Arquivo de 'Entrevista'



Durante o dia de imprensa de JT LeRoy no TIFF, as atrizes Kristen Stewart e Laura Dern conversaram com o IndieWire sobre os desafios de um filme com orçamento baixo e mais. Confira:

A noite de encerramento em Toronto trouxe o filho de 2 milhões de dólares de Justin Kelly, Jeremiah Terminator LeRoy, que atraiu duas atrizes lucrativas com sua história distorcida, porém verdadeira, de identidade errônea do autor/personagem. Dern foi para Toronto do set de Little Women, e Stewart do set de Charlie’s Angels para ajudar Kelly a vender o filme em Toronto. Os cineastas queriam exibir Jeremiah Terminator LeRoy para os fãs amigáveis no TIFF na esperança de conseguir algumas reações otimistas. (Metascore:63)

“Isso é o mais independente que pode chegar,” disse Dern no telefone durante o dia de imprensa no TIFF. “Se um distribuidor der ao Justin o tempo e amor que ele precisa para moldá-lo, é questão de conseguir colocar elegância em uma coisa que fizemos com pouco dinheiro.”

Claramente, as duas atrizes enrolaram as mangas no set. Quando os figurantes não chegavam com roupas do final dos anos 90, Dern e Stewart jogavam blusas para eles “para que parecesse um ambiente rico e real para se viver e respirar,” disse Stewart. “Estávamos realmente correndo e atirando.” Para a cena da festa, elas deram uma “festa em casa” e pediram pizza, enquanto o diretor de fotografia pegava a câmera.

As duas mulheres também se conectaram por trabalharem desde crianças na indústria em Los Angeles. “Nós duas crescemos tendo sets de filmes como nossa segunda casa,” disse Dern. “Eu tenho que dizer, eu nunca poderia ter uma parceira mais perfeita que sabe fazer filmes de 2 milhões. Nós vimos de tudo.”

Ao contrário do documentário de Jeff Feuerzeig, Author: The JT LeRoy Story, a autora Laura Albert (Laura Dern), que criou o personagem fictício JT LeRoy, não é o foco central, e sim sua cunhada Savannah Knoop (Kristen Stewart), que também produziu e co-escreveu o roteiro.

Durante seis anos, Knoop teve o papel público do autor tímido, com voz suave e andrógino LeRoy, enquanto Albert sussurrava nos ouvidos de seus fãs celebridades no telefone. Em uma viagem, quando Knoop deixou seu namorado de Bay Area para trás, ela embarcou em um affair lésbico com uma carismática cineasta (Diane Kruger interpreta uma versão de Asia Argento), que transformou seu livro em filme. Foi assim que a identidade de Knoop foi realmente desafiada. Quem estava fazendo amor com quem?

As atrizes apoiaram uma à outra enquanto tentavam ajudar Kelly e Knoop a entregarem um filme plausível, o que foi no mínimo complicado. As duas atrizes estavam constantemente tirando e colocando perucas como diversas personagens: Albert tem seu alter ego de cabelo vermelho como a agente/publicista de JT LeRoy, enquanto a personalidade LeRoy de Knoop continua evoluindo, adotando uma peruca loira e um chapéu preto. “Nós estávamos constantemente mudando,” disse Dern. “Foi tão punk rock quanto qualquer coisa.”

“Você faz o que tem que fazer,” disse Stewart, “quando você está tentando chegar do outro lado da adversidade. Nossas intenções foram alinhadas, com algumas decepções quando as coisas não estavam perfeitas e não estávamos conseguindo o que queríamos. Nós apoiamos uns aos outros de um jeito que nos permitiu dar risadas também. Considerando o orçamento e a restrição do tempo, todos tinham que ficar atentos e não deixar as coisas saírem pelas beiradas.”

