Arquivo de 'Seberg'



Kristen Stewart e o diretor de Seberg, Benedict Andrews, participaram de uma conferência de imprensa no Festival de San Sebastián, na Espanha, para falar sobre o filme que estreia na abertura do festival ainda hoje. Confira:

Na sexta feira, o suspense político Seberg de Kristen Stewart e Benedict Andrews estreia no 67º Festival de San Sebastián, onde abre a sessão Perlak, dedicada para estreias espanholas de grandes filmes internacionais. A estrela e seu diretor conversaram com a imprensa antes da exibição do filme na primeira conferência do festival.

No filme, Stewart interpreta a atriz americana Jean Seberg, que estrelou em Breathless de Jean-Luc Godard. Ambientado no final politicamente turbulento dos anos 60 nos Estados Unidos, Seberg conta uma versão fictícia de como a estrela foi alvo do FBI através de um programa de vigilância ilegal, Cointelpro, após apoiar os Panteras Negras e se envolver romanticamente com o ativista dos direitos humanos Hakim Jamal.

Eventualmente, e sob circunstâncias duvidosas, a atriz tirou sua própria vida.

Seberg recebeu críticas divididas desde que estreou em Veneza no mês passado, mas existe um consenso quase unânime de que Stewart fez uma das melhores performances de sua carreira ainda jovem. Ela dá os créditos para Andrews.

”Ele apenas jogava as coisas em mim,” ela brincou com uma sala silenciosa, seu senso de humor monótono perdido no público em sua maioria espanhol ouvindo a tradução por fones de ouvido.

O relacionamento entre o diretor e a atriz é tocado no filme, que inclui a história sobre Seberg ser vítima de bullying e acidentalmente incendiada pelo diretor Otto Preminger. No entanto, isso não aconteceu no set desse filme.

”Você precisa se sujeitar para uma pessoa, circunstâncias e as causas controladas por ela,” ela disse, apontando que como atriz, ”é um negócio arriscado, você precisa escolher bem.”

”Mas,” ela continuou. ”É o único jeito que algo verdadeiramente singular, honesto e digno acontecer. No final do dia, eu acho que as experiências mais perigosas, gratificantes e recompensadoras vem de se doar completamente para uma experiência que está sendo controlada pelo diretor.”

”Pela maior parte da minha vida adulta, eu fui um diretor de teatro e trabalhei com atores no laboratório do espaço de ensaio,” disse Andrews. ”Lá você precisa criar um lugar onde é seguro ser perigoso e sair dos limites do comportamento humano. Como cineasta, eu quero chegar lá com atores que sejam corajosos para ir nesses lugares. Mas você precisa criar um espaço onde é seguro se arriscar.”

É claro, um filme político também levantou questões políticas.

Reafirmando sentimentos expressados em Veneza, onde o filme estreou, e antes em Toronto, Stewart disse que ela não vai subir em um palanque. ”Eu acho que é claro de qual lado estou. Se você quer saber minhas causas, são muito óbvias.”

No entanto, ela enfatizou dois problemas específicos que ela acha urgente, ”controle de armas e mudanças climáticas. Eu acho que estamos sentados aqui balançando os pés com esses assuntos.”

Por sua parte, Andrews explicou um desejo de mostrar o estrago feito pelo programa Cointelpro não só para aqueles sendo vigiados, mas para os seres humanos de ambos os lados. Foi importante para o diretor mostrar o efeito inverso que o programa causou no jovem agente do FBI Jack Solomon também, que eventualmente conta para Seberg sobre a vigilância.

”O que eu queria mostrar com o Jack era um jovem soldado em uma guerra suja e que não percebe isso. Eu queria mostrar o poder meio persuasivo e traiçoeiro da máquina de um governo opressor.”

Ele enfatizou que no coração do filme, a história é sobre ”a fricção dessas vidas, como elas se tocam… Jack olhando para Jean e Jean sendo olhada por Jack.”

