Arquivo de 'Equals'



Durante o dia de divulgação de Equals, Kristen, Nicholas Hoult e o diretor Drake Doremus conversaram com o LA Times sobre o filme e muito mais. Confira:

Por um longo tempo, parecia que Kristen Stewart estava se escondendo. Por baixo de moletons e bonés. Dos flashes. Até sua voz, porque o silêncio não podia traí-la.

Lá atrás, quando ela era conhecida como a estrela dos filmes de ‘Twilight‘, a ideia de viver em um mundo sem emoções talvez poderia ter sido agradável para ela. Esse é o tema de seu novo filme, ‘Equals‘, que é sobre uma sociedade do futuro onde humanos foram proibidos de sentir porque sentimentos causam muita angústia física e mental.

Mas agora, aos 26 anos, Stewart repele a ideia de segurar suas emoções. Na verdade, é algo que ela geralmente não é capaz.

“As pessoas costumavam a pensar que eu era realmente sem expressão,” ela disse. “Mas eu compartilho até demais. Recentemente, eu estava vomitando antes de um desfile da Chanel em Pequim. Eu comi arroz frito ou algo que não estava bom. E quando eu cheguei, eu comecei a contar pra todo mundo que eu não estava me sentindo bem. Era a coisa mais nojenta, mas eu prefiro que pensem que eu sou nojenta do que pensarem, ‘O que tem de errado com ela? Ela está estranha essa noite.'”

Ela tirou sua mochila e entrou em uma cabine ao lado de Nicholas Hoult, seu co-star em ‘Equals‘, que estreou na sexta-feira. Drake Doremus, o diretor, sentou em frente a eles.

Stewart tirou seu boné e despenteou seu cabelo, que estava loiro platinado com as raízes escuras, propositalmente. Sua roupa era uma mistura de grunge com classe: meias de malha com tênis, um relógio da Chanel e lápis de olho preto borrado. Hoult, entretanto, chegou na noite anterior da Inglaterra e parecia com sono, como se tivesse qualquer coisa que estivesse a mostra na mala.

Em ‘Equals‘, os dois interpretam amantes. Apesar de seus personagens supostamente não sentirem nada, os dois são afetados pela S.O.S (Switched-On Syndrome), o que significa que eles são seres completamente emocionais com desejos sexuais, medo e tristeza. Quando eles começam a se apaixonar um pelo outro, eles devem manter seu relacionamento em segredo ou arriscar fazer um tratamento para S.O.S e ser restrito de emoções novamente.

O filme é como uma partida para Doremus, um naturalista indie que tende a retratar os dramas de um relacionamento bagunçado. Apesar de ‘Equals‘ novamente o encontrar trabalhando com jovens atores – seu filme de mais sucesso, ‘Like Crazy‘, de 2011, forneceu uma plataforma de lançamento para Felicity Jones e o falecido Anton Yelchin – também marca a primeira vez que ele explorou o mundo da ficção científica. O filme foi gravado no Japão e em Singapura e possui uma estética estéril e sem cor. E Doremus se manteve firme a um roteiro (escrito por Nathan Parker), apesar de ter trabalhado no passado somente com um esboço desconexo.

Apesar das mudanças, Doremus manteve seu processo familiar de ensaio, pedindo para Hoult e Stewart passarem uma semana fazendo exercícios juntos antes da filmagem começar. Alguns exercícios foram uma viagem: Em um, os atores tinham que encarar um ao outros por uma hora, não dizendo nada além de “olá”. O objetivo, o cineasta disse, era que os atores pensassem como seria ser uma lousa em branco.

“Foi sobre deixar as coisas nuas, o que é meio o oposto de como você normalmente aborda os filmes, tentando adicionar camadas e complexidade,” disse Doremus. “Não há uma história de base aqui, então, basicamente, nós tivemos que nascer de novo e começar do zero.”

“Essa foi a primeira vez que um diretor virou e disse, ‘Não faça nada. Faça menos,'” disse Hoult, que estrelou em ‘About a Boy‘ quando tinha 12 anos e desde então apareceu nos filmes de ‘X-Men‘ e ‘Mad Max: Fury Road‘.

“A parte difícil foi encontrar um lugar para a base de onde nós supostamente estaríamos começando,” Stewart entrou na conversa. “Eu estava muito próxima disso, especialmente naquela época, eu estava tipo ‘Vai doer tanto fazer esse filme se fizermos do jeito certo.’ Eu estava aterrorizada. Como nós poderíamos olhar para as coisas com olhos de bebê?”

Foi uma hipótese que o trio explorou durante o período de ensaios no Japão. O tema levou a discussões sobre namoro online (está causando a separação um do outro?) e a prescrição exagerada de remédios (estamos muito dormentes?).

“Eu tomava Ritalina e Dexedrine quando era criança, e ainda estou chateado com a minha mãe por isso,” Doremus relembra.

“Você já tomou Adderall quando adulto?” Stewart perguntou. Doremus negou.

“Desculpe,” Stewart continuou, “mas eu tomei Adderall uma vez e fiquei tipo, ‘Crianças tomam isso?’ É rápido, pra ser honesta. Eu estava em uma viagem na estrada e fiquei muito mal.”

Hoult, surpreso com a revelação dela, simulou pegar o gravador e jogar do outro lado do quarto.
“Não, tudo bem,” Stewart disse. “As pessoas podem saber disso. Eu já fiz – bom, esquece.”

