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Kristen conversou com o The Hollywood Reporter durante a premiere de J.T. LeRoy, que aconteceu ontem (24) em Los Angeles, e falou sobre identidade de gênero e como o filme ajuda no assunto, confira:

Kristen Stewart diz que seu novo filme J.T. LeRoy, que estreia na sexta feira, pode ajudar sobre a jornada da identidade de gênero.

O filme, baseado em uma história real, segue a autora Laura Albert (interpretada por Laura Dern) que escreve livros com o pseudônimo de J.T. LeRoy, o filho de uma prostituta de estacionamento de caminhões. Quando a popularidade dos livros cresce, Laura contrata sua cunhada Savannah Knoop (Stewart) para fingir ser o garoto e fazer aparições públicas. (Knoop, que usa os pronomes they/them (pronomes de gênero neutro), lançou uma biografia em 2008 chamada Girl Boy Girl: How I Became JT Leroy, que é a base do filme).

”É uma jornada e requer paciência e importância por outras pessoas,” Stewart contou ao The Hollywood Reporter na premiere do filme, na quarta feira, sobre a história. ”Eu acho que se você fica confuso e então indignado que está sendo julgado por não entender, só significa que você não quer. Se você realmente quer entender e se importa com outras pessoas, pode levar uns minutos, mas talvez tenha mais de uma palavra para isso. Talvez requer 10 frases, e tudo bem, também.”

Stewart adicionou que a reviravolta para entender a fluidez de gênero e identidade só se tornou “moda” nos últimos anos. ”Deus, eu respondia perguntas que negavam esse ponto dois anos atrás e sentia que tinha que respondê-las, quando eu ficava tipo, ‘Cara, podemos não chegar no ponto em que podemos não fazer isso?” Stewart contou para o THR.

”Você precisa ter espaço para descobrir por si mesmo,” Dern adicionou. ”Talvez seja o indivíduo que não saiba. É uma coisa linda.”

O diretor Justin Kelly enfatiza que é “bizarro” e esclarecedor como Savannah está aprendendo mais sobre “quem ela é como pessoa” interpretando um personagem masculino fictício. ”Se alguém visse o filme e pensasse que eles podem ser quem quiserem ser – esse não é o ponto do filme em termos de mentir para as pessoas, mas em termos de abraçar quem você é como ser humano – então isso pode ser uma ótima lição,” Kelly contou ao THR.

”Tudo é mais fluido e mais cinza do que o que as pessoas querem acreditar,” adicionou o co-star Kelvin Harrison Jr., que interpreta Sean (Harrison descreve o personagem como ”meio queer… Eu queria que ele tivesse uma masculinidade feminina.”)

Stewart disse que ela percebeu após ler o roteiro o quanto mais “selvagem” e “insana” e “sensual” a história poderia ter sido sem o olhar de fora. ”Obviamente, era essa história elaborada que não era necessariamente representada pela verdade em preto e branco, mas eu encontrei tanta verdade na concepção da história envolvendo a Savannah e a Laura,” Stewart disse. ”É um conto épico e realmente vale a pena porque trata sobre identidade e encontrar sua própria agência como um artista.”

Dern concordou: ”É sobre encontrar a si mesmo e encontrar sua verdade entre as mentiras é uma jornada fascinante.” Ela acredita, no caso de sua personagem, que ela está criando véus para ser a artista que ela queria ser e para expressar que ela foi traumatizada e abusada – ”e ela não sabia como fazer isso por si mesma, como se ela não tivesse o direito ou seria julgada por isso. E ela aprendeu sobre identidade e liberdade na arte de um jeito através dessa musa que se tornou o corpo e o ser que falava com essa invenção que era sua dor.”

No tapete vermelho da premiere, Dern e Stewart mostraram sua amizade, cumprimentando uma a outra com um abraço e fazendo entrevistas em duplas. ”Ela é muito brilhante e eloquente,” Dern elogiou Stewart. ”Foi uma experiência muito íntima e incrível para fazer com uma outra atriz e amiga.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen concedeu uma entrevista para a revista espanhola Yo Dona onde fala sobre JT LeRoy, As Panteras e mais. Confira:

Kristen Stewart (Los Angeles, 1990) protagoniza o filme sobre a maior provocação literária desse século. De 2000 a 2006 a nata da cultura pop se rendeu ao carisma de um adolescente transexual, filho de uma prostituta, soropositivo, gigolô, viciado em drogas e vítima de abusos, que tinha desabafado em três livros cult: Sarah, Maldito Coração e Harold’s End.

