar romances queer em tragédia. ”Há uma tendência em pessoas não-queer escrevendo o que eles acham que sabem sobre pessoas gay ou queer,” diz Dan Levy, que interpreta John, uma subversão brincalhona do “melhor amigo gay” que segue Abby até a casa de Harper para salvá-la do pesadelo natalino. Stewart adiciona: ”Você não vai assitir ao filme pensando, ‘Meu Deus, o que vai acontecer com elas? O mundo é tão assustador.’ Você já sabe. É a porra de uma comédia romântica, vai dar tudo certo. E você quer ver como. É um alívio permitir-se respirar assim. É um novo sentimento.”

Estrear um filme com temas de intimidade durante uma pandemia também é território desconhecido. Muitos cinemas pelo país continuam fechados, mas DuVall está otimista sobre o lançamento de Happiest Season, saboreando a importância de mostrar duas mulheres se beijando sob o visco em um gênero tradicionalmente mergulhado nas comemorações de natal com héteros.

”Nós estamos todos separados e não podemos ver ou abraçar nossos amigos, então assistir essas pessoas se conectarem é emocionante,” DuVall diz direto de sua área de edição isolada, com um toque de ansiedade em sua voz. ”É uma história muito humana, e nós estamos sendo confrontados com humanidade agora. Tenho gostado de ver compaixão e empatia modelados nas telas. Nós todos precisamos desse tipo de abraço.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Durante os bastidores de sua sessão de fotos para a capa de novembro da revista InStyle, Kristen Stewart respondeu cartas de fãs que foram pré-selecionadas pela revista. Confira abaixo o vídeo legendado por nossa equipe:

Divulgando seu novo filme, Kristen Stewart foi fotografada para a revista americana InStyle para a capa e recheio da edição de novembro. Em uma entrevista descontraída, Kristen fala sobre a vida na quarentena, sobre se encontrar e, claro, Happiest Season. A entrevista foi feita pela diretora do filme, Clea DuVall, através do Zoom. Além da sessão de fotos e entrevista, Kristen também participou de um vídeo respondendo perguntas de fãs. Confira tudo isso abaixo:

