Kristen Stewart dirigiu um novo curta para a coleção de Pablo Larraín, o diretor de seu novo projeto como a Princesa Diana, Spencer, para a Netflix, chamada Homemade. A coleção estará disponível no catálogo mundial do serviço de streaming a partir do dia 30 de junho. Confira detalhes:

O diretor de Jackie, Pablo Larraín, poderá dirigir Kristen Stewart em Spencer, mas o par irá colaborar primeiro em uma nova coleção de curtas para a Netflix.

Filmado durante a pandemia de COVID-19 e em vários estados do isolamento global, Feito em Casa une 17 cineastas em uma coleção de curtas – disponível para assistir individualmente como curtas de cinco a sete minutos ou como um longa metragem – que captura a experiência compartilhada da quarentena. O projeto é comandado por Larraín, seu irmão e parceiro criativo Juan de Dios Larraín pelo banner da produtora dos dois, Fabula, e Lorenzo Mieli, CEO da empresa italiana The Apartment, com Feito em Casa sendo seu projeto inaugural.

A estrela de Personal Shopper e As Panteras, Kristen Stewart, marca sua sequência ao seu curta de 2017, Come Swim, com outro filmado em Los Angeles. Enquanto isso, Maggie Gyllenhaal contribui com um filme feito em Vermont.

Outros diretores incluem Paolo Sorrentino (“A Grande Beleza”) em Roma, Itália; Ladj Ly (“Os Miseráveis”) em Clichy Montfermeil, França; Rachel Morrison (“Pantera Negra”) em Los Angeles, Estados Unidos; Naomi Kawase (“True Mothers”) em Nara, Japão; Nadine Labaki e Khaled Mouzanar (“Cafarnaum”) em Beirut, Líbano; Gurdiner Chadha (“A Música da Minha Vida”) em Londres, Inglaterra; e Ana Lily Amirpour (“Garota Sombria Caminha pela Noite”).

“Pela primeira vez em nossas carreiras, isso não foi sobre dinheiro, agências, advogados ou a estrutura de Hollywood,” disse Juan de Dios para a Variety. “Essa foi uma simples ideia de transmitir uma mensagem em cinco ou sete minutos, e a ideia era mandar essa mensagem sem pressão; foi totalmente aberto. Nós só pedimos para que a classificação de todos os filmes fosse livre, e não somente para o público mais velho.”

Pablo Larraín nota que a mensagem em Feito em Casa é sobre “adversidade e sobre como somos todos de diferentes países, culturas e circunstâncias, mas por um momento único de humanidade, estamos todos compartilhando uma circunstância muito similar em contextos diferentes.”

Baseado em Santiago, no Chile, o diretor nota que a experiência do coronavírus continua a variar ao redor do mundo. O Chile viveu seus “pior momento da pandemia” na segunda-feira, de acordo com Larraín, enquanto na Europa há progresso apesar do medo de uma segunda onda. “Estamos passando por situações diferentes, mas há muitas coisas que temos em comum. Esse foi o coração do projeto e a dificuldade que enfrentamos.”

Os diretores foram instruídos a usar somente equipamentos encontrados em casa, com o foco sendo o trabalho em casa – o filme de Pablo Larraín, por exemplo, foca em uma conversa pelo Zoom – até meditações narrativas sobre um momento inédito na história.

Os detalhes de cada filme permanecem em segredo, mas o filme de Gyllenhaal – que estrela seu parceiro, o ator Peter Sarsgaard – irá “surpreender o mundo inteiro,” promete Pablo Larraín. “Todos os curtas possuem algo especial, mas o da Maggie é muito particular.”

“Cada diretor fez uma coisa completamente diferente,” explica Teresa Moneo, diretora de filmes originais da Netflix. “Nós os colocamos juntos tematicamente. Alguns são histórias claramente pessoais e outras são mais narrações, fantasias ou comédias. Nós tentamos dar a eles algum tipo de organização para que eles fossem arrumados tematicamente.”

A executiva admite que foi uma corrida contra o tempo para garantir que o conceito – concebido coletivamente em março por Mieli e os irmãos Larraín e então apresentado para a Netflix – ainda estivesse oportuno na estreia.

Foi trabalho intenso, diz Moneo. “Intenso no sentido de que estava acontecendo ao vivo, em frente aos nossos olhos, então nós tivemos que juntar forças rapidamente para ter certeza de que teríamos isso em uma época onde fazia sentido sair,” ela adiciona.

“Foi uma aliança entre todos os nossos grupos na Netflix para ter certeza de que tudo estará com legendas, e que todos os possíveis problemas técnicos estejam fora do caminho.”