Stewart também respondeu perguntas sobre sua própria ambição por trás das câmeras na adaptação da biografia de The Chronology of Water de Lidia Yuknavitch.

”O filme que quero fazer é muito confrontante. Eu acho que a biografia é uma das histórias mais fortes e honestas. Mais do que isso, é uma das histórias femininas mais alto realizadas que já li. É tudo verdadeiro e deslumbrante de um jeito devastador,” ela disse.

Falando não só sobre Andrews especificamente, mas diretores em geral, ela deu dicas de algo que ela admira e que precisa ver em si mesma. ”Você precisa ser insano de uma forma para liderar 200 pessoas e muito dinheiro e tempo. É um lugar muito presunçoso, e o único jeito de fazer isso é com uma audácia insana.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen conversou com o jornal francês 20 Minutes durante sua passagem pelo Festival de Deauville onde falou sobre seu novo filme, Seberg. Confira:

Kristen Stewart está incrível em Seberg, de Benedict Andrews, apresentado no Deauville nesta sexta feira. O filme retrata a perseguição do FBI com a atriz Jean Seberg por conta do seu envolvimento com o movimento Pantera Negra no final dos anos 60.

”Jean Seberg foi um atriz que vivia seus papéis minuciosamente e eu sou feita do mesmo jeito,” diz a atriz para o 20 Minutes. Ela assistiu ao filme Breathless de Jean-Luc Godard antes de encarnar a atriz. ”A Jean começa iluminada e depois se degrada aos poucos. E o que interessou no projeto foi que ela não ganhou do sistema.” Kristen Stewart é deslumbrante e intensa, e olha diretamente para você enquanto responde suas perguntas.

”Ela teria sido sem dúvida também maltratada se ela fosse homem,” diz a atriz. O governo americano queria incriminá-la por defender ideias consideradas perigosas. Kristen Stewart mostra como a jovem mulher gradualmente entra em depressão. ”Hoje em dia, Jean conseguiria defender-se mais facilmente através de redes sociais porque ela teria acesso direto à informação e uma grande facilidade de resposta.” Para Kristen Stewart, as redes sociais podem ajudar pessoas solitárias. ”Elas te dão oportunidade de não ficar sozinho e encontrar pessoas que se sentem como você quando você fica isolado.”

Aos 29 anos, Kristen Stewart leva seu trabalho a sério, bem mais do que na época de Crepúsculo. ”Quando você é criança, você entra sem pensar, e só mais tarde você entende as implicações que esse trabalho exige quando você quer praticá-lo de um jeito crível.” Em novembro, veremos Kristen Stewart em As Panteras de Elizabeth Banks. No meio tempo, ela está se preparando para receber o Talent Award em Deauville por sua carreira. ”Receber um prêmio me faz olhar mais para o futuro do que para o passado,” ela diz. ”Eu vejo como uma grande festa onde celebramos o cinema com amigos.” O diretor francês Olivier Assayas, que a dirigiu em Sils Maria e Personal Shopper, está entre aqueles que estão esperando por ela em Deauville.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Conversando com o AlloCiné antes de receber o Talent Award em Deauville, Kristen falou sobre seu novo filme, Seberg, sua posição política e Woody Allen. Confira:

Kristen Stewart será homenageada nesta sexta feira no Festival de Deauville com o Talent Award por sua carreira. Ela levou como oportunidade para promover seu novo filme, Seberg, sobre o drama vivido pela atriz Jean Seberg quando o FBI a perseguiu por apoiar o movimento Pantera Negra. Nós fomos uns dos poucos jornalistas a encontrar a atriz que agora é uma estrela do cinema americano, comercial e independente.

Por muitos anos, Kristen Stewart está fazendo filmes mais complicados. Desde Olivier Assayas para Ang Lee e Justin Kelly para Kelly Reichardt, ela planeja continuar nesse caminho. Lúcida, ela diz que não tem planos de carreira ou objetivos de longo prazo.

