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As Panteras estampam a capa da V Magazine
04, nov
postado por KSBR Staff

Com a estreia de As Panteras se aproximando, Kristen Stewart, Naomi Scott e Ella Balinska estampam a capa da V Magazine com uma sessão de fotos exalando sensualidade e uma entrevista muito divertida entre elas. Confira as fotos e a matéria traduzida por nossa equipe.

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As mais novas recrutas da franquia feminista-utópica As Panteras, Kristen Stewart, Naomi Scott e Ella Balinska trazem músculos sérios para a maior ação-comédia do verão.

Na entrevista, elas falam com inteligência sobre suas personagens superempoderadas, o que inclui uma dedo duro de uma empresa de tecnologia, uma humanitária durona, e a primeira heroína queer da Agência Townsend.

Naomi Scott: Oi Kristen! Primeira pergunta… Como você se envolveu com o filme?

Kristen Stewart: [Risos] Bom, você já sabe sobre isso. Tipo, por que você está me fazendo essa pergunta estranha que você já sabe a resposta?

NS: Na verdade, eu não sei!

KS: Você realmente não sabe? Ok, bom, alguns anos atrás, a Liz [Banks] e eu nos conhecemos em uma festa no Festival de Veneza – ela estava no júri e eu tinha uma filme lá. Eu estava com o Nicholas Hoult, que é muito divertido, então nós estávamos, sabe… dançando. Não é uma coisa comum para mim, como você sabe.

NS: Oh? Eu pensei diferente… [Todas riem]

KS: Certo, então ela me viu no momento que eu já estava sem energia. Era tarde, mas não era porque eu estava cansada. Eu estava… sabe quando você está dançando e de repente você pensa, ”O que estou fazendo?” Eu tinha saído do meu corpo, aquela perspectiva de ser flagrantemente autoconsciente. Poderia não ter sido óbvio, mas ela veio até mim e disse, ”Hey, calma, apenas se divirta…” Ela viu, mesmo que a gente nunca tenha se encontrado antes. Ela basicamente disse, ”Todo mundo é um idiota, também. E mais, você é maravilhosa e eu te amo.” Então nós nos tornamos fãs uma da outra naquele momento. Estar visível para alguém, e essa pessoa te destacar desse jeito, nesse tipo de ambiente, é como um ato de ternura. E subsequentemente, ela me falou sobre a ideia de fazer um novo filme de As Panteras, com o roteiro muito diferente. Ela disse, ”Eu não sei exatamente o que vai ser, mas sei que quero sua energia nele.” E, só para que todo mundo saiba, ela realmente possui a história depois disso. Ela fez da história completamente dela.

NS: Eu peguei carona no roteiro sendo originalmente diferente… Eu acho que gravei para o papel… Talvez três anos atrás? Antes de saber que a Elizabeth estava no projeto.

KS: Nossas personagens não estavam no roteiro nesse ponto. Por sorte, eu realmente confiei na Elizabeth – sou uma grande fã. Mas acontece que eu e Liz somos tão diferentes. Fico em choque que ela gosta de mim ou se relaciona comigo de qualquer jeito. Porque somos o oposto uma da outra.

ELLA BALINSKA: Eu definitivamente sempre soube que vocês duas estavam no projeto. Tipo, vocês foram anunciadas e eu recebi um email, por meio da minha equipe, sobre o projeto, mas não tinha o nome verdadeiro…

NS: Sim! O que era?

EB: Silver Cloud?

KS: Por muito tempo, eu achei que algo chamado Silver Cloud estaria envolvido no filme, e fiquei tipo, estou perdendo algum detalhe?

EB: Desculpa Kristen, eu sei que você vai me odiar por isso, mas pergunta rápida… Eles tinham um código quando vocês estavam filmando Crepúsculo?

KS: Oh, eu não sei…

NS: Você não lembra?

KS: Para ser honesta, quando estávamos filmando Crepúsculo, eles chamavam só de Crepúsculo.