Madonna, Tom Waits, Courtney Love, Bono, Lou Reed, Marilyn Manson, Calvin Klein ou Winona Ryder, eram alguns dos ilustres admiradores do retraído escritor, que respondia pelo nome JT LeRoy, e só concedia entrevistas por e-mail ou por telefone. Na realidade, era tudo invenção de uma autora do Brooklyn de 30 anos chamada Laura Albert, que disfarçou sua cunhada, Savannah Knoop, com óculos escuros e peruca loira, para que se passasse por seu alter ego em eventos públicos.

Durante seis anos, as revistas literárias de prestígio, as editoras e os famosos acreditaram na mentira. Savannah chegou inclusive a pisar no tapete vermelho do Festival de Cannes na estreia da adaptação do segundo livro de seu personagem. A complexa história agora virou filme, Jeremiah Terminator LeRoy, na qual Stewart dá vida a mulher que se passou por jovem transgênero. Conversamos com ela sobre este jogo de espelhos e identidades fluidas, do remake de As Panteras e da sua estreia como diretora.

YO DONA – Você conhecia essa história tão ardilosa e fascinante?
Kristen Stewart: Não. Quando eu li o roteiro, a primeira coisa que me veio à cabeça foi: “Espere, isso aconteceu de verdade?”. E pensei que talvez tinham tomado a liberdade de inventar algumas coisas para tornar o filme mais interessante. Sério, as pessoas não podiam acreditar por tanto tempo.

Então, o que te convenceu para que você concordasse em ser protagonista desse filme?
Essa história pode ser vista como um experimento artístico enorme e estranho, que combinou montagem e performance. Eu adoro o personagem, mas também o ser humano. Savannah é uma pessoa generosa, inteligente, afetuosa e genuína. Me chama atenção que uma garota tão jovem, imersa nesse fenômeno midiático, torrencial, conseguiu se manter fiel a si mesma e criar uma identidade.

Ao se passar por JT Leroy, Savannah descobriu coisas sobre si mesma. O que você aprendeu?
Eu descobri que me sinto muito feliz por ser mais velha. Há dois anos eu me encontrava em um momento vital que eu me sentia esgotada, até o ponto de não saber com quem eu gostaria de compartilhar o meu tempo. Aconteceu comigo o mesmo que com Savannah: não estava claro se se encaixava, com que aparência queria se apresentar ao mundo.

De fato, o filme expõe o contraste entre a pessoa pública e a privada, assim que imagino que você se identificou.
E muito. Essa luta interna, essa exposição contínua… Sei o que você sente quando a forma como você se apresenta em público não se alinha necessariamente com como você se sente por dentro.

Qual tem sido o aspecto da fama mais difícil que você tem de enfrentar?
Quando eu era jovem, outros colegas de trabalho diziam: “Vai, relaxe, dê ao público e a imprensa o que eles querem. Sorria.” Mas eu não posso. E é assustador. Você está sentado em um cômodo na qual todo mundo te considera a estranha e o verdadeiro estranho é quem está ao seu lado, dando a impressão de ser o mais simpático. Conheço muitas pessoas que fingem dando a impressão de serem encantadoras. São tão previsíveis… Dizem o que se espera deles a todo momento. Todo mundo os adora. E acaba sendo irônico, porque muitas vezes o que mostram e o que dizem não é verdade.

Você ter superado essa etapa de confusão e se sentir mais madura são as motivos para você ter decidido dirigir seu primeiro filme?
Por eu ser mais velha? (Risos) Não, eu sempre senti essa vontade em meu interior. Fazer um filme é um processo precário e delicado, onde é necessário muitas mãos. E chegar até o final dessa experiência é como fazer malabarismo com um conteúdo precioso. É a melhor sensação que já experimentei. Desde criança tenho sido estimulada por essa comunhão de pessoas que compartilham uma ideia até o ponto de fazer qualquer coisa para realizá-la. E eu quero liderar essa comunidade, porque isso me animou no passado, me fez ser quem sou. Eu me sinto tão sortuda que quero compartilhar isso.

Laura Dern, que en Jeremiah Terminator LeRoy, interpreta Laura Albert, confirma o talento de Kristen Stewart como diretora: “Há poucos atores que transmitem essa qualidade, mas nesse filme, no qual tivemos que nos apoiar, eu vi como ela olhava tudo com olhos de diretora.”