Pablo Larraín descreve a experiência de Feito em Casa como “um festival de filmes muito estranho, bonito e único” onde vozes diferentes se reuniram para contar uma história em um “exercício mundial”. Mieli destaca mais profundamente que o projeto mostra “uma variedade de coisas ao redor do mundo, feitas em exatamente nas mesmas condições, ao mesmo tempo.”

Feito em Casa estreia na Netflix no dia 30 de junho, e uma doação em homenagem a cada cineasta será feita do Hardship Fund da Netflix a terceiros e grupos sem fins lucrativos fornecendo ajuda emergencial para atores e equipes desempregados.

Fonte

Tivemos acesso às notas de produção da coleção e traduzimos o que a Kristen comentou sobre o projeto:

“A arte nascida da restrição tem um jeito de se tornar uma maneira surpreendente e cósmica, e os curtas por natureza não precisam obedecer a nenhuma regra que realmente abra a ideia do que um filme pode fazer. Fiquei muito grata por essa ideia e muito livre. Foi um grande presente ser encorajada a criar algo com esse vazio estranho. Espero que esta série inspire as pessoas a fazerem o mesmo.”

Kristen Stewart foi escalada para interpretar a icônica Princesa Diana no filme Spencer do diretor Pablo Larraín. O drama se passa durante três dias no início dos anos 90, quando Diana decide que seu relacionamento com o Príncipe Charles não está dando mais certo. Saiba mais informações:

Pablo Larraín irá dirigir e Kristen Stewart interpreter a Princesa Diana em Spencer, um drama que está se tornando um dos projetos quentes no mercado virtual de Cannes. O filme roteirizado por Steven Knight cobre um fim de semana decisivo no início dos anos 90, quando Diana decidiu que seu casamento com o Príncipe Charles não estava mais funcionando, e que ela precisava desviar de um caminho que a colocaria em sucessão para um dia ser rainha. O drama acontece em três dias, em um de seus últimos feriados de Natal na Casa de Windsor em Norfolk, Inglaterra. A produção é esperada para o começo de 2021.

O filme será produzido por Larraín, diretor de filmes que incluem Jackie e Neruda, junto com o parceiro Juan de Dios, Jonas Dornbach, Janine Jackowski e Paul Webster. Os trabalhos de Knight incluem Senhores do Crime, Peaky Blinders, Locke e A 100 Passos de um Sonho.

Por crescer no Chile, Larraín não era tão obcecado como muitos no casamento de conto de fadas de Diana e Charles, ou a cobertura sem fim durante o desgaste de sua união de alto nível pelas pressões da fama e da coroa. Mas ele cresceu lendo contos de fadas e vê isso como a antítese desse tropo.

”Todos nós crescemos, pelo menos eu cresci na minha geração, lendo e entendendo o que eram os contos de fadas,” Larraín contou para o Deadline. ”Geralmente, o príncipe chega e encontra a princesa, a convida a ser sua esposa e eventualmente ela se torna rainha. Esse é o conto de fadas. Quando alguém decide não ser rainha e diz ‘Eu prefiro ser eu mesma’, é uma decisão enorme, um conto de fadas virado de cabeça para baixo. Eu sempre fiquei muito surpreso com isso e penso que deve ter sido algo muito difícil de fazer. Esse é o coração do filme.”

”Como e por que você decide fazer isso? É uma ótima história universal que pode alcançar milhões e milhões de pessoas, e é isso que queremos fazer. Queremos fazer um filme que vá longe, que conecte o público do mundo inteiro que está interessado em uma vida tão fascinante.”

Stewart é uma escolha intrigante para interpretar Diana. Ela sabe o gosto de viver em um aquário da fama quando ela estrelou os filmes da Saga Crepúsculo, com a imprensa vigiando todos os seus movimentos em uma idade tão jovem. Ela rejeitou essa persona e se reinventou como uma das atrizes mais interessantes e imprevisíveis trabalhando principalmente em filmes independentes. Agora ela irá interpretar uma das mulheres mais famosas do mundo em seu grande momento de crise existencial.

”Kristen é uma das melhores atrizes atualmente,” disse Larraín. ”Para fazer isso do jeito certo, você precisa de algo muito importante no cinema, que é mistério. Kristen pode ser muitas coisas, e ela pode ser muito misteriosa, muito frágil e muito forte também, o que é o que precisamos. A combinação desses elementos me fez pensar nela. O jeito que ela respondeu ao roteiro e como ela está abordando a personagem, é algo muito bonito de ver. Eu acho que ela vai fazer algo deslumbrante e intrigante ao mesmo tempo. Ela é uma força da natureza.”

”Eu vi filmes da Kristen que são tão diversos, o que é incrível, e mostram camadas diferentes e sua diversidade e força como atriz,” ele disse. ”Estamos muito felizes em tê-la, ela é muito dedicada. Como cineasta, quando você tem alguém que pode carregar um peso tão grande, em questões dramáticas e de narrativa, só com os olhos, então você tem uma atriz principal forte que pode entregar o que você precisa.”