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Clea DuVall: Sinto que estou encontrando um membro da família que não vejo há muito tempo. Estou tipo, “Olha o seu cabelo. Você está tão saudável.”
Kristen Stewart: Amo que estamos fazendo desse jeito, também. Essa é a minha terceira chamada no Zoom desde sempre.
CD: Eu ligaria para você no Zoom o tempo todo, mas acho que todo mundo odeia o Zoom agora.
KS: Eu gosto. É legal porque o artigo não vai ser ”Nós fomos até um café na vizinhança dela e ela pediu uma bebida. Há uma tensão. Ela quer estar aqui?” [Risos]
CD: Foi algo que eu disse? [Risos] Você completou 30 anos durante a quarentena. Como foi ter um grande aniversário nessa época?
KS: Eu acordei naquele dia [9 de abril] e fiquei tipo, ”Você precisa se recompor.” Eu estava bebendo muito no começo da pandemia, então eu parei de beber e fumar. Estou envergonhada porque soa muito cliché, mas é a verdade.
CD: Como você tem passado seu tempo na quarentena?
KS: Eu estive escrevendo Chronology [adaptação do livro Chronology of Water, de Lidia Yuknavitch, que Stewart também está dirigindo] por um bom tempo. Já está feito. E eu tenho três outros projetos que estive pensando, mas nunca toquei. Pela primeira vez eles tiveram um grande avanço.
CD: Como é um dia normal para você agora?
KS: Eu passeio com os meus cachorros e saio com pessoas. Me sinto horrível sobre o estado do mundo, então estou doando dinheiro – mas não estou indo em protestos, e me sinto estranha com isso. Sou uma otimista frustrada. Estou sempre pensando, ”Não pode ficar pior que isso.”
CD: Nós fizemos Happiest Season antes da pandemia. Mary Holland e eu escrevemos essa história porque eu queria algo que representasse uma experiência que eu não tinha visto, que era algo próximo à minha própria. O que você pensou quando leu o roteiro?
KS: Ele lida com coisas muito comoventes que, para mim, são extremamente emocionantes e que dão gatilho – apesar de agora a palavra “gatilho” me dar mais gatilho do que qualquer coisa no mundo [risos]. Mas o filme é tão engraçado e fofo, e eu amei o casal. Me senti protetora com as duas de jeitos diferentes porque já estive de ambos os lados dessa dinâmica onde uma está tendo dificuldade em reconhecer quem ela é e a outra pessoa é mais tolerante consigo mesma. Eu cheguei nos aspectos mais complicados de mim mesma um pouco depois. Nunca senti uma vergonha imensa, mas também não sou muito distante da história, então devo tê-la de uma forma escondida.
CD: Sim.
KS: Não quero engrandecer minha própria dor, porque eu sei que a dor de outros tem sido muito maior. Há coisas que machucam constantemente vivendo nesse mundo como uma pessoa queer. De qualquer forma, eu li o roteiro e não acreditei que um estúdio estava fazendo isso.
CD: Foi sua própria experiência que te levou ao filme?
KS: Sim. Na primeira vez em que namorei uma menina, me perguntaram imediatamente se eu era lésbica. E é tipo, ”Meu Deus, eu tenho 21 anos.” Sinto que talvez algumas coisas machucaram pessoas com quem me relacionei. Não porque me senti envergonhada de ser abertamente gay mas porque eu não gostava de me exibir para o público, de certo modo. Parecia um roubo. Era uma época onde eu estava cautelosa. Mesmo nos meus relacionamentos anteriores, que eram héteros, nós fazíamos tudo o que podíamos para não sermos fotografados fazendo coisas – coisas que não se tornariam mais nossas. Então, acho que adicionou a pressão de representar um grupo de pessoas, de representar essa queerness, que era algo que eu não entendia na época. Só agora consigo ver. Olhando em retrospecto, eu posso dizer que tenho experiência com essa história. Mas naquela época eu teria ficado, ”Não, estou bem. Meus pais estão bem com isso. Tudo está bem.” É mentira. Tem sido difícil. Tem sido estranho. É desse jeito para todo mundo.
CD: E com 21 anos, você tinha pessoas escrevendo artigos sobre você, te seguindo, e tentando te conhecer quando nem você conseguiu completamente ainda. Posso imaginar que isso fazia você subir todos os muros que pudesse.
KS: Sim. E isso afeta minha família e outras pessoas. E eles possuem suas próprias experiências que adicionam na conversa.
CD: Alguma coisa se destaca como algo que você realmente gostou fazendo esse filme? Além de trabalhar comigo, obviamente. [Risos]
KS: Eu não poderia ter pedido uma parceira melhor do que a Mackenzie. Esse casal precisava ser duas pessoas que você realmente gostasse e se inspirasse. Então, tínhamos que ter certeza disso – mesmo que seja um filme sobre alguém que está se aceitando. Tínhamos a responsabilidade de não ser fofinhas. É tipo, ”Não, sabemos o que estamos fazendo e tudo bem. E agora, por favor, todos fiquem confortáveis com isso.”
CD: Sendo uma pessoa queer e interpretando uma personagem gay, você sente que existe uma expectativa para ser uma porta-voz para a comunidade?
KS: Sentia mais quando era mais nova, quando estava sendo encurralada para me rotular. Eu não tinha nenhuma reserva em mostrar que meu era. Estava saindo todo dia sabendo que eu seria fotografada enquanto estivesse sendo carinhosa com a minha namorada, mas eu não queria falar sobre isso. Eu sentia uma enorme pressão, mas não era posta em mim pela comunidade LGBTQ+. As pessoas estavam vendo as fotos e lendo artigos e falando, ”Oh, bom, preciso me exibir.” Eu era uma criança e me sentir pessoalmente afrontada. Agora eu gosto disso. Amo a ideia de que qualquer coisa que eu faço com facilidade passa para alguém que está com dificuldades. Isso é muito legal! Quando vejo uma criança pequena se sentindo de um jeito que eu não teria me sentido na minha infância, fico com vontade de pular.
CD: Esse é um ano de eleição. O quão ativa politicamente é você? Você falou mais cedo sobre fazer doações e o relacionamento complicado com como ser engajada. As pessoas precisam votar.
KS: As pessoas precisam votar.
CD: O quanto você lê as notícias?
KS: Eu leio as notícias todos os dias, mas não fico fixada nisso. Eu tenho amigos que não param e isso é tudo o que eles falam. Não estou dizendo que não quero confrontar essas coisas. Mas em termos do quão envolvida estou, nunca fui o rosto de nada. Eu nem tenho um Instagram público. Realmente gosto de apoiar pessoas que já estão fazendo isso há anos.
CD: Foi uma escolha consciente ficar fora das redes sociais?
KS: É tão natural para mim. Nunca foi uma questão. Nunca fiquei tipo, ”Eu deveria criar um?” Sempre foi, “ “Não, meu Deus.” [Risos]
CD: Como alguém que se tornou uma estrela tão jovem, você sente que cresceu consigo mesma?
KS: Agora estamos tendo essa conversa muito boa porque eu não estou pensando no fato de que estou falando com milhões de pessoas. Mas quando eu era mais nova, eu não conseguia superar essa ideia. Eu estava tão atolada com tudo que eu não conseguia nem apresentar uma versão honesta de mim mesma. Isso me frustrava porque continuava a ficar no meu caminho. Agora que sou mais velha, não tenho tanto medo de errar.
CD: Posso imaginar que a pressão de carregar uma franquia enorme como Crepúsculo quando você era tão jovem possa ter sido extremamente intensa.
KS: Eu era uma criança. Definitivamente nunca fiquei, ”OK, eu tenho essa franquia enorme nas minhas costas.” Essa é uma perspectiva de quem está de fora, que é uma que só posso compartilhar com você agora. Na época, eu não fazia ideia.
CD: E como atriz?
KS: Eu sou uma artista muito confessional. Definitivamente gosto do meu trabalho o mais pessoal possível. Nas primeiras vezes em que interpretei personagens queer, eu não era abertamente queer ainda. Sou atraída por histórias e pessoas por uma razão e acho que, por isso, eu represento o que defendo. Eu penso que é importante assumirmos papéis diferentes e nos colocarmos no lugar de outras pessoas para podermos realmente nos expandir, embora nunca ocupar o espaço das pessoas que deveriam estar contando suas próprias histórias.