”Você precisa dar um passo para trás e contemplar a trajetória da sua própria vida. Eu não vejo meu progresso de um jeito global. Minha vida ainda não é uma história, sou muito jovem para isso!”

A atriz que ela ídolo adolescente está se tornando um novo ícone, que cresceu ao mesmo tempo que aquela geração de adolescentes. Como sua personagem em Seberg, a atriz se recusa a se esconder e opta por uma transparência completa em seu trabalho: ”Eu não quero fingir nada. Se algo não funciona ou acontece, eu não forço.”

Quanto a escolha dos assuntos de seus filmes recentes, eles são cada vez mais politizados. Lizzie é sobre o assassinato da família Borden, Seberg é sobre o sacrifício de uma mulher pelos direitos humanos, e JT Leroy é sobre uma autora posando como homem transgênero. Ela comenta, ”Eu realmente quero focar em experiências de sucesso, o que significa trabalhar somente com pessoas que possa haver uma conexão profunda e não forçar a si mesma com pessoas que você não quer trabalhar.”

A atriz não hesita em se envolver e garantir sua posição política: ”Não há igualdade de oportunidade nos Estados Unidos. A linguagem mudou, mas não é seguida por efeitos concretos. Muitas pessoas hoje em dia dizem, “Não, não sou racista, não odeio negros,” mas eles reconhecem suas experiências? A ideia de que você pode ter sucesso nos Estados Unidos se você realmente quiser é um ótimo conceito, mas é falso, e seria muito idealístico pensar que é verdade.”

Após alguns trabalhos menores, Kristen Stewart está seriamente considerando fazer seu primeiro longa metragem, The Chronology of Water, sobre uma jovem mulher descobrindo sua bissexualidade. Ela confirma que o projeto, anunciado em maio de 2018, não está abandonado. Novamente, a atriz avança, e não é depois de pensamentos cuidadosos que ela sente a vontade de tentar a aventura.

”Não é muito diferente do impulso que tenho como atriz quando escolho um filme. Estou sempre animada, é o que eu quero fazer desde que tinha cinco anos, então esse é apenas o próximo passo.”

As possibilidades são inúmeras e são facilitadas quando você é uma estrela desse nível.

Quando o Festival de Deauville anunciou que o filme de Woody Allen, A Rainy Day in New York abriria o evento, o debate entre os fãs do cineasta e os que querem boicotar seus filmes foi revivido. Questionada para comentar sobre a presença do filme de Allen no festival que a homenageia, Stewart respondeu sinceramente.

”Eu acho essa pergunta interessante, mas como você aprecia o filme do Woody Allen sem glorificar… (ela para). É difícil porque existem circunstâncias subjetivas. Nós não sabemos a verdade, ele não fez filme sozinho, ele fez com muitas pessoas, então eu não sei a resposta. Eu queria ter uma resposta mais fácil. É fácil ficar dividido com isso, o filme pode ser bom, mas você não quer glorificar alguém que não merece. É engraçado porque se houvesse uma resposta fácil, daríamos e não criaríamos esses momentos de tensão. Mas a discussão é sem resultado porque simplesmente não sabemos.”

Stewart não ficou abalada pela pergunta e ofereceu uma resposta sincera. Ela trabalhou com Woody Allen em Café Society ao lado de Jesse Eisenberg. A entrevista terminou. A atriz retornou para o palco em Deauville para receber seu merecido Talent Award. Ela será vista brevemente em As Panteras, dirigido por Elizabeth Banks. Seberg ainda não possui data de estreia.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen esteve no Festival de Deauville para a premiere de Seberg e para receber o Talent Award, prêmio que homenageia estrelas do cinema por suas carreiras, e participou de uma conferência de imprensa pela manhã para falar sobre seus filmes. Confira:

Como a única atriz a ganhar um César Award, o equivalente da frança ao Oscar, Kristen Stewart se sentiu em casa ao trazer seu mais recente filme, Seberg, para o Festival de Deauville após sua passagem por Veneza e Toronto.