O filme não lidará com a morte trágica de Diana após sair do palácio, mas vai examinar o desgaste de seu relacionamento com o marido e seu amor feroz por seus filhos, Príncipe William e Príncipe Harry. O último casou com a atriz Meghan Markle e tomou uma decisão parecida com a da mãe quando ele era apenas uma criança.

”Eu sempre fiquei intrigado e fascinado com a Família Real e como as coisas acontecem naquela cultura, o que não temos de onde eu vim,” Larraín diz. ”Diana é um ícone tão poderoso, onde milhões e milhões de pessoas, não só mulheres, mas muitas pessoas ao redor do mundo sentiram empatia por ela em sua vida. Nós decidimos fazer uma história sobre identidade e sobre como uma mulher decide, de alguma forma, não ser rainha. Ela é uma mulher que, na jornada do filme, decide e percebe que ela quer ser a mulher que ela era antes de conhecer Charles.”

”É sobre encontrar ela mesma, sobre entender que possivelmente a coisa mais importante para ela era estar bem, e estar consigo mesma sozinha,” Larraín explicou. ”Por isso o filme se chama Spencer, que é o nome de família que ela tinha antes de conhecer Charles. É bem contido, se passa em alguns dias em Sandringham. Eles passaram o Natal lá por tantos antes e é onde ambientamos o filme, no começo dos anos 90, por volta de 1992, não somos específicos. É na véspera de Natal, Natal e um dia depois, três dias, muito contido. Nós entendemos o que ela quer e o que ela vai fazer.”

”É um roteiro energético e lindo escrito por Steven Knight, o qual o trabalho eu tenho admirado por anos. É incrível e captura o que eu sempre pensei, que é essa enorme quantidade de beleza no poder de Diana. Quando o mundo era seu palco e o que ela tinha para dizer em sua própria história e o quão forte ela poderia ser quando ela precisava se transformar em algo diferente para encontrar seu próprio caminho. É uma história romântica de uma mulher passando por tempos difíceis e que encontra a luz e a solução.”

”Ela morreu anos depois da nossa história, então não lidamos com isso,” Larraín disse. ”São somente três dias de sua vida e nesse pequeno espaço de tempo, você consegue ter uma perspectiva maior de quem ela era. Nós todos sabemos seu destino, o que aconteceu com ela, e não precisamos ir até lá. Vamos ficar nesse espaço mais íntimo onde ela podia expressar onde ela queria ir e quem ela queria ser.”

”A chave é como ela descobre durante o processo do filme que o que ela realmente precisa fazer é ser quem ela quer ser,” ele disse. ”E com isso, não significa que ela precisa estar perto de alguém, fazer parte de algo, além dela e de seus filhos. Diana era muitas coisas, mas maior do que tudo, ela era uma ótima mãe. Essa é a história de uma mulher que entende que a coisa mais importante para uma mulher em sua vida são seus filhos.”

”Nós acreditamos que esse é um filme que poderia criar interesse ao redor do planeta,” disse Larraín. ”Essa é uma mulher amada e icônica e nós temos tudo em nossa frente para fazer um lindo filme e estamos trabalhando muito para isso.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen recentemente conversou com a revista Marie Claire da Itália e falou sobre Seberg, A Cronologia da Água e mais. Confira:

Estar no centro das atenções começou a ser uma preocupação de Kristen Stewart e, ela diz, a fez entender o drama de Jean Seberg, que foi espionada por anos pelo FBI e também pela mídia: ”Eu também sou atacada frequentemente, mesmo que mais leve. Mas em um certo ponto, eu percebi que ao lidar com isso, eu projetava minhas inseguranças em outras pessoas. Se eu falasse com um amigo sobre ser um desastre, ele me dizia: por que você acha isso? E eu dizia: Porque todo mundo diz isso! Eu tinha ficado histérica, mas agora eu não dou mais atenção para certas coisas.” Além do que, não é fácil sobreviver quando sua vida pessoal e suas escolhas mais íntimas estão sempre nos holofotes: de primeira, todos queriam saber sobre seu amor por Robert Pattinson (”Somos amigos, falamos um com o outro frequentemente,” ela diz. ”Ele é uma pessoa especial e estou muito orgulhosa de seu próximo papel como o Batman.”). Agora o foco está na nova namorada, a roteirista Dylan Meyer, com quem ela mantém um relacionamento desde agosto e que, em novembro, revelou o desejo de se casar. Com o olhar mórbido que os outros possuem em sua sexualidade fluida, após se assumir em 2017, ela diz que se reconciliou recentemente: ”O problema é que, quando somos crianças, nos ensinam com quem é certo ou errado ir para a cama, e então, ao crescer, você precisa desaprender isso. Ao interpretar Jean Seberg e pensar sobre sua liberdade sexual igualmente comentada, eu finalmente parei com o julgamento moral sobre mim mesma. O escândalo é que todo mundo fala sobre isso somente quando é uma mulher e não um homem no meio.”