NS: [Risos] Porque eles não faziam ideia do que ia sair disso…

KS: Sim… Então, vocês duas passaram por Silver Cloud. O que aconteceu depois?

EB: Sim, eu descobri que tive a chance de fazer um teste para Silver Clouds, e no final do email estava escrito, ”Oh, por falar nisso… É As Panteras.” Tipo, vamos parar de palhaçada [risos]. Então eu mandei meu vídeo.

KS: Que eu vi.

EB: Você viu?

KS: Ah, sim.

EB: Meu Deus…

NS: Eu consigo imaginá-la assistindo, tipo, ”Ela é muito fofa!”

KS: Na verdade, eu fiquei muito impressionada com o seu vídeo porque essas coisas são tão difíceis de fazer. Essas cenas são sempre uma droga. Mas eu fiquei tipo, ”Uau, ela realmente está confiante.”

EB: Obrigada. Você me viu em um lugar muito vulnerável. Enfim, então eu voei para encontrar a Elizabeth, muito desobedientemente porque eu estava filmando outra coisa na época.

NS: Tem que fazer o que pode, garota.

EB: Eu faria novamente. Elizabeth e eu tivemos uma ótima reunião.

KS: Você não pode contratar alguém que você não gosta, mesmo que seja um ator brilhante. Se você não gosta a pessoa, você está se colocando em quatro meses de vibes negativas. Ok, próxima pergunta…

EB: De todos os papéis que você interpretou, algum se destaca como seu favorito?

KS: Absolutamente não, é muito difícil. É como escolher seu bichinho de pelúcia favorito.

NS: Minha garota… Ela fica tipo, ”Dos 20 papéis…”

KS: É mais tipo 50. [Todas riem] Se eu não estivesse no meio das minhas melhores amigas-irmãs, eu nunca teria sido uma babaca como acabei de ser.

NS: E vamos ser honestas, eu tenho três papéis para escolher! Não tenho papéis sérios o suficiente para responder essa pergunta.

KS: Mas qual o seu favorito?

NS: Bom, meu favorito seria 100% a Princesa Jasmine.

KS: Aw! Faz sentido. Você está interpretando uma personagem da Disney… E você é uma cantora inacreditável. Para mim, sendo honesta, em termos de ter um afeto por uma personagem – que não é baseada em uma pessoa real – eu verdadeiramente amo muito a Sabina, minha personagem em As Panteras.

NS: Eu amo a sua personagem, também.

KS: Ela é a pessoa mais legal do mundo.

NS: Ela é uma versão sua, Kri.

KS: Sim, com certeza.

EB: A Sabina é tão espontânea, e isso tornou ficar com você no set muito divertido, de modo geral. Era você, quando você está naquele humor de ficar tipo, ”Cara…”

KS: Bem, ela tem um lado muito pragmático e estóico, que você vê antes das Panteras se tornarem uma família. De primeira, nós não nos damos muito bem, até tudo ficar mais claro e percebermos que precisamos desesperadamente uma da outra. Sabina se coloca no mundo, com o risco de ficar seriamente ferida.

NS: Ela é uma dessas amigas que nunca é falsa – não existe um osso ruim em seu corpo, mas se você a machucar, ela sangra no mesmo instante. É o que eu amei na sua personagem de primeira, e depois quando assisti ao filme, senti muito por você e por seus pais…

KS: Porque ela era muito isolada quando criança…

NS: Sim, exatamente. Foi linda a descoberta dessa vulnerabilidade.

KS: Você pensa que ela é difícil, mas na verdade ela não sabe como se conectar.

EB: Eu sinto que muitas pessoas podem se relacionar com isso verdadeiramente.

