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Kristen Stewart fala sobre Come Swim com o Yahoo
11, nov
postado por KSBR Staff

Kristen conversou com o Yahoo Entertainment no dia da estreia de seu curta, Come Swim, no site da Refinery29 e explicou as diferenças entre ela e o personagem, por que não usou CGI no filme e mais. Confira:

Como uma atriz mirim crescendo nos sets de filmes como O Quarto do Pânico e Segurem Essas Crianças, Kristen Stewart aprendeu cedo a prestar bem atenção nos diretores por trás das câmeras. “Aquele é o seu chefe,” ela fala ao Yahoo Entertainment sobre suas primeiras memórias de assistir os cineastas no trabalho. “Você procura essa pessoa para tudo. Quando um filme é muito bom, precisa do esforço de muitas pessoas. Mas o que começa é algo tão único de uma perspectiva específica. Mesmo quando eu era pequena, eu sabia que meu trabalho era escutar essa perspectiva e segurar como se fosse preciosa. E mesmo quando eu era criança, eu fiquei tipo, ‘Eu gostaria de segurar isso algum dia e compartilhar!'”

Avançando para o presente, a atriz de agora 27 anos está compartilhando sua própria estreia como diretora com o mundo, o poderoso curta Come Swim. Após estreá-lo no Sundance em janeiro, a produção de 17 minutos está sendo lançada hoje como parte da Shatterbox Anthology do Refinery 29, que fornece uma plataforma para jovens mulheres cineastas. Estrelando o ator de primeira viagem Josh Kaye, Come Swim cresceu de uma imagem recorrente que grudou na mente de Stewart anos atrás e se tornou um elemento fundamental para o retrato meio realista meio impressionista de um homem que tem a mente inundada de memórias de um relacionamento fracassado, a um ponto onde ele sente que está se afogando em terra firme.

Nós falamos com Stewart sobre como ela se relaciona com o personagem que vemos na tela e se ela tem o desejo de dirigir um filme grande como Crepúsculo.

Você disse que a ideia de Come Swim veio da imagem de um homem dormindo no chão do oceano. De onde veio essa visão?
Inicialmente, eu estava apenas fixada na ideia de uma pessoa que está ciente do que é essencial para ela – aquilo que ela realmente necessita – mas não é capaz de absorver. Então mesmo no fundo do oceano, o lugar mais hidratado do mundo, ela está seca. Quando você está sozinha com a sua mente, sua dor e dificuldade parece tão dramática e sem relação com ninguém. E mesmo assim tão universal! Não existe um sentimento que ninguém mais sentiu antes de você. Uma vez que você sente, parece muito consumidor, mas quando você pára pra ver, você pensa, “O que eu estive fazendo?”

Para mim, o filme cutuca esse sentimento de estar mentalmente por baixo d’água. Há muito barulho na sua cabeça, e você precisa de um momento de claridade.
Exatamente. Ele está se punindo com essas memórias e não consegue organizá-las. Ele não consegue colocá-las em um lugar fácil de processar. Eu queria colocar para fora um som muito interno. Quando ele começa, ele sente que as coisas estão passando rapidamente por ele, e ele não consegue segurá-las, mas elas também não vão embora. É sobre acordar de manhã e pensar, “Uau, eu posso usar a minha mente! Não está me controlando.” Quando você está nesse estado, as coisas parecem difíceis.

Existe algo sobre o mundo moderno que faz isso ser pior? Você coloca o personagem em cenários como um escritório e no banco da frente do carro, onde há muita estimulação.
Eu queria colocá-lo em lugares que eram normais, cenários sem muitos detalhes. Nós não temos muito tempo para conhecer esse cara, então eu queria que você focasse em suas próprias normalidades como acordar e ir trabalhar. Mas ele também está muito apertado: seu cubículo no escritório é pequeno, o carro é pequeno. Somente quando ele sai e encontra o oceano que ele se permite respirar. Ele se arrepende desse relacionamento que o levou a uma crise existencial, e apesar de odiar nadar e água, ele percebe que precisa boiar. A água é mais forte que nós, e se você lutar contra ela, você irá se cansar e se afogar. Mas se ele se permitir parecer bobo e boiar na água, quando ele sair ele vai estar com frio, mas ele também vai perceber que ele não pode tentar controlar tudo.