Sua obra prima é um drama bisexual intitulado The Chronology of Water, baseado na autobiografia homônima da escritora e professora norte-americana, Lidia Yuknavitch.

Kristen, que em sua vida sentimental alternou os parceiros de um e outro sexo, está exultante sobre a complexidade dos projetos que lidera. “Não foi apenas a minha viagem de autodescoberta que me levou a interpretar personagens com fluidez de gênero. É que agora estão criando mais. É uma vitória. E eu me sinto feliz defendendo e contando essas histórias”, afirmou em entrevista a revista online de cinema IndieWire. Entre o leque de filmes que ela tem para chegar ao cinema, estão o suspense de época, Lizzie, onde deu a vida a amante de sua companheira de elenco, Chloë Sevigny, e a comédia romântica, Happiest Season, na qual ela descobre que sua namorada ainda não saiu do armário. Também há espaço para a cinebiografia: em Against All Enemies ela encarna a atriz Jean Seberg. E não dispensa os filmes de ação – em Underwater lidera uma equipe de investigadores submarinos que confronta um terremoto – ou o puro entretenimento, com o remake feminista de As Panteras, filme sobre o qual ela disse: “Foi uma filmagem na qual as mulheres se apoiavam, não nos limitamos a chutar bundas. A única razão para fazer uma nova versão era conectar a esses tempos de conscientização, sem que nenhuma mulher fosse considerada um objeto.”

Você falou com Savannah sobre a frustração de ser rotulada por sua orientação sexual?
Sim, eu adoro falar com ela sobre isso. Colocamos rótulos porque queremos dar nome às coisas para assim poder entendê-las. Também acontece comigo. Mas é pela falta de referências. A medida que o tempo passa eu me dou conta de que há muitas histórias inacabadas. Quando vejo um filme de época, me pergunto onde estão os homossexuais. Não estão contando sobre a vida deles. É por isso que ainda não desenvolvemos o vocabulário correto para estes tempos, mas chegaremos nisso.

Que mudanças você vê nas novas gerações no que se refere a aceitação da sua sexualidade?
Eles não dão muita importância a isso. Eu cresci cercada por meninos que se chamavam entre si de desajeitados sociais e diziam porra sempre antes de alguma frase, mas a nova geração mudou muito. Eu não acredito em grandes diferenciações, em reduzir tudo a homem e mulher, porque temos tanto no nosso interior. E eles assumem isso de maneira natural.

Falando sobre reducionismo, qual você acha que será a minha impressão sobre você depois de 20 minutos de conversa?
Cada um tem uma percepção das coisas segundo sua própria experiência, assim que você está no direito de escrever o que você honestamente pensa. Se você tenta dominar as coisas, pode ficar louca e não focar no que importa. Antes eu ficava nervosa e era uma obcecada por controle, mas agora, sinceramente, eu gosto de manter uma conversa sobre coisas que me preocupam, assim que você faz o que acreditar.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen esteve presente na festa anual pré-Oscar da Chanel em Los Angeles ao lado de nomes como Miley Cyrus, Tessa Thompson e Margot Robbie. O assunto durante as entrevistas não podia ser outro além do falecimento de Karl Lagerfeld, e a atriz prestou seus sentimentos. Confira:

WWD
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“É engraçado, quando algo monumental como alguém assim falecendo acontece, as pessoas começam a te mandar todas essas fotos – e eu obviamente lembro do meu relacionamento com a Chanel e quando começou, mas ver e passar por isso novamente foi interessante,” ela disse, começando novamente. ”Eu fui preparada para essa noite que ‘eles vão perguntar o que era surpreendente sobre ele que talvez outras pessoas não soubessem e você sim, porque você tem conhecimento.’ E eu fiquei tipo, ‘Ele é tão transparente, isso que é louco sobre ele.’ Ele sempre se revelou e se deu por completo, e por isso ele é um artista tão impecável. Então, sim, é triste, mas ao tempo, você olha para uma vida assim e você aspira por isso todos os dias.”

Vanity Fair
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“Eu sei que a moda vem junto com muitas regras pressupostas,” disse Stewart, falando sobre seu estilo singular. ”E sempre me fizeram sentir como se pudesse quebrar todas as regras, e ainda assim fazer algo individual e único. Mesmo que a Chanel pareça a marca mais clássica, a razão pela qual eles permanecem desse jeito é porque eles fazem coisas subversivas, e eles realmente acreditam nisso.”