KS: Talvez não mais, mas eu podia me relacionar com isso imensamente quando era mais nova. Agora eu sei como me esconder e não ficar no centro das atenções. Mas eu sinto que eu tenho essa estaca zero muito sólida e modesta na minha vida – essa base sobre a qual danço radicalmente… Eu sei como tratar as pessoas e, sabe, isso leva um longo tempo, às vezes. Tipo, mesmo sabendo como ser aberta com as pessoas na sua vida, ou as tendo o mais perto possível de mim… Isso é muito importante. Eu tenho minha família e todos os meus amigos. Meus cães são um fator muito centralizador na minha vida. Então minha estaca zero é muito sólida, mas eu também gosto me sentir desordenada. Não é sobre criar caos, eu só estou em uma busca constante.

NS: Eu vejo muito da mentalidade da Sabina como independente, tipo, ”Está tudo bem, eu já resolvi – não preciso de ajuda.”

EB: Você [Naomi] se relaciona com isso também?

NS: Sim, 100%. Sabe o que estranho? Você [Kristen] e eu sempre dizemos que somos pessoas muito diferentes uma da outra, tipo, ”Ah, a Naomi é tão responsável…” Mas existe um outro lado de mim, também, que é mais como a Kristen e tão intrínseco…

KS: Você é uma pessoa que questiona muito e está constantemente e profundamente pesquisando.

NS: Que suposições as pessoas tem sobre você que você gostaria de corrigir?

KS: Sabe, essa pergunta vai me fazer ficar imediatamente com raiva. Vocês vão falar, ”As pessoas acham que você é isso,” e eu vou ficar, ”Quem diabos pensa isso?” Mas não, por alguma razão eu realmente amo o quão patológica é essa pergunta… Vamos ser verdadeiras sobre isso. Eu acho que a minha é muito óbvia. Eu vou dizer e vocês me respondem se estou certa: que eu sou, tipo, séria demais. Porque eu posso ser séria demais!

NS: Não, você não é.

KS: Ok, mas vamos colocar todas as nossas suposições na mesa e então vamos derrubá-las, uma por uma.

NS: Bom, uma das minhas coisas favoritas quando alguém me pergunta ”Como é a Kristen?” é responder, ”Deixa eu te dizer o quanto ela é legal…” A parte frustrante é o sentimento que você entende essa pessoa de um jeito que as outras pessoas não entendem.

Para ser honesta, eu não tinha visto muitos outros filmes seus antes de trabalharmos juntas, mas voltei para casa e percebi o quanto você era uma atriz talentosa – o que eu sei que soa estranho, porque não é como se eu não pensasse isso antes. Mas eu não entendia a profundidade do seu talento. Isso me fez ficar, ”Merda, preciso subir um pouco.” Para ficar no seu nível.

EB: Mas você traz isso à tona com seus colegas de trabalho. É empoderador estar em uma cena com você, desse modo.

KS: Eu preciso muito de vocês.

NS: Eu acho que isso também ocorre em parte porque essa personagem era tão você – você foi parte da concepção e é perfeita para você. Foi escrita por você e para você.

EB: Eu não quero revelar muito sobre sua personagem porque eu quero que as pessoas se surpreendam, mas eu lembro de pensar, quando li o roteiro, ”Eu espero que eles mantenham a Sabina desse jeito.” Eu fiquei, por favor não comprometam.

KS: A Liz escreveu desse jeito. Eu tive tanta sorte. Ok, esse foi um desvio de assunto muito lindo e que eu realmente aprecio demais. Mas o que as pessoas pensam sobre vocês que vocês ficam, ”Eu acho que não é verdade?” [Silêncio] Bom, na verdade, eu sinto que você [Ella] já disse algumas vezes que você não acha que é engraçada.

EB: Sim.

KS: Eu já conversei com você sobre isso algumas vezes, como antes do set, em manhãs quando a Nay não estava por perto. Você ficava, ”É, eu sinto que, sabe…”

EB: Que eu sou estranha. Sou muito analítica.

