Arquivo de 'Lizzie'



Em entrevista para o jornal LA Times, Kristen Stewart e Chloe Sevigny falaram sobre seu novo suspense Lizzie, que está nos cinemas americanos. As duas atrizes contaram sobre como foi organizar o projeto e sobre o relacionamento das duas mulheres. Confira:

Por 10 anos, Chloë Sevigny não estava recebendo os tipos de papéis que ela gostaria. Apesar de ser conhecida por uma indicação ao Oscar por Boys Don’t Cry em 1999, ela ainda estava interpretando coadjuvantes. Então, ela criou um papel principal para ela mesma com Lizzie, um filme sobre a famosa Lizzie Borden.

“Eu queria estrelar em um filme,” ela disse. “Eu queria dar para mim mesma a oportunidade, e eu disse que eu queria interpretar essa personagem complexa, explorá-la e ter minha própria interpretação do mito, da lenda dela.”

Lizzie é um suspense psicológico baseado nos assassinatos de 1892 do pai de Borden (interpretado por Jamey Sheridan) e madrasta (Fiona Shaw). Sevigny interpreta a protagonista nas semanas que levam aos assassinatos pelos quais ela foi acusada, julgada e inocentada. Ela se junta a Kristen Stewart, que estava no topo do estrelado com Crepúsculo em 2008 quando Sevigny estava tentando fazer com que esse filme acontecesse e interpreta a empregada da família e amante de Borden, Bridget.

Sevigny diz que ela era “muito familiar” com o mistério Borden já que nasceu em Massachusetts. Ela até passou uma noite em Lizzie Borden Bed and Breakfast, a casa onde aconteceram os assassinatos.

“Eles contam uma lorota para você e te assustam e dizem que 50% dos hóspedes vão embora no meio da noite,” ela disse. “Quando eu ouvi o papo eu disse, ‘Isso é um filme e eu quero fazê-lo.'”

O conceito original do projeto, escrito pelo amigo de longa data e antigo colega de quarto Bryce Kass, era na forma de uma minissérie que eles compraram na HBO. (Sevigny estava quase no final de Big Love na emissora na época.) Quando a produção ficou de pé, a Lifetime lançou The Lizzie Borden Chronicles, um filme para a televisão estrelado por Christina Ricci, em janeiro de 2014. Mas Sevigny já tinha investido muito tempo e energia que ela ainda estava determinada a fazer o filme.

“Tomou formas diferentes durante os anos, mas decidimos fazer um filme menor focando na fica doméstica e no relacionamento de Lizzie e Bridget,” Sevigny disse. “Nós transformamos em uma história de amor.”

E mesmo que Sevigny teve a oportunidade de fazer papéis mais complexos desde o início do projeto, ela “precisava ver frutificar.”

“Eu não ia deixar de lado,” ela disse. “Eu precisava ir até o fim.”

Para Stewart, assinar para fazer o projeto foi simples.

“Somente o nome dela na página e o fato de que ela mesma organizou e era sua primeira fez produzindo… E baseado nas minhas impressões dela de longe e sabendo casualmente sobre ela e seu trabalho, eu sabia que queria ser parte de disso,” ela disse.

Stewart então leu o roteiro e “provou ser um olhar legal sobre algo que eu só sabia a versão da rima da infância.”

“Eu fiquei atraída pela ideia do que poderia ter levado a algo tão horrível e como essas duas mulheres em posições similares estavam apoiando uma a outra e as coisas saíram de controle.”

Enquanto estavam fazendo o filme, a equipe inteira tentou não permitir o interesse obsessivo que o caso geralmente oferece impactar seu trabalho.

“Alguns deles são fanáticos, e eu já fiz adaptações de livros e coisas onde pessoas são apaixonadas e quando isso difere do que eles acreditam [ou deveria ser], as coisas esquentam,” Sevigny disse. “Então você tenta antecipar isso, mas espero que eles apreciem o que fizemos e vejam a beleza e paixão nele.”

Stewart adicionou: “Para qualquer pessoa que já gosta disso, me faria feliz saber que eles estão interessadas em algo um pouco reimaginado. E nós não estamos esperando críticas porque não estamos falando que é certeza. Nós apresentamos uma hipótese, totalmente. É tipo, ‘Imagine que isso aconteceu.'”