Seu elogio veio no final de uma semana difícil para a casa da moda de 109 anos. Na terça feira, o diretor criativo de longa data da Chanel, Karl Lagerfeld faleceu aos 85 anos de idade após lutar contra o câncer pancreático; ele continua vivo por meio de sua mimada gata, Choupette. O mundo da moda ficou de luto pela perda do ícone do design, celebrando suas colaborações prolíficas com a Chanel, Fendi e sua própria marca. Na sexta feira, designers, princesas, modelos e amigos se reuniram em Paris para a cerimônia de cremação; na noite seguinte, os devotos a Lagerfeld e indicados ao Oscar na Costa Oeste se juntaram em apoio, solidariedade e celebração.

“Algumas pessoas podem fazer como que vivam para sempre,” disse Stewart no sábado, sua voz desaparecendo por um momento. A atriz se recompôs. “Eu não conheci Karl intimamente,” ela continuou. ”Eu trabalhei com ele, e tenho muita sorte por isso. Mas pela sua arte e por quem ele era, ele vai viver no meu coração para sempre, porque ele era um artista compulsivo e muito verdadeiro. Eu trabalhei com pessoas realmente ótimas, mas ele genuinamente era um líder, um professor, muito apaixonado e curioso, até naquela idade.”

”Ele na verdade se revelava,” adicionou Stewart. ”As pessoas definitivamente tinham a versão verdadeira dele. Ele era sagaz e com respostas na ponta da língua, mas ele também era a pessoa mais observadora do lugar. Ele estava atento, sabia o nome de todo mundo, e trabalha com a pessoas que ele amava.”

Quando os pratos foram retirados, Miley Cyrus, Kristen Stewart, Tessa Thompson e Shailene Woodley foram para o jardim com Frances McDormand, conversando antes de fazerem um círculo para cantar músicas.

Kristen compareceu ao desfile de alta costura da Chanel nessa terça-feira (22) em Paris, e ao ser questionada pelo WWD sobre seus pensamentos sobre a coleção apresentada, a atriz também compartilhou novas informações sobre o novo filme de As Panteras, um reboot que estreará no final do ano. Confira:

”Imagine casar-se naquilo, é a atitude mais legal de todas. É um movimento poderoso, você está se posicionando logo de cara: Essa é a mulher com quem você vai casar, só para você saber,” disse Kristen Stewart depois de admirar o maiô brilhoso da noiva do desfile de alta costura da Chanel no Grand Palais. Com uma nevasca acontecendo do lado de fora e Paris coberta em neve, o cenário com palmeiras foi baseado nos jardins e piscina de uma vila italiana.

A atriz compartilhou um relato das filmagens do reboot de Charlie’s Angels, que estreia no fim do ano. ”Tem uma cena de dança sincronizada, meio disco mas um pouco mais rápido. As outras meninas [Naomi Scott e Ella Balinska] são muito melhores do que eu nisso, mas eu dei o melhor de mim,” disse a atriz, que confessou nunca ter assistido a série original de televisão, que foi filmada antes dela nascer.

Sobre a experiência de ser dirigida por Elizabeth Banks, Stewart disse que ela sentiu que estava ”em mãos de confiança.”

”O filme é desconstruído, mas é engraçado e fofo, e eu fiquei intimidada com a ideia de fazer comédia com ela porque eu a acho muito engraçada. Eu literalmente pedia para que ela lesse as falas comigo e perguntava, ‘Como você faria isso?’” Ela disse. ”E se eu errasse, ela estaria sempre lá para me ajudar.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen entrevistou a atriz Lily Rose-Depp para a nova edição da revista V Magazine. As duas, que são musas da Chanel, falam sobre filmes, livros e moda na entrevista descontraída. Confira:

Kristen Stewart: Eu vi as fotos. Estão muito legais e honestas.
Lily-Rose Depp: Oh, obrigada. Era isso que Luke e eu queríamos. Luke é um bom amigo meu e tem sido por anos. É legal poder trabalhar com pessoas assim, como fazer essa entrevista com você, alguém que conheço. Luke me conhece tão bem e eu já fotografei para ele antes, só nós dois.
KS: É um presente que geralmente não é dado, poder compartilhar sua verdade. E atores são desesperados por isso.
LRD: A primeira sessão de fotos que eu fiz com o Luke foi algo muito simples porque estávamos nos divertindo. Eu fiz meu próprio cabelo e maquiagem e pegamos roupas do meu armário e do armário da minha mãe.
KS: Por falar nisso, o mundo inteiro escuta isso e literalmente fica, vai à merda. [Lily-Rose ri.] Porque todos nós procuramos roupas nos armários de nossas mães, mas tipo, com você é uma história completamente diferente.
LRD: Sim, definitivamente não é o mesmo estilo das outras mães. Eu definitivamente sou sortuda porque minha mãe guardou todas as coisas antigas de quando ela era mais nova. É como uma mina de ouro lá dentro. Mas nós fizemos ser tão simples. Foi literalmente nós pegando as coisas e tirando fotos. Você pode dizer que quando estou olhando nas lentes dele, estou olhando nos olhos do meu amigo.
KS: É legal que você já pode trabalhar com pessoas que permitem que você faça isso. Eu levei anos para entender exatamente como usar minha voz e não ficar nervosa com isso ou como se eu estivesse dando respostas para uma pergunta que eu não tinha as respostas. E então, de repente, estou dizendo algo que eu não queria.
LRD: Eu sou realmente muito tímida quanto a isso, e é por isso que amo tanto atuar. Me permite sair da minha própria mente. É mais fácil para mim agir como uma outra pessoa do que agir como eu mesma.
KS: O que você tem feito? O que está te alimentando agora?
LRD: Bom, agora eu estou me preparando para um papel que estarei fazendo no ano que vem. Eu não sei se posso dizer o que é ainda, mas é algo que requer muita pesquisa e preparação. Eu estou começando o processo de pesquisa e estou gostando muito. E eu acabei de filmar esse filme da Netflix chamado The King no começo do verão. Eu interpreto uma princesa francesa com um sotaque, então foi muito divertido. Eu fui ao TIFF recentemente com o filme de Louis Garrel.
KS: Wow. Como é trabalhar com alguém assim? Porque isso me deixa louca.
LRD: Nós começamos a ensaiar meses antes porque a filmagem de algumas coisas era muito particular. Nós filmamos muito rápido e em filme, tipo 35 milímetros. Nós tivemos que saber a forma de cada cena antes de chegar lá.
KS: Sim, e ele também é filho de um diretor brilhante. Está no sangue de vocês dois. É louco.
LRD: Com certeza. E eu acho que ele tem um grande respeito por seu pai que é um grande diretor. E eu tenho muito respeito por meus pais também. Definitivamente foi algo que conseguimos nos identificar.
KS: Isso é legal. Onde você está morando agora? Eu sei que você está em Paris, mas é onde você nasceu?
LRD: Eu nasci em L.A., mas eu sinto que nasci nos dois. Eu definitivamente me sinto mais produtiva em Paris. Eu também gosto de andar, e conseguir andar na minha vizinhança.
KS: Sim, em L.A. você meio que flutua pelos lugares. Enquanto em Nova York… você escuta a cidade o tempo todo. Então, você quer fazer parte disso.
LRD: É engraçado que você mencionou Nova York, porque vou ficar lá por alguns meses no outono. Eu acho que com cada mudança desse tipo, você cresce bastante. E eu sinto que eu cresci muito esse ano e fiquei mais independente. Então eu acho que vai ser bom para mim.
KS: Vai ser muito divertido. A primeira vez em que fiquei em Nova York por um longo período foi por causa de um filme e, isso vai soar super irresponsável, mas eu não dormia muito porque eu estava muito animada de estar lá.
LRD: Eu estou sentindo algo bom. Combina com a minha tentativa de ser mais independente. Eu sinto como me tornei mais mulher esse ano então eu sinto que isso vai me ajudar a continuar nesse caminho.
KS: Wow, isso é bom. Isso é uma coisa legal de poder dizer. Isso é incrível. E sobre as coisas da Chanel? Eu literalmente lembro de você em uma sala de maquiagem e você deveria ter 14 ou 15 anos e eu fiquei, “Ela parece tão legal. Quero ser amiga dela.”