KS: Você acha que é uma nerd e que as pessoas não estão interessadas em nerds, mas na verdade, nerds são as pessoas mais interessantes. Algumas vezes, Nay e eu podemos ser como um trem descarrilhado uma com a outra, sem dizer nada engraçado, mas rindo histericamente de alguma coisa. E então a Ella entra na conversa e diz algo realmente engraçado. Mas depois você começa a se criticar, como se não fosse engraçada. Eu fico, ”Não, você está arrasando!”

NS: A Ella é tão inteligente e existe tanta coisa nela que ainda vai se desenvolver. Tipo, quanto anos você tem? Vinte e…

EB: 23.

NS: E você tem algumas características que… Algumas vezes, quando você é criada no meio de crianças brancas, as pessoas podem fixar em certas coisas sobre você. Tipo, ”Ela é bonita,” ou ”Ela é gamer ou geek.” Mas você é uma mistura de tantas coisas incríveis. Você é negra, britânica, super-ultra inteligente, incrivelmente linda e você é nerd e moleca também… e você nem sabe disso. Sim, é o que é. Você é como uma fantasia e você nem sabe disso ainda. Para mim, provavelmente é que e sou irritante. Algo assim [risos].

EB: Não.

NS: Mas o problema é: Eu sou irritante.

KS: Cala a porra da boca. [Todas riem] Estamos em um semicírculo, de pernas cruzadas em um sofá e estamos expressando nossos sentimentos uma pela outra, honestamente. E é essa a posição que estamos assumindo.

NS: Posso ser realmente honesta? Vou fazer xixi nas calças.

KS: Nós realmente nos tornamos melhores amigas nesse filme. E eu não tolero nada que seja remotamente crítico ou maldoso sobre uma das minhas melhores amigas. Então, a Naomi não é nada irritante. Ela só tem muita energia. Porque alguém colocou 5 centavos nela… ou talvez, uns 75 centavos.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Em uma edição especial, o elenco de As Panteras brincou de “O Que Você Prefere?” para o Buzzfeed e o site ainda fez um teste especial para os fãs saberem qual Pantera eles são. Clique aqui para fazer o teste e confira o vídeo legendado abaixo:

Kristen Stewart: “A fama ficou mais fácil.”
19, out
postado por KSBR Staff

Kristen é capa da revista australiana Stellar dessa semana e falou sobre As Panteras, sua carreira e seus planos para o futuro. Ela também fala sobre redes sociais e o movimento #MeToo. Confira:

Kristen Stewart tinha apenas 17 anos quando começou a filmar Crepúsculo, a franquia de vampiros adolescentes que gerou quatro sequências e adoração fervorosa de adolescentes e adultos, levando-a a um nível de fama que ela admitiu mais tarde que não estava completamente preparada e certamente não estava confortável.

Quando o interesse em sua vida pessoal intensificou, Stewart se recuou, abandonando os blockbusters e ganhando elogios significativos por seus papéis em filmes mais íntimos como Para Sempre Alice, Personal Shopper, Seberg e Acima das Nuvens, pelo qual ela se tornou a primeira atriz americana a ganhar um César, o equivalente ao Oscar da França.

Mas enquanto ela retorna para uma franquia famosa com um de seus maiores papéis até agora em uma nova iteração de As Panteras, a atriz de 29 anos revela em uma entrevista exclusiva com a Stellar que hoje em dia ela se preocupa bem menos sobre estar no controle, muito menos ”quebrar a cara.”

O escrutínio em você foi intenso durante e logo após sua aparição nos filmes da Saga Crepúsculo [2008-2012], o que pode ser muito difícil se você não gosta de estar no centro das atenções – e você confessou não gostar. Como você se mantém privada e pública ao mesmo tempo?
É tudo sobre abdicar o controle. Essa troca vale muito a pena – toda a energia que você coloca no mundo volta para você. Eu sinto que existe um jeito de manter essa interação realmente honesta e quando é, você não está vendendo as ideias de outras pessoas ou a si mesma.

