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Trazemos hoje uma matéria de 2008 onde Catherine Hardwicke e o produtor Mark Morgan falam sobre o roteiro bem diferente de Crepúsculo que quase entrou em produção. Vocês sabiam que o filme originalmente era de ação? Confira mais abaixo:

Se você amou ou odiou os filmes de Crepúsculo, você precisa admitir que eles capturaram o romance adolescente dos livros. Mas, quem diria que os filmes quase foram muito diferentes do que Stephenie Meyer queria? Eles não somente eram filmes de ação, como o pai da Bella iria morrer!

Paramount, o estúdio original do projeto, encomendou um roteiro antes de colocar o projeto em espera. E, de acordo com o produtor de Crepúsculo, Mark Morgan, ”a releitura deles não era exatamente como o livro.”

E Morgan não quer dizer que o roteiro era um pouco diferente do livro. Ele quer dizer que era MUITO diferente.

”Eles queriam um filme de ação. Eles queriam a Bella lutando também. Em um dos roteiros, o pai dela morria, na verdade, e ela se transformava em vampira no primeiro filme. Havia muitas coisas que acho que eles não entenderam na época, porque os livros estavam se tornando populares. Quando o roteiro foi para a Summit, eles foram inteligentes o bastante para dizer, “Quer saber? Vamos jogar fora os roteiros antigos e começar do zero.”

“Ironicamente, eu amo a Paramount, mas eu acho que eles não teriam contratado a Catherine, nossa primeira diretora. Eles contratariam alguém maior. Homens. Mais ação. Quero dizer, um dos rascunhos tinha literalmente um agente coreano do FBI que estava caçando vampiros pela costa. Tinha um time da SWAT nas árvores e literalmente era tipo, “Líder vermelho, líder vermelho 1” e os vampiros estavam caçando-os na floresta. Teria sido um filme diferente.”

Sobre como os fãs dos livros teriam reagido, Morgan diz: ”Eles teriam nos apedrejado.”

Fonte

Em outra entrevista, a diretora Catherine Hardwicke também falou mais sobre o roteiro que não foi feito:

”A primeira coisa no roteiro dizia que Bella era uma estrela de atletismo. Ela obviamente não é uma estrela de atletismo, então no primeiro momento você fica whoa. E então, ela está sentada em um jantar com James e os vampiros ruins nas primeiras páginas. Isso não faz sentido. E então, existe essa organização do FBI que caça vampiros ruins, vampiros nômades, que vão do Canadá ao México. É muito louco. É no final, o FBI está caçando eles em jet skis no oceano.

Meio que virou As Panteras. Era legal o bastante que quando eu li, eu fiquei curiosa. Eu terminei e li os livros e fiquei, “Whoa, cara. Jogue o roteiro fora e vamos começar de novo.” Para ser justa com o roteirista original, ele é um ótimo escritor, o livro ainda não tinha sido lançado na época que a MTV e a Paramount estavam desenvolvendo o filme. A ideia de Crepúsculo era apenas um ponto de partida e eles fizeram sua própria história depois disso.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Para o especial de 10 anos de Crepúsculo, trazemos hoje uma matéria feita pela Billboard sobre a trilha sonora do filme, que é tão amada pelos fãs. Em uma entrevista com as mulheres (!) por trás da organização das músicas, saiba mais como tudo foi feito:

4 de novembro de 2008: Barack Obama se torna o primeiro presidente negro dos Estados Unidos. E, se você é uma adolescente, algo também emocionante acontece: a primeira trilha sonora de Crepúsculo chega às lojas.

Foi um evento que levou muitas fãs jovens – o tipo de fãs que seriam as primeiras na fila para as sessões de meia noite e eventos no shopping – correndo para a Hot Topic mais próxima. Mas a trilha sonora também alcançou os Twihards de todas as idades, e até aqueles que eram indiferentes quanto a franquia, não importa onde estavam.

Graças a contribuições de Linkin Park, Muse, e o próprio Robert Pattinson, a trilha sonora de Crepúsculo estreou em primeiro lugar na Billboard 200, e passou 20 semanas no Top 10. Ela também cimentou Crepúsculo como uma força influenciadora, pavimentando o caminho para não apenas mais quatro trilha sonoras da saga repleta de material original, mas também futuros blockbusters como Jogos Vorazes, que também usaram artistas aclamados similares para ir além do público adolescente.

Uma década após a família Cullen jogar baseball ao som de Supermassive Black Hole do Muse e Bella e Edward dançaram com Flightless Bird, American Mouth do Iron & Wine, a Billboard recorda a trilha sonora – e os artistas cujas carreiras mudaram – com a ajuda de quem fez isso acontecer.

”TUDO FOI ORQUESTRADO POR VÁRIAS MULHERES”

Alexandra Patsavas, supervisora musical e produtora: Na época, eu tinha feito alguns filmes, mas a maioria do meu trabalho era na televisão. Eu lembro de ler o roteiro e ser contratada para o projeto após a entrevista com a diretora Catherine Hardwicke e Summit Entertainment, e então mergulhar nos livros. Nem todos tinham sido publicados naquela época, então eu lembro de ir o mais rápido que pude.

Livia Tortella, antiga executiva vice presidente/diretora geral da Atlantic Records: Alex estava falando conosco [na Atlantic], porque éramos parceiros com sua marca, a Chop Shop Records, falando comigo, ”Eu estou viciada nesses livros, e estou falando com a Summit.” E eu fiquei, ”Meu Deus, eu também amo esses livros!” Sendo uma ex-gótica, você sabe, poder fazer Crepúsculo aos 40? [Risos] Foi insano! Você nunca perde certas coisas na sua vida. Eu fiquei tipo, ”Okay, temos que fazer isso, temos que fazer isso.”

Nancy Kirkpatrick, antiga presidente de marketing mundial na Summit Entertainment: Eu sempre olho para os diferentes jeitos que você pode tocar o público. E quando você está falando sobre jovens mulheres, que era o nosso público alvo, a música que elas escutam é realmente importante. Então, para mim, a trilha sonora tinha que ser não apenas uma extensão do filme, mas precisava criar uma extensão do marketing e do público.

Tortella: Eu não conheci só uma produtora do filme [Gillian Bohrer, mas eu também conheci a presidente de marketing [Nancy] e a supervisora musical [Alex] com meses de antecedência! Então isso faz com que você identifique quais seriam as experiências musicais certas. Tudo foi orquestrado por várias mulheres que eram muito apaixonadas por isso e queriam fazer do jeito certo.

Patsavas: Foi muito interessante mergulhar nos personagens de Stephenie, e o Noroeste Pacífico tinha uma sensação tão exuberante. Durante toda a saga, a paisagem sonora foi muito importante: É assombrosa e um pouco sobrenatural, algumas vezes bruta, algumas vezes suave. Foi realmente tudo sobre o sentimento da música.

Kirkpatrick: Para mim, como uma verdadeira fã, estar no comando de muitas dessas coisas foi super divertido, porque tipo, o que mais eu iria querer?

”A MÚSICA SERIA USADA COMO UM PERSONAGEM”

Tortella: Eu acho que foi muito importante para a Alex representar a visão da Stephenie na música, então tinha bastante Muse, Radiohead, Linkin Park – tudo que Stephenie Meyer amava estava lá.

Patsavas: O processo de limpeza foi incrivelmente específico, então os artistas receberam a descrição de uma cena e um tempo exato, e eles certamente ficam cientes quando dão permissão de exatamente como essa música será usada. O jeito mais fácil de entrar em contato com as bandas foi criar um ambiente onde era de artista para artista. Catherine conseguiu falar com essas bandas, e nós conseguimos mandar as cenas e explicar como a música seria usada como um personagem. Muse era enorme, e foi emocionante conseguir aquela faixa.

Kirkpatrick: Alex mandava para nós essas fitas com, digamos, 30 bandas. Ela estava preparando para Catherine, mas eu podia escutar caso eu ficasse fortemente a favor ou contra algo, tipo, ”Meu Deus, eu poderia fazer o trailer mais incrível com isso, por favor, faça funcionar no filme.”

Patsavas: A faixa do Iron & Wine, Flightless Bird, American Mouth foi um momento icônico no filme.

Sam Ervin Beam, Iron & Wine: A maneira que a música foi escolhida para o filme foi um golpe de sorte. A história que eu ouvi era que eles estavam filmando a cena da formatura, e eu acho que a música que estavam usando não estava funcionando, mas por algum motivo, Kristen Stewart estava ouvindo essa música, e ela sugeriu que eles tocassem no auto-falante para testarem o ritmo. Foi só uma coisa onde eles ouviram tantas vezes naquela cena, que eles não conseguiam imaginar em outro lugar. [Risos]

Patsavas: Kristen sabia o que seria melhor para evocar o sentimento dessa cena. Eu acho que ela apareceu com essa possibilidade antes do filme ser filmado. Não tenho certeza sobre isso, mas na época da pós-produção, essa música já estava no corte.

Kirkpatrick: Flightless Bird era minha música favorita de Crepúsculo.

Beam: Até hoje, as pessoas ainda pedem essa música nos nossos shows. Esse é o maior e mais louco aperto de mão que eu fiz com o público, andar nas costas de um filme gigante.

”PARAMORE ERA COMO UMA VOZ PARA O LEITOR”

Kirkpatrick: Todas as bandas eram incrivelmente legais. Eu era mais legal do que meus filhos por alguns anos porque Alex Patsavas me fazia ouvir músicas incríveis. Alex foi muito fiel ao tom de tudo o que tinha a ver com Crepúsculo. Foi uma colaboração incrível, desde a escolha do primeiro single, que era Decode do Paramore.

Patsavas: Eu lembro das primeiras conversas com Hayley Williams antes dela assistir ao filme.

Tortella: Paramore estava começando naquela época. A Atlantic estava começando a apresentá-los, e eu estava falando com a Hayley quando ela veio ao escritório em algum momento. Eu tinha uma pilha dos livros, porque eu estava basicamente dando eles para qualquer um que entrasse no meu escritório como uma louca. Eu fiquei, ”Hayley, você precisa ler isso. E ela começou a ler naquele dia e a tweetar sobre ele imediatamente.

Patsavas: Hayley veio até o estúdio de corte. Mostramos o filme para ela e para a banda e ela foi para casa e escreveu as músicas [Decode e I Caught Myself]. Essa primeira experiência formou como lidamos com o processo, tendo certeza de que os artistas estavam realmente escrevendo para uma cena ou para o espírito do filme. Durante o percurso dos outros filmes, tínhamos muitos, muitos artistas no estúdio.

Tortella: Paramore foi escolhido porque era o epicentro – a chave demográfica que seria ligada ao filme. Paramore era quase como uma voz para os leitores desse livro, também, porque nós vimos uma reação imediata. Eles estavam surtando. Eles não foram quebrados por nenhuma estratégia. Essa música, aquele filme, isso tudo apenas os deixou animados.

Kirkpatrick: Hayley primeiramente entrou no meu escritório com a mãe dela. Ela era uma garota com um violão. E na época que o filme saiu, você sabe, ela era o Paramore.

”TINHAM, TIPO, 70,000 PESSOAS”

Tortella: Eu disse, ”Sabe, eu queria fazer diferentes capas para o álbum – Bella, Edward – e o foco em uma imagem.” E todo mundo ficou, ”Huh, o que? Você quer fazer uma cópia física? E quer fazer três versões? Eu disse, ”Isso vai ser um item colecionável, e eu prometo, as pessoas vão colecionar.” Eu queria que as pessoas se sentissem parte do fenômeno quando entrassem na Hot Topic, que era um parceiro chave para Crepúsculo.

Kirkpatrick: A parceria com a Hot Topic foi perfeita. Falou tão bem com essa propriedade. Eles faziam esses eventos nos shoppings, acho que algumas bandas até tocavam em alguns. No primeiro evento em um subúrbio de São Francisco, eles tiveram que fechar o shopping porque havia muita gente.

Patsavas: Você podia sentir a presença do filme antes de estrear. Eu fui em alguns eventos de fãs em Los Angeles. Era palpável, a animação pelo filme.

Kirkpatrick: O próximo evento de fãs foi em Dallas, e eu liguei para o representante e disse, ”Isso está fora de controle, precisamos falar disso com sua segurança e a polícia local.” Então, eu liguei para o policial local, e ele disse, ”Não, não, fazemos eventos no shopping o tempo todo,” e eu fiquei, ”Você não faz ideia do que estou falando.” E tinha, tipo, 70,000 pessoas lá. Foi loucura.

Tortella: A trilha sonora de Crepúsculo entrou em #1 na Billboard 200, e muitas pessoas ficaram, ”Caramba! E isso foi antes do filme estrear. Os livros eram muito populares, e eu sempre soube que se fizéssemos do jeito certo e com a música em sincronia, abriria portas para a saga. Eu sabia que ia ser bom.

Kirkpatrick: Nós não sabíamos que seria #1, mas sabíamos que seria uma ótima trilha sonora. Quero dizer, essas músicas são boas! Mesmo se não tivesse nada a ver com Crepúsculo, se fosse uma compilação para algo, ainda teria um bom desempenho.

Tortella: A primeira compilação lançou as bases para Alex colocar material exclusivo em cada uma das trilhas sonoras. Então desse ponto em diantes, quando eu estava falando com Lykke Li para o segundo, já havia um histórico. Alex preparou o palco para os volumes dois, três e quatro serem com materiais exclusivos.

Patsavas: Eu lembro do Bruno Mars assistindo ao primeiro filme. Lembro de receber uma confirmação de que Tom Yorke iria contribuir para Lua Nova. Lembro de ouvir o dueto de Bon Iver e St. Vincent para Lua Nova, e que foi ideia dela ser um dueto. Isso é o que eu lembro, assistir ao diretor colocar essas músicas artisticamente em certos pontos do filme para destacar o drama.

Beam: Mais tarde, Bill Condon, o diretor de Amanhecer – Parte II, me pediu para refazer Flightless Bird, então nós gravamos uma nova versão rapidamente, foi muito divertido. É uma dessas coisas onde, como artista, você coloca o seu trabalho no mundo, e algumas vezes encontra cantos e recantos que você nunca imaginava encontrar. Crepúsculo era apenas um gigante trem incontrolável.

”O CASAMENTO ENTRE A MÚSICA E JOVENS ADULTOS É UMA CONEXÃO TÃO PODEROSA”

Tortella: Dez anos me faz sentir velha. É uma dessas coisas que parece que foi ontem – teve um impacto tão grande.

Patsavas: Foi uma época maravilhosa. Um pouco incomum – eu tinha passado por um corte de TV, e Crepúsculo era a minha vida. Foi uma jornada maravilhosa, é difícil acreditar que faz 10 anos. Parece que acabou de acontecer.

Kirkpatrick: Eu estive na indústria do entretenimento por um bom tempo, mas a trilha sonora de Crepúsculo é de longe a coisa mais legal que eu já pude trabalhar. Era tão especial, porque era uma franquia movida por mulheres, e provou que uma franquia gigante podia ser movida por mulheres. Isso foi emocionante.

Tortella: Crepúsculo lançou um novo fenômeno na cultura jovem adulta. Começou uma nova tendência, o que é muito emocionante. O casamento entre a música e os jovens adultos é uma conexão poderosa. Quando eu estava lendo o livro, eu soube o que era me sentir naquela idade novamente. Apenas lendo o livro, e eu acho que a música pop faz isso muito bem, coloca você em uma posição onde você é jovem de novo e está experimentando todas essas coisas pela primeira vez e com muita intensidade. Isso é o que eu acho tão bonito.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

O primeiro filme da Saga Crepúsculo completa 10 anos de lançamento nesse mês de novembro, e começamos hoje uma série de artigos traduzidos sobre os bastidores do filme e o impacto na cultura pop. Apesar de muito criticado, Crepúsculo abriu as portas para novos livros e filmes e na matéria traduzida de hoje, um dos jornais mais importantes da Inglaterra, The Guardian, fala sobre esse tópico. Aproveitem a leitura e comente o que achou com a gente no Twitter!

”Eu não tenho mais forças para ficar longe de você,” diz Edward Cullen para Bella Swan no primeiro filme de Crepúsculo. ”Você é como uma heroína, feita especialmente para mim.”

Assim começou o vício imprevisto de milhões de adolescentes nos cinco filmes da saga de vampiros, que levou US$ 3,3 bilhões em todo o mundo, se tornou um fenômeno cultural, e alterou o futuro do cinema liderado por mulheres para sempre.

Dez anos atrás neste mês, quando Crepúsculo estreou, ninguém tinha certeza se o sucesso dos livros de Stephenie Meyer ia transferir para as telas. Os melancólicos atores principais – a humana mordedora de lábios Kristen Stewart e o vampiro mordedor de pescoços Robert Pattinson – eram quase desconhecidos. A diretora Catherine Hardwicke teve apenas 44 dias de filmagens e um orçamento de US$ 37 milhões comparado com a taxa atual de US$ 200 milhões para os filmes de ação e fantasia.

De primeira, a história parecia ridícula: Drácula para idiotas. Bella, de 17 anos, chega em Forks para morar com seu pai divorciado. Na escola, ela encontra o pálido, diferente e distante Edward, que está sedento por seu sangue. (Há uma cena hilária onde Bella cheira sua própria axila no laboratório da escola, porque Edward, seu parceiro na aula de ciências, parece estar com nojo. É claro, ele está apenas tentando controlar sua fome vampírica.) Edward continua a salvar Bella com seus poderes sobrenaturais e eles se apaixonam, mas ele precisa se controlar para os abraços não virarem canapés. Além disso, o amor deles é combatido por lobisomens locais, vampiros e parentes. O que poderia dar errado?

Muitos críticos desaprovaram o filme (Roger Ebert descreveu como “conquista tépida”) e sua suposta mensagem sobre abstinência sexual recebeu críticas das feministas – mais sobre isso depois.

Mas os dois principais tinham uma química quase nuclear, e as jovens mulheres se identificaram com a determinação de Bella de escolher seu próprio destino – e também com sua escolha realista de roupas. Peter Bradshaw, crítico deste jornal, deu quatro estrelas para o filme e questionou: “”Quem de nós, na nossa adolescência, não transformou o horror irracional por sexo em uma queda louca e emo por um vampiro com bochechas definidas e com gosto por sangue humano?”

Acontece que, no fim de semana de estreia de Crepúsculo nos Estados Unidos, essa queda emo estava beirando a histeria em massa. O filme arrecadou US$69 milhões até o domingo. Os fãs, conhecidos como Twi-Hards, estavam em alta. Uma franquia de cinco filmes foi lançada – Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse, Amanhecer – Parte I e II – e o resto é uma história cheia de hemoglobina.

”A parte que chocou Hollywood foi que o sucesso do filme estava sendo abastecido por poder feminino,’” diz Melissa Silverstein do Women and Hollywood. ”O consenso geral em Hollywood é que filmes e livros feitos para homens e meninos são vistos como “universais”, e coisas que são feitas para mulheres e meninas são vistas como “outros”. Mulheres são vistas como um público separado. Essa separação das mulheres tem sido um dos problemas mais duradouros enfrentados pelo tão criticado “filmes de garotas”.’

A sensação Crepúsculo em 2008 fez com que os estúdios de Hollywood se animassem e prestassem atenção em uma nova demografia de compra de ingressos – jovens mulheres (e, sejamos honestos, suas mães com queda por vampiros). Por anos, as franquias de super heróis e aventuras serviu fielmente ao público de homens de 12 aos 25 anos, sem levar em conta o poder econômico da bolsa.

A corrida para saciar a imaginação das meninas adolescentes estava começando. Em 2012, Jennifer Lawrence estrelou no primeiro dos quatro filmes de Jogos Vorazes que lotaram as bilheterias; em 2014 Shailene Woodley apareceu no primeiro de três filmes distópicos de Divergente. Enquanto isso, na parte mais jovem do mercado, Valentee Frozen, da Disney, em 2013, deram um novo chute na narrativa das princesas.

Mas Jogos Vorazes e Divergente foram todos dirigidos por homens. Não foi até Patty Jenkins surgir com Mulher Maravilha que um outro filme dirigido por mulher superou Crepúsculo. Até agora, após 20 filmes dirigidos por homens no Universo Marvel, o vigésimo primeiro, Capitã Marvel será dirigido por uma mulheres. Na Comic Con em Nova York no mês passado, onde, antes de Crepúsculo, era a casa apenas de fãs homens e pouca mulheres, Hardwicke falou sobre o longo efeito do filme: ”Crepúsculo mudou a percepção, a ideia de que um filme sobre uma menina não seria popular, não faria muito dinheiro. Isso foi destruído. Um romance escrito por uma mulher, um filme dirigido por uma mulher. Nós quebramos recordes. As pessoas podem usar isso como munição – quando uma outra diretora vai para reuniões, eles vão dizer “Bom, eu acho que você não pode fazer isso,” e elas podem responder com, “Bom, Catherine fez. Crepúsculo fez.” Você usa isso como uma construção para as próximas coisas.”

Hardwicke, que fez os indies Aos Treze e Os Reis de Dogtown, lutou pela sua versão de Crepúsculo, escrita por Melissa Rosenberg, que foi fiel ao livro de Meyer. Uma versão anterior tinha Bella escapando do FBI em um jet ski, que de algum modo destruía a vibe sombria e arborizada do antigo culto dos vampiros. No entanto, a habilidade de direção e design de produção não foram propriamente valorizados pela franquia. Quando Hardwicke foi dita que o segundo filme, Lua Nova, seria feito em menos de um ano e com um orçamento apertado, ela recusou.

O estúdio, Summit Entertainment, pediu então para Chris Weitz assumir. Ele era o diretor de A Bússola de Ouro, uma franquia que não levantou vôo. Sem problemas. Lua Nova e o resto dos filmes de Crepúsculo foram dirigidos por homens: David Slade e Bill Condon. Hardwicke seguiu em frente e fez A Garota da Capa Vermelha e acabou de finalizar o remake em inglês de Miss Bala.

Hardwicke e sua diretora de elenco também merecem crédito por identificarem o poder de estrela em Stewart e Pattinson, que usaram sua fama para dar sinal verde em muitos filmes independentes, regularmente aparecendo em tapetes vermelhos em Cannes. Pattinson fez Cosmopolis com David Cronenberg e Bom Comportamento com os irmãos Safdie. Stewart fez Acima das Nuvens e Personal Shopper com Olivier Assayas.

Stewart interpretou anteriormente a filha de Jodie Foster em O Quarto do Pânico e apareceu em Na Natureza Selvagem, enquanto o crédito principal de Pattinson era Cedric Diggory na franquia Harry Potter. Hardwicke fez testes de química entre Stewart e quatro potenciais co-estrelas. ”Foi tipo uma central de encontros às cegas,” ela disse. E então eles se deram bem.

Em certo momento, Pattinson e Stewart namoraram dentro e fora das telas, o que provavelmente adicionou veracidade. Certamente, jovens mulheres estavam felizes de esperar por três filmes e meio antes da relação ser consumada em uma cena de lua de mel de quebrar a cama após um casamento glamuroso em Amanhecer – Parte I. Para muitos fãs, o filme não era sobre abstinência, mas sobre preliminares duradouras.

Olhando pelas lentes da geração #MeToo, há algo para dizer sobre um menino não pressionar uma adolescente para fazer sexo. (Apesar de ser bom lembrar que Edward parece ter 17 anos, na verdade, ele tem 109 em anos de vampiro. Não vamos entrar nisso.)

Mas muitas feministas disseram não para Crepúsculo e disseram que o vampiro era apenas uma metáfora para os perigos da relação sexual fora do casamento. Silverstein também aponta que ”as mulheres ficaram com raiva da superproteção do Edward e o consentimento de Bella. Onde está sua independência que ela mostra tão fervorosamente com seus pais e amigos? Também não vamos esquecer que Edward observa Bella dormir em seu quarto.”

Na Bitch Magazine, a Professora Christine Seifert rotulou a saga como “pornô de abstinência” e adicionou: ”Crepúsculo nos convence que auto negação é sensual. Reações dos fãs indicam que, no começo, a relação casta, porém sexualmente carregada, de Edward e Bella era sensual porque não era consumado.”

Claro, os próximos filmes se tornaram sobre quem seria melhor e mais protetor para Bella – Edward ou o lobisomem Jacob Black, interpretado pelo musculoso Taylor Lautner. A publicidade abanou as chamas do Time Edward vs Time Jacob, enquanto Bella ficava no meio dos dois.

Mas Bella sempre teve determinação, e o estranho poder de conseguir fechar sua mente para o poder de Edward de ler pensamentos. Em Amanhecer – Parte I, ela corajosamente lida com os terríveis problemas de dar à luz a um bebê vampiro-humano, mas em Amanhecer – Parte II, ela toma a forma de vampira e faz queda de braço com o resto do clã Cullen, logo após caçar um leão da montanha e cravar os dentes em sua jugular. No final, Bella é ativa e empoderada, uma líder em batalha, e os Twi-Hards amaram isso.

Hardwicke silenciosamente colocou algumas de suas próprias políticas no primeiro filme, também, particularmente quando se tratou de contratar alguns atores de cor, que não estavam no livro, que descrevia todos os vampiros com pele pálida, branca e brilhosa. (Os lobisomens da tribo Quileute eram em sua maioria nativo americanos.) Hardwicke tentou encorajar Meyer a escalar uma atriz japonesa para Alice Cullen, sem sucesso, mas ela conseguiu persuadir a autora que deveria ter diversidade entre os estudantes e que o ator queniano-americano Edi Gathegi deveria interpretar o vampiro Laurent.

Escrever esse artigo trouxe de volta algumas memórias ridículas de assistir a saga inteira como crítico, e levar minha filha, que tinha 10 anos quando o primeiro filme estreou, e meu filho, na época com 13 anos, para as premieres na Leicester Square no meio de gritos de fãs pulsantes. Eu lembro de uma vez estar tão imerso no mar de meninas excitadas por R-Patz que eu me perdi e tive que mirar no sotaque de Mark Kermode por cima da multidão para conseguir entrar no cinema. (Kermode sempre entendeu o fenômeno Crepúsculo, enquanto outros desdenhavam.)

Essa semana, eu maratonei todos os cinco filmes de Crepúsculo na Netflix em uma noite. Meu filho apareceu e notou que ele leu todos os livros, e que as guerras de vampiros eram um precursor para seu gosto por Game of Thrones, então existe um público masculino no demográfico, em algum lugar. Minha filha me mandou a paródia “Edward e Bella – uma leitura ruim de Crepúsculo”, o que eu recomendo. Tem 39 milhões de visualizações no YouTube.

Ver o filme pela segunda vez revela que R-Patz e K-Stew estão mais elétricos do que nunca na maior sequência de olhar-e-beijar do mundo. Mas outros elementos são totalmente estranhos.

Tem Michael Sheen como Aro, o vampiro Volturi que lê mentes – ou é Tony Blair? Tem o negócio perturbador entre Jacob e o “imprinting” de lobisomem em Renesmee, a bebê vampira-humana, e o planejamento de virar seu amante quando ela crescer. Tem um copo de sangue com canudo quando Bella tem desejos de grávida. Tem a juventude eterna e imortalidade concedida pelo vampirismo, então por que todos os atores parecem ter aplicado botox e pintados com tinta de palhaço? Pior ainda, existe a mensagem anti-vegana quando Edward explica para Bella que sua família é vegetariana e só bebem o sangue de animais. ”É como um humano em tofu – mantém você forte, mas nunca satisfeito.” Finalmente, é bom lembrar que Cinquenta Tons de Cinza começou com uma fanfiction de Crepúsculo.

No entanto, no geral, eu acho que o legado de Crepúsculo é positivo, para jovens leitores, para cinéfilos Twi-Hards, para o futuro dos blockbusters com mulheres protagonistas e diretoras. Eu deixo a última palavra para K-Stew na Interview Magazine: ”Qualquer pessoa que queira falar merda de Crepúsculo, eu entendo completamente. Mas tem algo nesse filme que eu sou infinitamente, até hoje em dia, orgulhosa pra caralho. Minha memória do filme ainda é muito boa.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen foi confirmada no novo projeto da diretora Kelly Reichardt, um indie que conta a história das pessoas que vivem na cidade de Montana. A pré produção do projeto (ainda sem nome e conhecido por Untitled Kelly Reichardt Project) começou no dia 20 de fevereiro e a gravação está prevista para começar no dia 2 de março, mas poderá ocorrer mudanças. Atualizaremos o post com mais informações em breve!

Deadline:

Kristen Stewart juntou-se à Michelle Williams e Laula Dern no novo drama indie conhecido como Untitled Kelly Reichardt Project. Escrito e dirigido por Reichardt, o filme é uma série de vinhetas que giram em torno das vidas das pessoas que vivem na pequena cidade de Montana.

Stewart irá interpretar uma jovem advogada de Boise que aceita um emprego como professora em um lugar que fica algumas horas de sua casa. Apesar de estar nervosa sobre dar aulas, ela está determinada a provar para si mesma que pode fazer isso. Logo após aceitar o emprego, Beth desenvolve uma amizade com Jamie, uma mulher que assiste a suas aulas. James Le Gros e Jared Harris (Mad Men) também foram escalados para o projeto que está sendo produzido por Neil Kopp e Anish Sayjani. Será filmado em Montana.

Fonte | Tradução: Mari – Equipe Kristen Stewart Brasil

Ao comparecer ao desfile da Chanel durante a Paris Fashion Week hoje, Kristen falou sobre o que achou da nova coleção da marca para um colunista da Vogue Brasil, incluindo sobre adotar o estilo no dia a dia. Confira!

Kristen Stewart mostra sofisticação e fala de moda na primeira fila da Chanel

Atriz rouba a cena no front row do desfile de alta-costura de verão 2015 da maison francesa

Musa da Chanel há algumas temporadas, Kristen Stewart é presença certa nos desfiles da maison francesa. No show couture de verão 2015, que acanteceu na manhã desta terça-feira (27.01), não foi diferente: a bordo de um vestido branco com detalhes preto da grife, Kristen roubou os flashes ao surgir no front row da apresentação.

Com exclusividade para o nosso colunista Bruno Astuto, a bela comentou sobre a coleção by Karl Lagefeld, que apareceu bem mais jovem e irreverente (com direito até a gorrinhos bordados que prometem virar hit). “É extamente o estilo que eu uso do dia a dia, só que muito perfeito e bem executado”, disse. O que ela achou das produções com tops cropped combinaos com saias de cintura baixa? “Eu amei a barriga de fora. Por que não? E tem essa pegada street que é o que as pessoas usam”.

Fonte

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