Veja, por exemplo, o relacionamento romântico entre as personagens de Sevigny e Stewart. Ninguém sabe de verdade se as duas mulheres eram amantes.

“Não existe muita informação sobre a minha personagem a não ser onde ela estava durante os assassinatos, o que os levou a querer que o principal elemento dessa história fosse o relacionamento delas. Porque a única coisa que você sabe com certeza é que ela deveria saber o que estava acontecendo, porque ela era a única pessoa lá além de Lizzie,” Stewart disse. “Ela estava lavando janelas por duas horas? Sério?”

Explorar esse relacionamento também permitiu que o filme, Stewart disse, explorasse como a vida era para mulheres queer durante um período onde suas narrativas eram subestimadas.

“Há muitas histórias que vemos durante os anos que teriam narrativas LGBTQ mas não estão presentes porque eles não eram reconhecidos,” ela continua. “Talvez seja um filme de época ou talvez até mais velhos onde não estão reconhecendo o elemento gay que provavelmente está lá. Eu acho que é muito legal olhar para trás e ficar, ‘Como o gay era visto nessa época?’ e ‘Como essas duas mulheres seriam? Como elas se apresentariam em uma época onde elas não podiam ser naturais?'”

“Eu me senti muito limitada só com as roupas. Você não pode usar nada além daquele vestido preto, a empregada. E quando elas finalmente decidem se revelar uma para outra, mesmo que muito rápido…”

Sevigny interrompeu: “É muito delicado, e prático.”

“E é legal que não tivemos alguém, como nosso diretor hétero, entrando e dizendo ‘Eu tenho ideias sobre como devemos contar essa história visualmente,'” Stewart continuou. “Ninguém ficou tipo, ‘Sim, mas vamos fazer isso de um modo bonito.’ Eu amo que quando elas fazem sexo é rápido, super real. E não é tímido, não está não tentando mostrar nada. Há um imediato que é autêntico e bom.”

Como tal, Lizzie é instrutivo, Stewart disse, para “qualquer pessoa que quer fazer um filme que não é diretamente reflexivo em quem eles são, ou algo que não esteja totalmente em seu ambiente.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen conversou com a Variety durante a divulgação de Lizzie em Los Angeles e falou sobre o aguardado reboot de Charlie’s Angels e sobre o suspense que estreia hoje (14) nos Estados Unidos. Confira:

“Quando você diz 2010, parece tipo, ‘Oh, meu Deus, isso faz tanto tempo,'” Chloe Sevigny relembra enquanto fala sobre o período de gestação de Lizzie.

A biografia histórica ficou em desenvolvimento pela última década. Sevigny explicou como ela trabalhou em outros projetos enquanto isso: “Não era como se esse fosse meu único foco pelos últimos 18 anos.”

Mas a história, que entra na vida doméstica da mulher acusada e inocentada dos assassinatos de seu pai e madrasta, Lizzie Borden, passou por várias iterações antes de chegar ao produto final.

“Quando se tornou o que é hoje, nós sabíamos que queríamos focar na história de amor e na vida de Lizzie em casa, e o relacionamento com Bridget e o que significava para ela,” Sevigny disse. “E como ela está tentando construir essa fuga dessa vida onde ela está tão infeliz.”

Kristen Stewart, quem Sevigny disse ser sua primeira escolha para interpretar a empregada irlandesa que se torna a confidente e amante de Lizzie, acredita que a história ressoa nos dias presentes porque “você vê mulheres que realmente parecem modernas, seguras de si e com desejo pela vida. Pessoas que você pode realmente se relacionar são literalmente amordaçadas e acorrentadas por sua era,” ela disse.

Stewart notou que enquanto a história de Borden é um conto trágico, “é legal ver dois animais assim se levantarem e morderem de volta” enquanto elas tentavam sair da casa contenciosa. “Ambas sentiram que estavam sendo abusadas, mas também como se elas não pudessem existir,” Stewart disse.

Sobre interpretar o papel titular e liderar o filme por sua realização, Sevigny foi atraída por “como ela é misteriosa. Digo, para mim, foi isso que realmente interessou. Tipo, quem é essa personagem?”