A atriz também estava tentando proteger Knoop, “que não era apenas uma criança boba coagida a algo que explodiu em seu rosto,” disse Stewart. “Ela estava com medo de se perder em algo maior que ela. Foi uma experiência performativa estranha que era confusa, estimulante e criava confiança. Mas isso levou muito dela, era cansativo, e no final, ela não conseguia se livrar disso. Não há nada pior do que não ser vista. Eu estou feliz que esse filme existe porque isso foi o que aconteceu.”

“JT foi um jeito para Laura expressar sua própria dor e experiência,” Dern disse, quem se apaixonou pela “quebra” de Albert. “Foi um jeito de um escritor de expressar sua verdade.” Com tanto entusiasmo como as celebridades que pularam no trem JT LeRoy, após a exposição da identidade fabricada, eles atacaram Albert e Knoop por mentirem para eles. “Você se pergunta, ‘Quem usou quem?’” Disse Dern. “Todos estão tão desesperados que eles precisam fazer parte disso?”

Stewart, que é abertamente bissexual, está animada que os roteiristas estão levando mulheres mais amplas para interpretação (ela e Chloe Sevigny interpretam amantes em Lizzie). “Isso está no mundo,” Stewart disse. “Não é exclusivamente minha jornada começar a interpretar personagens com gênero fluido agora. Mais deles estão sendo escritos agora e apresentados para mim, Isso é um triunfo, com certeza. Eu leio as coisas e digo, ‘Onde estão os queer?’ Eu me sinto feliz competindo e contando essas histórias.”

Ela também não se importou de se juntar ao remake suave de Elizabeth Banks de As Panteras. “Eu nunca fiz um filme tão divertido,” Stewart disse. “JT foi legal, mas foi obscuro e pesado, muita bagagem. Esse é muita piada, mulheres apoiando umas as outras, não somente luta e coisas bregas. A única razão para refazer As Panteras era fazer uma versão super atualizada, com nenhuma objetificação.”

Dern também está refazendo o clássico Little Women, dirigido por Greta Gerwig, ela disse, “tentando contar de uma perspectiva feminista, com um grupo delicioso de mulheres.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen foi entrevistada pela advogada e escritora Constance Debré para a quarta edição da revista francesa Mastermind. As duas falam sobre sexualidade, gênero, carreira e outras coisas durante a entrevista. Confira:

Constance Debré: Como advogada de defesa, estou mais acostumada a falar com criminosos em Fleury-Mérogis do que estrelas de filmes no Le Bristol. Mas talvez não seja tão diferente. Eu acredito que aqueles caras dizem a verdade sobre nós que tentamos evitar. Como vocês, atores, conseguem nos dar o mesmo sentimento?

Kristen Stewart: É engraçado, quando você está tentando entrar em um personagem, parece que você está construindo alguma coisa, porque você quer que ele se sinta completo, então você pode esquecer que está mentindo. Eu nunca estou muito interessada em pessoas que são muito boas em serem convincentes. Eu gosto de ver as pessoas tropeçarem e caírem em suas ideias ao invés de empacota-las perfeitamente. Atores muito preparados e impecáveis não são interessantes. Eu gosto de ver as pessoas se perderem um pouco. Eu nunca sinto como se estivesse tentando conseguir algo em cima de alguém. É mais sobre deixar essa pessoa entrar, ao invés de projetar uma ideia.

CD: Talvez seja similar com o que eu faço quando tenho que me levantar e defender um cliente. Eu acho que o único jeito de ser uma boa advogada é contar a sua verdade através da verdade desse cara. Talvez as únicas pessoas que nunca mentem são bons atores, bons advogados e escritores, também.

KS: Eu concordo totalmente. Eu nunca quero me sentir como se estivesse contando uma mentira. Sempre deve parecer como se eu tivesse acabado de descobrir a resposta para alguma coisa e eu fico, ‘Oh, meu Deus! Eu entendi! Eu finalmente entendi algo!’ Você já defendeu alguém para quem teve que mentir?

CD: Não.