Não é coincidência que ela foi criticada amargamente no Twitter quando terminou com Pattinson por Donald Trump, a personificação do homem branco retrógado: ”Todos sabem o que eu penso dele,” diz Kristen, ”mas, felizmente, graças às redes sociais, as pessoas rasgaram o véu da conformidade. Por outro lado, Jean Seberg viveu em uma época onde as estrelas precisavam tranquilizar o público com seus estilos de vida.” Como a atriz de Breathless, que ajudou os Panteras Negras, Kristen não tem medo de se expor politicamente. ”Infelizmente, a América nunca esteve tão dividida quanto hoje,” ela diz, ”por causa da desigualdade sistemática. Estamos em um ponto de ruptura e eu espero que os Democratas vençam a eleição, mas eu sei que mesmo se vencerem, o país ainda vai estar destruído.” E se ela fosse candidata, em quais pontos focaria? ”Desigualdade, problemais raciais e mudanças climáticas.”

Enquanto ela fala, eu noto suas tatuagens. ”Minha mãe e meu irmão possuem seus braços completamente tatuados, mas eu sou atriz e tenho que ter moderação, por isso as mantenho apenas nos meus braços. Eu escolhi os cromossomos para celebrar minhas origens, mas foi um impulso. É por isso que elas são uma merda, mesmo que eu goste delas. Por exemplo, essa seta com Swim foi para comemorar meu primeiro curta como diretora, Come Swim.” Agora, ela está se preparando para sua estreia em um longa com A Cronologia da Água, baseado no livro autobiográfico de Lidia Yuknavitch, que, depois de ser estuprada, tentou carreira como uma nadadora antes de se render ao álcool como sua mãe. ”É a história de uma mulher que tenta lidar com a dor e a vergonha, e vive seu corpo de um jeito bizarro. Foi incrível para mim ler e encontrar o que eu realmente sou,” Stewart comenta. O tema da água retorna novamente, como no curta e em seu recente filme como atriz, Ameaça Profunda, o qual ela queria abordar porque ela diz ter muito medo. ”Coisas incríveis acontecem somente quando se está com medo e você descobre coisas sobre si mesmo que você ainda não sabia. É ridículo pensar que todo mundo está interessado nos detalhes da minha vida pessoal porque meus filmes são o bastante para me verem nua: minhas emoções mais verdadeiras são encontradas lá, porque para mim não diferença entre a vida e o cinema.” No final da conversa, eu pergunto de onde vem o desejo de ir para atrás das câmeras. Ela reflete, procura por palavras, e então me diz: ”Eu quero entrar por baixo da pele das pessoas, porque eu tentei do outro lado, e é um sentimento fantástico.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Em entrevista com Yo Dona, Kristen Stewart conversa sobre rótulos,ser o centro de atenções e a importância de sua postura, como figura pública, entre outros assuntos.

Nomeada a atriz da década pela associação de críticos de Hollywood, a protagonista da saga Crepúsculo acumula prêmios e está a ponto de dar o próximo passo: Ficar atrás das câmeras com uma história sobre uma mulher incompreendida. Como abordará? “Com força e delicadeza,” assegura.

Yo dona: Você se identifica com os exemplos trágicos de pessoas que falham em superar a pressão dos rótulos?
Eu nunca me senti rotulada. Eles me jogaram na linha de frente quando eu ainda era bem jovem, meu relacionamento com o mundo era mais imaturo que agora. Mas eu nunca fui umas dessas pessoas que diz “É culpa das pessoas, ninguém me entende.” Na verdade, a opinião que as pessoas têm sobre mim não têm que estar errada. Afinal, essas ideais são resultados de informações que, conscientemente ou inconscientemente, eu transmite a eles. Jean Seberg entendeu muito rápido que tudo que aconteceu com ela estava além do seu controle, havia estruturas estabelecidas que ela teve que se adaptar. Eu sinto o mesmo. Sobre rótulos, eu acho que é um assunto interessante, especialmente quando eu penso sobre a revolução sexual que nós estamos vivendo atualmente. Hoje é bem mais fácil falar sobre isso que há alguns anos, hoje as coisas não são só branco ou preto.

Você faz. É graças ao empoderamento feminino e ao #Metoo?
Eu sou orgulhosa de ser parte disso. Francamente, eu não entendo como não aconteceu antes.