As circunstâncias do personagem são intencionalmente universais, mas ao trabalhar com Josh Kaye você descobriu que homens e mulheres possuem respostas diferentes para esse tipo de estado mental?
Eu acho que há grandes diferenças entre nós dois, mas mais em um nível individual. Não tem muito a ver necessariamente com gênero. O personagem na história não sou eu necessariamente, mas eu quis estar o mais próxima possível. A maior diferença entre nós é que eu sou um pouco mais explosiva. Algumas coisas no filme eu fiquei muito animada por não ter feito, porque ele ri forçadamente e aguenta calado enquanto eu acho que eu seria mais dramática. Ele nunca atuou em nada antes, então ele não estava tentando provar nada para mim. Ele estava realisticamente nesse cenário e permitiu que algumas memórias mexessem com ele.

Você incorporou pinturas que você fez no filme com um processo chamado “neutral style transfer”, se opondo ao tradicional CGI. Esse foi um processo que você desenvolveu?
Não, eu tenho uma amiga que trabalha em uma casa de efeitos visuais e ela era familiar com a pesquisa de Bhautik Joshi. Eu falei com ela sobre minhas pinturas e como queria que fosse ilustrado no filme; eu queria que partes do filme fossem como uma pintura. Eu falei muito sobre granular e como fazer isso, e ela me disse sobre esse cara que podia pegar uma pintura e aplicar esse estilo em vídeo. Então ele nos ajudou, mas eu acho que foi algo que ele criou, e quando o filme estreou foi uma boa chance para ele falar sobre esse processo. Tive sorte de poder fazer isso e colocar essas duas coisas juntas. [Stewart está listada como co-autora de um trabalho acadêmico sobre o processo que está arquivado na Universidade Cornell.]

Trabalhar em grandes filmes como Crepúsculo ou Branca de Neve e o Caçador fez você se recusar a incorporar o CGI nos seus filmes?
De jeito nenhum. Inicialmente eu pensei que precisaria de muito trabalho digital em Come Swim. Eu tinha essa lista longa de cenas, mas após as filmagens eu comecei a cortá-las da minha lista durante a pós-produção, pensando que não precisava delas. Nós fizemos o mínimo de trabalho digital, porque tudo que fizemos fisicamente foi tão legal. Todo o trabalho de maquiagem no Josh foi prático e funcionou. Eu realmente gosto quando você precisa usar pouco CGI para corrigir as coisas e melhorá-las. Se você pode conseguir o que máximo enquanto tira fotos, é isso que parece mais digital
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Você gostaria de dirigir um filme de grande orçamento ou isso não é interessante para você?
Talvez, porque eu gosto de sair da realidade – não de um jeito que é fantasia, mas entrar na cabeça de alguém e me sentir incorporada em algo interno. Porque muitas vezes não é o que você está vendo do lado de fora. Então eu acho que eu vou querer fazer filmes pequenos; eu não tenho interesse em fazer filmes grandes, apesar de gostar de trabalhar neles como atriz.

Um de seus primeiros filmes foi O Quarto do Pânico, dirigido por David Fincher. Você se lembra de observar alguma parte de seu processo que você levou para o seu próprio trabalho?
Esse foi o segundo filme que eu fiz. Eu tive sorte de ter essa experiência tão jovem porque foi muito intenso e pelas razões certas. Eu sempre quero estar em filmes onde se você precisa trabalhar até cansar e se precisa te machucar e você precisar fazer de novo e de novo, você ganha algo que realmente importa a qualquer custo. Você faz qualquer coisa para conseguir isso. Esse sentimento provavelmente começou nesse filme.

Certamente parece que os fãs que cresceram com você durante os filmes de Crepúsculo estão abraçando o seu trabalho agora. Você está consciente de como eles estão vendo você se desenvolver como artista, e você espera que eles aprendam com você como desenvolver suas próprias vozes criativas?
Sim, claro. Ninguém é tão especial para ter um pensamento original ou sentir algo que ninguém tenha sentido antes. Mas eu realmente sigo meu instinto sobre as coisas que me atraem artisticamente e espero que alguém lá fora também se sinta assim. Por isso, eu tenho sorte. Eu não penso sobre a maior narrativa da minha vida ou altero minhas decisões para dizer algo para as pessoas. Mas eu sinto que se você for honesta sobre alguma coisa e está explorando algo que vale a pena, outras pessoas também estarão interessadas nisso.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Com a estreia de Come Swim acontecendo ontem (10), Kristen concedeu algumas entrevistas para sites especializados. Confira abaixo a entrevista para o The New York Times, onde ela fala sobre suas ambições como diretora e um novo projeto secreto:

As ambições de Kristen Stewart para dirigir acontecem desde quando ela tinha 11 anos atuando no suspense de David Fincher em 2002, O Quarto do Pânico.

