Arquivo de 'Entrevista'



Kristen esteve em Seul, na Coréia do Sul, recentemente para assistir a reapresentação do desfile da Chanel na cidade e também fotografou para a capa da Vogue Coréia. As fotos vocês conferem na nossa galeria e a entrevista abaixo:

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PS: Notem que a entrevista foi feita originalmente em inglês, traduzida para coreano, e então traduzida novamente para inglês e português. Algumas frases podem ter se perdido no processo, mas serão corrigidas assim que uma tradução mais precisa em inglês for feita.

Eu assisti ao desfile da Chanel para a coleção Paris-New York em Seongsu-dong. O que te impressionou?
Foi uma grande honra ver o último show de Karl Lagerfeld. Eu me apaixonei mesmo tendo visto online antes. Eu até experimentei algumas roupas, mas eu pude sentir como o tempo era relativo no desfile. Foi um pouco confortante. Se você sente saudade de alguém, você tenta recapturar seu legado e seu passado através das pessoas. Você deve saber que o tempo é sempre relativo e continua passando quando alguém vai embora. Tudo parecia estar se movendo ao mesmo tempo. Foi divertido descobrir o antigo Egito novamente nos tempos modernos, virar de ponta cabeça e reescrever hieróglifos. Houve significado porque foi a última coleção do Karl. Foi muito legal. Foi o melhor momento com a Chanel.

Chanel é a grife mais liberal para mulheres desde o século 20. Você é embaixadora da Chanel desde 2013, e eu amo seu espírito com a marca.
Nem todo mundo me vê como um museu para grifes de luxo. Eu nunca sonhei com essa situação quando era pequena. Francamente, antes de começar a trabalhar com o mundo da moda, achava a moda superficial. Mas nunca senti o peso ao trabalhar com Karl e Virginie ou ter que fingir que estou vendendo algo ou sendo uma outra pessoa. Quando eu trabalho com um artista da Chanel ou quando interajo com a Chanel, fico muito feliz e chocada ao descobrir algo novo em mim assim como quando gravo um filme. Projetos de improvisação autênticos e legais para mim são sagrados. Para mim, arte é uma religião e eu acho que a arte pode nos salvar. Eu amo ir mais além, e acho incrível e uma benção trabalhar com pessoas tão boas. Outra razão pela qual Chanel mantém as coisas preciosas através do seu método de trabalho.

Na segunda metade do ano estreia As Panteras. Em 2000, Cameron Diaz, Drew Barrymore e Lucy Liu estrelaram a versão original do filme. As Panteras era um filme representando as mulheres como personagens principais naquela época. É também um trabalho precioso que destacava mulheres independentes e capazes. Você tem alguma memória dos filmes?
Eu nunca vi a série de televisão, mas eu realmente gostava dos filmes originais. Os dois saíram quando eu era criança. A razão pela qual os filmes são tão emocionantes é que você pode ver mulheres trabalhando juntas. Eu me sinto melhor vendo isso. Parece difícil expressar em palavras o grande trabalho que podemos fazer juntas. Mulheres não são fisicamente fortes, mas tudo bem. Isso é porque existem muitos outros tipos de força. Mulheres podem fazer qualquer coisa juntas. Eu não quero generalizar muito porque existem homens legais, mas eu acho que uma força suave é mais atraente do que força física. Eu só tenho irmãos, mas eles me apoiam. É claro, meus irmãos irão lutar para me proteger, mas eu acho que eu tomo conta deles também. A mensagem do filme é muito legal. As personagens principais não são super heroínas e nem tentam parecer com homens. Se você você assiste muitos filmes de ação, você pode mudar o personagem do Bob para a Sue, e mostramos o poder que só as mulheres possuem. Outra razão pela qual As Panteras é um filme legal é que as três principais não são as únicas mulheres fortes. Mulheres de todo o mundo estão conectadas em uma rede para ajudar uma a outra a lutar contra o mal. É um filme muito divertido e caloroso. Enquanto eu estava filmando, eu achava as outras meninas legais, mas fiquei muito mais orgulhosa do filme completo. Você não quer ser amiga das três quando assiste? Quando eu terminei o filme, eu queria ser amiga das outras duas personagens. Se você assistir o filme, vai sentir que nós três somos muito próximas. As meninas irão pensar que podem fazer tudo juntas! É o sentimento que eu tenho quando estou com a minha melhor amiga. Eu precisava dessa mensagem antigamente, mas eu acho que veio em uma boa época.

Seus personagens refletem seus valores nos seus filmes recentes. Eu lembro de personagens com força interna. Qual seu preferido?
É sempre uma pergunta difícil. Eu estou em cada personagem. Eu não consigo me afastar de corpo e alma. Atores superiores agem com empatia mesmo quando interpretam um personagem muito diferente deles mesmo. Mesmo que você não entenda os motivos do personagem. Fazendo isso, os atores e os personagens se aproximam. Mesmo que seja um personagem completamente incompreensível, estamos todos conectados e fundamentalmente não existe uma pessoa ruim. Todos querem ter uma vida boa. Os personagens que me atraem sempre estão procurando por respostas. Na verdade, eu posso ter demonstrado um lado mais forte porque eu queria proteger o personagem que eu escolhi. Os personagens que eu interpretei possuem muitos problemas. Eram fracos e assustados, mas passaram por alguma situação que os fizeram parecer fortes. Eu tenho que gostar do trabalho. Todo mundo quer fazer um filme. Eles copiam um ao outro, mas às vezes são ridículos. Alguns roteiros são como comerciais. Então, algumas vezes eu leio um roteiro que eu preciso tornar em filme. Mesmo que eu não tenha um personagem para interpretar, existe um roteiro que eu acho que precisa ser filmado custe o que custar. Encontrar um trabalho não é difícil, mas nem sempre funciona porque você consegue ver o que é real e o que não é.