CD: Você já está se preparando para interpretar a Princesa Diana?
KS: Nós não vamos começar a filmar até metade de janeiro. O sotaque é muito intimidador porque as pessoas conhecem aquela voz, e é tão, tão distinta e particular. Estou trabalhando nisso agora e já tenho meu professor de dialeto. Em termos de pesquisa, já li duas biografias e meia, e estou terminando todo o material antes de realmente começar o filme. É uma das histórias mais tristes que existem, e eu não quero somente interpretar a Diana – quero conhecê-la completamente. Falando nisso, não estive tão animada por um papel há um bom tempo.
CD: Vou mudar um pouco o assunto porque essa é uma revista de moda e você sabe que eu sou um cabideiro. Você sente falta de se arrumar para o trabalho e aparecer em tapetes vermelhos?
KS: Foi muito divertido fotografar para essa capa, na verdade. Eu não via minha equipe há tanto tempo e gosto muito da fotógrafa Olivia Malone. Realmente me lembrou do quanto eu amo isso. Acho que é fácil confundir certas coisas que eu tenho aversão, como por exemplo, ”Oh, ela não gosta de tirar foto o tempo todo.” Tipo, ”Sim, não constantemente.” Mas amo fazer arte com meus amigos. Isso definitivamente me dá energia. É divertido. Mas sobre me arrumar e sair, a pressão disso pode ser boba. Eu fico nervosa antes de sair, não porque fico com medo mas porque é tipo, ”Oh Deus, o que mais pode estar na moda?”
CD: Se arrumar para tapetes vermelhos parece tão difícil – há sempre um relógio e muitas pessoas em volta. Você tem alguma roupa pronta no seu guarda roupa?
KS: Geralmente, eu sou uma pessoa muito uniforme. Por algumas semanas, eu estava me vestindo todas as manhãs como se eu tivesse algum lugar para ir. Me fazia me sentir melhor. Houve um período que eu só queria usar coisas que combinavam. Tenho um terno de estampa de leopardo que é realmente divertido de usar em casa. Então, usamos conjuntos e ternos. E então esses robes de seda. Meu pai costumava usar um robe pela casa e era muito grande. Eu sou pequena, então se eu usar um robe bufante, parece muito sem graça. A razão pela qual eu não gostava de robes era que eu me sentia boba e pequena, e eu não gosto de me sentir boba e pequena.
CD: Eu sei disso sobre você.
KS: Basicamente, tenho evitado usar jeans e camisetas. Dentro dos limites da minha própria casa, é claro.
CD: Você é o rosto da Chanel, então presumo que você tenha muitas peças no seu guarda roupa.
KS: Realmente, eu tenho. Eu mantenho todas as minhas coisas da Chanel juntas. Algumas vezes passo por lá. Minha jaqueta preta está lá. Tenho algumas bolsas que são realmente clássicas. Mas eu tenho muitas coisas que uma pessoa mais ousada e descolada usaria. Talvez, se eu tiver filhos, eles digam ”Por que você não está usando essa coisa incrível?” Talvez alguém apareça e use meu guarda roupa.
CD: Então, fizemos um filme de Natal, como você sabe. Você tem alguma ideia do que vai fazer no fim desse ano?
KS: Eu geralmente vou para casa e fico com a minha família. Na manhã de Natal, eu como comida tailandesa porque moro perto de Thai Town, é o único lugar aberto e é incrível. Comida tailandesa de manhã é realmente divertido antes de tudo começar. Você fica tipo, ”Hoje vai ser um espetáculo de merda. Vai ser realmente irritante.” Eu amo minha família e amo o Natal, mas obviamente é demais. Então eu criei essa pequena tradição para mim. Acho que não vou conseguir ir para casa nesse ano. Vou estar na Europa me preparando para Spencer.
CD: Já que o título do nosso filme é Happiest Season, quem ou o que te faz mais feliz agora?
KS: Eu realmente acordo feliz. Me sinto muito abençoada. Eu amo meus amigos e minha família. Sou uma filha da puta feliz.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