Sua decisão de dirigir The Cronology of Water tem algo a ver com a grande liberdade, quando se trata de falar sobre sexualidade e gênero?
Cem por cento. O filme fala sobre uma mulher que tem a voz presa em um corpo que foi vítima de abuso. Até ela decidir reviver a dor para olhar para dentro de si. E ela encontra uma poderosa voz, primeiramente no papel e depois no mundo, sem nenhum pingo de vergonha. Há poucas histórias de autoajuda sobre mulheres que não estão propensas aceitar o mecanismo estabelecido e proposto várias vezes pela sociedade e tradição. A história de Lidia Yuknavitch é suja e primitiva. Quando eu li, eu tive a mesma impressão que senti quando li Ham on Rye, de Charles Bukowski.

Bukowski com uma perspectiva feminina? É quase aterrorizante.
Sim, vergonhoso em dobro. Pela violência sofrida e pela vergonha. O sentimento que eles não nos entende e não aceitam como nós somos.

Um projeto emocionante, como você planeja abordá-lo?
Com força e delicadeza.

Como você começa essa nova fase da sua vida e carreira? Em Ameaça Profunda você está com a cabeça raspada, numa versão submarina de Alien e no novo remake de As Panteras você luta com suas mãos e faz um pouco de comédia.
No novo filme As panteras nós vamos além do clichê de três mulheres com habilidades extraordinárias que trabalham para um filantropo misterioso. Isso já é uma história bonita, mas nesses filme há algo além, algo que é típico do nosso tempo. O mundo está cheio de mulheres com habilidades excepcionais, agora nó estamos cientes disso. Sem falar de super heroínas. O que eu gosto mais é que não é um filme de ação, no qual elas fazem as mesmas coisas que os homens fazem. Não é um “nós podemos fazer também”, mas “olhe os resultados que a força feminina consegue obter.”

Há momentos em sua vida, fora dos filmes, quando você sente que está usando sua força?
Quando eu voto. Todos nós nascemos e somo criados em uma família, classe social, grupo de amigos e nós geralmente consideramos eles pares que vão durar para sempre, mas não é assim. Nessas questões nós também podemos exercitar nosso direito de decidir, nós podemos nos cercar de pequenos ou grandes mundos que nos definem, o que amplifica nossa força. Procure força em outras pessoas e entenda que a força deles multiplica a sua: Isso foi uma grande descoberta para mim. Quando você (ela pula na cadeira com entusiasmo) “Nós fizemos, nós estamos alinhados, e alguém responde: Sim!”

Entretanto parece que nessa nova fase da história, novas formas de atrocidades do machismo estão surgindo.
Sim, há um tipo de homem que não irá desaparecer. A verdade é que algumas pessoas que são bastante queridas por mim são homens brancos mais velhos. Nós não podemos generalizar.

Eu posso ter o nome de algum desses homens?
Você está brincando comigo, né?

Muitas figuras públicas querem e ao mesmo tempo tem medo de ser o centro das atenções. Você conseguiu evitar essa paranoia?
De acordo com uma história bastante popular na America do Norte, alguns indivíduos, só por serem o centro de atenções, deixam de ser pessoas e se tornam desenhos, criaturas bidimensionais. E há muito dinheiro que cerca isso, muitas pessoas pegam um pedaço do bolo. Para entender que você é uma parte de uma máquina e que você é uma engrenagem, permite que você se concentre apenas nas opiniões das pessoas que são importantes para você e ignore o resto. Antes esse assunto me deixava louca, mas agora eu vejo a força que há por trás.

Em Seberg, um personagem diz: “A revolução precisa de estrelas do cinema”. Eu acho que você pensa o mesmo.
Em certas situações, nós podemos ajudar na mudança, estou convicta. É difícil fazer a revolução estando numa *caixa de fruta* e gritando por um megafone. De certa forma é mais sutil e requer mais tempo. Influenciar ou não influenciar na política depende bastante da suas companhias. Se eu posso ajudar alguém a não ficar envergonhado deles mesmos ou de suas decisões, eu ficarei feliz por fazer isso. E se o preço que tenho que pagar é ser fotografada enquanto faço minhas compras no mercado. Eu aceito. Deixá-los olharem dá um grande senso de poder. É importante não tentar controlar o que o mundo acha de você. Francamente, eu não dou a mínima.

Fonte | Tradução:Maria Clara Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen Stewart conversou com um jornal de São Francisco enquanto visitava a cidade para receber um prêmio no Mill Valley Film Festival, em outubro do ano passado. Ela falou sobre sua carreira agora que se aproxima dos 30 anos e sobre The Chronology of Water, seu próximo trabalho por trás das câmeras como diretora. Confira:

Quem melhor para interpretar Jean Seberg, a atriz americana que se tornou ícone da New Wave francesa, do que Kristen Stewart, uma estrela de Hollywood que se tornou a primeira atriz americana a ganhar um César por atuar em um filme francês?