“Eu estava trabalhando com Jodie Foster e fiquei, ‘Eu vou ser diretora. Eu vou ser a diretora mais jovem que já existiu,” Stewart lembrou em uma entrevista. Quando ela, anos depois, contou para Foster que estava finalmente fazendo algo, Stewart diz, “Ela ficou tipo, ‘Cara, a primeira coisa que você vai perceber é que você não precisa aprender mais nada.'”

Levou mais tempo do que Stewart esperava, mas agora ela fez um curta chamado Come Swim. Após ter estreias no Sundance e em Cannes, Come Swim estreou nesta sexta-feira no site Refinery29.

O filme anuncia as ambições cinematográficas de Stewart e abre um novo capítulo na carreira corrida da atriz de 27 anos. Stewart já está desenvolvendo outros projetos, incluindo um roteiro que é a adaptação de uma autobiografia (Stewart se recusou a dizer qual). Ela está tirando dois meses de férias da atuação para escrever, e ela também espera tornar Come Swim em um longa metragem.

“É o meu primeiro passo para algo que eu queria por muito tempo,” disse Stewart.

Stewart nos concedeu algumas entrevistas – uma em uma varanda em Cannes em maio, a outra por telefone na quinta-feira. Sobre os recentes escândalos de assédio sexual que estão varrendo por Hollywood, Stewart apontou seu discurso no mês passado no evento da revista ELLE, onde ela falou sobre os assédios menos notados de membros da equipe. Stewart se recusou a adicionar mais comentários na quinta-feira, mas reconheceu a falta de balança de gêneros por trás das câmeras que ficou em sua cabeça.

“Eu tenho muita sorte de conseguir fazer esse filme porque é obviamente mais difícil para as mulheres serem ouvidas,” disse Stewart. “Eu estou muito orgulhosa de qualquer pessoa que consegue se expressar livremente e é incrível que estamos vivendo na mesma época que elas.”

Come Swim não é a estreia comum de uma atriz como diretora. É uma metáfora de 18 minutos sobre sentimento, a opressão esmagadora de um coração partido e sofrimento. Um homem está submerso, literalmente, por água em todos os lados. Stewart descreveu o filme como sobre “dor engrandecida” e diz que o cenário a assombrou durante quatro anos.

“Você não percebe quando você está se arrastando por essa água, você se sente muito sozinho,” diz Stewart. “Nós todos já passamos por isso. Mas quando está acontecendo, você sente como se não pudesse participar da vida.”

De muitos jeitos, Come Swim reflete sobre algo essencial sobre Stewart: ela é super alerta sobre seus arredores e suas emoções. É uma qualidade que provavelmente a ajudou a ser, sob os olhos de muitos, uma artista com sensibilidade viva e agitada.

“Eu sou tão sensível que fico louca,” diz Stewart. “É engraçado que o primeiro filme que eu quis fazer foi basicamente sobre alguém que fica, “Eu não entendo! É horrível!'”

Ficar por trás das câmeras também foi um jeito para Stewart ser o tipo de diretora que ela gosta – uma que favorece a descoberta ao invés de um controle pesado do roteiro.

“A pior coisa é quando a direção se torna correção,” ela diz. “É tipo: ‘Faz você então. Por que você está fazendo filmes?’ Eu não quero empacotar ideias e entregá-las.”

Come Swim, abstrato e impressionista, certamente não é isso. Para uma atriz que continua sendo chamativa para as bilheterias, seu filme está pouco preocupado com agradar as expectativas do público.

Agora, ela está tentando tirar mais tempo para dirigir – um desafio para uma artista que pula de projeto em projeto. Fazer Come Swim, de acordo com ela, é a coisa mais divertida que ela já fez em um set.