As eleições dos Estados Unidos estão se aproximando e celebridades que possuem uma grande influência estão usando suas vozes para encorajar os fãs a votarem. Kristen Stewart pegou a conta de sua namorada, Dylan Meyer, emprestada para enviar sua mensagem para seus fãs e também se aliou ao When We All Vote, enviando um vídeo para a conta falando sobre como os estadunidenses podem se registrar para votar. Confira abaixo:

“Para quem precisa liberar um pouco de agressividade hoje… é dia nacional de se registrar para VOTAR.
Eu nunca faço isso mas para quem ainda não se registrou para votar por favor pegue essa oportunidade para ser OUVIDO. E não se sentir sem esperança. Eu estou votando porque EU QUERO acreditar no nosso país. Porque eu acredito no aquecimento global. Eu acredito no racismo sistêmico. Eu acredito na liberdade de expressão e de reunião. Eu acredito no controle de armas. Eu acredito que as mulheres possuem o direito de fazer escolhas para seus próprios corpos. Eu acredito que as pessoas possuem o direito de viver e amar e se identificar como seus corações quiserem sem medo. Eu acredito que as pessoas se importam umas com as outras. Então tente ter uma ótima terça-feira e vote pelas suas vidas.”

Um ano atrás, Kristen Stewart esteve na Suíça para participar do festival de cinema de Zurique onde Seberg Contra Todos estava em exibição. O filme foi lançado oficialmente no país neste mês e algumas entrevistas da época estão começando a sair. Abaixo, Kristen fala sobre o filme e sua carreira. Confira:

Uma pausa coletiva na frente da porta: Kristen Stewart aparece, entra no salão, senta em uma pequena mesa, uma fresta na porta permanece aberta. Especialistas em beleza começam a trabalhar em seu cabelo e lábios. Então, me pedem para entrar novamente. Eu começo a gravar e Stewart me pergunta se pode encher meu copo de água. ”Obrigada!” – “De nada!” Ela cruza as pernas, um gesto que não vai durar pelos próximos 15 minutos.

Você já esteve na Suíça para filma Acima das Nuvens em 2014. Do que você se lembra?
Bom, estávamos filmando nas montanhas, me senti muito isolada. Minhas impressões então foram primeiramente natureza e Juliette Binoche, então foram impressões muito fortes (risos). Estávamos no meio do nada, mas foi fantástico.

Dizem que você queria fazer compras na época, mas disseram que não seria possível.
Uh, não sei do que está falando… espera! É porque todas as lojas na Suíça estão fechadas nos domingos, certo? Bom, isso gera frustração entre os americanos.

Você é a única atriz americana até hoje a ter um César por Acima das Nuvens. O que isso significa para você?
Fico honrada com o prêmio, mas eu não poderia dizer que meu conhecimento no cinema europeu é particularmente grande. Fico fascinada com a filosofia por trás desses filmes, os aspectos culturais, e me sinto atraída por essa complacência na Europa, onde você pode e quer se desprender das restrições da indústria cinematográfica e do entretenimento.

Em contraste com filmes mais comerciais como Crepúsculo?
Sim, no entanto, se você usar filmes comerciais para seu próprio benefício, é uma das coisas mais legais que você pode fazer. No entanto, meus favoritos são filmes independentes americanos.

Falando nisso, antes de se tornar uma estrela com Crepúsculo, você atuou ao lado de Eddie Redmayne, que também era desconhecido na época, em ‘O Lenço Amarelo’, produzido pelo suíço Arthur Cohn. O quão importante foi esse filme para sua carreira?
Oh, não penso nesse há um bom tempo. Houve um tempo onde eu estava fazendo um filme atrás do outro, trabalhos pequenos que também contavam com Robert De Niro ou Sean Penn que, com um pouco de sorte, eram exibidos no Sundance. Quando eu penso em ‘O Lenço Amarelo’, é uma época onde eu não tinha que responder perguntas sobre a trajetória da minha carreira. Eu só fazia os filmes e via o que acontecia. Ainda estou tentando fazer isso hoje em dia.

Mas hoje você é uma estrela. E assim como Jean Seberg antigamente, você raramente mede suas palavras. Como você se protege de ser caçada?
Jean Seberg foi atacada de um jeito muito especial, o que era incomum na época. Para comparar: faço cara feia para as formas que vigiamos uns aos outros hoje em dia, mas eu nunca vi uma perseguição de carro como a que Jean enfrentou com o FBI – foi abusiva e ilegal. Eu não tenho medo de ficar perdida como ela no final de sua vida. Por outro lado, tenho medo porque você pode arruinar as coisas muito mais rápido hoje em dia do que nos anos sessenta.

É por isso que você não está presente nas redes sociais?
Vamos colocar desse jeito: Estou feliz em compartilhar minha vida com os outros fazendo filmes. É um grande parque de diversões para me expressar e revelar os detalhes mais íntimos da minha existência por lá. Não preciso de Twitter ou Facebook, mas entendo que é importante para outras pessoas se comunicarem.

Você preferiria viver nos anos sessenta se pudesse?
Não. É um privilégio viver em um tempo moderno e me comunicar por meios modernos, também. Por exemplo, é possível olhar para todos os tipos de mentiras e nomeá-las assim. Jean Seberg não tinha essas opções, porque tudo acontecia por trás dos panos antigamente. Havia uma calma enganosa, o que a levou à loucura, saindo do país e nunca mais voltando.

Você deixaria o seu país?
Não, ainda acredito na mudança dos Estados Unidos.

Jean Seberg também acreditava na mudança. O que você tem em comum com ela?
Ela era tão tangível em tudo o que ela fazia. Isso tornou fácil a empatia por ela. Foi mais difícil porque eu quase não tinha nenhuma fonte disponível, não há muitos vídeos pessoais. Então, eu não sabia como ela entrava em um lugar quando ela era completamente casual. Nesse sentido, o filme é uma ideia imaginária do que poderia ter sido a Jean Seberg. Não há como realmente saber.

Você pode descrever como conseguiu a vivacidade de Jean Seberg no filme?
É sempre uma mistura de medo e adrenalina que me levam para papéis assim. Se tenho que imitar alguém como Jean, eu primeiramente penso que definitivamente não sou eu. E em contraste a ela, eu tenho uma voz muito profunda. O diretor Benedict Andrews me aconselhou a falar um oitavo mais alto. Isso me ajudou. Em adição a isso, eu a admiro por sua maneira generosa e firme.

O que isso tem a ver com o seu papel?
Eu prefiro pensar duas vezes antes de falar qualquer coisa. Jean Seberg era exatamente o oposto. Ela era incrivelmente aberta. Mas quando eu finalmente estou no set, eu preciso empurrar todos esses pensamentos para entrar no papel. Se funcionar, se eu conseguir combinar coisas que são ambos familiares e completamente estranhas para mim, então é assustador de primeira. E então é ótimo.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Na manhã de hoje (02), a revista PEOPLE divulgou as primeiras fotos de Happiest Season, comédia romântica de Natal com Kristen Stewart e Mackenzie Davis. Kristen e a diretora, Clea DuVall, ainda fizeram alguns comentários sobre o filme para a revista. Confira:

FILMES > HAPPIEST SEASON > IMAGENS OFICIAIS > STILLS

Kristen Stewart e Mackenzie Davis estão prestes a tornar o fim de ano mais engraçado.

A estrela de As Panteras e Crepúsculo e a atriz de O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio estrelam em Happiest Season, uma comédia romântica de Natal com uma história de amor lésbica.

O filme, chegando aos cinemas norte-americanos em 25 de novembro, foi co-escrito e dirigido pela atriz de Veep, Clea DuVall, que diz que esses tipos de histórias de fim de ano estão atrasados.

”Sou uma grande fã de filmes de Natal, mas nunca vi minha história ser representada,” diz DuVall, que estrelou como Marjorie, uma agente do serviço secreto, em Veep. ”Happiest Season pareceu uma ótima oportunidade de contar uma história universal de uma nova perspectiva.”

Stewart concorda. ”Eu acho que desejei ver uma comédia romântica gay de Natal durante toda a minha vida,” ela diz para a PEOPLE. ”Estou muito feliz e orgulhosa da Clea por trazer isso para o mundo.”

Stewart adiciona que o estresse de estar próximo da família é algo que todos que vão para casa no final de ano podem se relacionar, independente da sexualidade. ”Eu amo quando um filme de Natal faz você desejar a ideia de lar, mas também mostra o quão hilário e difícil a realidade em casa pode ser algumas vezes,”

Happiest Season segue a história de Abby (Stewart) que planeja pedir sua namorada, Harper, em casamento enquanto participa das festas de fim de ano da família de Harper, somente para descobrir que sua namorada ainda não se assumiu para seus pais conservadores.

O filme também tem Mary Steenburgen, Victor Garber, Alison Brie, Aubrey Plaza, Dan Levy e – a co-escritora do filme e colega de elenco de DuVall em Veep – Mary Holland.

DuVall e Stewart dizem que o filme foi incrivelmente divertido de filmar. ”Talvez eu seja suspeita para falar, mas esse foi um dos mais divertidos sets de filme em que já estive,” DuVall diz. ”Desde o elenco até a equipe, todos apareciam com muita animação e energia e isso alegrava meus dias.”

Stewart adiciona, ”Nós não poderíamos ter um grupo de estranhos mais amoroso e melhor do que esse apoiando um ao outro. Me diverti muito.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

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