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O Métiers d’Art, desfile anual da Chanel em dezembro, aconteceu em Paris na semana passada e Kristen Stewart marcou presença da primeira fila como uma das musas da grife. Ela também conversou com o WWD depois do desfile, confira:

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Kristen Stewart estava sentada em um sofá embaixo de uma estante de livros, rodeada de painéis de madeira escura decorada com detalhes dourados. A atriz, uma visitante regular no apartamento da Chanel na Rue Cambon, se sentiu conectada com a escolha de objetos da falecida designer.

“Eu gosto do fato de que tudo foi completamente intencional: Chanel se rodeou de coisas que ela queria olhar,” Stewart disse.

Isso é algo que ela aplica em sua própria casa? “Eu tenho um pouco de TOC,” disse a atriz, que estrela As Panteras. “Eu sinto que eu não posso pensar propriamente no meu trabalho até que tudo esteja perfeitamente limpo. Então algumas vezes eu fico fixada em limpar a minha casa por três dias. E depois eu penso, ‘Vá trabalhar!'”

Stewart está focando em seu próximo grande projeto: seu primeiro roteiro, uma adaptação de A Cronologia da Água, de Lidia Yuknavitch, uma biografia de uma nadadora e artista navegando pelos problemas do luto, gênero, violência e sexualidade.

“Eu quero terminar no ano que vem, então espero não pegar mais trabalho para focar nisso e terminar,” ela disse. “É extremamente assustador escrever seu próprio roteiro, mas de um jeito bom. Estou obcecada com ele, é a única coisa que eu me importo agora.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Aconteceu ontem em Los Angeles a festa WELOVECOCO, da Chanel. Kristen esteve presente e posou para fotos com Mackenzie Foy, que interpretou sua filha em Amanhecer – Parte 2. Confira mais fotos da festa:

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A revista Grazia France publicou uma nova entrevista com a Kristen feita em Paris durante a divulgação do perfume Gabrielle, da Chanel. Confira

O que Kristen Stewart representa em 2017, vale a pena lembrar? Ela é o único símbolo da geração atual. Sem competição. Porque ela tem em seus olhos, em sua voz, esse jeito de dizer: “Eis que somos nossa geração, com nossa firme vontade de seguir nossas próprias regras, com a nossa constante redefinição de feminilidade, assim, seguindo uma nova ideia do que os jovens podem fazer em um relacionamento com o mundo desconhecido.”
Com isso, Kristen Stewart não precisa anunciar: é o suficiente que ela entre em um lugar para que seu corpo diga. Chanel, que não havia lançado novas fragrâncias em quinze anos, a escolheu para incorporar Gabrielle. Poderíamos pensar que esse é o anúncio de uma biografia, mas é apenas um (lindo) filme de um minuto. Mas, além da campanha, há essa mistura de gerações: Gabrielle Chanel, futuramente Coco, que foi uma das figurantes mais vanguardistas de seu tempo, e um século depois, essa menina, sua cópia cósmica, que avança tomando todos os riscos. Essa entrevista, realizada em almofadas muito confortáveis de um grande hotel parisiense, durou poucos vinte minutos. No tempo de Kristen, esses vinte minutos são equivalentes a uma hora. As ideias se fundem, a concentração é máxima, a menina não solta, falando com a velocidade de uma metralhadora. Bang, uma ideia, bing, um silêncio.

Há uma certa surpresa em ver você associada com um perfume…
Eu não corro atrás do mundo da moda. Os filmes que eu fiz me trouxeram para cá quando eu era apenas uma adolescente, foi quase uma invasão. Eu conheci o melhor e o pior. O comportamento assustador e ridículo de pessoas que desenvolvem uma imaginação delirante para esmagar você. Eu também conheci pessoas raras que pensam apenas em fazer o mundo um lugar mais bonito, isso é a única obsessão deles. Karl é assim. Eu estou trabalhando com a Chanel por quatro anos agora, então o processo é natural. Trabalhar com ele é como trabalhar com um grande diretor: Eu preciso traduzir as ideias dele para o meu corpo. Eu não sou quem cria, sou quem transmite para os outros.
Esse é o seu papel com Karl Lagerfield? Nós pensamos em uma musa contemporânea…
Não, eu o vejo mais como aquele que pode falar com a impetuosidade e inocência de um adolescente: “Escute, confie em mim. Eu vou explicar, eu vou traduzir sua visão.”
Qual foi a visão para Gabrielle?
Chanel não havia lançado uma fragrância em quinze anos. Eles queriam algo mais “fundamentalmente Chanel”. O que significa ser Chanel? Algo autêntico com uma ideia de insubordinação.
É uma ideia que te toca, imaginamos…
É uma ideia que me deixa lisonjeada! (Risos) Eu lembro de uma frase das conversas iniciais muito bem: “Nós temos contado uma história juntos por algum tempo e essa história não será mudada de repente por conta de um perfume.” Insubordinação é um dos componentes mais fortes dessa história.
Gabrielle Chanel era uma rebelde?
Poucas pessoas sabem que antes de Coco, antes da personagem Coco Chanel, havia essa menina, Gabrielle Chanel. A intenção de chamar o perfume de Gabrielle é ir além da superfície das coisas. No pequeno filme que acompanha o lançamento do perfume, eu não sou Gabrielle Chanel mas eu espero estar conectada com o que ela simboliza. Eu trabalho instintivamente. Eu avanço na vida sem necessariamente saber o que vou fazer, mas eu faço sem ter medo de errar. Se você não se arriscar, você nunca vai aprender nada. Fiquei impressionada lendo coisas sobre Gabrielle Chanel, sobre como sua vida era uma sucessão de altos e baixos. Ela estava experimentando. Algumas de suas propostas eram bem recebidas, outras rejeitadas. Apesar disso, ela não mudava sua marca porque não agradava o público. Ela foi alguém que procurou e explorou, até o último dia. Por necessidade, é uma característica dela que fala comigo. Eu posso ser acusada de muitas coisas, mas não de ficar parada no meu sucesso inicial. Caso contrário, eu estaria aqui na sua frente promovendo Crepúsculo Parte 28.
Curiosidade é o motor?
Pegue o Karl como exemplo. De todas as pessoas que eu conheço, ele é o mais curioso. Nem a idade, notoriedade ou responsabilidades acabaram com seu apetite por descobertas. Ele está atento. Música, livros, ideias, linguagem corporal, ele está atento a tudo. O comercial mostra uma liberação, uma metamorfose, um novo corpo. É um simbolismo forte. Nós somos todos construções. Quando Gabrielle se torna Coco, podemos acreditar que ela trai o que ela é, que isso a afasta de sua autenticidade. É ao contrário: Dá o nome a algo que estava em Gabrielle e deixa essa verdadeira parte de si mesma crescer, mudar. O nome do perfume diz tudo para mim: Nós retornamos para a pessoa por trás da personagem, mas sem contradizer Coco. Nós voltamos para a origem de Coco para melhor medir a transformação, o poder da escolha. Quando Gabrielle desenha os dois C do logo de Coco Chanel, ela deixa algo para ser descoberto. Ela estava muito orgulhosa de suas próprias transformações. É um sentimento contagioso! (Risos). Eu acredito firmemente que você precisa decidir quem você é.
Qual é o lugar de um perfume para a sua geração que possui outras leituras sobre feminilidade?
É uma boa pergunta. É a base de boas conversas com a Chanel. Inicialmente, eu fiquei um pouco intimidada ao ser associada com uma campanha para um perfume. Por que eu? Eu não me sentia confortável com isso. Eu tinha clichês na minha cabeça: Eu me imaginei imediatamente passeando em um roupão de um palácio, beijando o vazio… Sem problemas, mas não se parece muito comigo, certo? (Risos). Eu não enxergava o que eu poderia trazer para essa imagem clássica de perfume. E eu sei que lançar uma nova fragrância após quinze anos é uma grande responsabilidade, estamos no terreno de uma definição muito ampla de feminilidade. Mas precisamente, a questão começou a funcionar: como usar um perfume, como captar uma feminilidade, seria um ato reacionário reservado somente para a ultra sofisticação? Eu tinha acabado de raspar a minha cabeça e eu nunca me senti mais feminina, consegui extrair coisas hipoteticamente longe dos meus gostos, como um lindo perfume. As mulheres de hoje em dia estão procurando um novo jeito de serem femininas. Cada uma tenta, de seu próprio jeito, coisas novas, o que movimenta as linhas. Você pode ser uma menina de cem jeitos diferentes com todas as complexidades possíveis. A primeira a cortar o cabelo foi Gabrielle. Ela foi o que hoje chamamos de “estranha”. Ela foi contra os códigos de normalidade. A minha geração está acordando para isso. Ela não se importava.
A sua filmografia pode ser vista como um longo documentário sobre você? Falo tanto de Crepúsculo quanto de Personal Shopper ou o comercial de Gabrielle.
Particularmente com Olivier, sim. Ele me colocou adiante em Sils Maria e Personal Shopper. Eu gosto de dizer para mim mesma que o público irá aprender coisas sobre mim através dos papéis, em fragmentos. Eu afirmo mais quem eu sou. Eu não me vejo, neste momento, incorporando uma mulher a milhões de quilômetros de distância de mim.
Como a fama veio muito cedo, você sofreu? Como você se construiu sendo observada, examinada, da noite para o dia?
É um negócio estranho e único. A maior diferença é a falta de espontaneidade. Agora eu não posso decidir nada em um bar ou lugares barulhentos. Qualquer coisa pede organização. Isso muda muito, eu não estava preparada para essa fama. Quando eu era mais jovem, eu mantinha meu olhar para o chão. Eu andava olhando para os meus pés, esperando não encontrar o olhar de ninguém. Eu sinto falta de poder ir em uma cafeteria e olhar as pessoas, observar suas vidas, imaginar com o que trabalham… A fama me proibiu de fazer isso. Mas em troca, eu recebi outra coisa. Um sentimento mais forte de pertencer ao mundo. E o trabalho o tempo todo para entender esse reconhecimento. Nunca parando. “Running, running, running for myself” (Ela faz referência a música de Beyoncé que move o comercial). Isso me alimenta nesse estranho estímulo que é o olhar do público.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen conversou com a revista ELLE da África do Sul recentemente para falar sobre a nova campanha da Chanel, Gabrielle, que foi filmada em Aubazine, na França. Confira:

Primeiramente, como foi sua estadia em Aubazine? O que você achou do lugar, da atmosfera?
Estar em qualquer lugar que ela habitou é atmosférico. Talvez porque seja algo que todos estamos interessados, então nós a projetamos em cada parede e em cada esquina, mas o tempo todo você fica pensando se ela sentou naquele degrau, ou onde ela foi para escrever em seu diário, de onde todas essas ideias vieram. É legal visitar um lugar de concepção. Basicamente, foi isso. O tempo todo que estive lá, eu fiquei pensando onde ela ficava sentada na maior parte do tempo, sabe? Se aquela árvore estava ali quando ela estava; ela provavelmente pegou cerejas daquela árvore. É legal refazer seus passos, por assim dizer.

Eu vi as fotos e eu achei que havia uma atmosfera pacífica. Você sentiu ou não?
Foi um dia adorável. Nós éramos um grupo de talvez quinze pessoas nesse espaço imenso. Não parecia que estávamos tirando fotos para vender um perfume. Essas imagens são bem capturadas. Não parecia que eu estava tirando fotos, eu estava apenas em um espaço e ela estava comigo lá. Você está certa. Eu as vi e elas parecem pensativas ao invés de ostentosas.

Você conseguiria viver nesse lugar quieto e solitário? Ou apenas não é para você?
Por um tempo. Eu tenho muitos aspectos diferentes de mim mesma. Eu sinto que parte de mim quer dizer que eu poderia fazer isso, mas eu sei que há milhões de outras coisas diferentes que eu quero fazer. Tenho sorte de ser atriz porque eu posso viver e ter experiências diversas. Mas sim, por um tempo, absolutamente. É um lugar muito sereno, de verdade. É ótimo!

Antes do projeto Gabrielle (bolsa e perfume), você sabia de todas essas histórias sobre ela?
Eu aprendi tudo durante o curso dessa experiência toda, mesmo antes do projeto. Nós estamos falando sobre Gabrielle Chanel toda vez que eu trabalho para a Chanel. A influência dela não vai embora, ela ainda está lá. Todo mundo que trabalha para a casa a ama como se eles a conhecessem. Karl Lagerfeld me pediu para interpretá-la no curta Once and Forever. A equipe inteira que estava trabalhando conosco tinha que pedir para continuarmos filmando, porque a gente não conseguia parar de falar e ensinar as pessoas sobre ela e sobre o que sua vida era. Muitos detalhes, ele é obcecado por detalhes! Então, eu recebi uma educação enorme sobre a Chanel. Só de estar ao redor dessas pessoas, isso é o que interessa para eles, então sempre aparece.

Você possui algo em comum com Gabrielle na vida, no jeito de pensar e de trabalhar, talvez? Você se sente próxima dela?
Eu acho que nós somos provavelmente muito diferentes. E é difícil alegar alguns de seus atributos que eu admiro porque parece que é para engrandecer meu ego e é bobo falar que você é motivada, dedicada a autenticidade e não tem medo de ser você mesma, e todas essa coisas. Mas, por mais bem sucedida que sua marca no mundo seja – não apenas na moda, mas artisticamente – sua vida passou por altos e baixos. Houve muito tumulto e nem todos amavam o que ela fazia o tempo todo, mas ela ainda continuava fazendo e nunca parou. E sua ética de trabalho é impressionante e eu gostaria de dizer que é assim que quero viver.

Qual é a coisa mais importante que você vai se lembrar sobre Gabrielle e talvez Aubazine?
Eu acho que a ideia que as pessoas possuem dela ser rebelde, mas isso é claramente um ponto de vista de um estranho. Eu não acho que ela estava lutando com ninguém. Eu acho que ser rebelde implica que há uma agressão por trás disso. Ela tinha facilidade em ser ela mesma, não era algo difícil para ela. Em seu estilo, suas roupas, nas coisas que ela fazia, havia facilidade. Ela não tentava muito. Tudo é do jeito que é, muito simples e muito fácil. Isso é a coisa mais legal. Isso é muito legal!

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Com o lançamento do novo perfume da Chanel, Gabrielle, a marca promoveu o encontro de duas de suas musas para falar sobre a nova fragrância. No vídeo legendado por nossa equipe, Caroline Maigret entrevista Kristen Stewart, rosto do comercial do perfume. Confira:

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