Em que posição você está como atriz?
Eu não me controlo quando estou atuando. Talvez eu esteja muito imersa em me encontrar. O que eu aprendi com a atuação é que eu realmente quero dirigir. Se eu não quisesse controlar a situação quando estou atuando, não saberia que iria querer me tornar diretora. Eu não quero ser uma treinadora porque não sou narcisista. Eu acredito que eu gostaria de liderar os atores e equipe em uma jornada juntos. Será uma meditação dos motivos pelos quais estamos na Terra. A diferença entre atuar e dirigir é o controle. É claro que eu gosto dos dois. É bom trocar forças e ficar completamente imerso. Eu não sei o quão longe cheguei como atriz, mas acho que posso ir para trás das câmeras e virar uma diretora. É claro, eu tive boas experiências enquanto atuava. É estranho fingir ser outra pessoa, mas também existe um ditado que para você entender outras pessoas, você deve se colocar no lugar delas. A atuação esteve em mim por bastante tempo. O que eu aprendi atuando é que tudo bem ficar com alguma coisa. Se eu leio um livro e foi bom, eu quero ler de novo, emprestar pro meu amigo, e falar sobre o livro. Então eu quero usar suas roupas e falar como se eu fosse a personagem principal do livro. Um filme é a sequência mais generosa que pode combinar literatura e ideias de qualquer assunto. Fazer filmes é como ir para a escola. Eu não sei o que eu estaria fazendo se não fosse isso. Eu tenho muita sorte.

Você dirigiu o curta Come Swim e irá dirigir o filme The Chronology of Water. Como diretora, como você é diferente da atriz?
Os resultados não são diferentes, mas o caminho sim. Atores e diretores não são diferentes. Os melhores diretores já fizeram esse caminho e passaram para mim. Não há uma grande diferença. Eu posso fazer novas descobertas, eu quero ser atriz e diretora porque eu quero novas descobertas. Eu não quero empacotar nenhuma lição ou ideia. O que eu sei mais do que os outros? A vida de um ator é um processo e coleção de dados. Você pode viver sem a introspecção, sem pensar muito, mas eu quero trabalhar pensar. As Panteras é um filme divertido de entretenimento, não tem um conteúdo profundo, mas possui forte afeição e fé. Eu quero ajudar outras pessoas a terem a mesma experiência que eu tive. O trabalho pode te levar a inércia e estagnação. Se eu me tornar diretora, eu serei uma atriz melhor. Se eu continuar a fazer a mesma coisa, eu vou bater em uma parede, sacudir a poeira e começar de um novo ângulo. Em outras palavras, diretores e atores ajudam um ao outro.

Como você decidiu dirigir The Chronology of Water?
Quando eu gosto de um livro, parece que é a minha história. Não posso ter a mesma experiência como criadora da arte, mas quando projetada, se torna minha. A autobiografia de Lydia Yuknavich, The Chronoly of Water, é um livro que contém tudo o que eu quero dizer. Os sentimentos que eu sentia foram preenchidos com palavras que eu podia expressar e pareceram aprender uma nova linguagem. Levamos dois anos para adaptar do jeito que escrevemos. Pessoas diferentes possuem jeitos diferentes de experienciar algo. Não há nenhuma resposta ou não há um nível em qual os livros são adaptados. Eu amei tanto essa obra que eu queria desenhar do jeito que era. Enquanto li o livro e o roteiro com Lydia, ela falava constantemente sobre os motivos que isso deveria ir aqui e alí. Nós fazemos isso pelo resultado multiplicado do trabalho. Na vida, as coisas acontecem de repente em uma cadeia de encontros. Graças a um projeto, outro projeto nasce. É muito emocionante. Eu vejo desse jeito. Se você passa isso para um ator, o ator irá atuar com seus próprios olhos. O diretor do filme interpreta com seus próprios olhos. Essa multiplicação de visões estreita a distância entre nós e nos salva um pouco da solidão.

Ainda estão falando de quando você tirou os saltos no tapete vermelho de Cannes ano passado. Você também marchou em silêncio para deixar as pessoas cientes que o número de produtoras e diretoras era significantemente baixo. Quais problemas você não se importa de se expressar? Como você quer usar sua influência como atriz?
Eu quero trabalhar muito. Eu respeito e apoio completamente meus colegas e mentores que geralmente são amigos da mesma idade e mentores respeitados. Eu acho que eu posso falar através do meu trabalho. Até agora, eu tenho tido sorte o bastante para falar o que eu quiser através do meu trabalho. Então eu vou continuar a trabalhar muito. Minhas crenças continuarão a serem vistas em meu trabalho.

Toda vez que você se expressa, parece que não é só sobre você, então eu me senti encorajada. O que você acha que é a coisa mais importante para manter sua fé?
Eu agora vivo uma vida livre que nem todo mundo pode gostar. Tenho pessoas ao meu redor com pensamentos similares, pessoas desafiadoras e boas. Essa liberdade foi conquistada por nada, mas sob quaisquer circunstâncias eu fiz o melhor que pude e nunca pensei que tivesse me traído. É claro que já errei. Erros pessoais, relacionados ao trabalho e ao fazer escolhas erradas. Na verdade, não há diferença entre público e privado. Para mim, o trabalho é algo muito pessoal. Eu costumo acreditar no meu coração e sou muito grata por ter liberdade de escolha.