As similaridades não terminam aí. A carreira de Seberg foi ”muito parecida com uma amarelinha. Assim como a minha,” Stewart disse.

E ambas tiveram mais do que um número justo de confrontos com a mídia, Seberg durante o começo difícil de sua carreira em Hollywood e então, mais famosamente, enquanto enfrentou escrutínio intenso após se envolver com os Panteras Negras no final dos anos 60. Esse período é o assunto do novo filme, Seberg Contra Todos.

Enquanto isso, Stewart experienciou a fama meteórica como estrela da saga Crepúsculo e ganhou uma fã base que a segue a cada movimento. E, justo ou não, cada filme que ela estrelou desde a conclusão da saga em 2012 foi escrutinizado por seu sucesso na bilheteria – ou falta dele – e também pelo o que ela trouxe para o filme artisticamente.

”Eu consigo me relacionar totalmente com isso – essa plataforma que se virou tão violentamente contra ela é algo que eu provei superficialmente, então esse sentimento de estar fora de controle disso me fez compreender mais essa situação em particular,” Stewart disse durante uma visita a São Francisco em outubro, em uma tarde antes de receber um prêmio no Mill Valley Film Festival. ”Apenas em termos de crescer e conseguir um certo nível de reconhecimento que requer que você interaja com a imprensa e com o público em massa, há momentos em que as coisas não parecem ser verdadeiras, não importa quantas vezes você tenta se convencer.”

”Apenas ter mentiras escritas sobre você e pessoas como cão de guarda em cima de você… mas obviamente, eu nunca fui atacada do jeito que ela foi.”

Seberg é o terceiro filme estrelando Stewart que estreia desde novembro – após As Panteras e Ameaça Profunda. É ambientado em sua maior parte na Califórnia e em Paris durante o final dos anos 60, quase uma década após Acossado, quando Seberg estava sendo vigiada pelo FBI por estar envolvida com os Panteras Negras, operando em Oakland e Los Angeles. É dirigido por Benedict Andrews e co-estrelado por Anthony Mackie, Zazie Beetz, Vince Vaughn e Margaret Qualley.

É também um exemplo sobre a parte subestimada da carreira de Stewart: sua preferência por fazer filmes independentes interessantes, desde Joan Jett em The Runaways a estrelar dois filmes na França com o famoso diretor Olivier Assayas: Acima das Nuvens e Personal Shopper. Também recomendado: Lizzie de 2018.

”Eu amo filmes independentes mais do que tudo,” Stewart disse. ”Eu amo! Mas não é uma situação ‘um para mim, um para eles.’ Eu honestamente fiquei atraída pelos filmes maiores que me envolvi, e então eu fico tipo, ‘Oh, ok, preciso mudar um pouco.’ Mesmo durante todos os filmes de Crepúsculo – fizemos cinco deles – eu fiz um ou dois filmes independentes. Eu sempre tive sorte o bastante para encontrar coisas que me estimulam e pessoas com quero me alinhar em ambientes diferentes.”

Se alguém parece bem equipada para navegar nos altos e baixos de Hollywood, é Stewart. Nascida em uma família do show business, ela se tornou atriz mirim, mais reconhecida como a filha de Jodie Foster em O Quarto do Pânico, de David Fincher. Mesmo com apenas 29 anos – ela fará 30 em abril – Stewart está na indústria há duas décadas.

Então, naturalmente, ela quer dirigir.

”Oh, claro que sim!” ela diz com uma risada. ”Eu quero dirigir desde que era pequena… Ser tão jovem e trabalhar com Fincher foi interessante porque eu não sabia como mais ninguém trabalhava. Então seu jeito radical, meio feroz e imersivo de trabalhar foi instilado em mim em uma idade jovem. Eu pensei que era divertido porque todos estavam no limite de sua inteligência. Isso dá um sentimento incrível ao set, como se a única coisa que vale a pena fazer é algo que realmente te motiva. E eu amei isso. Eu amei fazer 60 tomadas e ter 10 anos de idade e ficar ‘Sim, vamos continuar!’”

Stewart, que dirigiu o curta chamado Come Swim para, uh, ver como estava a água, está preparando para sua estreia com um longa com The Chronology of Water, uma adaptação da biografia da escritora Lidia Yuknavitch Ela espera começar a filmar nesse ano.

”Honestamente, não é arrogância, porque leva um grupo maior de pessoas para montar um filme,” Stewart disse, sorrindo. ”Mas o compromisso com uma visão singular é um comportamento bem maluco. É uma afirmação perigosa ficar tipo, ‘Eu vou dirigir a porra de um filme. Vou fazer isso sozinha.’ Literalmente, todas as decisões cabem a mim.”