Enquanto Stewart ecoou seu sentimentos, Sevigny continuou a expandir sua curiosidade: “Você sabe, o que levaria ela a fazer isso? O que é de onde surgiu a história. Como ela encontra forças para fazer isso. Ela é louca? Ela estava em um ataque epilético? O que levaria uma mulher a fazer isso? E o quão oprimida ela devia ser para ir a um extremo desses?”

Fonte

“Olha. Eu vou falar isso, mas vocês vão ficar tipo, ‘Vocês não fizeram nada disso,'” Kristen Stewart brincou sobre seu aguardado reboot de Charlie’s Angels que está começando a produção.

Enquanto divulgava a biografia histórica Lizzie com a co-estrela e produtora Chloe Sevigny, Stewart notou que as novas “Panteras ainda serão divertidas e farão coisas de Panteras, mas também vai ser atual e moderno.”

Uma dessas atualizações modernas é, claro, Elizabeth Banks interpretando Bosley, um papel tradicionalmente interpretado por um homem nas iterações anteriores. Banks também irá dirigir o filme.

Enquanto Stewart diz que ela amava os filmes anteriores e acha que são hilários, ela se interrompe antes de comparar com o novo filme. “Deus, é tão engraçado. Eu sei que se eu disser isso de um certo jeito, vão escrever sobre isso. Mas não é uma coisa tão ruim,” ela disse.

“É tipo uma versão ‘woke’.”

Sevigny concordou, adicionando que o público de hoje em dia não leva a “frivolidade” de jeito leve. Stewart concordou, explicando que “existe uma natureza brega nos últimos que foram super divertidos. Mas, hoje em dia, se você vê uma mulher em combate, tudo deve estar completamente dentro de sua capacidade.”

O filme também terá “uma rede inteira de Panteras,” de acordo com Stewart. “Não são apenas três. Mulheres ao redor do mundo estão conectadas e ajudam umas as outras,” ela disse.

Notando como as novas Panteras “trabalham juntas de um jeito muito bonito,” nada foi dito se as antigas Cameron Diaz, Drew Barrymore, ou Lucy Liu farão uma participação especial.

“Eu não sei. Vou perguntar para elas, no entanto. Vou ligar para elas. Ficarei tipo, ‘Hey, gente, vocês sabiam…?'” Stewart disse.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Durante a divulgação de Lizzie em Los Angeles alguma semanas atrás, Kristen e Chloë Sevigny conversaram o Associated Press para falar sobre o novo suspense sobre os assassinatos da família Borden. Confira:

Chloe Sevigny tem tentado fazer um filme recente sobre a história de Lizzie Borden por uma década.

Uma viagem até a casa em Fall River, Massachusetts, a convenceu a olhar para a vida de Borden por lentes diferentes, com mais empatia, afastando as cortinas das circunstâncias sufocantes ao redor dos famosos assassinatos em 1892 de seu pai e madrasta e o que poderia ter levado a isso. Borden foi julgada e absolvida do caso, mas continua a ser fonte de intriga hoje em dia.

Após anos de falsos começos, Lizzie, um tenso e lindamente produzido suspense psicológico co-estrelando Kristen Stewart como Bridget Sullivan, a empregada e figura essencial na vida de Borden, finalmente chega aos cinemas na sexta feira.

Sevigny, de 43 anos, e Stewart, 28, it girls de diferentes gerações, falaram com o The Associated Press sobre as filmagens, por que nudez no “clímax” e dirigir curtas antes de longas.

AP: Como você decidiu ir atrás da Kristen?
Sevigny: Bryce (Kass), o roteirista, disse Kristen e eu fiquei ‘Oh, sim. Ninguém mais.’ Então nós fomos tentar seduzi-la.
Stewart: Eu sou muito fácil. Não foi difícil.

AP: Visitar a casa ajudou a entender a história?
Sevigny: Deu à luz para nossa decisão de contar a história desse jeito. Não somente estávamos interessados na história de amor, uma trágica história de amor, e as duas procurando por liberdade e encontrando uma a outra, mas também o objeto que ela (Bridget) era fora da casa. Não havia como ela não saber o que estava acontecendo.

AP: Kristen, o que você achou cativante sobre a Bridget?
Stewart: Eu me senti protetora dela. Ela não tem voz nenhuma, de verdade. Eu realmente gostei do tipo de visão que ela nos deu de Lizzie. O jeito que ela a via era muito doce, um pouco inocente, mas também puro.

AP: Mostra as mulheres daquela época de classes diferentes.
Sevigny: Elas eram todas prisioneiras do Andrew (Borden). Eu, Abby, Emma e Bridget. Éramos todas prisioneiras nessa casa, juntas, sem opção.

AP: Me conte sobre a decisão de ficar totalmente exposta nesse filme.
Sevigny: O filme merecia isso. Era o que ele precisava. Eu acho que foi até minha decisão. Eu queria que o filme tivesse isso. E eu acho que é um pouco rebelde aos 43 anos ficar nua. Eu sinto que somos bombardeados com esses ideais de beleza e estou tentando desse jeito pequeno (com meu Instagram) dizer olhe para essa mulher, olhe para Anna Magnani, ela tem uma grande beleza, e ter meninas que olham para isso e veem mais formas, tamanho e visuais diversos e como essas pessoas também são apreciadas pelo o que trazem, não somente aparência, mas o talento.

AP: Eu vi no seu Instagram que vocês duas ficavam nesse bar, Original Pinkie Masters, durante as filmagens na Georgia.
Sevigny: Esse foi o primeiro bar gay em Savannah. E também tem uma escola de artes lá então muitos professores e estudantes estavam lá. Foi uma boa fenda de gerações. Eles tinham essa jukebox com todas as músicas incríveis e obscuras e era apenas o nosso lugar.
Stewart: Era apenas um ótimo bar.
Sevigny: Galera legal. Ninguém incomodava ela. Eles me incomodavam mais do que a ela.
Stewart: O que significa que é REALMENTE um bar legal.
Sevigny: Significa que eles são apenas mais velhos.

AP: Por que as duas decidiram começaram a dirigir com curtas antes de longas?
Sevigny: Eu era frustrada como atriz, sempre me dando para a visão de uma outra pessoa. Não que eu não concordasse sempre com a visão deles ou queria ser parte disso ou pensava que eram ótimos cineastas, mas você não está na sala de edição, isso é a coisa de outra pessoa. Eu queria ter a minha própria coisa e expressar minhas próprias ideias, visões e amores.
Stewart: Sim, eu também. Eu comecei tão nova, eu nunca me senti mais vista ou expressada ou permitida apenas a ser como quando você conta uma história bem, uma que existe dentro de você. Eu não vejo uma grande diferença entre atuar e dirigir. Eu acho que como atriz eu amo a indulgência, mas eu não quero dizer falta de controle porque eu sou muito controladora. Estou sempre no bolso do diretor dizendo, “Como isso vai ser visto?” Eu quero ficar no seu quadro perfeitamente. Eu quero saber como vai ser.
Sevigny: Eu não. Eu me torno muito auto-consciente.
Stewart: Mas eu queria fazer um curta antes de um longa porque eu nunca tinha feito antes. De verdade. E eu amo o que os curtas fazem com a disposição das pessoas de contar coisas estranhas. Você não está tentando entreter as pessoas, não que isso não seja algo que eu goste, eu gosto, mas é divertido fazer um poema de versos livres.
Sevigny: Mais expressão.
Stewart: Não precisa ter uma hora e meia, não precisa ser digestível. Só precisa ter gosto.
Sevigny: As pessoas me perguntam por que estou fazendo outro curta e não um longa, e eu tenho tanta adoração por diretores de longas, eu não estou preparada. Ainda estou experimentando e aprendendo.

AP: E como atrizes, vocês duas estão frequentemente se rebelando contra o grande negócio de Hollywood, consistentemente escolhendo projetos e diretores interessantes para trabalhar.
Sevigny: Isso se chama bom gosto.
Stewart: E ela faz outro ponto! Cara! Sinceramente, se eu falasse isso ia soar como uma idiota, mas porque é ela, porque você realmente tem a influência, você pode levantar essa afirmação e arremessar.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen conversou com a revista Entertainment Weekly sobre seu novo filme Lizzie, e falou sobre o romance entre as duas personagens principais e mais sobre o enredo do filme. Confira:

Lizzie, de Craig William Macneill perfura até o osso da história especulativa com sua versão feminista do misterioso assassinato da família Borden, que sugere que a famosa assassina suspeita (Chloë Sevigny) se rebelou contra os abusos de seu pai com sua empregada/namorada irlandesa, interpretada por Kristen Stewart, que explica para o EW por que os opressores patriarcais deveriam prestar atenção no aviso sangrento do filme – e como o projeto evita vestir suas principais amantes no mesmo clichê do cinema do mesmo sexo.

ENTERTAINMENT WEEKLY: Então, sexo em um pombal e assassinatos sangrentos: esse é o romance do ano.
KRISTEN STEWART: [Risos] Sim!

A história de Lizzie, na verdade, se tornou uma lenda polpuda e quase cartoonística ao longos dos anos, o que a desumaniza. Você acha que esse filme reintroduzir o elemento humano que faltava?
Eu acho que esse crime lascivo, verdadeiro e frenético foi transformado em folclore. Todos sabem a manchete, mas é legal olhar mais afundo e ler o artigo e considerar que temos muitos detalhes adicionais. Ela estava com muita raiva. Alguma coisa deve ter irritado ela. Ela não é apenas louca. Não estou dizendo que deveríamos ter empatia com assassinos. Eu nunca acho que ser super violento é necessariamente a resposta para tudo. Mas é legal pegar uma história que todos estão familiarizados em preto e branco e dar vida a ela.

Existe uma rebeldia nisso tudo, dada a todas as liberdades distorcidas do filme?
Definitivamente. Eu fui para Savannah [para filmar] dois dias depois da eleição do Trump. Essas conversas bem altas que estão acontecendo agora não estava necessariamente no feed da tela dos celulares de todo mundo. Não era algo que estava tão na mídia como agora. Então, sim, eu acho que quando fizemos esse filme ficamos tipo, Deus, imagine duas mulheres com esses vazios, e elas reconhecem isso uma na outra. Seus instintos são tão opostos, mas elas completam a voz uma da outra desse jeito que fortalece a outra o bastante para que, na verdade, elas não sejam controladas e aproveitadas sem nenhuma opção pelo resto da vida. Elas são basicamente prisioneiras em sua própria casa.

É interessante e também é uma história de amor trágica. Todo mundo gosta de crimes reais, todos querem saber como alguém seria capaz de fazer algo tão abominável. Mas, nesse filme, não temos empatia, estamos apenas dizendo que era muito mais difícil viver como uma mulher naquela época, e ainda estamos lutando e reconhecendo as coisas pela primeira vez, então é meio louco imaginar: Como era o ‘gay’ naquela época? Como era para duas jovens mulheres terem sentimentos calorosos e transcendentes com feromônios voando entre elas, e um apoio que elas nunca imaginaram de uma outra pessoa? Ainda assim, elas estão usando corsets e Bridget está varrendo o chão e sendo abusada por seu patrão. Imagine todas as diferentes histórias que foram contadas, mas completamente parciais.

Chloë me disse que ela queria acabar com o patriarcado com esse filme. Você canalizou alguma raiva contra o patriarcado na sua performance?
Bridget está em conflito sobre seus sentimentos naturais e ela não é tão extrovertida como a Lizzie porque ela, em sua mente, não tem esse direito. Ela vem da pobreza extrema, ela está totalmente deslocada na América. Ela está completamente sozinha. Quando ela conhece a Lizzie, há um espírito persuadido por causa de seu reconhecimento mútuo. Eu nunca consegui ter essa raiva porque eu estava interpretando alguém completamente calada. Teoricamente falando, sim, eu absolutamente queria fazer parte desse filme porque você vê essas duas garotas que são inteiramente oprimidas e que não podem respirar e estão sendo estranguladas. Escolha não é uma palavra que existia no vocabulário delas. Mesmo que não termine super bem para as duas, apenas conseguir assistir duas pessoas que não podem existir e se sentirem bem ou felizes por um segundo, apenas compartilhar alguns momentos e respirarem um pouco juntas como uma só é, para mim, triunfante.

Bridget lida com problemas que estão em destaque agora: Ela é abusada sexualmente por Andrew e é relutante em denunciar por medo de perder seu trabalho. Eu sei que você não está tentando ter empatia por assassinos, mas no ambiente distorcido desse filme, os assassinatos são justificados já que o pai de Lizzie é um abusador?
Eu não quero medir as palavras e dizer que é óbvio que esse é o motivo pelo qual Lizzie precisou matá-lo. Eu nunca iria justificar violência, mas nós somos animais. Se você encurrala um animal após trancá-lo numa jaula e faz coisas bizarras, o que você achar que vai acontecer? Ele vai morder de volta. É satisfatório ver essa reviravolta. Teoricamente, é justificado. Lizzie não era um monstro louco e malvado, ela era vítima de abuso.

A famosa cena do assassinato é feita sem roupas. Como você se sentiu com isso?
Eu amo esse detalhe. O fato de que a vemos seguir esse assassinato completamente nua, ela fica feroz. Ela se torna esse animal. Ela está visualmente, impressionantemente feminina no momento, e também muito forte. A imagem do rosto da Chloë, desligada, carregando esse assassinato com sangue respingado enquanto você vê seus seios – é melhor tomar cuidado, cara!

É interessante para mim porque a cena de sexo é com roupas, e não é até o assassinato que vemos seus corpos.
Nós nunca fomos inseridas em cenários bonitos. Nunca foi tipo, “Okay, então o seu corset vai abrir!” É claro que não vai abrir! Demora, tipo, uns 10 minutos para tirar, então se vamos transar, vai ter que ser de roupa! Aquele nível de intimidade, essa troca em silêncio que elas fazem, encaixa. Foi presente e honesta. O mesmo com a cena do assassinato, elas não podiam usar roupas porque o sangue ficaria nelas, então elas precisavam tirar. Mas ver Chloë nua com um machado é muito representativo sobre o que é esse filme. Por outro lado, nós em nossas roupas enquanto estamos sendo íntimas estamos tentando ficar por baixo dessas amarradas, tentando muito nos aproximar por apenas mais um centímetro. Nós percebemos que o que é sexy é o imediatismo de não tirar as roupas.

Como vocês abordaram a apresentação do relacionamento do mesmo sexo intimamente, mas não explorado sexualmente?
Naturalmente, de uma visão de dentro. É uma história queer em um filme que não o define inteiramente. É muito legal fazer filmes com nuances, camadas e reais, ao invés de pegar algo importante para mim e fazer ser clichê e amplo. Isso me irrita. Eu odeio que apresentem desse jeito. Para elas, a palavra ‘gay’ não é um fato. É um instinto que não possui nome.

Chloë e Bryce disseram que eles tiveram encontros espirituais com alguns fantasmas presentes antes e durante as filmagens. Você foi poupada disso?
Não, eu nunca visitei. [Risos] Eu totalmente acredito que a Chloë teve essa experiência louca. Ela teve uma noite conturbada e não conseguia dormir, e ela estava certa de que era o Andrew. Eu, por outro lado, não tive nenhuma experiência específica. Quando você faz um filme sobre uma pessoa real, especialmente se ela já não está mais viva, é aquela coisa onde você imagina se eles podem ver você cutucar o nariz ou algo assim. Você se pergunta se eles estão olhando você. Qualquer ventinho, a Chloë estava tão dominada que ela ficava, “Oh, isso tem que ser a Lizzie!”

Bom, se os espíritos visitarem você no futuro, espero que seja para falar que você fez um bom trabalho no filme.
Deus, eu espero!

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Durante o dia de entrevistas para divulgar seu novo filme, Lizzie, Kristen Stewart falou um pouco sobre o aguardado reboot de As Panteras e sobre os 10 anos de Crepúsculo, além de falar sobre o longa sobre Lizzie Borden. Confira:

Kristen Stewart diz que o aguardado reboot de As Panteras dirigido por Elizabeth Banks definitivamente será original.

O ET conversou a atriz de 28 anos sobre seu novo filme, Lizzie, na quinta-feira, onde ela também comentou sobre a recente entrevista de Lucy Liu que diz que o reboot terá um “resultado positivo para as mulheres.” Liu estrelou em As Panteras (2000) e As Panteras: Detonando (2003) ao lado de Drew Barrymore e Cameron Diaz.

Stewart irá interpretar uma das Panteras no reboot de Banks ao lado de Naomi Scott e Ella Balinska.

“Oh, é muito legal que ela disse isso,” Stewart conta ao ET sobre os comentários positivos de Liu. “É verdade, eu acho, talvez não seja a resposta imediata de todos, tipo, algo que teríamos que pensar bem porque o que vimos na infância foi tão divertido, e você sabe, a reimaginação é tão sólido e com boas intenções e realmente mostra o jeito que as mulheres podem trabalhar juntas agora. Tenta ser acolhedor e divertido, mas falta um elemento que ainda não vimos antes.”

“Não estamos tentando imitar os antigos, mas eu acho que Liz é naturalmente engraçada o tempo inteiro, de qualquer jeito,” ela adiciona.

Stewart compartilha que ela já começou o treino físico para o filme, mas ainda não conheceu Scott e Balinska.

“Eu tenho feito um pouco de boxe, o que eu nunca fiz antes,” ela revela. “Eu estou viciada. Assim que eu começo a lutar, eu percebo que o que estou fazendo é para lutar com pessoas. Isso realmente é agressão e eu odeio. Mas o que estou fazendo ultimamente é falar com a Liz, e eu mal posso esperar para conhecer as outras meninas e eu viajo no domingo. Vou fazer mais treinos de luta, ficar mais agressiva em breve.”

Mais tarde, Stewart também refletiu sobre o aniversário de 10 anos de Crepúsculo em novembro, o filme que a lançou para o status de A-List. Ela diz que o elenco, que inclui Robert Pattinson, Anna Kendrick, Taylor Lautner e Nikki Reed, ainda mantém “um pouco” de contato.

“Sim, faz bastante tempo,” ela diz. “Eu não sei, é engraçado. Eu também vivo no mesmo bairro por 10 anos e eu pensei sobre isso outro dia, que uma década atrás lá não era tão cheio, e eu achei bizarro dizer algo assim. Então, é a mesma coisa, porque certas coisas, certas memórias, ficarão com você para sempre. Então, nunca vai ser normal dizer que algo faz tanto tempo assim, e eu me sinto da mesma forma.”

Atualmente, Stewart continua a animar seus fãs graças a suas escolhas imprevisíveis na carreira. Seu último filme, Lizzie, é um suspense psicológico baseado nos famosos assassinatos de 1892 da família Borden. O filme estrela Chloe Sevigny como a famosa Lizzie Borden, que foi acusada e inocentada de matar seus pai e sua madrasta com um machado. Stewart co-estrela como Bridget Sullivan, que secretamente desenvolve um relacionamento íntimo com Borden.

Sevigny conta ao ET que ter Kristen no elenco foi um sonho realizado para ela.

“Ela era a única possível, sim,” Sevigny diz. “Ela é uma das minhas favoritas, talvez a minha atriz favorita trabalhando hoje em dia, e eu gosto de sua autenticidade e suas escolhas, sobre o quão real ela é, como ela é como pessoa, e apenas o que ela trouxe para o filme. E ela é incrível de assistir e estar perto, sou fã.”

E o sentimento definitivamente foi mútuo para Stewart.

“Eu honestamente vi a capa do roteiro e já quis fazer o filme somente pelas pessoas envolvidas, e quem estava no comando, porque eu não admiro somente seu trabalho, e sim tudo o que ela é,” ela elogia. “Eu literalmente vi e estava imediatamente dentro. Eu teria feito qualquer coisa para estar no filme.”

Stewart também admite ser uma grande fã do gênero crimes reais, e maratona ocasionalmente.

“Quando eu faço isso, eu sempre me arrependo depois porque eu não durmo direito ou tenho pensamentos estranhos de ressaca, como “Por que estou me sentindo desse jeito?” Ou, “Por que estou tendo esse sonho estranho?” Ela diz. “Oh, porque eu fiquei assistindo três horas de assassinatos, o que é algo que eu gosto de ver antes de dormir.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

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