Você pode compartilhar sua inspiração mais recente?
Eu troquei mensagens de texto com meu melhor amigo um tempo atrás. Ele me mandou algo que ouviu na noite passada. Eu não quero dar significados demais, mas é uma frase simples que me conforta. ”Tudo é nada.” A vida depende de mim e eu posso escrever minha história. Meu corpo é uma história e é minha, então eu posso fazê-la. O importante é que se você segurar uma caneta quando me encontrar, você pode escrever qualquer coisa sobre mim que irá se tornar um espelho que irá me refletir.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Durante as filmagens de As Panteras, vários jornalistas visitaram o set em Berlim e agora podemos finalmente saber o que eles viram na época. Com entrevistas com o produtor Max Handelman, a diretora Elizabeth Banks e as estrelas do filme, Kristen Stewart, Ella Balinska, Naomi Scott, Sam Claflin e Noah Centineo, confira a entrevista abaixo:

”Bom dia, Panteras.” “Bom dia, Charlie!” Essa frase te leva de volta seja para os filmes de As Panteras no começo dos anos 2000 ou de volta para a série original de televisão, e ela representa muito para muitas pessoas. E agora Elizabeth Banks quer trazer esse sentimento para uma nova geração com seu reboot de As Panteras.

Er, na verdade, não chame de reboot. Nem de revival. De acordo com Banks, que dirigiu o filme e co-escreveu o roteiro, o filme de ação é mais uma continuação ou sequência dos eventos construídos pela série original e os dois filmes dos anos 2000, e também os conecta para fazer um mundo enorme de As Panteras.

Quando o novo filme começa, já se passaram 40 anos desde que Charlie fundou a Agência Townsend com um trio de Panteras. Desde então, ele tornou isso em um programa global de espiãs. Existem Agências Townsend ao redor do mundo com uma equipe de Panteras em todo lugar.

Collider foi sortudo o bastante de testemunhar a ação no set em Berlim durante a produção no final do ano passado para conseguir os detalhes do que os fãs de As Panteras podem esperar do novo filme, desde as atualizações modernas para o que Banks carregou dos originais e mais.

EXPANDINDO O MUNDO

Uma das maiores coisas que Banks quis manter com sua versão de As Panteras era a honra com o legado original enquanto trazia as coisas para o século 21. ”Temos muitos easter eggs no filme,” Banks contou para o Collider, junto com um pequeno grupo de repórteres. ”Nós realmente homenageamos muita coisa da história de As Panteras, desde o figurino que mostramos e objetos e fotos.”

O produtor Max Handelman explicou que manter a história original a série de televisão na linha do tempo significava dar mais contexto em como o mundo mudou. ”A agência foi fundada em 1970, em um tempo onde obviamente o mundo e a América estavam em um lugar diferente do que 2018, e as mulheres estavam em um lugar diferente nos anos 70 do que estão 40 anos depois,” Handelman disse. “Mais de 40 anos atrás, uma pequena agência de detetives foi formada com três mulheres que eram subestimadas, invisíveis, não tinham as oportunidades apropriadas, e a agência cresceu até 2018, onde estamos hoje, e o que aconteceu desde então.”

Isso significa que enquanto o DNA das Panteras ainda está intacto, algumas atualizações vem na forma de como o mundo ficou grande com as equipes de Panteras ao redor do mundo. E acompanhando essas equipes estão vários Bosleys. Bosley costumava ser um personagem, mas agora se tornou uma posição. No filme, os fãs verão três Bosleys interpretados por Sir Patrick Stewart, Djimon Hounsou e… a própria Banks.

É isso mesmo, a diretora estará aparecendo na frente das câmeras para interpretar um Bosley, e uma bem importante também: Ela é a primeira Pantera a chegar na posição de Bosley. Isso é para representar ”as mulheres evoluindo na área de trabalho, e quando você termina de ser uma Pantera, você não acabou ainda,” Handelman disse. ”Então sua personagem se formou ou foi promovida para se tornar Bosley.”

FAZENDO AS MULHERES MAIS REAIS

Ao dar contexto para a mitologia ao colocar a mesma linha do tempo da série e filmes originais, isso significou que era hora de atualizar as Panteras para os tempos modernos. De acordo com Handelman, Banks se recusou a fazer a ”montagem obrigatória onde as personagens feministas podem provar para você como são duronas.”

”Elas apenas são, do mesmo jeito que você nunca ver Ethan Hunt treinar para se tornar Ethan Hunt,” Handelman adicionou. ”Ele apenas é. Você o conhece escalando uma pedra ou um prédio. Quando você conhece Jason Bourne, ele é completamente durão. Então quando você conhece Kristen Stewart como Sabina no filme, quando você conhece Ella Balinska como Jane, ela são apenas mulheres duronas e treinadas. Nós não temos que provar para você como elas são o que são. Elas são apenas mulheres talentosas que representam um arquétipo de personagens femininas.”

Tirando um intervalo durante uma grande cena de luta, Stewart, Balinska e Naomi Scott, interpretando o trio principal de Panteras nesse filme, inebriadamente compartilham sua animação sobre como suas personagens são a atualização perfeita para as Panteras originais porque elas ainda são relacionáveis enquanto são duronas.

”Nós temos essa grande rede de mulheres trabalhando juntas e apoiando uma a outra trabalhando pelo ‘bem’, que significa tratar bem as pessoas e ser positiva e se auto-afirmar ao invés de ter tipo, três mulheres super-humanas que são sexys e perfeitas e voam pelos ares,” Stewart disse. ”É tipo, não, é difícil fazer o que estamos fazendo, e só podemos fazer isso juntas.”