Hoult, que também tem 26 anos, é bem mais quieto e mais cuidadoso com suas palavras do que Stewart. Os dois estiveram em relacionamentos de alto nível – Hoult com Jennifer Lawrence, Stewart com Robert Pattinson – mas o ator é mais cuidadoso sobre sua vida fora das telas.

“Eu me sinto protetor de qualquer coisa pessoal,” ele disse.

“Eu não falaria sobre quem eu faço sexo e como eu faço sexo a não ser que você seja meu amigo. Isso é estranho,” concordou Stewart, que também estrela ‘Café Society‘ de Woody Allen. “Mas então, ao mesmo tempo, eu encontrei um jeito de viver a minha vida e não sentir que estou escondendo nada. E eu acho que é muito aparente para qualquer pessoa que se importa – não que todos se importem. Mas eu acho que se você está acompanhando isso de algum jeito, é mais aparente que eu estou mais relaxada do que costumava ser.”

Ela parecia estar se referindo as fotos dos paparazzi em que aparece de mãos dadas e beijando mulheres como a cantora francesa Soko. Para alguém que costumava guardar sua vida pessoal tão ferozmente, tem sido uma mudança drástica de atitude.

“De alguma forma, conforme fui ficando mais velha, eu reordenei minha mente,” Stewart disse. “Eu fiquei melhor em avaliar as motivações das pessoas. Não é algo que eu tenho que ficar pensando muito, sobre o que eu compartilho e o que não compartilho. É uma coisa natural. Quando eu era mais nova, eu ficava tipo, ‘Você vai me ferrar.’ E agora eu fico, ‘Tanto faz. Você não pode.'”

Apesar de Hoult não estar tão disposto a compartilhar seus sentimentos com o público, ele gosta de ter uma vida emocional rica. Como Stewart, ele disse que acha a ideia de viver na sociedade de ‘Equals‘ assustadora.

“Eu me sinto mal as vezes e então coloco uma música e fico em uma situação ruim pelo dia,” ele disse. “Porque você tem que ter os baixos para ter os altos, não é mesmo?”

“Você acabou de dizer ‘Não é mesmo’?”
Stewart perguntou. “Você soou muito inglês. Você esteve em casa por um tempo?”

“Sim,” ele respondeu com uma risada.

“Eu concordo com o Nick, no entanto,” ela disse, completando o pensamento. “Eu não vou mentir e dizer que não tive momentos obscuros onde fiquei, ‘Não! Eu não quero sentir isso!’ Mas eu sei que isso não é verdade. Eu me sinto abençoada por colocar muito estoque no que eu sinto, e isso me levou a lugares bons. Como ele disse, você não pode ter os altos sem os baixos.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

O site Vulture entrevistou as estrelas de Equals, Kristen e Nicholas Hoult, durante a divulgação do filme em Los Angeles. Confira:

No novo filme dirigido por Drake Doremus, Equals, Kristen Stewart e Nicholas Hoult interpretam personagens profundamente reprimidos vivendo em uma sociedade do futuro onde todas as emoções são proibidas – um problema, já que os dois começam a se apaixonar e tem que manter seu amor em segredo. O elenco carrega isso com um chute, já que os dois atores não possuem problema para se expressar fora das telas: Stewart, em particular, é tão sincera e deixa tanto suas emoções a mostra que o ato de a colocar em uma sociedade tão rigorosa na tela contém um suspense inerente.

Recentemente, Vulture encontrou os dois para uma conversa aberta sobre o filme e suas abordagens particulares à atuação e fama.

Nic, ouvi dizer que quando você viu Equals pela primeira vez, você se sentir como um voyeur enquanto assistia a si mesmo se apaixonar por Kristen. Drake foi capaz de persuadir você a fazer coisas que você não estava ciente que estava fazendo?
Hoult: Na hora, eu provavelmente percebi que estava fazendo. Mas não está no roteiro, não é algo que você planeja fazer, foi algo muito…
Stewart: Breve
Hoult: Então quando você pensa sobre isso, você não fala muito. Não até que um ano depois, quando você está na cabine de ADR e você assiste algo que faz você ficar, ‘Wow, isso parece a minha vida real na tela. E eu não deveria estar assistindo isso.’

Isso parece uma vitória, quando você pode se surpreender assim?
Stewart: É estranho, porque já que interpretamos pessoas muito simples e nuas, nós somos nós mesmos nesse filme. Sem qualquer desenvolvimento social ou alguma característica única, estamos tentando fazer a versão mais crua de estar vivo – e então, ao assistir isso, não parece ser outra pessoa. A razão pela qual é surpreendente é que a cereja do topo foi o que passou por nós em um momento. Geralmente, nós podemos levar crédito por isso, mas nesse caso, ficamos: ‘Whoa, Drake, obrigada por nos colocar nesse caminho.’

Vocês são bons em assistir vocês mesmos nos filmes?
Hoult: Não sou muito fã.
Stewart: É, ele não gosta muito.
Hoult: Sempre penso que eu poderia ter feito melhor ou diferente. A percepção tardia é 20/20, não é?