Ela diz que aprende com cada director com quem trabalha, desde Fincher até Assayas (”Alguém como Olivier é muito mais meditativo, quieto, mas ainda tem esse sentimento de que você está fazendo a coisa mais importante do mundo”), Sean Penn (Na Natureza Selvagem), Walter Salles (Na Estrada), Woody Allen (Café Society) e Ang Lee (A Longa Caminhada de Billy Lynn).

Mas ultimamente ela tem assistido filmes dirigidos por mulheres para inspiração, também. Sua atual diretora favorita é a escocesa Lynne Ramsay, quem Stewart chama de ”uma de minhas heroínas.”

”Eu assisto seus filmes, e realmente sinto que, de certos modos, minha perspectiva ou maneiras impressionistas transitórias de fazer um filme são tão substanciadas por seu trabalho e o quão impactante e completamente conciso ele é, além de ser muito amplo. Então, ela é minha favorita. Eu a amo muito. Estou muito apegada à ela agora.”

Dirigir também é um jeito para Stewart moldar mais uma carreira que ela admite ter sido aleatória. ”Quando eu era mais jovem, nunca senti que minhas escolhas foram super táticas,” ela disse. Agora, completando 30 anos, a autoproclamada workaholic diz que ela não sente que uma janela está se fechando, mas que novas estão se abrindo.

”Se eu pudesse ficar no caminho que estive até agora, eu estaria feliz,” Stewart disse. ”Nunca fiquei entediada na minha vida. De algum modo, encontrei coisas contínuas que não foram só compensadoras, mas maravilhosamente enlouquecedoras. Eu nunca não estou trabalhando obsessivamente. Se eu pudesse manter isso, estaria muito feliz, e provavelmente viveria por um longo tempo.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen Stewart explica sua decisão de aceitar o papel no suspense Ameaça Profunda e por que a mudança climática não deveria nos impedir de ter filhos

A bolsa da Kristen Stewart está em cima da mesa de café. Na verdade, é mais uma caixa de papelão com uma alça, o que parece ser uma estranha decisão fashion para uma atriz A-list em Beverly Hills, cercada por mulheres imaculadamente arrumadas em designer gear. De repente, a bolsa começa a mexer.

“Ele é um caranguejo-eremita,” explica Stewart, entusiasticamente. Como transparece, ela veio de uma aparição na TV, onde ela foi orientada a identificar a criatura, estando com os olhos vendados, em uma ação promocional para promover seu novo terror no oceano, Ameaça Profunda. Ela não confiou na equipe da TV para leva-lo com segurança para o pet shop depois, então ela o trouxe. Ela está construindo um terrário em casa.

Em Ameaça Profunda, Stewart interpreta uma engenheira de mineração do alto mar, Norah, um dos poucos membros da equipe que sobrevive quando a plataforma é destruída durante um terremoto, forçando-os a fugir de ataques de criaturas aterrorizantes no fundo do oceano. Como Norah, “Inacessível e emocionalmente distante”, sua performance lembra Sigourney Weaver como Ripley nos filmes Alien.

Ameaça Profunda, dirigido por William Eubank, deve um débito a obra de arte de Ridley Scott. “É bastante influenciado por Alien”, diz Stewart. “Minha aparência, a aparência do Alien, até nossa plataforma, como é estruturada de forma aleatória, o fato de que as pessoas que vivem nessas plataforma não são soldados, são pessoas com fotos dos deus amigos e coisas bestas que estão penduradas em suas estações.”

Esse papel foi um desafio para Stewart. “É ridículo que eu cheguei a fazer esse filme,” ela diz, com a fala caracteristicamente rápida. “Eu nem gosto de nadar, quanto mais mergulhar. Nós não pertencemos a aquele lugar! Eu me senti bastante claustrofóbica e sufocada o tempo todo.”

Durante a filmagem, ela teve que usar uma “horrível” roupa de mergulho de 45kg, que a fez se sentir asfixiada. “Eu queria confrontar fobias que eu tenho e eu sabia que se eu mergulhasse de cabeça em algo que me assustasse, seria perceptível,” ela diz. “Eu não tinha feito um filme comercial em muito tempo e eu certamente não tinha feito um filme de ação, então eu pensei que era uma boa ideia fazer algo que não era muito intelectual e puramente físico… Até você perceber que essas coisas andam de mãos dadas.”

Gravado em um estúdio de som, em New Orleans, o filme usou uma técnica de efeito especial “Molhado para seco”, o que limitou o tempo que ela tinha que ficar submersa. Mas não havia escapatória da roupa de mergulho. “Não era divertido e eu estava assustada o tempo todo,” diz Stewart. “Sempre que íamos para embaixo d’água, eu estava chorando. Eu sou o tipo de pessoa que, se você me abraçar muito apertado, eu fico tipo ‘argh’. Suas mãos abraçam seu corpo. “Eu odeio ser pressionada.”