Além disso, nem toda Pantera é uma máquina de luta super-humana. Scott interpreta Elena, que começa o filme como uma cliente contratando as Panteras em um tempo de crise (e sem surpresa aqui: eventualmente se torna uma delas.) Elena trabalha em uma companhia internacional de tecnologia e faz uma descoberta terrível – ela se torna uma dedo duro tentando fazer o certo em uma situação super errada mas não é levada à sério. É aí que as Panteras entram.

”O que é legal para mim é no arco da minha personagem é que ela se torna uma Pantera também,” Scott disse. <”em>”É a ideia de que qualquer pessoa ser uma Pantera, porque ela pode não ser a garota mais coordenada do mundo, mas ela é inteligente, ela tem cérebro.”

Isso foi ”muito importante” para Banks incluir uma ”personagem feminina que está no ramo da ciência, no STEM,” de acordo com Handelman. ”Ela está entrando no mundo das Panteras, espiãs, e ela não faz ideia que isso existe e sua mente fica impressionada que isso é uma oportunidade em um mundo que realmente existe,” ele adicionou.

É TOTALMENTE FEMINISTA

Enquanto Banks ama que a série original já possuía feminismo no DNA, ela estava animada para fazer esse filme mais feminista do que nunca. Por um lado, ela diminuiu a forma como as Panteras usavam sexo e sexualidade para ter sucesso.

”Nós brincamos com esse tema e então jogamos fora bem no começo do filme,” Banks disse. ”As mulheres nesse filme usam seus cérebros e sua sagacidade. Temos um mantra que é ‘Vamos lutar com mais inteligência, não com mais força.’”

E é com isso que Stewart está mais apaixonada. ”Quando foi a última vez que você viu um filme onde um grupo de mulheres estão sentadas juntas e pensando como superar alguma coisa, como formular um plano e ser proativa nisso?” ela disse. ”Estamos destruindo o patriarcado nesse filme. É sobre uma companhia que foi criada por homens bem intencionados, e então foi tomada por babacas. Então estamos pegando de volta e reintegrando sua missão original.”

Isso também significa que não existe um foco pesado em romance nesse filme como aconteceu nas versões anteriores. ”Banks realmente queria focar nessas personagens como mulheres que estão fazendo seus trabalhos e são boas nisso e focam menos em histórias românticas,” Handelman disse.

VILÕES MAIS FORTES = HERÓIS MAIS FORTES

Um outro jeito mais quieto que Banks está fazendo esse filme mais feminista é fazendo os vilões serem mais fortes do que nunca para enfatizar como as Panteras são fortes também. Jonathan Tucker de Kingdom interpreta um vilão misterioso que é páreo a páreo com as Panteras em umas cenas intensas de ação, e ele não se segurou no que ele descreveu como uma cena de ação parecida com uma dança.

”Nós até tocamos Fred Astaire quando estávamos fazendo um parte da coreografia, e então atualizamos para ficar mais próximo do hip hop moderno, mas estávamos tentando fazer essa cena parece uma dança com duas parceiras maravilhosas,” Tucker disse. ”A ideia é que por mais forte que meu personagem fique, elas parecem melhores porque é um adversário mais forte. A conversa é: o quão forte podemos fazer meu personagem parecer para que elas saiam como as verdadeiras heroínas físicas?”

Curiosidade: O personagem de Tucker não fala no filme. E isso foi escolha dele.

”Eu queria ser um mistério e eu cortei todo o diálogo do personagem, porque eu achei que seria divertido,” Tucker disse. ”Então eu não digo nada até o final. Eu acho que é mais divertido para as pessoas ficarem, ‘Quem é esse cara, aparecendo do nada o tempo todo?’ É engraçado. E também um pouco irritante. Também é ameaçador. E nós não sabemos muito sobre ele.”

HÁ UM MISTÉRIO A SER RESOLVIDO

Enquanto a maior parte do filme é sobre as Panteras ajudando a personagem de Scott, há um mistério maior no fundo que é mais comum para as Panteras, especialmente no final do filme.

”Quem é Charlie?” Handelman provocou. ”Se estamos fazendo jus à história, a companhia que nasceu nos anos 70, e é 2018, você deve ser perguntar, quem é Charlie? Quantos anos Charlie teria hoje? Quem está comandando isso? E isso é uma pergunta que aparece ao longo do filme.”

VOCÊ NUNCA VIU K-STEW ASSIM

Prepare-se para ver a estrela de Crepúsculo em uma nova luz. A maior parte da comédia vem de Stewart, que interpreta uma personagem descrita como ”extremamente divertida, feliz, enérgica e extremamente dinâmica.”

”Eu sou literalmente um cachorrinho,” Stewart disse com uma risada. ”Eu sou tipo, ‘Por favor, por favor, por favor! Você não quer ser minha amiga? Não quer ser minha amiga? Podemos ser amigas?’ Nós todas temos defeitos, e então, meio que completamos uma a outra.”

Sobre a outra Pantera, a orientação de ação da Jane de Balinska vem do MI6. ”Ela é muito disciplinada,” Handelman disse. ”Ela trabalhava em um ambiente muito controlador como uma agência governamental formal, então a jornada de sua personagem é tentar deixar o controle de lado e confiar mais na equipe, o que entra em contraste com a personalidade da Sabina, que é loucamente deslumbrante e faz seu trabalho sem se preocupar com regras.”

SOBRE OS OUTROS DOIS…

Existem outros dois grandes atores em As Panteras que ainda não mencionamos: Sam Claflin e Noah Centineo. Não sabemos muito de seus personagens ainda, mas temos informações básicas após falarmos com eles no set.

Claflin, que está se reunindo com Banks após Jogos Vorazes, interpreta Alexander Brock, que é descrito como um tipo de cara de Silicon Valley – mas o ator não fazia ideia do que isso significava antes de se juntar ao filme.