Você é melhor nisso, Kristen?
Stewart: Tecnicamente, eu sou melhor porque eu faço mais. Porque isso completa um processo pra mim. Eu quero fazer filmes para sempre, quero dirigir, escrever e continuar atuando pra sempre, então isso me faz melhor para assistir a performance. É esclarecedor, e não de um jeito técnico, não é como se eu ficasse ‘Oh, eu vi meu rosto fazer isso e agora eu sei como chorar na tela.’ É mais tipo, se você pode correlacionar a experiência de fazer um filme com o produto final, isso afeta como você segue a partir desse ponto. Eu quero me perder em um papel, quero ser completamente atraída para as coisas por razões naturais e sem considerar o público, mas ao mesmo tempo, eu realmente me importo que o filme seja bom. Eu amo tanto o processo de fazer um filme que não terminar isso não faria sentido.

Até que ponto você se sente cúmplice do acabamento de Equals? Drake deixou vocês entrarem no processo de pós-produção?
Stewart: Não mesmo. [Risos]. Eu sei que ele tem um editor que ele ama, mas ele meio que gosta de editar sozinho em sua casa em Los Feliz. O tempo todo, eu ficava, ‘Ele está apenas a umas quadras de mim agora,’ mas eu não falei com ele por alguns meses após terminamos a gravação do filme. Tem vezes que eu ligo para os diretores e fico, ‘Hey, e aí? Posso ir ver as coisas? Você pode me dizer sobre o que você está animado, e o que funcionou e o que não funcionou, e qualquer coisa que você aprendeu baseado nos três meses que passamos juntos? Qual o lance?’ Mas eu nunca liguei pro Drake. Eu estava exausta quando terminamos de gravar, e não foi algo que tentei controlar. Mas ao assistir, eu vejo que precisou de cada pessoa – de mim, Drake, John (o diretor de fotografia), Nic – para fazer. É uma sopa. O filme é uma tigela de sopa. Drake não controla tudo, mas ele instila essa vibe de um jeito tão natural, que eu sou muito fã. Então eu não queria afetar isso. Eu não queria ligar e ficar, ‘Hey, não esquece disso, caso você não tenha visto!’

Você já fez isso com outros diretores?
Stewart: Sim, com pessoas que eu senti que não me viram. Mas eu me senti tão visível ao redor do Drake e do Nic. Eu nunca ficava tipo, ‘Entende o que eu digo?’ Sim, claro que eles entendem. Era implícito.

O quanto de Equals foi improvisado?
Hoult: Você tinha um roteiro, mas então Drake ficava tipo, ‘Nah, não diz isso.’ Eu percebi que eu sou muito acostumado a aprender as falas e então deixar um pouco de lado.
Stewart: Eu nunca sei minhas falas. Nem no filme do Woody Allen, eu não sabia minhas falas.
Hoult: Sério?
Stewart: Mm hmm.
Hoult: Como isso funciona? O que acontece?
Stewart: Eu aprendo elas rapidamente se for necessário, mas normalmente, eu apenas acho que é melhor se você dizer ou achar algo um pouco diferente. Se você prepara o terreno corretamente, ele funciona e é mais fácil se você está interpretando alguém que é próxima de você. No filme do Woody Allen, foi mais difícil porque eu estou interpretando essa menina que é o oposto de mim, essa pequena pessoa alegre e adorável, mas assim que eu a encontrei, eu pude totalmente improvisar sem afetar a linguagem dos seus filmes, o que é louco porque ele é muito particular. O que estou dizendo é que, aprender as falas entra no meu caminho, mas inversamente, se você não aprende, você tropeça. É uma balança. Para ser honesta, algumas vezes eu me fodo. Eu fico tipo, ‘Oh, merda, eu não sei minhas falas!’ [Risos].
Hoult: Você já esteve em um filme onde o roteirista ou o diretor disse, ‘Não, diga palavra por palavra?’
Stewart: Uma vez. Com a Kelly Reichardt.

Para seu filme, Certain Women?
Stewart: Sim.
Hoult: Foi como com Aaron Sorkin, onde você tem que dizer tudo exatamente como é, até as pontuações?
Stewart: Ela nunca disse isso inicialmente, então eu não estava preparada quando cheguei no set. Eu literalmente falava ‘o’ ao invés de ‘é’, só uma pequena alteração para fazer parecer mais com algo que eu diria, e ela ficava tipo, ‘Oh, um, isso foi ótimo, mas na verdade, as palavras são essas.’ ‘Oh, ok. Merda. Eu não tinha percebido. Bom saber.’ Ela gosta das palavras. Ela as escreveu de um certo jeito e ela gosta delas. Eu não acho que ela nem percebeu que gostava tanto assim das palavras. Se eu contasse para ela que ela fez isso, ela ficaria tipo, ‘Não, não fiz!’ Mas ela fez.
Hoult: Você achou isso restritivo?
Stewart: Sim, sim. Mas ao mesmo tempo, eu sinto que isso me afastou da “Kristen”, e foi legal. Ela não me contratou pra isso. Algumas vezes eu sou contratada pra isso, e de verdade, é o que serve melhor para o papel, estar totalmente nisso e ser natural. Mas aquela garota [em Certain Women] era diferente. Eu tenho esse sotaque leve nesse papel…
Hoult: E o ritmo dos diálogos podem mudar tudo.
Stewart: Exatamente. É o ritmo, sim.

O mundo de Equals, onde esperam que você se sufoque e “passe” na sociedade, poderia ser uma metáfora para muitas coisas. Qual foi sua opinião sobre isso?
Stewart: Quando você está escondendo algo importante para você ou algo menor, como um humor que você acha que vai ser inaceitável, é um sentimento terrível não ser visto. É a pior coisa, na verdade. Pense no quão horrível é quando você está tentando se mostrar para alguém e eles não enxergam? Isso é um saco, mas o que é pior é nem tentar ser visto, não dar a oportunidade de ninguém te conhecer. É o sentimento mais isolado, e obviamente, há graus disso em nossas vidas, mas sim, não há nada pior do que ter que esconder as partes mais importantes e essenciais de si mesmo. Significa que você está negando o que é ser você, e isso é a pior coisa, acredite em mim. Eu fiz muito isso. Eu tenho um trabalho que não permite você ter um certo humor – não na parte da atuação, mas durante a divulgação.

Porque se você não está feliz e otimista o tempo todo, seu humor vai ser infinitamente analisado e dissecado?
Stewart: Sim.
Hoult: Ou mal interpretado.

Após viver aos olhos do público por tanto tempo, você tem que fazer um esforço para se manter presente e verdadeira nas entrevista, ao invés de colocar sua armadura?
Stewart: Sim, é estranho. Não é um esforço combinado, e eu não tenho muita consideração de como isso vai se encaixar no mundo por causa do controle mínimo que tenho sobre isso. Toda conversa que eu tenho é uma conversa completamente pessoal, e se uma pergunta é feita por alguém que se importa, eu vou até lá com você, entende o que digo? Mas se eu tenho alguém sentado na minha frente que está cutucando os detalhes que vão fazer seu website realmente popular naquela noite, eu apenas não me empenho. E então eles vão criticar isso e ficar tipo, ‘Oh, você é tão cuidadosa. Deve ser triste viver assim.’ E eu fico tipo, ‘Não, é só com você, na verdade. Eu tenho conversas boas com seus colegas de trabalho. Você faz um trabalho ruim.’

Como vocês se sentem quando um filme acaba? Vocês precisam ter essas experiências intensas e emocionantes com pessoas que, de repente, você não vê novamente.
Hoult: Eu fiquei melhor nisso. Eu lembro que quando era criança, eu fiz um trabalho e minha mãe disse que por dois dias após terminar, eu subi e fiquei chorando.
Stewart: Você ficou triste!
Hoult: Por dois dias! Eu só chorava. É um sentimento horrível no final de um trabalho. Bom, depende do trabalho. Em alguns, é um alívio quando você termina, mas em um trabalho como esse, você não está pronto para terminar. Essas coisas só acontecem uma vez. Quanto mais velho, mais sentimental eu fico sobre isso. Quando eu era criança, eu era muito emotivo, e então eu passei por uma fase onde eu fiquei um pouco frio e pensava, ‘É um trabalho, nós passamos por isso, blah blah,’ mas conforme eu vou ficando mais velho, eu olho para o trabalho e fico, ‘Wow, é isso. Isso nunca vai acontecer de novo. Droga.’

Você se sente estereotipado?
Hoult: Eu quero fazer coisas diferentes. Eu nunca quero que alguém fale, ‘Oh, ele sempre faz aqueles filmes.’ Eu acho que eu tenho sorte de ter conseguido me afastar disso.

Eu esperei que após sua performance em Mad Max:Fury Road, você poderia ter explodido na noção de que você poderia ser estereotipado.
Hoult: Esse é meio que o objetivo. E fazer coisas diferentes com boas pessoas e aprender. Você sempre fica melhor conforme você vai envelhecendo na atuação, de qualquer jeito. É um desses trabalhos que quanto mais você cresce como pessoa, você consegue personagens mais interessantes, também.
Stewart: Ou não.

Alguns atores começam a se fechar mais tarde em suas carreiras. Você pode sentir isso.
Stewart: Sim.
Hoult: Isso é verdade.
Stewart: O que você acabou de dizer é, na verdade, errado. [Os dois riem].
Hoult: Eu acho que a armadilha que as pessoas caem é que eles acreditam que são bons atores porque falam para eles o tempo todo.
Stewart: E então eles param de atuar.
Hoult: E você pode ver.
Stewart: “Aquela pessoa é obcecada com ela mesma.”
Hoult: Isso é o que você não quer. Todo trabalho deveria ser um desafio. E então você aparece e faz o seu melhor, eu acho.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen e seu co-star, Nicholas Hoult, concederam uma entrevista ao Moviefone sobre Equals e falaram sobre o processo de filmagem, sobre o filme ter ido para o DirecTV antes dos cinemas, e muito mais. Confira:

Há muito conteúdo na televisão esses dias. E a maioria dos atores veem isso como uma boa coisa, mas alguns, ocasionalmente, como Kristen Stewart, oferecem uma opinião contrária.

Pegue seu novo filme, ‘Equals‘, como exemplo. Dirigido por Drake Doremus (‘Like Crazy‘) de sua própria história original, é o tipo de filme calculado, perspicaz e excêntrico que a maioria dos estúdios não estão dando muitas chances hoje em dia: uma ficção científica que provoca pensamentos e depende de diferentes estilos de efeito além do espetáculo criado digitalmente de esbugalhar os olhos. A emoção humana é a estrela, entregue por Stewart e seu co-star Nicholas Hoult, que, coincidentemente, os dois tiveram experiências com blockbusters como ‘Twilight‘ e ‘X-Men‘.

Equals‘ estreia nos cinemas em um lançamento limitado no dia 15 de julho, mas está disponível via DirecTV Cinema desde 26 de maio. E, como Hoult aponta, qualquer chance de contar uma história um pouco diferente em uma escala limitada para um público de qualquer tamanho, via serviços de assinatura ou de outro jeito, é um bônus. “Com todo mundo querendo tanto conteúdo, é emocionante, porque há muito mais por aí, e muitas oportunidades de contar as histórias menores. Mas também tem uma inundação de coisas.”

Mas Stewart, que diz que ainda está surpresa sobre o quão rápido o mercado do cinema mudou e continua a mudar, admite que a inundação de conteúdo que Hoult menciona a preocupa, especialmente quando ela está trabalhando em um filme com o tipo de qualidade que ela sente que ‘Equals‘ entrega.

“Você fica inundado com material, é tipo um estímulo em excesso que não tem o mesmo valor do material,” ela diz sobre as bibliotecas profundas de conteúdo agora disponíveis em qualquer hora. “Eu fico despedaçada com isso, porque eu sou muito “das antigas” e egoísta: idealmente esse filme deveria ser visto em um cinema. Eu odeio que as pessoas viram a porra desse filme no DirecTV antes, você entende?”

“Se você se importasse o bastante, porque há fã bases para filmes, para certas pessoas, cineastas, para gêneros, qualquer pessoa que gosta do Drake, do Nick, de mim ou do gênero, provavelmente assistiu esse filme no DirecTV quando lançou,” ela disse. “Mas essas pessoas teriam ido ao cinema comprar um ingresso, foda-se o reembolso. Eu não estou nem falando sobre isso. Mas esses caras que realmente se importam, eles viram no DirecTV, eles provavelmente não vão ao cinema. Para mim, isso é um pouco triste porque esse trabalho, essa fotografia, é tudo tão bonito. Deveria ser visto! Isso me irrita.”

E, na verdade, junto com esse filme de ficção científica comovente, com uma virada romântica no estilo ‘Twilight Zone‘, ‘Equals‘ é uma coisa linda de se olhar, entregando um ambiente convincente e completamente realizado sem exigir uma multidão de artistas digitais da ILM ou Weta. E porque eles querem de verdade que o filme encontre seu público, qualquer que seja a tela em que estará passando, Stewart e Hoult sentaram com o Moviefone para refletir sobre suas experiências ao fazer o filme.

Nós temos uma ótima história de ficção científica, e ainda os efeitos especiais são suas emoções. O que significou para vocês poder contar uma história nesse tipo de contexto, mas sem se apoiar nos efeitos visuais, apenas contando através de vocês mesmos?

Kristen Stewart: Eu acho que, com qualquer filme bom de ficção científica, todos os elementos de fantasia funcionam como uma metáfora relevante. Eles estão lá para servir o que significa estar no centro. Então, nunca parece que você está fazendo algo que não é real, apesar de não ser o mundo em que estamos acostumados. Ainda é um mundo que precisa de muito para se acostumar. Drake é muito bom nisso. Ele cria um ambiente que é muito completo.

Filmes que permitem que as emoções sejam destacadas por CGI, eles parecem falsos e são blockbusters que não me interessam. Mas os que conseguem balancear isso de um jeito certo; eu amo filmes grandes, meio épicos com uma realidade suspensa.

Nicholas Hoult: A coisa legal sobre isso é que tudo que você estava interagindo estava no lugar de verdade. É mais sobre as emoções com as pessoas do que, ao contrário de muitos filmes desse estilo, quando você termina olhando para bolas de tênis ao redor do estúdio e alguém em um microfone dizendo para você quando olhar e o que está acontecendo. Então você não faz ideia. Você tem um conceito, uma imaginação correndo com isso, mas também até você ver o filme, oh, isso era o que estava acontecendo.

Isso pode ser, as vezes, um pouco frustrante porque quando não há nada físico para que você possa sentir. Você não está recebendo nada de volta. Uma grande parte disso não foi sobre quando você estava fazendo ou pensando sobre o que você estava atuando. Foi sobre observar outra pessoa e então entender o que ela estava fazendo e ler isso, o que é meio que a coisa mais importante porque isso é o que você faz quando você está vivendo.

Eu estava lendo sobre os exercícios de atuação bem focados um no outro que vocês fizeram para se preparar pra isso, o que foi um pouco incomum mas muito efetivo para a conexão de vocês. Como foi conseguir essa honestidade emocional um com o outro na preparação para interpretar personagens que vivem em um mundo onde eles são a conexão um com o outro?

Stewart: Se você imaginar o tempo que Nia e Silas passam juntos sem saber nada um do outro, a base antes deles fazerem as primeiras perguntas é uma coisa espiritual. Eles dizem “olá” um para o outro 365 vezes, mas eles não cavam nada mais profundo do que isso. Ainda assim, há um compartilhamento. Você pode ver por dentro de uma pessoa se ela permitir, e isso não significa que você precisa saber qualquer coisa sobre ela.

Então, ao sentar de frente um para o outro, e uma hora ficando apenas encarando, e então tentar transmitir algo e tentar receber isso, e então projetar e pensar o que esse movimento do olho significou. No final daquela hora, você apenas conhece a pessoa. Então ele estava tentando imitar o que Nia e Silas possuem quando eles realmente começam a interagir um com o outro.

Isso foi quase, de um jeito estranho, mais difícil de interpretar essas cenas emocionais sendo tão próximos? Ou isso foi uma comunicação de alguma forma?

Hoult: Nós tivemos sorte que nós filmamos em sequência, o máximo que podemos. Então a primeira vez que você nos vê no banheiro nos tocando pela primeira vez, essa foi a ordem. Até aquele ponto, nós não tínhamos feito nada antes na história. Então, esse tipo de coisa realmente ajuda quando você está fazendo algo, porque tudo que você fez até o momento se comunica com isso.

Stewart: Porque você não precisa jogar nenhum jogo de adivinha. “É o que é, eu fiz isso, e então fiz isso e isso…” Você não precisa saber como vai ser para interpretar algo depois disso.

Hoult: Sim, e há uma construção nesse momento também. Então há uma libertação e isso parece mais natural ao invés de tentar imaginar o que aconteceu até aquele ponto, e então fingir o que poderia estar acontecendo.

Como toda ficção científica boa, há uma tremenda alegoria na história. O que ressoou pra vocês?

Hoult: É sempre essa pergunta, para mim: os sentimentos se você quer sentir tudo, o bom e o ruim, e o que isso significa. E também, se você quer tirar o ruim, se isso também destruir o bom, e então você não pode mais sentir essas coisas.

Stewart: Eu amo a ideia de ter um grupo de pessoas que parecem ser obcecadas com tomar conta um do outro, mas se eles não possuem sentimentos pelos outros, por que se importam? É um desejo generalizado de progredir uma sociedade, como uma continuação egoísta e narcisista da nossa raça. Eu não acho que isso é o que leva alguém para qualquer coisa.

Essa hipótese é suspendida em uma realidade de merda, e eu acho que o que o filme diz é que, a única razão pela qual fazemos o bem ou o mal é para o outro. Nós estamos conectados. Não há razão para fazer qualquer coisa se estamos completamente sozinhos. Há testes. Se você isola os animais, eles apenas param de viver. Isso é verdade. Então eu penso nos primeiros despertares que tive na vida, e então isso me acerta muito forte. Você pensa que eles não vão continuar fazendo isso, mas fazem.

Então eu acho que isso é examinar o fluxo e refluxo dos sentimentos por alguém, e sustentar isso e o que você recebe em troca, e se tem valor ou não. Nós deveríamos apenas nos isolar e não tentar? Ou deveríamos ter fé que um sentimento que uma vez nos afetou tão positivamente que talvez não afete mais talvez nunca volte? Tudo o que vai para o por que de querermos tentar pelo outro, nos colocar para fora, ficarmos desconfortáveis ou com medo. Tudo é pelo o outro. Não é completamente egoísta.

Como atores, vocês se sentem unicamente em harmonia com as suas emoções, em contraste com outras pessoas? Vocês sentem que colocam mais pensamento e se exercitam mais para controlar isso? Ou vocês sentem que as emoções são mais fortes em vocês?

Stewart: Não porque somos atores, mas eu acho que algumas pessoas sentem mais do que outras.

Hoult: Sim, e há um tempo onde ocasionalmente, alguma vezes, isso faz você observar mais as emoções de outras pessoas ou reações, onde você assiste algo e acha interessante e tenta resolver. E então, algumas vezes, você está em um humor completamente estranho, então você torna isso para si mesmo, e então isso se torna muito estranho, porque você está sentindo isso e tentando analisar isso…

Stewart: E então tentar analisar isso!

Hoult: … E pensar nisso, e então você senta e fica pensando, e então fica “Oh, cara…”

Stewart: “Oh, eu sou tão estranha. Por que estou pensando nisso? Estou só tentando ser um ser humano normal.”

Hoult: [Gritando] “Eu tenho que ser livre! Tenho que ser eu mesmo!” [Risos]

Stewart: Tem vezes que eu estou surtando sobre algo! Tipo, fico muito emocionada! E então fico tipo, “Wow. Se eu estivesse interpretando isso, nunca teria feito tão forte.” Entende? Sempre fico, “Não. Seria muito menor. Isso não poderia ser real.” Então há momento na vida quando eu estou fazendo algo muitas vezes e eu fico, “Não, viu, você faz isso de verdade.” A vida não é tão sutil o tempo todo. A delicadeza é algo real no filme, mas a vida não é realmente delicada.

Vocês tiveram uma certa ansiedade de separação assim que o filme acabou porque vocês ficaram tão conectados diretamente?

Hoult: Eu tenho ansiedade de separação no final de cada filme. Mais nesse, com certeza. Sim, é sempre uma coisa no final quando você meio que, por meses cada momento do seu dia foi planejado. O que você ia comer, quando você ia comer e o que você ia vestir.

Stewart: É tão organizado.

Hoult: Tipo, toda sua vida…

Stewart: E então você fica, tipo, caído.

Hoult: E então você de repente chega ao fim de outro trabalho e eles ficam tipo, “Ok, te vejo mais tarde.” E você senta em casa e fica…

Stewart: “Eu posso fazer o que eu quiser agora?”

Hoult: E eu passo, tipo, dois dias sozinho sentado no sofá. E então você consegue sua rotina e seus hábitos de volta, e todas essas coisas. Mas de primeira é a coisa mais estranha. Eu me lembro de ficar muito triste.

Stewart: É quase como passar por um término.

Hoult: No aeroporto de Singapura no meu caminho de volta após o filme, eu lembro de sentar lá e todo mundo já tinha ido embora e eu estava indo, e eu estava sentado pensando, “Wow. Isso é horrível.”

Stewart: Vazio. Sim.

Hoult: É estranho. Muitas pessoas passam por isso em seus empregos, em termos de, tipo, militares, e eles saem de uma extremidade e já experimentaram essas elevações, ou surtos de adrenalina e tudo mais. Então você fica com esse sentimento vazio. Mas então vocês se reúnem novamente na press tour e é legal.

Stewart: Você tem que se acostumar com a vida, porque nossas vidas e nossos trabalhos, eles mesclam tanto, e ainda assim ao mesmo tempo, quando um filme acaba, ele acaba. Então isso te afeta e você pode pegar um pouco disso e levar pra sua vida, e você pode pegar a sua vida e levar para o trabalho. Mas assim que o trabalho acaba, você fica, “Oh Deus. Agora tenho que lidar com a minha realidade atual.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

O Yahoo Movies conversou com Kristen, Nicholas Hoult e Drake Doremus durante o dia de divulgação de Equals em Los Angeles e os três falaram sobre a possibilidade de um mundo como no filme e mais. Confira:

Sobre os prós e contras de viver em um mundo sem emoções.

Drake Doremus: Eu sou uma pessoa tão emotiva que eu não consigo imaginar estar nesse mundo. Mas eu acho que é fascinante remover a coisa que nos faz humanos, que é a capacidade de amar. E então é muito fascinante pensar, nós deveríamos achar um caminho de volta para isso? É mais produtivo para uma sociedade focar na exploração e curiosidade, sem as coisas que nos impede? E a resposta é não, não mesmo. A vida é bagunçada e relacionamentos também. Não é perfeito, e aceitar isso é muito importante.

Kristen Stewart: É uma pergunta hipotética que é boa para a conversa e para o filme, mas eu realmente não acho que você poderia ter esse tipo de mim. Nós seríamos apenas massas carnudas de pessoas indiferentes que nunca saem da cama; não teríamos resposta humana para nada. Não haveria curiosidade intelectual ou desejo de progressão. Eu não saberia nem como estar viva sem isso.

Nicholas Hoult: Seria uma sociedade mais fácil de viver, e teria mais paz sem as coisas terríveis que fazem as pessoas sentirem profundamente. Mas você não pode ter essa coisa boa sem as ruins.

Sobre filmar as cenas íntimas, incluindo o encontro sensual no banheiro.

Hoult: Drake te dá um espaço e ambiente onde você se sente seguro para explorar e fazer sua coisa. Mas além disso, ele é muito encorajador e se importa muito. Foi estranho ir do zero para 100, pulando entre as cenas onde você não pode sentir nada e cenas onde você está experimentando as coisas pela primeira vez.

Stewart: Essas pessoas sabem como andar e falar, e eles tem empregos. Então eles não são crianças. Ainda assim, eles são emocionalmente e sexualmente atrofiados. Se você colocar duas pessoas que nasceram adultos de frente para o outro, o que eles fariam, especialmente se são atraídos um pelo outro? Eles não saberia como beijar ou procriar, mas eles ainda são humanos. É uma hipótese estranha, mas eu posso imaginar.

Doremus: Kristen e Nic se jogaram completamente no filme. Foi incrível estar ao redor dessa energia. Eles são tão diferentes; Nic é um pouco tímido, e Kristen é muito apaixonada e intensa. Eles trouxeram coisas um no outro que eu não acho que outras pessoas teriam. Você não quer muito dirigir eles. No set, eu não falava muito, para ser honesto. Eu só deixava a câmera rolar e os deixava explorar a dinâmica que existia e saia do caminho mais do que tudo.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen conversou com o Santa Cruz Sentinel Movies sobre ‘Café Society‘ e ‘Equals‘ durante a semana de divulgação dos dois filmes. Confira:

É a semana de Kristen Stewart em L.A. – e por que não deveria ser?

A atriz de 26 anos de Woodland Hills se tornou uma das atrizes mais respeitadas nos anos recentes, e não é por causa do (nem apesar de) sucesso enorme que ela fez com a saga ‘Crepúsculo‘. Desde que a franquia terminou em 2012, Stewart fez uma série de indies pouco vistos mas altamente comentados como ‘On the Road‘, ‘Camp X-Ray‘, ‘Clouds of Sils Maria‘ e ‘Still Alice‘.

Ela possui mais dois estreando localmente na sexta feira, o romance distópico de Drake DoremusEquals‘ e o mais recente de Woody Allen, o romance de 1930 altamente sofisticado, ‘Café Society‘. Além disso, ela conseguiu fortes reações em ‘Certain Women‘ e ‘Personal Shopper‘ que foram exibidos em grandes festivais, e ela também irá aparecer em ‘Billy Lynn’s Long Halftime Walk‘, do ganhador duas vezes do Oscar, Ang Lee, no final desse ano.

As estreias desse fim de semana mostram Stewart enfrentando o amor e outros problemas de jeitos que a vampira Bella nunca poderia imaginar.

Equals‘ se passa em um futuro pós-apocalíptico onde os habitantes “civilizados” construíram uma sociedade tranquila e com tecnologia avançada e afirmaram que emoções são uma doença que precisa ser medicamente suprimida. Como em ‘1984‘e ‘THX 1138‘, a rebelião surge quando os colegas de trabalho Nia (Stewart) e Silas (Nicholas Hoult) não conseguem controlar a atração um pelo outro.

Doremus, que é especialidade em dramas emocionas e íntimos sem serem roteirizados, como ‘Like Crazy‘, coloca suas estrelas em um processo único para se conhecerem para seu primeiro drama emocional e íntimo de sci-fi.

“As regras do jogo eram, inicialmente, só dizer oi um para o outro,” Stewart explica. “Ele queria que nós tivéssemos memória física de dizer oi para o outro 365 vezes. Nossos personagens se veem todo dia durante um ano no escritório e nunca conversaram, nem se referiram um ao outro sem ser por meio de um oi. Mas, após um ano disso, você conhece a pessoa. Eu não sei a data de nascimento dele ou de onde ele é, mas eu conheço esse homem. No final, eu senti como se o visse todo dia durante um ano em um escritório, e eu tive essa curiosidade e sentimento por suas reações.”

Esse foi só o primeiro encontro.

“O próximo jogo foi, você pode falar e não importa o que você estiver dizendo, desde que seja completamente honesto,” ela diz. “E então o próximo jogo era, você não precisa, mas se você quiser dizer algo, tem que ser uma mentira. Isso te apresenta como mentir e quando você não sabe quando está mentindo.”

Parece ser uma ferramenta essencial para um ator. Especialmente quando se está interpretando alguém que tem que esconder seus sentimentos de todos. Stewart não está convencida de que funcionou para ela, apesar disso.

“Esconder e sufocar emoções por apresentação é algo que eu tive muito que fazer,” ela admite. “Não é tão incomum. Qualquer pessoa que já teve que ir trabalhar com qualquer bagagem, tristeza ou qualquer coisa, faz isso. Algumas pessoas são do tipo que preferem não compartilhar. Eu sou, tipo, eu compartilho tanto que isso na verdade me tortura um pouco. Eu preciso que as pessoas estejam na mesma página e isso nos conecta. Talvez isso soe egoísta, mas essa parte é fácil para mim porque eu sei como isso é.”

“Eu pensei que eu estava escondendo muito bem,” ela disse sobre trabalhar em Equals. “Eu vi o filme algumas vezes agora e fico tipo, ‘Wow, eu literalmente não estou escondendo nada!’ O que acontece com o meu rosto quando eu não quero mostrar as coisas é que fica muito duro, como um nó. Eu pensei que eu estava sem expressão, mas eu estava tipo, ‘Ungh, estou morrendo!'”

Ela tem sido dura com si mesma desnecessariamente. Especialmente se você considera ‘Café Society‘ um filme que mostra repetidamente a capacidade de Stewart de mostrar um arco íris de emoções conflitantes, muitas delas sendo reprimidas, em seu rosto iluminado por Vittorio Storaro.

Stewart interpreta Vonnie no filme de Allen, uma assistente ambiciosa mas com os pés no chão para o Phil de Steve Carell, um poderoso agente de Hollywood. Quando o sobrinho de Phil, Bobby (Jesse Eisenberg), que estrelou anteriormente ao lado de Stewart em ‘American Ultra‘ e ‘Adventureland‘) chega de Nova York para tentar a indústria do cinema, ela mostra Los Angeles para ele e conquista seu coração. Ele também toca partes dela, mas quando as coisas não funcionam, ele volta para casa para administrar um clube em Manhattan.

Suas vidas continuam, separadamente e mais ou menos satisfatórias, até a noite em que Vonnie entra no clube de Bobby.

“Vonnie é tão diferente de mim, em termos de tom,” diz Stewart, que a vida amorosa, ao menos como tem sido reportada, teve seu drama compartilhado. “Ela fez a história possível por causa do quão atraente sua energia é. Não ter culpa ou vergonha ao redor dos seus motivos ou suas decisões é um jeito muito avançado de contar a história de uma mulher jovem nos anos 30. Se apaixonar por dois homens ao mesmo tempo, um sendo muito mais velho, terminar um casamento… É realmente incomum em termos de convencionalidade.”

“O que eu acho que isso celebra é a apreciação da experiência momentânea, e nem sempre saber como algo vai terminar, mas não jogar fora só porque você não consegue identificar e ficar com isso. Ela permite que ele e ela tenham os dois, mais ou menos, e há essa melancolia que eu sinto muito. Há somente algumas pessoas que eu não fico com vergonha quando estou perto, e Jesse é uma delas, então eu pude ser completamente feminina e completamente animada. É há algo casual sobre isso, nem tudo é tão terrível. Se você olhar abertamente para algo, se torna mais comovente.”

Sobre o desenvolvimento profissional impressionante de Stewart, é casual ou uma coisa unnngh?

“Impulso de verdade e se permitir estar ao redor de pessoas que encorajam isso,” ela diz sem hesitação. Ou angústia. Mas totalmente séria.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

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