KS: Viu, por que você faria isso? É provavelmente o mesmo sentimento, ao estar em um set de filmagem, porque as coisas não acontecem perfeitamente sempre. Algumas você se encontra em projetos onde você precisa conectar pontos e preencher espaços que parecem desonestos, somente para conseguir contar a história. E é sempre aparente. Você sempre fica, ‘Oh, Deus, isso é besteira.’ E machuca. Quando se torna besteira, é fisicamente doloroso.

CD: Você disse em uma entrevista com Juliette Binoche – e eu amo essa frase – ‘Eu sou viciada em primeiras vezes.’ É pelo sentimento de…

KS: Descoberta, é sobre descoberta. Repetir-se é embaraçoso. Essencialmente, na segunda vez, é mentira. Obviamente, quando se trata de filmes, você faz as coisas milhões de vezes, mas não é porque você quer fazer “certo”, ou a mesma coisa todas as vezes, é que você quer ver o quão longe você consegue ir, e se surpreender com as diferentes repetições de uma experiência.

CD: Você fez um filme, Come Swim, e eu achei muito interessante ver que foi sobre a vida interior. É cheio de sentimentos como dúvida, solidão, vazio. É uma história sem outra história. E o título, é um movimento – ‘venha’. Você não está mais sozinha.

KS: Sim, é um convite. É encorajador, também. Otimista. Eu basicamente queria externalizar o sentimento que você geralmente tem sozinho: o sentimento de estar trancada dentro do seu próprio corpo, inconsciente de que você pode confiar que seu corpo é muito mais forte do que sua mente. Esse é um conceito simples, mas quando você esquece disso, você se sente submerso, o ritmo da vida parece que está caminhando pela água. Se você percebe que não pode lutar com algo que é muito mais forte do que você, essa ideia da água ser algo vital que precisamos, mas também é capaz de nos destruir – você precisa soltar o controle e esse pensamento rígido e isolado, e seguir em frente. Flutuar. Então você não vai se cansar e se afogar. Eu queria fazer essa dor visceral e surreal, quase como um sonho, e de repente você fica, ‘Cara, você é como todo mundo e é completamente normal, para com isso!’

CD: Você se lembra daquele filme ‘Quero Ser John Malkovich’? Como é ser Kristen Stewart? Qual é a coisa especial e única disso?

KS: O que eu gosto sobre estar “aqui”? O que me faz mais feliz é ter um grande reservatório de energia e as pessoas que eu vejo. O que me faz mais feliz é quando vejo outras pessoas ligando esse fogo de correr atrás de algo e sendo realmente honesto sobre o desejo de conquistar o momento. E então você chega perto dessa pessoa e é tipo, ‘Cara, é por isso que estamos aqui!’ Eu diria que é o melhor sentimento de todos, fazer coisas com outras pessoas.

CD: É uma questão de poder?

KS: É troca de poder. Algumas vezes, soltar esse poder te faz sentir mais poderosa por se permitir ser subordinada de algo maior que você. As histórias mais interessantes de conta, e pontos para fazer na sua arte, são os que você fica, ‘Onde estou nessa situação? Eu quero ficar aqui ou quero crescer mais?’ Os dois são bons. Você não pode sempre ser forte. A balança da alegria e da tristeza, da dor e do prazer – você precisa que as duas estejam iguais.

CD: Eu amo essa ideia. Me faz pensar sobre Tirésias, da mitologia grega. Ele é cego, mas ele pode ver o futuro. Você sabe como ele conseguiu esse poder? Ele passou sete anos como uma mulher, então ele sabe o prazer tanto de um homem quanto de uma mulher.

KS: Honestamente, enquanto estamos falando sobre mitologia grega, a mitologia de gênero é algo que é dado na colher para as pessoas desde o dia em que nasceram. Quando você se livra dessa ideia, é muito mais divertido perceber que você tem tudo em você. Melhor do que se colocar em um só, para mim.