”Eu tenho pouco conhecido dos homens ou mulheres da indústria em que meu personagem é baseado, essa parte do mundo de tecnologia de Silicon Valley,” Claflin disse com uma risada. ”É muito longe do meu conhecimento. Foi um tipo de pesquisa que eu e Elizabeth brincamos, tipo, ”Oh, talvez ele seja mais como Elon Musk, ou talvez mais como…” então foi gratificante aprender sobre esse mundo.””Ele é uma criança que nunca cresceu,” Claflin disse. ”Ele é gamer, vive na sua própria mente e aconteceu de inventar essa tecnologia que o fez ser o que é. Ele é mimado em muitos aspectos. Você tem a impressão depois de algumas coisas que ele fiz que ele não teve a melhor educação. Mas ele é muito, muito inteligente e um homem muito instruído.”

Brock é o chefe da companhia em que Elena trabalha e está tentando fazer justiça quando ela descobre que a nova tecnologia, Calisto, pode fazer mais mal do que bem nas mãos erradas. Mas de acordo com Claflin, Brock não faz ideia do quão perigoso isso é.

”Ele é uma parte inocente disso,” Claflin disse. ”Ele não sabe exatamente o que está acontecendo, o que é o motivo pelo qual as Panteras estão aqui. Apesar de ser um homem muito, muito inteligente, ele é muito, muito estúpido.”

Quanto a Centineo, a estrela de Para Todos os Garotos Que Já Amei interpreta o melhor amigo de Elena, Langdon, que trabalha com ela no desenvolvimento do software Calisto.

”Langdon é legal, cara, ele é o mais inteligente da classe, trabalhou muito para chegar onde está,” Centineo disse. ”Ele é dedicado, é parte da inteligência, sem dúvidas. Mas ele também é pateta, é ridículo. Ele tem essa peculiaridade sensível sobre ele.”

O relacionamento de Langdon e Elena é como irmãos, de acordo com Centineo.

”Ele admira ela,” ele diz. ”Eles compartilham um senso de humor e passam muitas noites juntos. Eles entram em algumas situações difíceis juntos e os dois precisam achar um jeito de sair disso. Ele é meio que arrastado para isso, na verdade. É um filme de ação, e Langdon fica no meio disso um pouco.”

Foi revelado na tarde de hoje que o aguardado trailer para o reboot de As Panteras, dirigido por Elizabeth Banks, estreia amanhã! Além disso, também foi revelado que Miley Cyrus, Ariana Grande e Lana Del Rey farão parte da trilha sonora com uma faixa tema para o filme. Confira a prévia do trailer que estreará amanhã às 10 da manhã (horário de Brasília):

Charlie tem uma nova equipe de Panteras – e o ET tem a prévia das moças em ação.

Na continuação da franquia As Panteras da diretora-roteirista-produtora Elizabeth Banks, o trio titular é Kristen Stewart, Naomi Scott e Ella Balinska, e na prévia do trailer, Sabina e Jane (Stewart e Balinska, respectivamente) colocam suas perucas e armas para trabalhar em uma missão secreta, antes de recrutar Elena (Scott) para o time. Banks aparece em uma cena como Bosley.

”Eu estou muito animada para o mundo conhecer as novas Panteras,” Banks contou para Lauren Zima, do ET, em uma visita ao set em Istambul. ”Construímos esse projeto nos ombros do incrível legado de As Panteras, a série de televisão e os filmes dos anos 2000. Queríamos honrar as encarnações originais através dos ano e, como grandes feministas, ficar nos ombros do que veio antes de nós.”

”Admito que nunca vi a série de televisão. Eu amava os filmes quando era menor,” Stewart adicionou. ”O nosso fica no mesmo mundo, de verdade. Todas as Panteras anteriores fizeram a base para nós existirmos.”

Noah Centineo e Patrick Stewart co-estrelam o filme cheio de ação e que viaja o mundo, com as três estrelas fazendo grande parte de suas cenas de ação. ”Estamos orgulhosas dos nossos machucados,” Stewart disse, apesar de seu laço com Balinska e Scott também ter causado impacto: ”Eu nunca ri tanto. Sinto que meu rosto dói no final do dia. Eu estou que nem pinto no lixo.”

O trailer completa estreia na quinta feira às 10h. Em outras notícias animadoras de As Panteras, Ash Crossan recentemente sentou com Banks e perguntou se ela irá seguir o passo dos filmes anteriores com uma música tema parecida com Independent Women das Destiny’s Child.

”Eu tenho algumas cartas na manga!” Banks foi evasiva.
Agora, nós sabemos o trio de moças por trás da faixa: Ariana Grande, Lana Del Rey e Miley Cyrus, que provocaram o envolvimento nas redes sociais na quarta feira. Neste trailer ouvimos Janelle Monáe, então teremos que esperar mais um pouco para ouvir a colaboração.

As Panteras estreia nos cinemas no dia 15 de novembro.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen Stewart e Laura Dern conversaram recentemente com o site de variedades Refinery29 sobre seu novo filme, JT LeRoy, que está sendo exibido nos cinemas americanos. Confira:

De um jeito, vocês duas compartilham o papel de JT LeRoy. Como vocês trabalharam juntas para criar JT?
Kristen Stewart:
Tínhamos vídeos e fotos de suas aparições, assim como entrevistas e as impressões das pessoas da época do documentário. Mas eu tive que pegar o papel de Savannah. Eu ouvi Laura Dern ler uma história como JT, não necessariamente Laura Albert. Tínhamos que fazer isso juntas.
Laura Dern: O que é incrível. Eu quase me esqueci disso, que nós duas interpretamos a mesma pessoa. Algumas dessas cenas foram muito difíceis de fazer e refinar, mas também fascinantes – parecia que estávamos trabalhando em uma peça de teatro juntas – como a cena do escritório onde Laura está empurrando Savannah para dentro.
Stewart: E JT para fora.
Dern: Havia um desespero para ter um avatar e para encontrar uma musa para manter esse avatar vivo. Eu acredito que isso era realmente verdade para Laura.
Stewart: Eu acho que ela viu uma energia deslocada em Savannah, e ela disse, ”Hey, vou fazer você se sentir melhor sobre ter isso, porque eu também tenho.”

Savannah e Justin disseram que eles estavam interessados no porquê, não no como, do esquema das mulheres. Vocês chegaram em suas conclusões independentes sobre o motivo pelo qual Laura e Savannah sustentaram JT por seis anos?
Stewart:
Como isso aconteceu é uma opinião crítica. Para dizer como: Como pessoas iriam querer mentir sobre algo tão pessoal para outras pessoas? Como isso tudo aconteceu? Mas o motivo faz muito mais sentido. Dados todos os detalhes, você entende por que Savannah queria estar ao redor de uma artista tão compulsiva e uma pessoa tão contagiosa – ela estava tentando achar a si mesma em um mundo que não estava realmente ouvindo, em um mundo que a deixou confusa e quando ela mesma se confundiu. Ela encontrou Laura, uma talentosa escritora que também é namorada do seu irmão, que estava disposta a dizer ”Você pode tirar sua atitude do seu próprio pescoço se quiser.” Ninguém tinha dito isso para Savannah até aquele momento. Eu sei totalmente por que Savannah teria se envolvido nisso e perdido o controle no meio do caminho. É fácil não julgar facilmente quando você conhece Savannah.

O que estava envolvido no disfarce de JT?
Stewart:
Foi louco. Como Laura Albert e Speedy [disfarce de Albert como agente de JT], o rosto da Laura estava aparecendo bastante. Eu senti que estava sendo John Malkovich. Eu só podia ver um pouco pelos óculos e perucas. Eu reclamei um pouco. Savannah falava sobre a ansiedade imensa que ela sentia quando as pessoas falavam com e ela, e ela tinha que falar como JT. Ela ficou melhor conforme o tempo progrediu e conseguiu desenvolver alguns aspectos de JT. Tipicamente, ela estava nessa simulação, e eu senti isso também.

Foi legal, também. Tínhamos muitos figurantes no filme e de vez em quando, se eu ficasse muito auto consciente ou tímida ao redor de tanta gente, era bom ter o disfarce. Realmente funciona. Eu desaparecia, não existia mais.

Esse disfarce pode ser seu novo estilo quando estiver em público.
Stewart:
Sim, sim. As pessoas vão achar super normal. Isso seria realmente bom para mim.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen Stewart e Laura Dern conversaram com a Vulture sobre o relacionamento que desenvolveram no set de seu mais novo filme, JT LeRoy, e sobre fama, sexualidade e o curioso segundo emprego de Kristen no set: babá do filho de Laura. Confira:

Há muitos níveis para cada uma de suas performances nesse filme. Vocês interpretam pessoas que estão interpretando pessoas interpretando pessoas. Como vocês não se perderam nessa toca do coelho?
Kristen Stewart:
Eu acho… o ponto era ficar um pouco perdido na toca do coelho. De um jeito moderado, obviamente, para que a história faça sentido e você não perca a cabeça. [Risos] A história é da perspectiva de Savannah, sobre uma mulher contando sua história que precisa de outra pessoa para contar sua história de uma perspectiva alterada. Trazer alguém para se encontrar através de algo que não é verdade, mas no fim das contas acaba sendo – Deus, persegue sua cauda em uma tempestade do diabo da Tasmânia.

Isso não foi muito bem articulado, mas eu não sei um bom jeito de colocar! Eu senti uma proximidade e um parentesco com Savannah por muitas razões. Eu me senti totalmente vista por Laura [Dern], e eu pensei que isso realmente refletiu o jeito que Savannah e Laura Albert se relacionaram. Apesar de termos um relacionamento bem mais saudável, comparativamente.
Laura Dern: Sim!
KS: Mas quem sabe, não tem muito tempo.
LD: Nos dê um tempo. [Risos]

Kristen, você pode falar mais sobre esse parentesco que você sentiu com a Savannah? Porque acompanhando sua carreira, ela parece com você de muitos jeitos. Você falou anteriormente sobre seu desconforto com a imprensa, tapetes vermelhos, a vida pública e sobre sua própria sexualidade.
KS:
Enquanto estávamos fazendo esse filme, Savannah se identificava como “ela” e agora se identifica como “iles”*. Em termos do processo e da evolução de ser uma pessoa, eu posso me relacionar com essa natureza não articulada de não ter respostas para perguntas muito exigentes. É algo que eu sempre fui um pouco estranha – não contra, porque isso fazer soar como se eu tivesse articulado isso. Mas eu tive uma aversão física a explicar as coisas de um modo que seja consumível para outras pessoas. Existe uma concepção errada que, se você consegue descrever algo como simples, fácil e confiante, você é mais segura de si ou mais realizada. Isso não é verdade. Somente recentemente me tornei confortável com essa ideia.

* iles – substituição dos pronomes pessoais “ela(s)” ou “ele(s)” pelos pronomes não-binários “ile(s)”

E, caramba, graças a Deus – eu acho que isso só aconteceu no nosso tempo, também. É mais fácil ter uma conversa longa que requer paciência ao invés de cinco anos atrás, quando as pessoas exigiam que eu me assumisse como gay. E eu ficava, ”Cara, como você sabe? Nem eu sei!” Era loucura. Para mim e Savannah, eu não me relaciono com a ideia de que são uma pessoa complexa que nunca vão parar de mudar. Não mudar como em, “se tornar o que você deve ser.” Você sempre é quem você deve ser, só há uma evolução. Não é tão fácil conhecer pessoas, e eu acho que estamos todos desenvolvendo melhores intenções em termos de conhecer um ao outro. Estamos ganhando paciência com isso. Não é uma coisa fácil. Eu tenho uma relação fácil com a identidade, eu só não tenho uma relação fácil com expressar essa identidade para a massa.
LD: Esse foi um diálogo incrível e articulado.
KS: Estou realmente lacrimejando. [Risos.] Meu processo tem sido retroativo. Talvez eu fosse realmente frustrada [no passado], tentando conduzir entrevistas onde eu estava claramente falhando miseravelmente. Mas eu acho que as crianças assistindo aquelas entrevistas e pensavam – e a razão pela qual eles me admiram hoje – ”Somos uma geração que não precisamos nos identificar com uma coisa se não quisermos.” Eu estive envolvida nessa narrativa que eu não estava ciente. E eu me sinto desse jeito sobre Savannah. Eu admiro de uma forma fundacional. Se você consome alguma arte, ou segue no Instagram, você vai saber o motivo. São contagioses*, autêntiques*, uma pessoa única. Nem sempre foi desse jeito.

* palavras alteradas para o sistema não-binário.

Eu não acho que as coisas mudaram drasticamente nos últimos cinco anos do jeito que você está falando, Kristen. É muito mais fácil existir nesse espaço no meio. A sua carreira, também – você está interpretando vários papéis onde mulheres são ou abertamente ou sutilmente queers. O que está por trás dessa escolha?
KS:
Não é consciente ou intencional, mas acho que é natural. Somos atraídos pelas coisas que nos identificamos. Eu não liguei para o meu agente e disse, ”Todas as minhas escolham precisam refletir a minha – preparada? – VERDADE!” [Risos.]
LD: Mas isso também fala sobre a coragem da Kristen, o que é um dom raro. Você sabe melhor do que ninguém como jornalista de cinema – é raro quando o artista encaixa com o ser humano. Por isso me apaixonei pela Kristen. Ela se encaixa dizendo, ”Essa é quem eu sou. Essas são coisas que me interessam. Vamos ter uma conversa, vamos fazer um filme para fazer mais perguntas, mas não porque precisamos enfiar a moral pela garganta das pessoas.” Ela se expressa como indivíduo, e isso é uma coisa bonita e rara.
KS: Essa é a Laura Dern. Eu levo ela para onde eu for. [As duas riem.]

Vocês podem falar como desenvolveram essa amizade? O que vocês faziam quando não estavam no set filmando?
LD:
Nós falávamos sobre o filme quando não estávamos filmando! E quando tínhamos tempo social, Kristen adotava meu filho adolescente, que é obcecado por ela. Eles se tornaram melhores amigos, o que foi mais fácil. Eu tinha uma babá, co-star, interesse amoroso – tudo em uma só. O filme é uma história de amor; é complexo, sobre intimidade e tem amor e ódio. Mas na vida real, somos amigas. E também tem a parte da babá. É um filme pequeno e independente, então eu não podia viajar com uma babá. [Risos.]

Laura, quantos anos tem o seu filho? E por que ele é tão obcecado com a Kristen?
LD:
Ele tem 17 agora, então ele tinha 15 anos na época. Quase 16.
KS:Eu viajo com a minha melhor amiga [Suzie Riemer] quando ela pode, e a Laura também. Então tínhamos uma pequena galera e ficávamos, ”Ellory, venha até aqui!” Eu sei o que é crescer em um set porque a minha mãe era supervisora de roteiro, e você quer que alguém te agarre e faça você parte do grupo, porque estamos todos presos lá. E também, falando nisso, Ellory é incrivelmente legal pra caralho. Quando eu tinha 16 anos, eu era uma idiota. Nós ficamos obcecadas com ele, para ser honesta. Suzie e eu ficamos maravilhadas em como ele era legal para a idade dele, e como nós éramos estranhas. Agora ele é mais legal do que nossos amigos.
LD: Meu elogio para a Kristen é que ela é honesta. Ela deixa que ele seja o adulto na sala. Não é tipo, ”Oh, do que você gosta?” Ela ficou tipo, ”Cara, o que você está sentindo? O que está acontecendo?”
KS: E ele respondia tudo!
LD: Ele gosta de ir fundo, também.
KS: Foi uma experiência incrível. E pudemos usar perucas o tempo todo.

Estou curiosa para saber se a performance inerente do filme é similar a performance da fama. Vocês sentem que são mais uma personalidade do que uma pessoa, ou que o público está tentando criar uma narrativa para você?
KS:
Eu sempre lutei ferventemente contra isso. Mas eu sinto em uma quantidade enorme. Eu já tive pessoas próximas a mim dizendo, ”Por que você não torna isso mais fácil para você? Quando você vai para um dia de imprensa, ou para uma entrevista, ou um tapete vermelho – você é atriz! Você não pode fazer coisas para que as pessoas não escrevam merda sobre você, ou tenham conversas difíceis?” E eu fico, ”Não, eu prefiro tê-las.” Eu preferia não ser atriz se tudo fosse uma grande mentira.
LD: Sinto o mesmo. Interessante, foi assim que a nossa amizade se desenvolveu porque nos conhecemos fazendo entrevistas. Nós nos conhecemos em um filme da Kelly Reichardt, Certas Mulheres, e no filme são histórias diferentes, mas ficamos juntas na divulgação. E ficamos tipo, ”Whoa! É alguém que quer responder do mesmo jeito, e tenta ser disponível, e até mesmo vulnerável para a imprensa.” Dez anos atrás era mais fácil estar em uma entrevista e ver um ator fazer o que a Kristen disse. ”Hey, você precisa divulgar, apenas crie sua história.” Mas agora os atores e a imprensa estão no mesmo time. Não que não estivéssemos, mas temos uma missão. O artista e a imprensa estão igualmente nessa categoria “fake news”, e queremos que a verdade seja exposta através da arte e do jornalismo. Temos uma oportunidade de falar sobre coisas reais, então vamos usar isso. Parece que somos parte de uma comunidade unida agora. É um sentimento lindo que você não tinha antes.

Vocês conseguiram identificar quando sentiram essa mudança, quando sentiram que podiam ser vulneráveis com o público?
LD:
Eu prefiro não identificar! [Risos.] Não, estou brincando. Estamos em um jogo.
KS:Você jogava mais quando era mais nova? Ou sempre foi a mesma?
LD: Eu literalmente estive encarando minha publicista desde que tinha 19 anos. E eu acho que ela está animada que eu finalmente comecei a ter um pouco mais de autopreservação. [Ambas riem.] Eu fui criada por atores hippies para apenas dizer a verdade, sua verdade política, falar sobre aquecimento global. Eu fiz uma comédia sobre aborto! Eu não preciso de uma movimentação, mas eu acho que eu pensava que precisávamos responder todas as perguntas, até sobre relacionamentos. Agora eu não respondo essas perguntas. Me tornei adulta. Para mim, bastou ter filhos. Eu não acho que era tão esperta quanto a Kristen. Agora, estou protegendo eles, então eu crio narrativas falsas para fazer as coisas soarem um pouco mais gentis às vezes. Eu amo todo mundo que eu já amei e trabalhei! [Risos] Além disso, eu falo a verdade sobre tudo.
KS: Isso volta para o que estávamos falando sobre a porra da sexualidade, essa coisa de gênero! É a mesma coisa – relacionamentos, coisas pessoais. Você sente a responsabilidade de não ser essa coisa falsa, sentada em frente às pessoas, pensando que você tem qualquer coisa interessante para dizer além de tentar vender um filme. Pessoas fazem perguntas para você, e é sua responsabilidade responder, não é? Porque eu não estou aqui para ser famosa. Então, sim, eu quero me dar para você. Mas quando as pessoas começam a pedir por coisas que não são você, para que eles possam pegá-lo e moldar em uma comodidade para vendê-lo? Isso não é sua responsabilidade, dar renda a eles. Tipo, vai se foder! Mas quando você é pequena, como você sabe quais perguntas responder e quais não? Você precisa crescer e pensar, ”Eu sei o que importa para mim e o que eu me importo.”
LD: Para ir mais fundo – porque estamos lacrimejando! – e sobre o fato de que somos as únicas meninas no filme? Estávamos com cinco caras fazendo entrevistas, e eles não recebiam as mesmas perguntas. Eu já namorei músicos e atores, e eu ficava tipo, ”Meu Deus, esse jornalista fez tantas perguntas sobre nós.” e ele dizia, ”Eles não me perguntaram nada.” Mas agora estamos trabalhando juntas como uma comunidade de atrizes.
KS: Estamos todas conversando, gente!
LD: Todas tivemos as mesmas experiências. Se um homem dissesse, ”Oh, você não gostaria de saber?” O jornalista diria, ”Oh, isso não é adorável.” Mas então se disséssemos, ”Oh, não estou confortável com esta pergunta,” o jornalista diria, ”Sério? Por que?
KS: ”O que você está escondendo?”
LD: Era bullying de um jeito diferente.

Falando dessa ideia de personalidade, vocês seguem o discurso da internet sobre vocês?
LD:
Não. Ai meu Deus, você vai me contar?
KS: Você está brilhando! Tudo o que eu vejo sobre você é muito legal.
LD: Eu compartilho coisas sobre minhas visões ou coisa assim, mas eu não leio nada. Não estou ciente. Você está ciente do que falam de você?
KS: Eu costumava ser quando eu era mais nova porque era muito, muito ruim.
LD: Até eu sabia! Estava em todos os lugares.
KS: Eu estava muito curiosa. Eu precisava que as pessoas não soubessem coisas de mim que eu não sabia. Em certo ponto, eu parei com isso porque, se tivesse um jeito de me virar do avesso, ou dizer isso enquanto estou fazendo um raio-X, você saberia que eu estou sendo honesta. Eu parei de me importar, e ficou muito mais fácil. Eu parei de me importar de verdade sobre o que eram as manchetes e os artigos. E agora, se eu pesquiso meu nome e leio as coisas, eu vejo como se fosse arte absurdista. ”Oh, legal, olha essa coisa estranha!” Eu não estou dizendo que tudo é mentira. A opinião e percepção de todos é deles, e se você vê uma foto minha andando na rua, isso aconteceu. Mas eu costumava ficar ciente porque eu me importava e eu queria controlar isso. E agora eu controlo não me importando. O que é irônico, mas funciona.

Quando e por que essa mudança?
KS:
Acho que uns anos atrás. Fiquei ocupada. O quanto mais longe fico de ser criança, fica mais fácil. E isso soa muito babaca, mas eu sou famosa há muito tempo. Nos primeiros anos, eu não conseguia entender quantas pessoas existiam na sala. Quando eu coloco todos eles em uma sala, eu percebo que posso ser eu mesma.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil