Arquivo de 'Clouds of Sils Maria'



Juliette Binoche, que também está presente no Festival de Cannes, conversou com a Vanity Fair sobre o orgulho que sente de Kristen. Confira o trecho abaixo:

Nos últimos anos, Binoche tem crescido nesse papel de mentora, guiando sua co-star Kristen Stewart em sua aclamada colaboração com Olivier Assayas, Clouds of Sils Maria, pelo qual Stewart ganhou um César.

“Eu estava tão orgulhosa dela, eu tenho que dizer, quando ela ganhou o César”, disse Binoche. Desde a vitória, Stewart assinou para mais dois filmes franceses, ambos com Assayas. E Binoche, como alguém que trabalhou com ambos os lados, americanos e franceses, tem uma teoria sobre o porque Stewart e França terem desenvolvido uma afeição mútua nos últimos anos.

“Kristen é uma jovem atriz, e é muito comovente [para os franceses] ver alguém que não precisa estar aqui, porque não se trata de dinheiro, não é sobre a fama, é sobre explorar diferentes formas de se expressar,” explicou a atriz. “É comovente para nós porque temos uma tradição aqui na França de fazer filmes como uma forma de arte [em vez de negócios]. O crédito final é dado para o diretor, é uma lei aqui na França. Um produtor não pode ter o crédito final. É a lei.”

“Há uma proteção da arte muito forte aqui,” continuo Binoche. “Eu acho que Kristen entendeu isso muito rápido. Ela tem a inteligência. Ela é rápida. Ela tem essa necessidade, essa curiosidade de explorar, e eu acho que quanto mais você vê atrizes jovens, atrizes francesas querendo ir para a América, mais você vê atrizes americanas querendo ser reconhecidas também em filmes europeus. Então eu acho que a troca está realmente se abrindo.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Durante a cerimônia de entrega de prêmios do New York Film Critcs Circle, Kristen conversou com alguns jornalistas em breves entrevistas e uma delas foi para o AOL. Confira:

No drama francês ‘Clouds of Sils Maria‘, Kristen Stewart é assistente leal e determinada de um atriz envelhecida lutando com problemas de carreiras. O New York Film Critics Circle nomeou Stewart a melhor atriz coadjuvante – uma grande coisa – e ela também ganhou um César Award. Também uma coisa enorme.

Pense sobre tudo que você ouviu sobre Stewart, e deixe de lado. Em pessoa, ela é amigável, pensativa e muito inteligente. E ela leva toda a loucura do circuito de premiações com umas pitadas de sal.

“É uma viagem. É um maravilhoso e inesperado glacê de bolo em um situação positiva. Nós fizemos esse filme muito tempo atrás. É um filme estranheiro. Um pouco quieto. Não é extremo,” ela diz. “Isso foi muito chocante porque são duas mulheres sentadas em um lugar, ensaiando falas, e falando uma com a outra sobre o trabalho que elas fazem e onde elas estão em suas vidas.”

Mas parabéns, Kristen! Você conseguiu! “Obrigada, cara!” Ela responde com um sorriso amplo.

Caso a coisa de atuação pare de dar certo ela poderia aprender uma lição ou três de Sils.

“Eu seria uma ótima assistente. Eu seria muito boa nisso, eu acho. Eu realmente saberia cuidar de uma atriz. Especialmente se eu gostasse dela. Eu me certificaria de que ela fosse tratada bem,” diz Stewart.

Muito tem sido falado sobre a morte de papéis substanciais para mulheres, especialmente para mulheres de uma certa idade – e a expectativa de juventude eterna. Carrie Fisher disse que pediram para que ela perdesse peso antes de filmar “Star Wars“, e outra atriz muito estabilizada foi oferecida o papel de uma namorada que passa a maior parte do filme em um coma. Ela rejeitou.

“Eu sou tão sortuda, uma em um milhão. Eu sou presenteada com materiais espetaculares. Eu nunca fiquei entediada. É difícil para mim falar sobre isso, mas se você olhar em volta, você pode responder,” diz Stewart. “Eu nunca fui prejudicada por isso. Se não existem papéis para mim, em qualquer idade, qualquer lugar que eu esteja, e eu não sinta aquela estimulação, eu vou achar em outro lugar. Eu não sou movida pelo holofote.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Na semana passada, Kristen gravou o podcast Awards Chatter do The Hollywood Reporter com Scott Feinberg onde falou sobre sua carreira, seu trabalho com Woody Allen, mídias sociais e aconselhou a atriz Daisy Ridley. Você pode conferir o podcast aqui e as melhores partes traduzidas abaixo:

“Como alguém que lidou com o mais absurdo, realmente surreal, as vezes insanamente superficial circo que a mídia pode ser – e percepção versus realidade – eu pensei que era realmente engraçado e apropriado fazer esse papel,’’ diz a atriz Kristen Stewart sobre o qual ela está recebendo elogios – Val, uma assistente de uma estrela de cinema no mundo de obcecados por celebridades de Olivier Assayas, a comédia de humor negro “Clouds of Sils Maria” – enquanto nos sentamos para gravar um episódio do Awards Chatter. “Não havia ninguém que pudesse dizer essas coisas com mais conhecimento, e as pessoas sabem disso’’ ela continua com uma risada. ‘’Eu queria essas palavras na minha boca.”

Por sua performance no indie francês, Stewart se tornou a primeira atriz americana a ganhar um César (prêmio equivalente ao Oscar francês) e escolhida como a Melhor Atriz Coadjuvante pelo New York Film Critics Circle e Boston Society Film Critics (ela ficou em segundo lugar no Los Angeles Film Critics Association) – um reconhecimento que ela chama de ‘’muito legal e inesperado’’, particularmente para um filme que saiu em abril. Mas não é de se admirar que a atriz de 25 anos arrasou no papel – por seus comentários acima, ela vem se preparando há anos.

Stewart começou a atuar quando era criança e se tornou o rosto de uma das maiores franquias de todos os tempos enquanto seus amigos estavam indo para a faculdade, empurrando-a para o centro de um mundo não muito diferente do mostrado em Clouds of Sils Maria.

“Eu fiz Crepúsculo quando eu tinha 17 anos, ele saiu quando eu tinha 18 e minha vida nunca mais foi a mesma,’’ ela diz. Seu trabalho já não era o foco de toda a atenção que ela recebia, em vez disso, as pessoas – fãs e haters igualmente – obcecados com sua aparência, seus relacionamentos e cada movimento seu, “uma grande mudança de vida’’ que não foi fácil de lidar. Mesmo assim, ela diz que não se arrepende de sua decisão de juntar a saga: “Um monte de outras bagagens – muito pesadas e muito legais – vieram junto com isso.”

É uma sorte que a loucura em torno de Stewart não a puxou para longe de sua profissão, porque ela percebeu que isso lhe deu uma ‘’oportunidade de compartilhar as coisas’’ de importância para ela “com uma quantidade épica de pessoas” – particularmente filmes indie o tipo que ela se especializou antes de Crepúsculo o qual ela continuou a fazer entre suas parcelas e tem feito quase exclusivamente desde que ela terminou seu trabalho na série. Clouds of Sils Maria, um projeto francês de $6 milhões, era um desses. (Ele nunca encontrou um publico, mas fui muito bem recebido pela crítica, com um total de 89% no Rotten Tomatoes.)

Stewart, que ficou interessada com filmes quando criança (sua mãe era uma supervisora de roteiros) e pediu para fazer audições para papeis de criança (seus pais relutaram no início) diz que ela veio – e vem – para fora de sua concha de timidez enquanto viva a vida de outros. Inicialmente, pelo apelo do cinema foi um ambiente excitante, mas ela diz que percebeu que o chamado para a atuação aconteceu enquanto fazia o indie Speak, quando ela tinha 13 anos. “Ele mexeu comigo de uma forma que eu me senti muito além do que eu achava que poderia ser,’’ ela diz. O filme teve sua premiere no Sundance, assim como outros projetos de baixo orçamento que ela estrelou mais tarde, incluindo Adventureland, The Yellow Handkerchief, Welcome to the Rileys, The Runaways e Camp X-Ray.

Mas Stewart é rápida em enfatizar que ela não julga o filme por seu tamanho e ela amou Crepúsculo e Branca de Neve e o Caçador (2012), seu outro filme de alto orçamento. “Era raro ver filmes que eu me importava nessa escala,” ela diz, “e eu realmente não tenho desde então, ou eu provavelmente tentaria conseguir o emprego.” Ela continua. “Eu estou realmente atraída pelo material que está se movendo,’’ observando. “Recentemente eu estive em uma espécie de diagonal, um pouco menos em linha reta, em termos de história, e esses são sempre um pouco menos comerciais.”

Stewart, que descreve sua técnica de atuação como um impulso, compremeteu-se totalmente a todos os seus projetos, corpo e alma. “Quando você sente que vai morrer é quando você se sente mais viva,’’ ela afirma. “Eu me sinto como se eu realmente poderia entrar em combustão espontânea as vezes e não ser capaz de continuar.” Embora isso possa soar nenhum um pouco saudável, ela insiste que é exatamente o que ela está apontando – encontrar mais frequentemente enquanto fica mais velha. “Eu confio em mim mesma um pouco mais. Quando eu era mais nova, eu costumava ter ansiedade e nervos, o que eu ainda tenho. É só que eu estou melhor em canaliza-los. Eu melhoro cada vez que faço um filme.” Ela adiciona, “Está ficando mais divertido.”

A abordagem de Stewart para o trabalho e vida tem impressionado muitos de seus colegas mais experientes – Jodie Foster de O Quarto do Pânico, Melissa Leo de Welcome to the Rileys, Julianne Moore de Still Alice e Juliette Binoche de Clouds of Sils Maria se tornaram campeãs vocais. (“Elas são mulheres que todo mundo, realmente, seria sortudo de passar um tempo ao redor,” diz Stewart.) Algumas dessas mulheres parecem querer proteger ela do absurdo que ela tem de enfrentar quando não está trabalhando, que, muitas vezes, compreensivamente, deixou-a frágil. Mas, quando Clouds of Sils Maria foi oferecido a ela, Stewart – que estava em uma pausa no momento – abraçou-o como uma oportunidade de se defender. “Eu fiz vários personagens que não falavam muito,” diz ela. “Naquele momento eu estava pronta para começar a falar.”

Stewart sente como se Clouds oferece um ‘’lento – quero dizer com uma boa conotação – pensativo, uma meditação realmente bela” sobre a obsessão por celebridades, o que é algo que ela claramente merece maior reflexão. “É estranho pois ele molda a maneira que eu tenho que abordar a minha vida todos os dias,” ela diz. “Eu nunca cai nisso. Eu nunca tive um Twitter público, eu nunca tive um Facebook público ou coisas onde as pessoas vão olhar cada movimento seu, como Instagram e coisas assim, pois é vazio e perturbador.” Ela faz uma pausa e exclama animadamente: “Eu não entendo como tanta gente não vê isso como é, o que é nada. É apenas nada, tudo isso não existe. Então sim, é estranho – mas faz sentido.” Significado? Ele suporta uma demanda de um monte de pessoas entediadas, ela explica e também produz ‘’um monte de dinheiro, um monte de visitas em websites.”

O filme também explora uma série de outros tópicos interessantes, como envelhecer no show bussines, e é muito europeu, no melhor sentido – é orientado por diálogos, que gira em torno de personagens femininas e não fingir respostas para todas as questões que ela levanta. “Eu gosto das perguntas não respondidas no final dele,” ela diz.

Stewart diz que ela não tem planos de parar de atuar nesse momento, apesar do preço que ela paga para fazê-lo. (Ela acabou a produção do próximo filme de Woody Allen, no qual ela faz par pela terceira vez com Jesse Eisenberg, e o qual ela descreve como “uma viagem”, sugerindo que Allen, que ela compara com um vovô engraçado e o chama de ‘’cara’’ no set, é um ótimo diretor por causa da maneira que ele escreve seus personagens.) “Eu me sinto realmente estimulada e desafiada e não entediada,” ela diz. “Se isso passou dos limites, eu paro de atuar.” Ela também é interessada em escrever um roteiro, e tem um “desejo realmente muito, muito, muito forte de dirigir,” provavelmente algo “livre de formato.” Mas, por agora, ela insiste: “Eu estou loucamente apaixonada pelo o que eu faço.”

Qual conselho ela tem pra a última pessoa jogada nesse moedor de carne do mundo das celebridades, a atriz principal de Star Wars: O Despertar da Força, Daisy Ridley, de 23 anos? “Concentre-se no fato de que você está presa pois está fazendo o trabalho que queria fazer,’’ ela oferece. “Literalmente é só sobre focar no que te faz feliz. E se perder seu anonimato não te faz feliz, foque em outra coisa.”

Clouds of Sils Maria foi lançado pela Sundance Selects no dia 10 de abril. Eleitores de prêmios estão sendo convidados a considerar Stewart para o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen foi indicada a mais um prêmio de críticos, por Clouds Of Sils Maria. Confira um pouco mais sobre o Detroit Film Critics Society Award:

Melhor Atriz Coadjuvante

  • Jennifer Jason Leigh, The Hateful Eight
  • Cynthia Nixon, James White
  • Kristen Stewart, Clouds of Sils Maria
  • Alicia Vikander, The Danish Girl
  • Alicia Vikander, Ex Machina

O Detroit Film Critics Society Award tem o prazer de anunciar O Melhor de 2015 em dez categorias. Os ganhadores serão anunciados no dia 14 de dezembro. A sociedade foi fundada na primavera de 2007 e consiste em um grupo de dezessete críticos de cinema que escrevem na cidade de Detroit e também na áera, como por exemplo, Ann Arbor, Grand Rapids, Kalamazoo, Lansin, Flint, Michigan, Toledo e Ohio.

 

12345