CD: Para mim também. Eu passei 20 anos com um marido, o pai do meu filho, e então… Eu tive esse sentimento de que eu tinha um super poder, que você pode ter tudo.

KS: Eu completamente sei o que você quer dizer.

CD: Eu gosto do jeito que você falou sobre isso, uma vez, se eu puder te citar: “O problema todo da sexuliadade é tão cinza.” Esse cinzento é fantástico.

KS: Sim, ambiguidade é a minha coisa favorita, sempre. Em termos de sexualidade? Claro. E também em filmes, se você responde perfeitamente a cada pergunta, você não permite as pessoas a terem sua própria experiência e a formar um pensamento. Eu me sinto do mesmo jeito sobre como fodemos um ao outro. Você não quer saber sobre tudo o tempo todo.

CD: Nos fale sobre Karl. Eu algumas vezes me pergunto se ele é real, ou um personagem sofisticado.

KS: Ele é absolutamente os dois. Quando se trata de sofisticação, ele é uma das pessoas mais cultas e inteligentes que eu já conheci. Ele é um pesquisador obsessivo. Ele nunca para de derramar fatos e assuntos que ele gosta de falar.

CD: Que tipos de coisas?

KS: Se eu sento em uma cadeira em um photoshoot, ele me conta a história da sua mobília. Ele estava falando comigo sobre os diferentes filmes que ele usava para fotografar fontes na Itália. Nunca para. Ele tem mais desejo de não parar do que já vi em qualquer pessoa.

CD: Kathy Acker escreveu, ‘Se você me perguntar o que eu quero, eu vou dizer que eu quero tudo.’

KS: Oh, sim.

CD: ‘Deixe-me abrir minhas pernas.’ Você tem alguma ideia de como vai abrir as suas?

KS: Agora, estou ciente do fato de que assistimos, em termos de cinema, homens e seus jeitos com seus corpos e coisas físicas que são fundamentais para a perspectiva masculina. Em todos os filmes sobre amadurecimento sobre jovens meninas, mesmo que seja a coisa mais sincera, há uma falta de verdade física sobre as experiências femininas e o jeito como descobrimos nosso corpo. É como se tivéssemos medo de usar certas palavras. Esse é o filme em que estou trabalhando. Minha fala favorita no filme que estou escrevendo é, “Eu pensei sobre Sienna Torres e sua mão na minha boceta tão aberta quanto uma boca dizendo filho da puta,” ela recita. “Isso não é algo que as pessoas ficam confortáveis ouvindo, até agora, mas eu acho que é o tempo perfeito. Não tem nada sujo sobre isso, mas eu definitivamente serei vulgar, serei completamente aberta sobre o fato de que somos seres inteiramente sexuais.

CD: Mal posso esperar para ver.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Em entrevista para o jornal LA Times, Kristen Stewart e Chloe Sevigny falaram sobre seu novo suspense Lizzie, que está nos cinemas americanos. As duas atrizes contaram sobre como foi organizar o projeto e sobre o relacionamento das duas mulheres. Confira:

Por 10 anos, Chloë Sevigny não estava recebendo os tipos de papéis que ela gostaria. Apesar de ser conhecida por uma indicação ao Oscar por Boys Don’t Cry em 1999, ela ainda estava interpretando coadjuvantes. Então, ela criou um papel principal para ela mesma com Lizzie, um filme sobre a famosa Lizzie Borden.

“Eu queria estrelar em um filme,” ela disse. “Eu queria dar para mim mesma a oportunidade, e eu disse que eu queria interpretar essa personagem complexa, explorá-la e ter minha própria interpretação do mito, da lenda dela.”