LRD: Eu fiz minha primeira campanha para eles quando eu tinha 15 anos, o que foi louco. Eu lembro quando eles me disseram, pensei que estava sonhando. Para uma menina de 15 anos ouvir isso, eu estava apenas tão animada e eu não conseguia acreditar que eles me queriam. Conheci Karl [Lagerfeld] quando eu tinha 8 anos, na verdade, com a minha mãe. Ele é muito doce. É muito raro achar alguém assim, um ícone de tantos modos, e tem sido por tanto tempo, mas que é apenas uma pessoa verdadeiramente doce e gentil. Nós mandamos fotos dos nossos gatos um para o outro.
KS: Isso é tão doce! Sim, não quero ser estranha, mas você conhece as melhores pessoas e as piores na moda. Literalmente, as piores pessoas, más, desagradáveis, interesseiras, péssimas. E então você conhece os indivíduos mais criativos, loucos, e completamente únicos.
LRD: Eu também acho que o jeito que a moda junta com o cinema é muito interessante. Para mim, o cabelo, maquiagem e figurino de um personagem é crucial.
KS: Totalmente. Eu odeio quando as pessoas me perguntam isso em entrevistas, mas eu também acho uma pergunta interessante: Qual o seu filme favorito?
LRD: Tudo bem, eu respondo isso o tempo todo. Eu cresci assistindo muitos filmes antigos em francês. Eu cresci assistindo muitos filmes de Louis de Funès. La Boum, que eu amo. Ninguém vai saber o que é isso. É um filme antigo francês. E Peau d’âne, com Catherine Deneuve é um dos meus filmes favoritos. É icônico.
KS: Você vai ter que me desculpar porque você é toda francesa e tal. [Risos] Quais são os títulos em inglês?
LRD: Na verdade, eu não sei… Vou pesquisar agora. Me pergunto se é chamado de Donkey Skin (Pele de Burro)? Provavelmente não. Não é um título muito legal. Mas é um dos meus favorites. Catherine Deneuve interpreta essa princesa incrível e mágica e então ela coloca uma carcaça de burro e foge pela floresta.
KS: Sinceramente, é muito legal que você cresceu com isso. Você sabe, a maioria das pessoas não possuem uma verdadeira razão para começar a assistir filmes franceses e estrangeiros em uma idade tão jovem. É muito legal que você começou tão pequena. Você tem sorte por isso.
LRD: Não pense que eu não assistia Crepúsculo quando eu era mais nova, também! Eu era muito fã. Você não vai escapar dessa.
KS: [Risos] Oh, meu Deus, isso é tão engraçado. E o que mais? Você lê muito?
LRD: Sim, eu leio bastante. Eu estou obcecada com Haruki Murakami por anos. Ele é meu autor favorito. Estou lendo The Basketball Diaries de Jim Carroll agora, e estou gostando muito. Meu irmão mais novo, que tem 16 anos, também lê constantemente. Estávamos de férias no verão e ele falou, “Oh, você já leu Bukowski? Estou amando esse livro.”
KS: Isso é muito legal e fofo. Falando nisso, você realmente deveria ler Bukowski, ele é o meu garoto. Um dos meus favoritos de todos os tempos. Você quer fazer filmes? Está interessada em dirigir?
LRD: Eu não sei. Eu nunca diria nunca. Talvez mais tarde. Você gostaria de dirigir um filme?
KS: Sim, totalmente. Estou tentando fazer isso agora. Vou te contar tudo [Risos]. Me sinto constrangida de falar de mim na sua entrevista. Mas estou adaptando uma biografia agora. Vou te mandar uma mensagem sobre isso. Você deveria ler.
LRD: Eu adoraria. É incrível que você esteja fazendo isso. Certos livros realmente te tocam e tomam controle da sua imaginação. É como criar o seu próprio filme na sua cabeça, o que é algo que eu amo sobre leitura.
KS: Eu comecei a ler no meu celular por necessidade, tipo, quando estou no set ou algo assim e não tenho um livro. Eu também fiquei viciada em podcasts.
LRD: Eu acabei de ouvir esse podcast que compara as vidas de Jane Fonda e Jean Seberg, que são duas pessoas que eu acho tão interessantes. E eu estava andando de esteira por meia hora, apenas aprendendo todas essas novas informações.
KS: Cara, não acredito que você disse isso. Eu acabei de interpretar Jean Seberg em um filme que eu terminei duas semanas atrás, sobre sua afiliação com os Panteras Negras e o FBI. Isso é tão aleatório.
LRD: Meu Deus, isso é incrível! Esse é um papel tão legal. Mal posso esperar para ver.
KS: Wow, que viagem. Sim, realmente foi… Foi demais. Oh, cara. Muito mais assunto.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

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