Isso costumava ser muito difícil para mim, mas eu não me sinto mais assim porque eu realmente não estou preocupada sobre o que pode acontecer. A pior coisa é que eu poderia cair de cara em qualquer lugar, e veja bem, não é tão ruim quando as pessoas caem. Não importa.

Ficou muito mais fácil para mim não levar as coisas tão a sério e não sentir uma pressão imensa quando estou falando com as pessoas. Não é mais assustador porque eu vejo o quanto é legal poder me conectar com tantas pessoas.

Em 2002, anos antes de Crepúsculo, você estrelou O Quarto do Pânico com Jodie Foster. Ela te deu algum conselho?
Eu lembro que ela pensou que não havia chance de que eu continuaria a ser atriz, que era algo que eu não iria gostar conforme fosse ficando mais velha.

Ela é um pouco “anti-Hollywood” e não do jeito que desdenha; é que suas sensibilidades são tão unicamente criativas e singulares. Ela ficava tipo, ”Você provavelmente vai dirigir filmes ou voltar para a escola.” Eu realmente amo meu trabalho. Mas eu entendo completamente por que ela pensou isso de mim quando criança.

Eu a amo. Se tivéssemos que representar a raça humana para um planeta alienígena, eu tenho uma lista e seriam Cate Blanchett e Jodie Foster que precisariam subir e nos representar [risos].

Você completa 30 anos ano que vem. O que você está esperando?
As coisas ficam mais fáceis quando você vai ficando mais velha. Eu quero dirigir esse filme que eu acabei de adaptar. Eu sempre pensei que faria isso mais cedo, então meu objetivo é terminar antes dos 31. É um longo salto, mas vou fazer funcionar.

As Panteras é um filme bem maior do que muitos que você fez nos últimos cinco ou seis anos. Você está sentindo a pressão antes da estreia?
Eu estou muito orgulhosa do filme. Eu acho que esse é o sentimento mais fresco que eu tive em um longo tempo sobre um filme e eu acho que a Liz é a pessoa perfeita para contar uma história sobre um grupo, empoderando os membros e a diversão que podemos ter enquanto fazemos coisas muito importantes e cuidamos umas das outras. É um filme sobre mulheres no trabalho e é uma ótima época para contar essa história.

Esse é um reboot da versão de 2000 com Drew Barrymore, Cameron Diaz e Lucy Liu. Drew Barrymore é produtora executiva do novo filme, então obviamente tem a benção dela. Você era fã da versão dela?
Eu amava aqueles filmes. Eu cresci assistindo eles. A imagem da Drew caindo daquela montanha em um lençol e então levantando, e a camisa que as crianças dão pra ela… Essa imagem ficou no meu cérebro. Eu queria ser amiga delas. Elas pareciam pessoas que confiam e completam uma a outra.

É tão contagiante e eu acho que o que fizemos foi expandir esse grupo. Não somos só nós três. Existem vários grupos diferentes de Panteras, é uma rede pelo mundo. Tomamos conta uma da outra e é muito fofo e me senti amada.

Isso tudo é baseado na série de televisão de 1970, que foi vista como uma série revolucionária para mulheres ou um show voyeurístico para os homens. O que você acha?
Eu não me sinto em conflito ao dizer que eu acho que as histórias mais bonitas sobre mulheres são contadas por homens. Mas existe um olhar diferente na perspectiva da Liz. É muito legal que estamos começando a dar valor para diferentes perspectivas porque estávamos perdendo várias histórias incríveis.

Temos algumas ótimas, mas não há um equilíbrio. As mulheres querem parecer sexy e querem parecer sexy uma para a outra. É totalmente independente da sexualização – você ainda pode andar de calcinha por aí contanto que seja sua vontade. Existe algo muito aspiracional ao assistir Cameron Diaz dançando de calcinha no filme de 2000. Eu quero que o filme seja mais do que isso, mas ao mesmo tempo apenas readquirir a beleza desse jeito que só está disponível para nós agora.

As Panteras é notado particularmente por sua ênfase nas mulheres sendo inteligentes e bonitas, mas também fortes, mentalmente e fisicamente. A força tem sido tradicionalmente de domínio masculino, mas agora isso está mudando. Nós vemos força em Linda Hamilton e Emilia Clarke, nossas outras capas dessa edição da Stellar. Deve ser muito especial fazer parte dessa época.
Eu concordo. Estou muito grata de estar aqui. É uma época muito emocionante para fazer filmes.

Você parece ser muito próxima de suas colegas de trabalho Naomi Scott e Ella Balinska, e também da Elizabeth Banks.
Eu queria gostar da Naomi e da Ella e eu realmente tive sorte porque tivemos essa conexão imediata. Eu pareço uma velha falando isso, mas eu acho que elas são uns doces.

E a Liz é como um catalisador andante – ela faz as coisas acontecerem. Ela é alguém que está trabalhando por muito tempo como atriz e ela também é uma chefe muito boa. Ela faz você ficar na ponta dos pés, como se você quisesse fazer o melhor que pode.

Quando o trailer saiu, houve a enxurrada usual de reações negativas online. Esse é um dos motivos pelo qual você não tem uma conta nas redes sociais?
Eu honestamente não vejo utilidade nisso. Eu já sou tão envolvida todos os dias com as pessoas ao meu redor, com meu trabalho e através da imprensa. Eu estou conectada com uma quantidade enorme de pessoas, não preciso me conectar com mais.

Tendo dito isso, eu sou grata pela existência das redes sociais. As pessoas que possuem dificuldade em encontrar seu grupo conseguem agora. Para qualquer criança queer no meio do país pensando, ”Eu sou uma aberração, sou louco, existe algo errado comigo,” é óbvio que isso agora não é verdade, porque eles podem ver que não estão sozinhos.

Eu não uso, mas, sim, claro, as pessoas são uma merda. Você vai encontrar pessoas que odeiam todo mundo, mas elas não fazem parte do seu grupo e felizmente podemos encontrar nosso grupo pelas redes sociais.

Para uma pessoa comum, os problemas em Hollywood podem parecer hipócritas. Os atores podem subir em um palco e fazer um discurso inspirador sobre o #MeToo ou igualdade de salários e ganhar vários aplausos de seus colegas, mas o que você realmente diz para uma pessoa que está trabalhando de caixa de supermercado e com dificuldade de pagar as contas?
Eu acho que é um problema muito difundido, uma questão muito sistêmica que tem raízes em todos os aspectos da nossa sociedade. Sim, falamos especificamente sobre filmes, porque é com isso que estamos envolvidos.

Pode parecer um pouco egoísta do tipo, “Ok, como posso me sentir mal por você? Não vou me sentir mal quando você está fazendo filmes e não está passando por dificuldades.” Mas a liberdade de falar sobre essas questões é contagiosa. É um efeito dominó – se você vir uma pessoa e perceber que ela tem voz…

A liberdade de expressão é um efeito dominó.
Exatamente. Essa é a beleza. Existe um ciclo aqui. É um lindo círculo dessas palavras, tipo ”Me Too, Me Too, Me Too, Me Too, Me Too..” Isso é incontrolável e graças a Deus chegamos aqui.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen esteve presente no Festival de Zurique para a premiere de Seberg e para receber o prêmio Golden Eye, homenagem do festival para algumas estrelas selecionadas. Por isso, Kristen participou deu ma conversa de 40 minutos com fãs e jornalistas e agora foi a vez da revista IO Donna compartilhar sua perspectiva da conversa, confira:

Crepúsculo comemorou dez anos. Você quer compartilhar uma lembrança da saga?
Impossível. Minha mente perdeu muitos para escolher um. Fiz cinco filmes e foi como ir para o ensino médio. Como você escolhe um momento do ensino médio?

Você ainda ouve sobre Robert Pattinson?
Claro, Rob é louco e estou orgulhosa de como está sua carreira e muito feliz por ele ter sido escolhido como Batman.

E os outros membros do elenco?
Não temos grupo no Whatsapp, seria uma loucura, mas eu sempre gosto de vê-los quando possível. Com Taylor Lautner, por exemplo, de tempos em tempos nos encontramos em Nova York.

Os vampiros vegetarianos de Stephenie Meyer mudaram sua vida. Você esperava isso?
Os livros eram famosos, é claro, mas ainda não haviam entrado na cultura pop. Eu me aproximei do roteiro como um dos muitos, me pareceu interessante e tentei de maneira natural… até que obviamente tudo deixou de ser “normal”.

Qual é o seu relacionamento com Bella?
A história é vista de sua perspectiva; portanto, é uma experiência tão imersiva que você a faz sua própria, de uma maneira visceral. Naquela época, eu era pouco mais do que adolescente e entendia o que ela sentia, sua confusão, seus primeiros impulsos sexuais, o despertar do seu corpo e também o julgamento das pessoas que lhe dizem que tudo isso está errado, mas você acredita mesmo assim.

Hoje você tem uma percepção diferente no set, não é?
Eu sou a mesma chata de sempre, cheia de ansiedade e apreensão, apesar de agora confiar mais nas minhas habilidades e tentar me colocar nas condições perfeitas para obter um certo resultado.

E antes disso?
Me torturava, criava pressões e expectativas absurdas. Hoje eu posso estar mais relaxada, então provavelmente vou viver mais já que o estresse diminui a vida.

Você atua desde criança, então obviamente gosta da pressão do set…
Na realidade, a mera idéia de subir ao palco quando criança me deixava louca; eu era muito tímida e insegura, mas assistia muitos filmes em casa. Meus pais trabalharam na indústria, meu pai como diretor assistente e minha mãe revisava os roteiros, então eu queria dar minha contribuição nos sets. Logo, percebi que uma criança só podia atuar e eu o fiz.

Não parece o fogo sagrado da arte, não é?
Mais do que tudo, eu estava procurando uma desculpa para não ir à escola e achei isso na atuação.

Você começou com Panic Room. Como era Jodie Foster?
Ela me dava medo. Eu não a conheci imediatamente, fiz duas semanas de ensaios com Nicole Kidman e, em seguida, nas filmagens, Jodie chegou ao set. Para mim, era natural me sentir como filha dela, ela era louca e eu passava um tempo olhando como ela se comportava.

Como?
Ela foi a primeira estrela de cinema com quem eu já trabalhei, uma profissional que adora o trabalho em equipe e que me ensinou como me comportar. Admiro sua integridade e também o lado divertido de sua personalidade.

Ela não parece má.
Na verdade, ela não é. Na minha carreira, fiz muitos filmes dramáticos, mas felizmente essa louca da Elizabeth Banks entendeu que em mim existe um lado cômico e engraçado, um tanto desajeitado. Ele me disse que queria trazer As Panteras de volta à vida e eu pulei no projeto não apenas porque sou fã dela, mas porque ele teve a ideia maluca de pensar em mim para um papel.

O que devemos esperar do filme, que chegará à Itália em janeiro?
A história não se volta para habilidades de super-herói, mas se concentra na solidariedade feminina, em mulheres inteligentes, mas um pouco brega e exagerada. Minha personagem tem um instinto protetor em relação às outras e é uma daquelas pessoas que levariam uma bala por outros. É um pouco louco, mas será emocionante.

No lado oposto do espectro de suas obras estão os dois filmes com Assayas. Vocês voltariam a trabalhar juntos?
Imediatamente. Ele é tão imprevisível. Em suma, um louco, um gênio, o melhor. Suas habilidades me dominam principalmente porque parece que as histórias fluem nele inconscientemente, quase religiosamente. Ele não tem ego, fala muito pouco e, juntos, parecemos um par de esquisitices, cada uma à sua maneira. No set, ele deixa você o tempo todo, ele não planeja tudo e ainda assim consegue o que quer.

Como você veio para dar vida à diva Jean Seberg?
Mérito de Cate Blanchett. Durante os dias de jurados no Festival de Cannes, ela me contou sobre o diretor Benedict Andrews e, portanto, não perdi essa oportunidade. Ele é tão protetor desse ícone e tão metódico que me intrigou.

O que você descobriu sobre ela?
A princípio, ela tem uma energia e um brilho que se extinguem, quase sufocados, o que me intimidou bastante. O fato de seu ativismo a levar ao alvo do FBI e depois a uma morte prematura me impressionou bastante.

Ela também experimentou uma invasão de privacidade maciça, embora diferente. Você perdeu sua fé na humanidade?
Absolutamente não, permaneço sempre uma idealista incurável que persegue o coração das histórias para poder contar honestamente.

Uma última curiosidade: quem faz as tatuagens?
É uma bagunça de imagens, vamos encarar, porque eu não vou a tatuadores famosos ou especialistas, mas eu decido o momento, tomada por instinto e de repente, e o resultado é esse, mas eu gosto agora e tudo bem.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Durante o Festival de Zurique, Kristen conversou com a Variety em um lounge do site sobre Seberg, ativismo LGBTQ e The Chronology of Water. Confira:

Kristen Stewart, que esteve em uma maratona de festivais promovendo seu novo drama Seberg, recentemente se sentou com Guy Lodge, da Variety, para refletir sobre suas ousadas escolhas de carreira antes de receber o Golden Eye Award do Festival de Zurique.

Falando no Variety Lounge apresentado pelo Credit Suisse, Stewart disse que sentiu um alinhamento energético com Jean Seberg, um ícone da nova onda francesa cujo ativismo político fez dela o alvo do FBI no final dos anos 60. “Ela era uma figura seminal, um ícone que tinha uma energia e presença incríveis”, disse Stewart.

Como uma atriz que é franca sobre questões sociais e políticas, Stewart disse que, embora seja “muito mais fácil hoje (do que nos tempos de Seberg) se alinhar com pessoas com os mesmos pensamentos… estamos sempre nos perguntando no que devemos acreditar e não acreditar.”

Nos últimos anos, Stewart se tornou um dos membros mais proeminentes da comunidade LGBT da indústria, mas ela disse que seu envolvimento nessa frente “nunca pareceu imposto. Eu nunca senti que tinha que fazer alguma coisa. Eu nunca lutei para chegar lá. Eu apenas senti essa oportunidade legal de poder me comunicar com pessoas que tiveram dificuldades e (que enfrentaram) coisas agressivamente opressivas em suas vidas que tornaram mais difícil para elas serem elas.”

Em seguida, Stewart disse que espera dar um passo atrás das câmeras no início do próximo ano para fazer sua estréia na direção com uma adaptação de The Chronology of Water, um livro de memórias escrito por Lidia Yuknavitch. ‘The Chronology of Water’ conta a história de uma nadadora ao longo da vida que se torna um artista.

“É o meu livro favorito da escrita contemporânea que já li. (Yuknavitch) processa a dor e as experiências de ter um corpo que é tão fiel ao confronto e à honestidade com a experiência feminina,” disse Stewart.

Seu conselho para as gerações mais jovens de atores: “Se é algo que você não pode fazer, então você não pode errar.” Ela também disse que a única coisa que realmente importava era a “interação com a experiência”, em vez de observar ou conversar com as pessoas sobre isso.

Relembrando sua experiência como atriz infantil, Stewart disse que Jodie Foster, com quem trabalhou em Panic Room, era a pessoa perfeita para se trabalhar quando criança. “Eu tive muita sorte. Ela é uma espécie de epítome do que você deseja como exemplo.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

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