“Eu fiz filmes antes de assistir (muitos) filmes,” ela diz. “Então eu sabia o quão significativo era proteger algo tão precioso e jovem. Eu vi pessoas fazendo isso e parecia um compromisso de honra que todos compartilhavam e havia uma pessoa liderando isso. Quando um filme é muito bom, há uma perspectiva muito específica que todos ajudam, e eu sempre quis isso.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Depois de muita espera, foi lançado hoje pela Refinery29, o primeiro trabalho como diretora e escritora da Kristen, o curta Come Swim. Com narração da Kristen, o curta é estrelado por Josh Kaye, amigo da mesma. Confira abaixo:

Em entrevista ao Indiewire durante a premiere de Come Swim em Nova York na noite de ontem (30/08), Kristen fala por que não participou do elenco de Come Swim e o quão satisfatório foi produzir um curta. Confira abaixo:

O segundo ato de Kristen Stewart não é apenas no trabalho, é aqui. A atriz de longa data – com 27 anos de idade, ela tem atuado profissionalmente por mais que a metade de sua vida – inicialmente sonhava ser uma cineasta, um desejo que ela conseguiu colocar em prática recentemente por meio de oportunidades diretoriais de curtas, incluindo um videoclipe da Chvrches e sua estreia como diretora de filme, o curta “Come Swim“. O filme foi apresentado no começo desse ano no Sundance, antes de ir para as telas em Cannes e, mais recentemente, uma vaga como parte da Short Film Tour viajante do Sundance.

Produzido como parte da Shatterbox Anthology do Refinery29 – uma coleção de curtas todos feitos por mulheres, e de toda natureza, de nomes bem conhecidos como Stewart até estrelas em ascensão como Courtney Hoffman – a curta sinopse do filme o anuncia como “um conjunto de dois trabalhos relacionados do dia de um homem; com retratos meio impressionistas e meio realistas.” Parte de uma fábula dos sonhos (e frequentemente preocupante), parte de grande drama, o filme junta os dois em seus elementos formais, incluindo a edição feita por Jacob Secher Schulsinger (um colaborador regular de Ruben Ostlund, a própria Stewart é uma enorme fã de “Força Maior” deles) e o projeto de som feito por Matt Vowles, junto com a transformação formidável da estrela Josh Kaye, um ator de primeira viagem.

Na premiere do filme em Nova York, feita na noite passada no Museu de Arte Moderna como parte da série Futuro Imperfeito de ficção científica deles, Stewart explicou por que ela escolheu escalar um novato como Kaye num papel tão complicado. Acaba que ela inicialmente considerou se escalar para o papel.

No começo do processo, Stewart abordou alguns outros atores, antes de chegar a um acordo com Kaye. “Eu meio que propus para vários atores que eu sabia que estavam ocupados, e basicamente eu estava como, ‘Ou eu mesma farei isso ou irei contratar alguém que é simplesmente como um parceiro.’ Olhando para trás, essa provavelmente foi a relação mais frutífera que tive o tempo todo. Estou muito feliz por como isso acabou acontecendo.”

Ela adicionou, “Eu não queria um ‘ator garoto’ para fazer o papel, e eu não podia pular nisso sozinha, porque eu realmente estava procurando por uma transferência de energia. Eu queria dar algo à alguém e ver o que eles podiam fazer com isso, não apenas fazer isso sozinha, mesmo embora eu quisesse tanto. Eu reconheci uma similaridade, como uma disposição. Ele é tão fodidamente talentoso, é insano. Ele nunca tinha feito algo, e ele é apenas um amigo meu.”

Quando perguntei se ela já tinha considerado deixar outra atriz interpretar o papel de protagonista, e se ela estava de fato presa no gênero do papel, Stewart explicou, “Para ser honesta, para mim, não havia absolutamente nenhuma diferença – ele podia ser uma garota, isso não importa.”

No outubro passado no New York Film Festival a animação de Stewart com o novo estágio de sua carreira era óbvio. “Essa é a coisa mais satisfatória que já fiz,” ela disse. “Como um ator, você é como uma coisinha que pode ajudar todos a sentir isso, mas quando isso vem de você – é como se fosse uma validação ao extremo. Você não está sozinha. Tipo, ‘Eu te vejo, garota. Eu te vejo, e entendo isso.’ É como, ‘Sim!’.”

A paixão de Kristen por produzir filmes também não está fraquejando. Em Cannes, ela contou à nossa Anne Thompson que ia continuar desenvolver material para ela mesma dirigir, e na premiere de ontem à noite, ela contou timidamente para a plateia que está num processo de cortejar um autor cujo trabalho ela está ávida para adaptar em sua primeira longa-metragem.

Fonte | Tradução: Ingrid – Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen participou de um Q&A na noite de ontem no MOMA, em Nova York, para falar sobre seu curta Come Swim. Confira as fotos e vídeos abaixo:

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