Lizzie é um suspense psicológico baseado nos assassinatos de 1892 do pai de Borden (interpretado por Jamey Sheridan) e madrasta (Fiona Shaw). Sevigny interpreta a protagonista nas semanas que levam aos assassinatos pelos quais ela foi acusada, julgada e inocentada. Ela se junta a Kristen Stewart, que estava no topo do estrelado com Crepúsculo em 2008 quando Sevigny estava tentando fazer com que esse filme acontecesse e interpreta a empregada da família e amante de Borden, Bridget.

Sevigny diz que ela era “muito familiar” com o mistério Borden já que nasceu em Massachusetts. Ela até passou uma noite em Lizzie Borden Bed and Breakfast, a casa onde aconteceram os assassinatos.

“Eles contam uma lorota para você e te assustam e dizem que 50% dos hóspedes vão embora no meio da noite,” ela disse. “Quando eu ouvi o papo eu disse, ‘Isso é um filme e eu quero fazê-lo.'”

O conceito original do projeto, escrito pelo amigo de longa data e antigo colega de quarto Bryce Kass, era na forma de uma minissérie que eles compraram na HBO. (Sevigny estava quase no final de Big Love na emissora na época.) Quando a produção ficou de pé, a Lifetime lançou The Lizzie Borden Chronicles, um filme para a televisão estrelado por Christina Ricci, em janeiro de 2014. Mas Sevigny já tinha investido muito tempo e energia que ela ainda estava determinada a fazer o filme.

“Tomou formas diferentes durante os anos, mas decidimos fazer um filme menor focando na fica doméstica e no relacionamento de Lizzie e Bridget,” Sevigny disse. “Nós transformamos em uma história de amor.”

E mesmo que Sevigny teve a oportunidade de fazer papéis mais complexos desde o início do projeto, ela “precisava ver frutificar.”

“Eu não ia deixar de lado,” ela disse. “Eu precisava ir até o fim.”

Para Stewart, assinar para fazer o projeto foi simples.

“Somente o nome dela na página e o fato de que ela mesma organizou e era sua primeira fez produzindo… E baseado nas minhas impressões dela de longe e sabendo casualmente sobre ela e seu trabalho, eu sabia que queria ser parte de disso,” ela disse.

Stewart então leu o roteiro e “provou ser um olhar legal sobre algo que eu só sabia a versão da rima da infância.”

“Eu fiquei atraída pela ideia do que poderia ter levado a algo tão horrível e como essas duas mulheres em posições similares estavam apoiando uma a outra e as coisas saíram de controle.”

Enquanto estavam fazendo o filme, a equipe inteira tentou não permitir o interesse obsessivo que o caso geralmente oferece impactar seu trabalho.

“Alguns deles são fanáticos, e eu já fiz adaptações de livros e coisas onde pessoas são apaixonadas e quando isso difere do que eles acreditam [ou deveria ser], as coisas esquentam,” Sevigny disse. “Então você tenta antecipar isso, mas espero que eles apreciem o que fizemos e vejam a beleza e paixão nele.”

Stewart adicionou: “Para qualquer pessoa que já gosta disso, me faria feliz saber que eles estão interessadas em algo um pouco reimaginado. E nós não estamos esperando críticas porque não estamos falando que é certeza. Nós apresentamos uma hipótese, totalmente. É tipo, ‘Imagine que isso aconteceu.'”

Veja, por exemplo, o relacionamento romântico entre as personagens de Sevigny e Stewart. Ninguém sabe de verdade se as duas mulheres eram amantes.

“Não existe muita informação sobre a minha personagem a não ser onde ela estava durante os assassinatos, o que os levou a querer que o principal elemento dessa história fosse o relacionamento delas. Porque a única coisa que você sabe com certeza é que ela deveria saber o que estava acontecendo, porque ela era a única pessoa lá além de Lizzie,” Stewart disse. “Ela estava lavando janelas por duas horas? Sério?”

Explorar esse relacionamento também permitiu que o filme, Stewart disse, explorasse como a vida era para mulheres queer durante um período onde suas narrativas eram subestimadas.

“Há muitas histórias que vemos durante os anos que teriam narrativas LGBTQ mas não estão presentes porque eles não eram reconhecidos,” ela continua. “Talvez seja um filme de época ou talvez até mais velhos onde não estão reconhecendo o elemento gay que provavelmente está lá. Eu acho que é muito legal olhar para trás e ficar, ‘Como o gay era visto nessa época?’ e ‘Como essas duas mulheres seriam? Como elas se apresentariam em uma época onde elas não podiam ser naturais?'”

“Eu me senti muito limitada só com as roupas. Você não pode usar nada além daquele vestido preto, a empregada. E quando elas finalmente decidem se revelar uma para outra, mesmo que muito rápido…”

Sevigny interrompeu: “É muito delicado, e prático.”

“E é legal que não tivemos alguém, como nosso diretor hétero, entrando e dizendo ‘Eu tenho ideias sobre como devemos contar essa história visualmente,'” Stewart continuou. “Ninguém ficou tipo, ‘Sim, mas vamos fazer isso de um modo bonito.’ Eu amo que quando elas fazem sexo é rápido, super real. E não é tímido, não está não tentando mostrar nada. Há um imediato que é autêntico e bom.”

Como tal, Lizzie é instrutivo, Stewart disse, para “qualquer pessoa que quer fazer um filme que não é diretamente reflexivo em quem eles são, ou algo que não esteja totalmente em seu ambiente.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen conversou com a Variety durante a divulgação de Lizzie em Los Angeles e falou sobre o aguardado reboot de Charlie’s Angels e sobre o suspense que estreia hoje (14) nos Estados Unidos. Confira:

“Quando você diz 2010, parece tipo, ‘Oh, meu Deus, isso faz tanto tempo,'” Chloe Sevigny relembra enquanto fala sobre o período de gestação de Lizzie.

A biografia histórica ficou em desenvolvimento pela última década. Sevigny explicou como ela trabalhou em outros projetos enquanto isso: “Não era como se esse fosse meu único foco pelos últimos 18 anos.”

Mas a história, que entra na vida doméstica da mulher acusada e inocentada dos assassinatos de seu pai e madrasta, Lizzie Borden, passou por várias iterações antes de chegar ao produto final.

“Quando se tornou o que é hoje, nós sabíamos que queríamos focar na história de amor e na vida de Lizzie em casa, e o relacionamento com Bridget e o que significava para ela,” Sevigny disse. “E como ela está tentando construir essa fuga dessa vida onde ela está tão infeliz.”

Kristen Stewart, quem Sevigny disse ser sua primeira escolha para interpretar a empregada irlandesa que se torna a confidente e amante de Lizzie, acredita que a história ressoa nos dias presentes porque “você vê mulheres que realmente parecem modernas, seguras de si e com desejo pela vida. Pessoas que você pode realmente se relacionar são literalmente amordaçadas e acorrentadas por sua era,” ela disse.

Stewart notou que enquanto a história de Borden é um conto trágico, “é legal ver dois animais assim se levantarem e morderem de volta” enquanto elas tentavam sair da casa contenciosa. “Ambas sentiram que estavam sendo abusadas, mas também como se elas não pudessem existir,” Stewart disse.

Sobre interpretar o papel titular e liderar o filme por sua realização, Sevigny foi atraída por “como ela é misteriosa. Digo, para mim, foi isso que realmente interessou. Tipo, quem é essa personagem?”

Enquanto Stewart ecoou seu sentimentos, Sevigny continuou a expandir sua curiosidade: “Você sabe, o que levaria ela a fazer isso? O que é de onde surgiu a história. Como ela encontra forças para fazer isso. Ela é louca? Ela estava em um ataque epilético? O que levaria uma mulher a fazer isso? E o quão oprimida ela devia ser para ir a um extremo desses?”

Fonte

“Olha. Eu vou falar isso, mas vocês vão ficar tipo, ‘Vocês não fizeram nada disso,'” Kristen Stewart brincou sobre seu aguardado reboot de Charlie’s Angels que está começando a produção.

Enquanto divulgava a biografia histórica Lizzie com a co-estrela e produtora Chloe Sevigny, Stewart notou que as novas “Panteras ainda serão divertidas e farão coisas de Panteras, mas também vai ser atual e moderno.”

Uma dessas atualizações modernas é, claro, Elizabeth Banks interpretando Bosley, um papel tradicionalmente interpretado por um homem nas iterações anteriores. Banks também irá dirigir o filme.

Enquanto Stewart diz que ela amava os filmes anteriores e acha que são hilários, ela se interrompe antes de comparar com o novo filme. “Deus, é tão engraçado. Eu sei que se eu disser isso de um certo jeito, vão escrever sobre isso. Mas não é uma coisa tão ruim,” ela disse.

“É tipo uma versão ‘woke’.”

Sevigny concordou, adicionando que o público de hoje em dia não leva a “frivolidade” de jeito leve. Stewart concordou, explicando que “existe uma natureza brega nos últimos que foram super divertidos. Mas, hoje em dia, se você vê uma mulher em combate, tudo deve estar completamente dentro de sua capacidade.”

O filme também terá “uma rede inteira de Panteras,” de acordo com Stewart. “Não são apenas três. Mulheres ao redor do mundo estão conectadas e ajudam umas as outras,” ela disse.

Notando como as novas Panteras “trabalham juntas de um jeito muito bonito,” nada foi dito se as antigas Cameron Diaz, Drew Barrymore, ou Lucy Liu farão uma participação especial.

“Eu não sei. Vou perguntar para elas, no entanto. Vou ligar para elas. Ficarei tipo, ‘Hey, gente, vocês sabiam…?'” Stewart disse.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Durante a divulgação de Lizzie em Los Angeles alguma semanas atrás, Kristen e Chloë Sevigny conversaram o Associated Press para falar sobre o novo suspense sobre os assassinatos da família Borden. Confira:

Chloe Sevigny tem tentado fazer um filme recente sobre a história de Lizzie Borden por uma década.

Uma viagem até a casa em Fall River, Massachusetts, a convenceu a olhar para a vida de Borden por lentes diferentes, com mais empatia, afastando as cortinas das circunstâncias sufocantes ao redor dos famosos assassinatos em 1892 de seu pai e madrasta e o que poderia ter levado a isso. Borden foi julgada e absolvida do caso, mas continua a ser fonte de intriga hoje em dia.

Após anos de falsos começos, Lizzie, um tenso e lindamente produzido suspense psicológico co-estrelando Kristen Stewart como Bridget Sullivan, a empregada e figura essencial na vida de Borden, finalmente chega aos cinemas na sexta feira.

Sevigny, de 43 anos, e Stewart, 28, it girls de diferentes gerações, falaram com o The Associated Press sobre as filmagens, por que nudez no “clímax” e dirigir curtas antes de longas.

AP: Como você decidiu ir atrás da Kristen?
Sevigny: Bryce (Kass), o roteirista, disse Kristen e eu fiquei ‘Oh, sim. Ninguém mais.’ Então nós fomos tentar seduzi-la.
Stewart: Eu sou muito fácil. Não foi difícil.

AP: Visitar a casa ajudou a entender a história?
Sevigny: Deu à luz para nossa decisão de contar a história desse jeito. Não somente estávamos interessados na história de amor, uma trágica história de amor, e as duas procurando por liberdade e encontrando uma a outra, mas também o objeto que ela (Bridget) era fora da casa. Não havia como ela não saber o que estava acontecendo.

AP: Kristen, o que você achou cativante sobre a Bridget?
Stewart: Eu me senti protetora dela. Ela não tem voz nenhuma, de verdade. Eu realmente gostei do tipo de visão que ela nos deu de Lizzie. O jeito que ela a via era muito doce, um pouco inocente, mas também puro.

