Arquivo de 'Seberg'



Anualmente, a Variety reúne os atores de mais destaque na temporada de festivais para o programa Actors on Actors, onde dois nomes sentam um com o outro para falar sobre seus filmes e carreira. Kristen foi escolhida esse ano para conversar com Shia LaBeouf, estrela do filme Honey Boy, enquanto ela representou Seberg. Confira o vídeo e a transcrição abaixo:

Shia LaBeouf escreveu e estrelou Honey Boy, sua memória sobre crescer em Hollywood. Seu personagem, baseado em seu próprio pai, é um alcóolatra que conduz a carreira de ator do filho e recebe seus salários. Em Seberg, Kristen Stewart coloca suas próprias memórias sobre os sets de filmes em uso interpretando Jean Seberg, o ícone do cinema francês nos anos 60.

Shia LaBeouf: Por entrar em Seberg, você é fã da Nouvelle Vague. Sinto que você assiste muitos…

Kristen Stewart: Não. Eu só assisti Breathless. De maneira alguma o meu conhecimento cinematográfico está imerso no cinema Nouvelle Vague.

S: Do que você gostava?

K: Eu assisti os filmes dela, e eu não conseguia entender como não sabíamos mais sobre ela. Eu me senti muito protetora dessa menina que ninguém conhecia, mas todos achavam que conheciam. Eu queria ajudá-la um pouquinho.

S: Você sabia que ela era assombrada antes de aceitar o papel?

K: Honestamente, ela é possuída. Quando você a assiste em um filme, você nunca sabe o que ela vai fazer, ela é assustadora.

S: Você fica sozinha no set? Não se apoia em ninguém?

K: Não, eu me apoio nas pessoas.

S: Como é isso? Você brinca entre as cenas? Você fala?

K: Sou mais quieta do que você.

S: Você precisa saber o poder do seu silêncio, também.

K: Quando eu era criança, eu era extremamente tímida, e não alguém que você pensaria que queria ser atriz. Eu não sei como você era quando criança, porque nós dois fizemos isso, e é uma coisa estranha de se ter em comum. Eu precisei cavar. Eu era masoquista. Eu acho que sou muito falante agora. Eu falo com todo mundo.

S: Eu costumava andar com uma caneta e um caderninho, quase litigioso, tipo: ”Hey, qual seu nome? Oh, legal.” Então eu escrevia no meu caderninho.

K: É porque você queria que as pessoas gostassem de você?

S: Eu queria parecer estudioso, porque eu não fui para a faculdade e eu não aprendi como fazer esse negócio de atuação.

K: Eu tenho esse chip também.

S: E o que faz com você?

K: Eu leio muito. Eu fico sempre tipo, ”Eu não fui para a faculdade, mas…”

S: Se você fica perto de um cara tipo o Anthony Mackie (colega de elenco em Seberg), que foi para a faculdade, ele tem técnica. Essas pessoas me deixam com muito medo.

K: Por quê?

S: Eu me sinto julgado, como se eu fosse um estranho. Se minha agulha de tricô quebrar, eu não tenho outra. Caras daquele tipo, se as agulhas de tricô deles quebram, eles ficam tipo, ”Vou ali na cozinha e inventar alguma coisa e quando eu voltar vou tricotar essa meia pra você.”

K: Certo. Eu acabei de assistir Honey Boy. Literalmente não posso acreditar que você fez isso.

S: Essa é uma aprovação, senhoras e senhores.

K: Quanto tempo demorou para você aceitar todos os dias? Obviamente, é uma história muito pessoal. Nós todos tentamos trazer nossas experiências para os filmes, mas nesse é realmente sua própria experiência.

S: Eu tinha uma equipe. Eu fui muito amado. Me apoiei muito nas pessoas, foi super íntimo. Nós tínhamos talvez seis pessoas ao redor da câmera.

K: Quem dirigiu?

S: Uma mulher chamada Alma Har’el, que é ótima.

K: Quanto você sentia que estava fazendo uma impressão versus realmente sentindo que poderia ser uma versão dessa pessoa que é seu pai?

S: Meu pai estourou suas narinas. Eu ficava com enchimento no nariz o dia inteiro, o que era nojento.