Falando na conferência de imprensa, Stewart elogiou o reboot de As Panteras, escrito e dirigido por Elizabeth Banks, por sua camaradagem feminina. Ela cresceu com a versão de Drew Barrymore, Cameron Diaz e Lucy Liu e disse que sempre quis ser amiga delas.

”Eu queria fazer parte da equipe. É cafona e divertido, e há uma coisa de poder em números de apoio que é realmente reconfortante e calorosa,” ela disse. O reboot não ficará deslocado no mundo pós-#MeToo. ”É uma época legal para contar uma história feminina e boba, mas também muito fundamentada de uma maneira que pareça unida.”

É um girl power com um grupo para te apoiar, ela diz. ”Eu posso não te vencer na queda de braço sozinha, mas se eu estiver com meus amigos você está ferrado.”

Ainda assim, a estrela disse que enquanto o movimento #MeToo mudou Hollywood praticamente da noite para o dia, nós devemos reconhecer as diferenças entre os gêneros e criar novas oportunidades. ”Essa coisa toda de, se todos somos iguais por que não podemos ser sinceros sobre tudo? Porque não somos os mesmos – homens e mulheres não são os mesmos, como no jeito que nos comunicamos, nossas forças são diferentes – então não reconhecer essa diferença de acordo, mutuamente, um com o outro, só faz o trabalho ser ruim.”

Mas ela olha porto para aqueles que dizem que andou muito, muito rápido. ”É muito claro quando as pessoas se recusam a participar do movimento porque eles provavelmente fizeram algo que estão se sentindo culpados,” ela avisa.

Stewart, que disse ter sido avisada por executivos de estúdios para manter seus relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo em segredo no passado para que pudesse conseguir papéis maiores, disse que ela ”veste suas causas,” contando a igualdade de gêneros entre elas. ”Mas não estou exatamente em uma saboneteira gritando sobre isso,” ela disse, preferindo dar o exemplo.

Ela comparou seu ativismo silencioso com a estrela do cinema dos anos 60 Jean Seberg, quem ela interpreta em seu mais recente filme. Stewart disse que ela se sentiu obrigada a contar a história de como ela trabalhou com grupos de direitos humanos e por isso foi vigiada e assediada pelo FBI de J. Edgar Hoover.

”Ela era realmente impulsiva, idealista e inocente algumas vezes, mas sempre bem intencionada,” Stewart disse sobre o envolvimento de Seberg com os Panteras Negras. ”Eu senti como se a estivesse vingando e dando validação para ela.”

Na cerimônia da noite, Olivier Assayas, que dirigiu Stewart em sua performance ganhadora do César em Acima das Nuvens, a elogiou em um discurso crítico contra Hollywood. Estrelas de cinema, ele disse, ”existem sob o microscópio da mídia, sofrem com a pressão insuportável diária da máquina de Hollywood, de seu cinismo, seu sentimentalismo tolo, a brutalidade de suas relações de poder e dinheiro.”

O diretor disse que Stewart foi capaz de criar seu próprio caminho de acordo com sua vontade. ”Ela nunca fez uma escolha convencional, nunca procurou outra coisa além de preservar sua independência em sua vida, em suas atitudes e em sua arte.”

Uma Stewart nervosa subiu ao palco e disse que ama falar sobre filmes ”como uma pessoa louca” mas se sente em casa na França cinéfila. ”É uma raridade achar seu pessoal,” ela disse. ”Em um ambiente assim onde filmes importam, eu me sinto certa em soar louca.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen Stewart e Anthony Mackie conversaram com o Los Angeles Times durante o Festival de Toronto sobre Seberg. Além disso, Kristen também falou sobre como é estar divulgando As Panteras e Seberg ao mesmo tempo, confira:

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