Stewart cresceu em Los Angeles, fazendo seu dever de casa nos sets dos shows dos seus pais, enquanto seu pai era um gerente de palco, sua mãe supervisionava roteiros. “Meus pais era realmente da classe trabalhadora,” ela diz. “Ela faziam filmes. Eu sempre me inspirei neles e sempre quis fazer filmes e fazer parte daquilo. Eu não seu o que estaria fazendo se não fosse uma atriz.”

Ela começou a atuar aos nove anos de idade e seu primeiro papel de destaque veio alguns anos depois quando ela interpretou a filha de Jodie Foster no suspense O Quarto do Pânico. “Eu achava que era uma adulta quando eu tinha 12 anos,” ela diz, para explicar sua preocupação. “Eu não sei porque. Eu nunca fui complacente. Não fui criada para ser.”

Foi aos 18 anos de idade, em 2008, que ela ascendeu ao estrelato, interpretando Bella Swan na franquia de vampiros Crepúsculo. Estrelando a série de cinco filmes, que arrecadaram mais que 3,3 bilhões de dólares e sua vida pessoal se tornaram objeto de fãs e obsessão, mais intensificado pelo seus relacionamento com seu co-star, Robert Pattinson.
Todo dia era um frenesi da mídia (ela foi fotografada traindo ela com o diretor de filme britânico Rupert Sanders). Ela precisava de guarda-costas, assistentes e enormes SUVS pretas com manobras táticas para evitar perseguições implacáveis. Nada disso parece perturbá-la agora, apesar – e ela resiste a ser cínica sobre sua fama enquanto jovem, olhando para trás. “Considerando que eu pude trabalhar ainda tão jovem, eu fui privada de uma abundância de coisas boas.”

Com exceção de Branca de neve e o Caçador e o recentemente rejeitado As Panteras, desde Crepúsculo, Stewart escolheu filmes menores, independentes como Anestesia, American Ultra, Para Sempre Alice e Seberg Contra Todos, pelo qual ela recebeu aclamação por sua performance no papel de Seberg. Ela insiste que esse caminho não foi uma decisão consciente. “Em nenhuma das maneiras que eu funciono criativamente são táticas. Eu não estou tentando planejar uma trajetória programada.”

Agora com 29 anos, Stewart aprendeu a viver com sendo observada. Há 3 anos, ela se descreveu como “tão gay” enquanto apresentava o SNL, mais tarde esclarecendo que ela era bissexual (Ela namorou a cantora francesa Soko, a modelo Stella Maxwell e a música St Vincent.) Ela é regularmente flagrada por paparazzi carregando compras do mercado no carro com sua namorada roteirista Dylan Meyer, e isso não parece incomodá-la.

Primeiramente,” ela diz, “Eu acordo feliz. Eu genuinamente acordo. Mesmo se as coisas estão uma merda, eu acordo energizada indo ‘tudo bem, vamos lá.’ Eu sou grata por isso e eu sei que é uma coisa química; algo que você é sortudo por nascer com isso.”

“Eu tenho muitos amigos que são brilhantemente inteligentes e engajados com o mundo que acordam assustados e tristes,” ela continua. “Obviamente nós vivemos em um período assustador e polarizado, todos os dias acordando um pouco incerto, mas ao mesmo tempo, eu sou verdadeiramente sortuda e feliz por ser alguém que é geralmente feliz… Eu sei que isso não foi o que você perguntou, mas eu sou sortuda por ser dosada com bons elementos químicos.”

E há muitas coisas para se preocupar – aquecimento global, escassez de água e falta de comida são as preocupações no topo de sua lista. Ela vai fazer 30 anos em abril e questões sobre o futuro começam a surgir.

“Qualquer um que queria ter uma criança, você fica: ‘Sério? Você tem certeza? O que você acha que vai acontecer com eles? Eu tive alguns amigos que disseram recentemente: ‘Eu sempre achei que quisesse ter filhos, mas talvez agora não sei…’ E eu fico tipo, olha, as coisas vão ser difíceis, mesmo que nós pensássemos fatalisticamente: ‘foda-se, eles só vão ter 10 ou 15 anos, ou talvez eles tenham 80’. Vale a pena.”

“Eu digo aos meus amigos: ‘Faça! Que diabos. Talvez haverá uma saída, se não, nós não podemos simplesmente parar. Nós temos que continuar. Até não conseguimos mais.”

Ela espera que o tema ambiental e os avisos não fiquem perdidos entre os efeitos especiais. “Como uma subtrama para um suspense existencial, que é bem assustador e com explosões, fica entrelinhas o fato que nós não devemos tocar coisas que não devemos tocar. E, se nós tocarmos… então o monstro virá atrás de nós.”

Fonte | Tradução: Maria Clara Equipe Kristen Stewart Brasil

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