K: No seu nariz? Que nojo.

S: Nos primeiros dias, eu tirava e colocava. Isso começou a mexer comigo, porque toda vez que começava de novo, eu ficava, ”Você é um palhaço.” No final das filmagens, eu ficava com eles e comecei a me perder um pouco. Quanto tempo durou suas gravações?

K: Seis semanas. Usamos muita luz do dia, então não podíamos filmar por tanto tempo.

S: Você fica no set?

K: Não. Eu fico muito aliviada quando acaba, e eu saio correndo do set. A gestão do tempo é algo enorme nesse trabalho. Só a ansiedade de não estar em controle do tempo é realmente enlouquecedor para mim. Eu não posso sustentar as coisas, porque eu gasto. Se eu gasto alguma coisa, se alguma coisa sai na hora errada, eu fico desanimada porque fico tipo, ”Bom, isso foi pra nada.”

S: Sim, eu sei do que você está falando.

K: Eu tenho sonhos com isso. É o meu sonho de ansiedade do trabalho, que todo o tempo está errado ou eles não estão filmando.

S: Você filmou em filme ou digital? Porque existe uma grande diferença na gestão de tempo.

K: Em filme.

S: Ouch. Não consigo mais trabalhar com filme, porque em digital eles deixam rolando.

K: Para sempre?

S: Eu prefiro. Prefiro deixar rolando, brincar um pouco e então fazer certo.

K: Eu li um roteiro recentemente que é muito preciso, e eu quero muito fazer, mas me assusta porque não sou uma pessoa muito precisa.

S: Você definitivamente vai fazer.

K: Sim. Eu acho assustador quando assisto seus filmes. Da mesma maneira que eu estava falando sobre a Jean: Eu não faço ideia do que vai acontecer. Você se prepara muito?

S: Sim. Não tenho uma mente de diretor. Não consigo me desligar. Estou começando a ser melhor em grupo. Eu sou super obcecado com essa pequena coisa que tenho que focar. Sinto que meu corpo tem ideias melhores do que minha cabeça. Eu me preparo muito, e então é como se fosse uma dança. Sinto que meu instinto é melhor do que minhas ideias, então tento não pensar muito. O que a atuação dá a você que o resto da vida não?

K: É definitivamente meu impulso inicial querer estar perto da história e do circo ao redor disso. Mesmo quando eu leio um livro, eu leio em voz alta. Eu quero entrar na coisa o máximo que puder, porque há algo que estou precisando. O mais legal de fazer isso no set é que você consegue fazer de modo mais junto que já senti. Minha família é ótima, mas nunca me senti mais próxima das pessoas, preenchendo essas lacunas, do que fazendo filmes. E você?

S: Eu acho que definitivamente os momentos mais íntimos da minha vida aconteceram em um set.

K: Isso soa muito perturbador, mas não é. É lindo.

S: Eu acho que sou profundamente insatisfeito com a vida.

K: Mas essa é a sua vida.

S: Exatamente. É onde as coisas complicam para mim. Não é minha vida completa. Eu preciso ficar bem com isso. As coisas geralmente não dão certo para mim quando não estou em um set. A vida fica difícil.

K: Você faz outra coisa?

S: É o que eu estou tentando desenvolver, tentando crescer.

K: Faz aula de cerâmica.

S: Talvez eu faça. Eu não vou gostar de cerâmica na vida, mas vou amar cerâmica no set. Eu não gosto de sorvete na vida, mas se você me der sorvete no set, eu amo sorvete. Eu acho que é isso o que acontece comigo. Me faz amar as coisas. Esse trabalho parece um conduíte de amor para mim. Eu guardo isso sagradamente.

K: Entendo.

S: Falando de amor, você conduz com amor no set ou com medo?

K: Amor, o tempo todo. Não quero nunca que fiquem com medo. Eu definitivamente não gosto da coisa do medo/intimidação.

S: Mesmo com um diretor, no entanto, você tem alguma cicatriz?

K: Não. Eu já trabalhei com pessoas maravilhosas, adoráveis e talentosas, e algumas pessoas que não eram muito talentosas, e elas não eram muito legais. Eu só posso fazer o que eu puder fazer. Estou tentando pensar. Um cara me fez chorar no set um dia, no primeiro dia de um filme, mas aquele foi o último segundo que eu me importei com ele. Eu fiquei tipo, ”Estou sozinha e você é terrível.” O filme dele foi ruim.

S: Não foi para afetar uma cena? Ele estava só sendo babaca?

K: Acho que sim. Quem sabe. E você? Você gosta de ficar com medo no set, e você já trabalhou com pessoas que fizeram você se sentir desse jeito?

S: Definitivamente sim. Mas assim como você, eu não gosto. Você acredita em talento?

K: Eu não sei. Estamos falando da mesma coisa?

S: Você se considera talentosa?

K: Eu me considero extremamente impulsiva e compulsiva. Algumas vezes funciona, outras não. Quando as pessoas ficam orgulhosas de seus trabalhos, eu fico tipo, ”Claro, você fez o possível para isso ocorrer, eu acho. Você ficou no lugar certo.”

S: Como ter uma borboleta pousando no seu ombro.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen Stewart interpreta a atriz Jean Seberg no filme Seberg e finalmente podemos ver uma prévia do longa que garantiu ótimas críticas para a atuação da Kristen. Jean Seberg foi uma atriz americana que foi perseguida pelo FBI após demonstrar apoio para alguns grupos de direitos civis, como os Panteras Negras. Após anos de perseguição, Jean morreu em um aparente suicídio. Confira o trailer legendado por nossa equipe:

Kristen Stewart conversou com o jornal espanhol El Periodico durante sua passagem pelo Festival de San Sebastían. A atriz falou sobre seu novo filme em exibição no festival, Seberg, e sua carreira. Confira:

Por que você acha importante lembrar a história de Jean Seberg?
Porque representa o início da cultura de vigilância permanente em que vivemos atualmente. Seberg foi espionada, enganada, humilhada e destruída pelo sistema por causa de suas crenças e seu idealismo, e só precisamos olhar para nossos líderes políticos para entender que vivemos em uma sociedade em que algo assim poderia acontecer novamente.

Ao longo de sua carreira, você também foi objeto de escrutínio excessivo e até vigilância. Você se identifica com Seberg?
Em vários aspectos. Todo ator e toda atriz procuram pelo olhar do espectador, e é aterrorizante quando este olhar procura prejudicá-lo. Eu compartilho com ela esse medo de ser observada. Também sei que Seberg era péssima mentindo, e nesse sentido, acho que somos muito parecidas. De fato, minha sinceridade me trouxe mais de um problema. Eu deveria aprender a mentir melhor.

Seberg sentiu a responsabilidade de usar sua fama como uma ferramenta de conscientização social. Você também?
Sem dúvida. Quem diz que a arte deve ficar de fora da política é quem não sabe o que é arte. Tudo o que faço como artista e todos os projetos pelos quais sou atraída em nível criativo dizem muito sobre minha identidade social e política. E acredito que qualquer figura pública deve estar ciente da influência que tem e usá-la com responsabilidade. Qualquer atitude que não seja essa me parece perigosa.

Com a perspectiva do tempo, como você avalia sua participação na Saga Crepúsculo? O que você aprendeu com ela?
Quando o primeiro filme da Saga se tornou um sucesso mundial, eu tinha 18 anos e, obviamente, não estava preparado para o turbilhão em que me vi envolvida; Eu provavelmente não fiz isso da melhor maneira. A medida que envelheço, minha vida está ficando mais fácil. Entendi minhas prioridades como artista: quero ser relevante, e não apenas escolher meus papéis como se minha carreira fosse um concurso de popularidade. E percebi que é impossível para você controlar o efeito que causa no público. Se há pessoas que não gostam de mim, pior para elas.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Participando da conferência de imprensa de seu novo filme Seberg no Festival de San Sebastián, na Espanha, Kristen Stewart falou sobre o projeto e as questões políticas levantadas com ele. Confira:

Há um momento em Seberg em que um dos personagens diz para Jean Seberg: ”A revolução também precisa das estrelas de cinema.” Uma declaração que parece adaptada a Kristen Stewart, a atriz que entra na pele de um dos ícones da Nouvelle Vague. “O poder da minha voz é imenso, estou ciente disso e defendo o tipo de pessoa que sou, mesmo que não fale em voz alta,” continua.

Tendo conhecido seu compromisso político, nas últimas semanas ela reiterou que quer interpretar uma super-heroína gay, Stewart reitera sua defesa da igualdade e sua adesão a causas humanitárias. Mas há dois temas centrais em sua luta. “Eu uso o feminismo como minha segunda pele e é óbvio que a diversidade sexual também.”

A estrela americana está interessada em todos os papéis que mudam a visão das mulheres no cinema. É por isso que ele acredita que hoje em dia “a coisa mais difícil é escolher bem.” E desta vez foi para enfrentar um personagem real e com muitas arestas. “Ela tem pontos conflitantes, era um ícone, mas eu a abordei de uma maneira pura. É uma responsabilidade,” explica ela. E ela diz o que procura em cada filme: “Uma coisa maravilhosa de ser artista é entrar e se perder em um personagem. É um negócio arriscado, mas você precisa se submeter, é o único caminho para que algo único, singular e honesto aconteça.”

O filme foca nos anos em que Seberg se interessou pelos membros dos Panteras Negras no final dos anos 1960. Ela apoiou sua causa política e fez doações em favor de sua luta pela perseguição de negros. “Eu carrego a política em mim. Existem muitas causas para se defender. Mudança climática, controle de armas… são coisas que me machucam.” Seu compromisso custou ao FBI que a vigiasse, a assediasse e a colocasse sob pressão da mídia que a levou de volta à França atormentada e paranóica. Ele tentou cometer suicídio e morreu depois de dez dias desaparecida. Seu corpo foi encontrado em um carro. Na aparência, um suicídio. Mas seu fim sempre foi um mistério. “Há alguma especulação sobre as circunstâncias da morte, se foi um suicídio ou não. Ela sofre por seu idealismo político, sofre uma perseguição política e uma pressão que a levou a tentar cometer suicídio,” responde o diretor.

Todas essas questões ecoam hoje, reflete Benedict Andrews. “A América está em guerra consigo mesma. O filme tem uma influência, uma analogia, a cultura da vigilância, microfones, está no DNA de quem somos hoje. Essa informação é uma arma política contra o ativismo.” Portanto, ele vê seu filme como uma exploração dos efeitos de entrar na vida de alguém, o poder das celebridades e um mundo vigiado a serviço do poder e das grandes corporações.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen Stewart esteve presente na conferência de imprensa de Seberg no Festival de San Sebastián ao lado do diretor Benedict Andrews na manhã de hoje. Durante a manhã, ela respondeu perguntas políticas e sobre sua carreira, confira:

Kristen Stewart diz que, quando leu o roteiro de Seberg, sentiu que era uma história que precisava ser contada, mas a atriz não vai mais longe, nem se aprofunda nos paralelos óbvios entre as duas artistas, ela e Jean Seberg, americanas que encontraram na França diretores que as entendiam e um tipo de cinema acomodava suas vozes, e as duas mulheres são ultra vigiadas: Stewart pela mídia e redes sociais, Seberg pelo FBI. É sobre isso que o filme trata, como a agência que ainda estava na direção de Hoover decidiu destruir a protagonista de Breathless, quando ela começou a financiar o serviço social para crianças afro-americanas, primeiro, e os Panteras Negras, mais tarde. “Não acho que Seberg tentou quebrar as regras dos anos sessenta,” diz a atriz de Sils Maria, Personal Shopper e, sim, Crepúsculo, para um grupo de jornalistas. “Ela simplesmente queria encontrar seu lugar no mundo e, na época, em sua motivação para ser artista, encontrou na França uma paisagem existencialista na qual explorou no cinema. Hoje, vivemos outras culturas, especialmente em termos de juventude e das mulheres.”

Em Seberg, o diretor Benedict Andrews mostra a espionagem que a atriz foi submetida no final dos anos 60 quando se envolveu na luta anti racista da população afro americana. Ela também teve um affair com o líder Hakim Jamal, primo de Malcom X, e seu talão de cheques sempre disponível para os Panteras Negras chamou a atenção do FBI, que fez o possível para arruinar sua vida profissional e pessoal, que naquela época estava casada com o escrito Romain Gary. ”Eu não me sinto atacada de maneira específica, como aconteceu com ela,” diz a atriz, ”mas de maneira mais geral, me sinto atacada, como muitos americanos, pelo meu governo.” Ela continua: ”Os Estados Unidos estão em guerra consigo mesmos. Às vezes, é difícil para mim reconhecer meu país no panorama atual. No entanto, estou com esperanças, as eleições estão chegando. Quando as pessoas estão infelizes, elas se desconectam do resto. É tempo de nos conectarmos novamente.”

Interpretar Jean Seberg pode até ter sido terapêutico para Stewart: uma atriz pode se sentir reconfortada ao escutar seus medos na personagem que interpreta sendo outra atriz. ”As coisas se tornam interessante na arte quando você sente medo. É o primeiro passo para qualquer conversa filosófica e para que se sinta comprometido com o que faz. Também reconheço que o dom de poder compartilhar um trabalho com o público é maravilhoso. Se você se trancar, se proteger, criará algo chato e sem interesse, que não valerá a pena. Minha sorte é que separo muito bem meu trabalho da minha vida, as tenho claramente compartimentadas e não preciso de uma vida alternativa no cinema para completar a minha. Não confundo. Porém, insisto: quando algo te assusta, geralmente vale a pena.” Stewart usa uma variedade de correntes em volta do pescoço, incluindo um cadeado. Sua sombra é uma mancha preta retangular que destaca os olhos escaldantes. Os diretores que trabalharam com ela falam de alguém doce, tímida, com muito critério e uma cabeça muito bem mobiliada. Nas entrevistas, prefere as respostas longas, mesmo que durante seu discurso ela pare porque hesita e se corrige.

Kristen Stewart gosta de trabalhar em histórias que acha necessárias para os espectadores. ”Esta era. Não há muito o que dizer de maneira muito específica o que Seberg viveu, mas como chegamos através dela a um tempo e a um lugar.” Mas a americana foi uma das pioneiras em usar sua posição de estrela como porta-voz de causas sociais, algo que hoje se tornou comum. “E parece bom que todos usemos os alto-falantes, as plataformas ao nosso redor para deixar nossas opiniões claras,” diz Stewart. “Não me refiro apenas a atores e atrizes famosos, mas a todos. É para isso que as redes sociais servem, ou deveriam servir, para ser um por todos. Na verdade, não sei o que faço falando sobre essas redes, se não tenho. Reconheço que estou em um lugar privilegiado e me beneficio. Nem preciso levantar a voz: vocês jornalistas me fazem as perguntas. Bem, não sou especial e acho que a conversa foi aberta com as redes sociais para todo o mundo.”

Quando a perguntam sobre se sentir vigiada no mundo atual, Stewart brinca, de forma imprudente, sobre as intenções dos produtores do filme, a Amazon Studios. Ela fica sério e responde: “Nem toda a sociedade é um conjunto fechado. E é por isso que você não precisa ficar com raiva quando alguém pensa o contrário de você. [Stewart gesticula como se estivesse gritando] Às vezes, você está projetando suas próprias inseguranças em outras pessoas.”

A estreia seguinte de Stewart será As Panteras, escrita e dirigida por Elizabeth Banks. “Como novas Panteras, não somos super-heroínas, mas fazemos coisas que o resto das mulheres poderiam fazer. E só alcançamos sucesso se permanecermos juntas,” diz Stewart. “Poucos filmes tiveram um coração e uma perspectiva tão femininas. Nós não reproduzimos comportamentos masculinos daqueles agressivos diante da câmera. Tudo neste filme é mais lógico, afetuoso, feminino. Como a nova irmandade, cuidamos umas das outras.” E antes de terminar, ela aponta: “E muito engraçado, porque Banks é muito engraçada. Não é um filme de fúria e brigas, porque a sociedade de hoje não deve se basear em fúria e brigas, mas em reuniões e conversas. É claro que há ação, mas com significado.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

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