AP: Mostra as mulheres daquela época de classes diferentes.
Sevigny: Elas eram todas prisioneiras do Andrew (Borden). Eu, Abby, Emma e Bridget. Éramos todas prisioneiras nessa casa, juntas, sem opção.

AP: Me conte sobre a decisão de ficar totalmente exposta nesse filme.
Sevigny: O filme merecia isso. Era o que ele precisava. Eu acho que foi até minha decisão. Eu queria que o filme tivesse isso. E eu acho que é um pouco rebelde aos 43 anos ficar nua. Eu sinto que somos bombardeados com esses ideais de beleza e estou tentando desse jeito pequeno (com meu Instagram) dizer olhe para essa mulher, olhe para Anna Magnani, ela tem uma grande beleza, e ter meninas que olham para isso e veem mais formas, tamanho e visuais diversos e como essas pessoas também são apreciadas pelo o que trazem, não somente aparência, mas o talento.

AP: Eu vi no seu Instagram que vocês duas ficavam nesse bar, Original Pinkie Masters, durante as filmagens na Georgia.
Sevigny: Esse foi o primeiro bar gay em Savannah. E também tem uma escola de artes lá então muitos professores e estudantes estavam lá. Foi uma boa fenda de gerações. Eles tinham essa jukebox com todas as músicas incríveis e obscuras e era apenas o nosso lugar.
Stewart: Era apenas um ótimo bar.
Sevigny: Galera legal. Ninguém incomodava ela. Eles me incomodavam mais do que a ela.
Stewart: O que significa que é REALMENTE um bar legal.
Sevigny: Significa que eles são apenas mais velhos.

AP: Por que as duas decidiram começaram a dirigir com curtas antes de longas?
Sevigny: Eu era frustrada como atriz, sempre me dando para a visão de uma outra pessoa. Não que eu não concordasse sempre com a visão deles ou queria ser parte disso ou pensava que eram ótimos cineastas, mas você não está na sala de edição, isso é a coisa de outra pessoa. Eu queria ter a minha própria coisa e expressar minhas próprias ideias, visões e amores.
Stewart: Sim, eu também. Eu comecei tão nova, eu nunca me senti mais vista ou expressada ou permitida apenas a ser como quando você conta uma história bem, uma que existe dentro de você. Eu não vejo uma grande diferença entre atuar e dirigir. Eu acho que como atriz eu amo a indulgência, mas eu não quero dizer falta de controle porque eu sou muito controladora. Estou sempre no bolso do diretor dizendo, “Como isso vai ser visto?” Eu quero ficar no seu quadro perfeitamente. Eu quero saber como vai ser.
Sevigny: Eu não. Eu me torno muito auto-consciente.
Stewart: Mas eu queria fazer um curta antes de um longa porque eu nunca tinha feito antes. De verdade. E eu amo o que os curtas fazem com a disposição das pessoas de contar coisas estranhas. Você não está tentando entreter as pessoas, não que isso não seja algo que eu goste, eu gosto, mas é divertido fazer um poema de versos livres.
Sevigny: Mais expressão.
Stewart: Não precisa ter uma hora e meia, não precisa ser digestível. Só precisa ter gosto.
Sevigny: As pessoas me perguntam por que estou fazendo outro curta e não um longa, e eu tenho tanta adoração por diretores de longas, eu não estou preparada. Ainda estou experimentando e aprendendo.

AP: E como atrizes, vocês duas estão frequentemente se rebelando contra o grande negócio de Hollywood, consistentemente escolhendo projetos e diretores interessantes para trabalhar.
Sevigny: Isso se chama bom gosto.
Stewart: E ela faz outro ponto! Cara! Sinceramente, se eu falasse isso ia soar como uma idiota, mas porque é ela, porque você realmente tem a influência, você pode levantar essa afirmação e arremessar.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil