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A diretora de As Panteras, Elizabeth Banks, conversou com o Collider durante as filmagens do filme e falou um pouco sobre o que podemos esperar da personagem de Kristen Stewart no filme. Confira:

Existe um rumor de que o filme irá mostrar um lado de Kristen Stewart que as pessoas não viram antes. O que você pode dizer sobre isso?
[Risos] Absolutamente. Primeiramente, ela é uma verdadeira heroína de ação. Não há dúvida disso. Ela é super durona no filme. Ela fez a maior parte do treinamento, luta, cenas onde ela está dirigindo, nós todas fizemos aulas de direção – não aulas, mas tivemos todas que passar por isso e fomos colocadas no nosso ritmo em todas essas áreas. E ela é muito, muito engraçada. Eu acho que ela faz piadas nesse filme como qualquer ator de comédia hoje em dia. Eu acho que as pessoas vão realmente se surpreender.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

O site alemão Kino visitou o set de As Panteras durante as filmagens em Berlim e revelou detalhes da produção em um post. Confira:

Depois da renomada série de TV dos anos 1970 e as adaptações cinematográficas homônimas do começo dos anos 2000, um novo filme de “As Panteras” com Kristen Stewart, Ella Balinska e Naomi Scott está a caminho. Você pode conferir as primeiras impressões no novo trailer.

As Panteras” faz parte de um gênero de filmes de espionagem feminina em que as lutas são tradicionalmente combatida com “as armas de uma mulher”, que, infelizmente, muitas vezes significa apenas uma carga de sex appeal e muita nudez.

Dessa forma, o programa de TV original também era depreciativo e conhecido como “Jiggle TV”, (um neologismo que se refere ao fato de os peitos e as bundas das principais atrizes serem colocados em exposição na televisão).

As versões cinematográficas de 2000 e 2003, em seguida, optaram por colocar o dispositivo estilístico do exagero. As cenas de luta, os diálogos e os figurinos eram tão exagerado que os filmes se tornaram uma grande diversão, o que também entreteu o público.

Novos caminhos, uma antiga familiaridade e três novas panteras
A nova edição agora quer abrir novos caminhos. Charlie Townsend, o comissário das panteras, não é mais uma única pessoa, mas uma agência global de espionagem, a Towsend Agency. Sendo assim, não há mais apenas três panteras, mas numerosas equipes que investigam várias questões ao redor do mundo.

Mas a grande surpresa é Bosley (interpretado nos filmes anteriores por Bill Murray), que não é mais uma pessoa, mas um alto cargo. Por exemplo, a diretora Elizabeth Banks (“A Escolha Perfeita”), assim como Patrick Stewart (“X-Men”) e Djimon Hounsou (“Guardiões da Galáxia”) interpreta, cada um, Bosley. No entanto, a nova edição se passa no mesmo universo do filme de 2000, apenas um tempo depois.

As Panteras: Kristen Stewart, Ella Balinska e Naomi Scott
Kristen Stewart interpreta Sabina, que é brincalhona e rebelde, mas que da tudo por sua equipe. Além disso, Naomi Scott é Elena, que anteriormente atuava no campo científico e depois se tornou uma denunciante e se juntou as panteras. Jane, interpretada por Ella Balinska, parece bastante rigorosa, se apoia muito em seu treinamento militar e aprende a valorizar o espírito de equipe ao longo do filme.
Assim como a história, as filmagens da nova edição também foram bastante internacionais. Entre outras coisas, as cenas foram filmadas em Istambul, Hamburgo, Saxônia e Berlim. Quando visitamos o set em Babelsberg, uma cena, em que a novata Naomi Scott foi apresentada ao mundo das panteras “Townsend”, estava sendo gravada.

Esse tipo de filmagem leva tempo e, como a preparação para gravar progrediu lentamente, fomos capazes de obter uma imagem precisa das cenas. Lá nós já descobrimos muitos easter eggs na forma de fantasia dos filmes de 2000. O designer responsável, Aaron Hayne, também deu a entender que ele havia escondido ainda easter eggs. Os fãs da série provavelmente vão adorar!

O poder das mulheres capitalizado
Para os recém-chegados e aqueles que estão com sede de mudança, há algo. Elizabeth Banks é a diretora por trás das câmeras e ela se comprometeu a colocar mulheres no ramo cinematográfico sempre a frente. Sendo assim, a escolha do material de “As Panteras” é bastante interessante, uma vez que o empoderamento não foi interpretado na série de TV e nem nos filmes. E isso deve ser diferente aqui. Tanto a diretora, Elizabeth Banks, quanto o produtor, Max Handelman, enfatizaram que as personagens femininas devem servir como modelo para meninas e mulheres, transmitindo diferentes imagens de feminilidade.

Ternos pequenos de látex não podem ser encontrados no set de filmagem. Os figurinos que vimos parecem estar enraizados no mundo real e, acima de tudo, na praticidade. Até o velho clichê de mulheres lutando de salto alto não pode ser encontrado. A ação é bastante realista. Lutas, como nos filmes anteriores, em que as atrizes no estilo de filmes de ação asiáticos, voavam de um prédio para o outro em cabos de arame, não devem ser esperados no novo longa.

Kristen Stewart se torna uma espiã astuta
Ao ser entrevistada, Kristen Stewart disse que ela faz quase todas as suas cenas de ação porque a ação não é exagerada e está sempre subordinada ao desenvolvimento do personagem. Na entrevista, Stewart também apontou que o filme leva as personagens femininas a sério. Eles não apenas escreveram um personagem masculino e então mudaram o nome, mas pensaram em como espiãs femininas poderiam trabalhar. Isso significa que as panteras usam a força apenas quando é realmente necessário. Dardos paralisantes e trabalho em equipe desempenham um papel importante. Essa abordagem é empolgante! A ideia de “empoderamento” feminino não se baseia mais em modelos masculinos (as mulheres fazem exatamente o que seus colegas homens fazem), mas seguem seu próprio caminho.

Eles tentam redefinir o heroísmo: em “As Panteras”, ser forte significa ser um membro da equipe e evitar a violência não é um sinal de fraqueza, mas exatamente o contrário. Isso pode ser uma tentativa não apenas de mudar a imagem de mulheres fortes, mas de força em primeiro lugar. Claro, um filme sozinho não pode fazer isso, mas “As Panteras” se atreve, pelo menos, a começar.

Cenários coloridos, tom bem humorado e gadgets malucos
Aqueles que agora pensam que uma lição chata sobre igualdade os espera, estão enganados. O cenário e os figurinos do filme são coloridos, a equipe é relaxada e não parecem se levar muito a sério. Ao serem entrevistadas, as três atrizes principais disseram que também se entendem em particular, o que é possível notar na frente das câmeras. Se você olhar para a filmografia anterior da diretora Elizabeth Banks, você encontrará especialmente comédias como “A Escolha Perfeita”. Um tom bem humorado nos espera em “As Panteras”, sem palhaçadas, mas com uma leveza que torna o filme muito acessível. Existem gadgets malucos, como tatuagens para se comunicar com a equipe e doces de menta que são mais perigosos do que você pensa! Além disso, percebemos o “old-school” nos cenários luxuosos e não apenas efeitos especiais gerados por computador. O resultado parece bom.

Embora “As Panteras” seja uma reedição de um material bem conhecido, o filme não parece ser uma cópia incolor. Se você é crítico de remakes, deve definitivamente dar uma chance ao novo lançamento. Filmes cômicos, coloridos e cheios de ação que oferecem às mulheres jovens um fórum e valores como tolerância e espírito de equipe, nunca devem ser demais. “As Panteras” chega aos cinemas da Alemanha no dia 28 de Novembro de 2019.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Kristen esteve em Seul, na Coréia do Sul, recentemente para assistir a reapresentação do desfile da Chanel na cidade e também fotografou para a capa da Vogue Coréia. As fotos vocês conferem na nossa galeria e a entrevista abaixo:

 PHOTOSHOOTS > PHOTOSHOOTS 2019 > VOGUE KOREA

PS: Notem que a entrevista foi feita originalmente em inglês, traduzida para coreano, e então traduzida novamente para inglês e português. Algumas frases podem ter se perdido no processo, mas serão corrigidas assim que uma tradução mais precisa em inglês for feita.

Eu assisti ao desfile da Chanel para a coleção Paris-New York em Seongsu-dong. O que te impressionou?
Foi uma grande honra ver o último show de Karl Lagerfeld. Eu me apaixonei mesmo tendo visto online antes. Eu até experimentei algumas roupas, mas eu pude sentir como o tempo era relativo no desfile. Foi um pouco confortante. Se você sente saudade de alguém, você tenta recapturar seu legado e seu passado através das pessoas. Você deve saber que o tempo é sempre relativo e continua passando quando alguém vai embora. Tudo parecia estar se movendo ao mesmo tempo. Foi divertido descobrir o antigo Egito novamente nos tempos modernos, virar de ponta cabeça e reescrever hieróglifos. Houve significado porque foi a última coleção do Karl. Foi muito legal. Foi o melhor momento com a Chanel.

Chanel é a grife mais liberal para mulheres desde o século 20. Você é embaixadora da Chanel desde 2013, e eu amo seu espírito com a marca.
Nem todo mundo me vê como um museu para grifes de luxo. Eu nunca sonhei com essa situação quando era pequena. Francamente, antes de começar a trabalhar com o mundo da moda, achava a moda superficial. Mas nunca senti o peso ao trabalhar com Karl e Virginie ou ter que fingir que estou vendendo algo ou sendo uma outra pessoa. Quando eu trabalho com um artista da Chanel ou quando interajo com a Chanel, fico muito feliz e chocada ao descobrir algo novo em mim assim como quando gravo um filme. Projetos de improvisação autênticos e legais para mim são sagrados. Para mim, arte é uma religião e eu acho que a arte pode nos salvar. Eu amo ir mais além, e acho incrível e uma benção trabalhar com pessoas tão boas. Outra razão pela qual Chanel mantém as coisas preciosas através do seu método de trabalho.

Na segunda metade do ano estreia As Panteras. Em 2000, Cameron Diaz, Drew Barrymore e Lucy Liu estrelaram a versão original do filme. As Panteras era um filme representando as mulheres como personagens principais naquela época. É também um trabalho precioso que destacava mulheres independentes e capazes. Você tem alguma memória dos filmes?
Eu nunca vi a série de televisão, mas eu realmente gostava dos filmes originais. Os dois saíram quando eu era criança. A razão pela qual os filmes são tão emocionantes é que você pode ver mulheres trabalhando juntas. Eu me sinto melhor vendo isso. Parece difícil expressar em palavras o grande trabalho que podemos fazer juntas. Mulheres não são fisicamente fortes, mas tudo bem. Isso é porque existem muitos outros tipos de força. Mulheres podem fazer qualquer coisa juntas. Eu não quero generalizar muito porque existem homens legais, mas eu acho que uma força suave é mais atraente do que força física. Eu só tenho irmãos, mas eles me apoiam. É claro, meus irmãos irão lutar para me proteger, mas eu acho que eu tomo conta deles também. A mensagem do filme é muito legal. As personagens principais não são super heroínas e nem tentam parecer com homens. Se você você assiste muitos filmes de ação, você pode mudar o personagem do Bob para a Sue, e mostramos o poder que só as mulheres possuem. Outra razão pela qual As Panteras é um filme legal é que as três principais não são as únicas mulheres fortes. Mulheres de todo o mundo estão conectadas em uma rede para ajudar uma a outra a lutar contra o mal. É um filme muito divertido e caloroso. Enquanto eu estava filmando, eu achava as outras meninas legais, mas fiquei muito mais orgulhosa do filme completo. Você não quer ser amiga das três quando assiste? Quando eu terminei o filme, eu queria ser amiga das outras duas personagens. Se você assistir o filme, vai sentir que nós três somos muito próximas. As meninas irão pensar que podem fazer tudo juntas! É o sentimento que eu tenho quando estou com a minha melhor amiga. Eu precisava dessa mensagem antigamente, mas eu acho que veio em uma boa época.

Seus personagens refletem seus valores nos seus filmes recentes. Eu lembro de personagens com força interna. Qual seu preferido?
É sempre uma pergunta difícil. Eu estou em cada personagem. Eu não consigo me afastar de corpo e alma. Atores superiores agem com empatia mesmo quando interpretam um personagem muito diferente deles mesmo. Mesmo que você não entenda os motivos do personagem. Fazendo isso, os atores e os personagens se aproximam. Mesmo que seja um personagem completamente incompreensível, estamos todos conectados e fundamentalmente não existe uma pessoa ruim. Todos querem ter uma vida boa. Os personagens que me atraem sempre estão procurando por respostas. Na verdade, eu posso ter demonstrado um lado mais forte porque eu queria proteger o personagem que eu escolhi. Os personagens que eu interpretei possuem muitos problemas. Eram fracos e assustados, mas passaram por alguma situação que os fizeram parecer fortes. Eu tenho que gostar do trabalho. Todo mundo quer fazer um filme. Eles copiam um ao outro, mas às vezes são ridículos. Alguns roteiros são como comerciais. Então, algumas vezes eu leio um roteiro que eu preciso tornar em filme. Mesmo que eu não tenha um personagem para interpretar, existe um roteiro que eu acho que precisa ser filmado custe o que custar. Encontrar um trabalho não é difícil, mas nem sempre funciona porque você consegue ver o que é real e o que não é.

Em que posição você está como atriz?
Eu não me controlo quando estou atuando. Talvez eu esteja muito imersa em me encontrar. O que eu aprendi com a atuação é que eu realmente quero dirigir. Se eu não quisesse controlar a situação quando estou atuando, não saberia que iria querer me tornar diretora. Eu não quero ser uma treinadora porque não sou narcisista. Eu acredito que eu gostaria de liderar os atores e equipe em uma jornada juntos. Será uma meditação dos motivos pelos quais estamos na Terra. A diferença entre atuar e dirigir é o controle. É claro que eu gosto dos dois. É bom trocar forças e ficar completamente imerso. Eu não sei o quão longe cheguei como atriz, mas acho que posso ir para trás das câmeras e virar uma diretora. É claro, eu tive boas experiências enquanto atuava. É estranho fingir ser outra pessoa, mas também existe um ditado que para você entender outras pessoas, você deve se colocar no lugar delas. A atuação esteve em mim por bastante tempo. O que eu aprendi atuando é que tudo bem ficar com alguma coisa. Se eu leio um livro e foi bom, eu quero ler de novo, emprestar pro meu amigo, e falar sobre o livro. Então eu quero usar suas roupas e falar como se eu fosse a personagem principal do livro. Um filme é a sequência mais generosa que pode combinar literatura e ideias de qualquer assunto. Fazer filmes é como ir para a escola. Eu não sei o que eu estaria fazendo se não fosse isso. Eu tenho muita sorte.

Você dirigiu o curta Come Swim e irá dirigir o filme The Chronology of Water. Como diretora, como você é diferente da atriz?
Os resultados não são diferentes, mas o caminho sim. Atores e diretores não são diferentes. Os melhores diretores já fizeram esse caminho e passaram para mim. Não há uma grande diferença. Eu posso fazer novas descobertas, eu quero ser atriz e diretora porque eu quero novas descobertas. Eu não quero empacotar nenhuma lição ou ideia. O que eu sei mais do que os outros? A vida de um ator é um processo e coleção de dados. Você pode viver sem a introspecção, sem pensar muito, mas eu quero trabalhar pensar. As Panteras é um filme divertido de entretenimento, não tem um conteúdo profundo, mas possui forte afeição e fé. Eu quero ajudar outras pessoas a terem a mesma experiência que eu tive. O trabalho pode te levar a inércia e estagnação. Se eu me tornar diretora, eu serei uma atriz melhor. Se eu continuar a fazer a mesma coisa, eu vou bater em uma parede, sacudir a poeira e começar de um novo ângulo. Em outras palavras, diretores e atores ajudam um ao outro.

Como você decidiu dirigir The Chronology of Water?
Quando eu gosto de um livro, parece que é a minha história. Não posso ter a mesma experiência como criadora da arte, mas quando projetada, se torna minha. A autobiografia de Lydia Yuknavich, The Chronoly of Water, é um livro que contém tudo o que eu quero dizer. Os sentimentos que eu sentia foram preenchidos com palavras que eu podia expressar e pareceram aprender uma nova linguagem. Levamos dois anos para adaptar do jeito que escrevemos. Pessoas diferentes possuem jeitos diferentes de experienciar algo. Não há nenhuma resposta ou não há um nível em qual os livros são adaptados. Eu amei tanto essa obra que eu queria desenhar do jeito que era. Enquanto li o livro e o roteiro com Lydia, ela falava constantemente sobre os motivos que isso deveria ir aqui e alí. Nós fazemos isso pelo resultado multiplicado do trabalho. Na vida, as coisas acontecem de repente em uma cadeia de encontros. Graças a um projeto, outro projeto nasce. É muito emocionante. Eu vejo desse jeito. Se você passa isso para um ator, o ator irá atuar com seus próprios olhos. O diretor do filme interpreta com seus próprios olhos. Essa multiplicação de visões estreita a distância entre nós e nos salva um pouco da solidão.

Ainda estão falando de quando você tirou os saltos no tapete vermelho de Cannes ano passado. Você também marchou em silêncio para deixar as pessoas cientes que o número de produtoras e diretoras era significantemente baixo. Quais problemas você não se importa de se expressar? Como você quer usar sua influência como atriz?
Eu quero trabalhar muito. Eu respeito e apoio completamente meus colegas e mentores que geralmente são amigos da mesma idade e mentores respeitados. Eu acho que eu posso falar através do meu trabalho. Até agora, eu tenho tido sorte o bastante para falar o que eu quiser através do meu trabalho. Então eu vou continuar a trabalhar muito. Minhas crenças continuarão a serem vistas em meu trabalho.

Toda vez que você se expressa, parece que não é só sobre você, então eu me senti encorajada. O que você acha que é a coisa mais importante para manter sua fé?
Eu agora vivo uma vida livre que nem todo mundo pode gostar. Tenho pessoas ao meu redor com pensamentos similares, pessoas desafiadoras e boas. Essa liberdade foi conquistada por nada, mas sob quaisquer circunstâncias eu fiz o melhor que pude e nunca pensei que tivesse me traído. É claro que já errei. Erros pessoais, relacionados ao trabalho e ao fazer escolhas erradas. Na verdade, não há diferença entre público e privado. Para mim, o trabalho é algo muito pessoal. Eu costumo acreditar no meu coração e sou muito grata por ter liberdade de escolha.

Você pode compartilhar sua inspiração mais recente?
Eu troquei mensagens de texto com meu melhor amigo um tempo atrás. Ele me mandou algo que ouviu na noite passada. Eu não quero dar significados demais, mas é uma frase simples que me conforta. ”Tudo é nada.” A vida depende de mim e eu posso escrever minha história. Meu corpo é uma história e é minha, então eu posso fazê-la. O importante é que se você segurar uma caneta quando me encontrar, você pode escrever qualquer coisa sobre mim que irá se tornar um espelho que irá me refletir.

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil

Durante as filmagens de As Panteras, vários jornalistas visitaram o set em Berlim e agora podemos finalmente saber o que eles viram na época. Com entrevistas com o produtor Max Handelman, a diretora Elizabeth Banks e as estrelas do filme, Kristen Stewart, Ella Balinska, Naomi Scott, Sam Claflin e Noah Centineo, confira a entrevista abaixo:

”Bom dia, Panteras.” “Bom dia, Charlie!” Essa frase te leva de volta seja para os filmes de As Panteras no começo dos anos 2000 ou de volta para a série original de televisão, e ela representa muito para muitas pessoas. E agora Elizabeth Banks quer trazer esse sentimento para uma nova geração com seu reboot de As Panteras.

Er, na verdade, não chame de reboot. Nem de revival. De acordo com Banks, que dirigiu o filme e co-escreveu o roteiro, o filme de ação é mais uma continuação ou sequência dos eventos construídos pela série original e os dois filmes dos anos 2000, e também os conecta para fazer um mundo enorme de As Panteras.

Quando o novo filme começa, já se passaram 40 anos desde que Charlie fundou a Agência Townsend com um trio de Panteras. Desde então, ele tornou isso em um programa global de espiãs. Existem Agências Townsend ao redor do mundo com uma equipe de Panteras em todo lugar.

Collider foi sortudo o bastante de testemunhar a ação no set em Berlim durante a produção no final do ano passado para conseguir os detalhes do que os fãs de As Panteras podem esperar do novo filme, desde as atualizações modernas para o que Banks carregou dos originais e mais.

EXPANDINDO O MUNDO

Uma das maiores coisas que Banks quis manter com sua versão de As Panteras era a honra com o legado original enquanto trazia as coisas para o século 21. ”Temos muitos easter eggs no filme,” Banks contou para o Collider, junto com um pequeno grupo de repórteres. ”Nós realmente homenageamos muita coisa da história de As Panteras, desde o figurino que mostramos e objetos e fotos.”

O produtor Max Handelman explicou que manter a história original a série de televisão na linha do tempo significava dar mais contexto em como o mundo mudou. ”A agência foi fundada em 1970, em um tempo onde obviamente o mundo e a América estavam em um lugar diferente do que 2018, e as mulheres estavam em um lugar diferente nos anos 70 do que estão 40 anos depois,” Handelman disse. “Mais de 40 anos atrás, uma pequena agência de detetives foi formada com três mulheres que eram subestimadas, invisíveis, não tinham as oportunidades apropriadas, e a agência cresceu até 2018, onde estamos hoje, e o que aconteceu desde então.”

Isso significa que enquanto o DNA das Panteras ainda está intacto, algumas atualizações vem na forma de como o mundo ficou grande com as equipes de Panteras ao redor do mundo. E acompanhando essas equipes estão vários Bosleys. Bosley costumava ser um personagem, mas agora se tornou uma posição. No filme, os fãs verão três Bosleys interpretados por Sir Patrick Stewart, Djimon Hounsou e… a própria Banks.

É isso mesmo, a diretora estará aparecendo na frente das câmeras para interpretar um Bosley, e uma bem importante também: Ela é a primeira Pantera a chegar na posição de Bosley. Isso é para representar ”as mulheres evoluindo na área de trabalho, e quando você termina de ser uma Pantera, você não acabou ainda,” Handelman disse. ”Então sua personagem se formou ou foi promovida para se tornar Bosley.”

FAZENDO AS MULHERES MAIS REAIS

Ao dar contexto para a mitologia ao colocar a mesma linha do tempo da série e filmes originais, isso significou que era hora de atualizar as Panteras para os tempos modernos. De acordo com Handelman, Banks se recusou a fazer a ”montagem obrigatória onde as personagens feministas podem provar para você como são duronas.”

”Elas apenas são, do mesmo jeito que você nunca ver Ethan Hunt treinar para se tornar Ethan Hunt,” Handelman adicionou. ”Ele apenas é. Você o conhece escalando uma pedra ou um prédio. Quando você conhece Jason Bourne, ele é completamente durão. Então quando você conhece Kristen Stewart como Sabina no filme, quando você conhece Ella Balinska como Jane, ela são apenas mulheres duronas e treinadas. Nós não temos que provar para você como elas são o que são. Elas são apenas mulheres talentosas que representam um arquétipo de personagens femininas.”

Tirando um intervalo durante uma grande cena de luta, Stewart, Balinska e Naomi Scott, interpretando o trio principal de Panteras nesse filme, inebriadamente compartilham sua animação sobre como suas personagens são a atualização perfeita para as Panteras originais porque elas ainda são relacionáveis enquanto são duronas.

”Nós temos essa grande rede de mulheres trabalhando juntas e apoiando uma a outra trabalhando pelo ‘bem’, que significa tratar bem as pessoas e ser positiva e se auto-afirmar ao invés de ter tipo, três mulheres super-humanas que são sexys e perfeitas e voam pelos ares,” Stewart disse. ”É tipo, não, é difícil fazer o que estamos fazendo, e só podemos fazer isso juntas.”

Além disso, nem toda Pantera é uma máquina de luta super-humana. Scott interpreta Elena, que começa o filme como uma cliente contratando as Panteras em um tempo de crise (e sem surpresa aqui: eventualmente se torna uma delas.) Elena trabalha em uma companhia internacional de tecnologia e faz uma descoberta terrível – ela se torna uma dedo duro tentando fazer o certo em uma situação super errada mas não é levada à sério. É aí que as Panteras entram.

”O que é legal para mim é no arco da minha personagem é que ela se torna uma Pantera também,” Scott disse. <”em>”É a ideia de que qualquer pessoa ser uma Pantera, porque ela pode não ser a garota mais coordenada do mundo, mas ela é inteligente, ela tem cérebro.”

Isso foi ”muito importante” para Banks incluir uma ”personagem feminina que está no ramo da ciência, no STEM,” de acordo com Handelman. ”Ela está entrando no mundo das Panteras, espiãs, e ela não faz ideia que isso existe e sua mente fica impressionada que isso é uma oportunidade em um mundo que realmente existe,” ele adicionou.

É TOTALMENTE FEMINISTA

Enquanto Banks ama que a série original já possuía feminismo no DNA, ela estava animada para fazer esse filme mais feminista do que nunca. Por um lado, ela diminuiu a forma como as Panteras usavam sexo e sexualidade para ter sucesso.

”Nós brincamos com esse tema e então jogamos fora bem no começo do filme,” Banks disse. ”As mulheres nesse filme usam seus cérebros e sua sagacidade. Temos um mantra que é ‘Vamos lutar com mais inteligência, não com mais força.’”

E é com isso que Stewart está mais apaixonada. ”Quando foi a última vez que você viu um filme onde um grupo de mulheres estão sentadas juntas e pensando como superar alguma coisa, como formular um plano e ser proativa nisso?” ela disse. ”Estamos destruindo o patriarcado nesse filme. É sobre uma companhia que foi criada por homens bem intencionados, e então foi tomada por babacas. Então estamos pegando de volta e reintegrando sua missão original.”

Isso também significa que não existe um foco pesado em romance nesse filme como aconteceu nas versões anteriores. ”Banks realmente queria focar nessas personagens como mulheres que estão fazendo seus trabalhos e são boas nisso e focam menos em histórias românticas,” Handelman disse.

VILÕES MAIS FORTES = HERÓIS MAIS FORTES

Um outro jeito mais quieto que Banks está fazendo esse filme mais feminista é fazendo os vilões serem mais fortes do que nunca para enfatizar como as Panteras são fortes também. Jonathan Tucker de Kingdom interpreta um vilão misterioso que é páreo a páreo com as Panteras em umas cenas intensas de ação, e ele não se segurou no que ele descreveu como uma cena de ação parecida com uma dança.

”Nós até tocamos Fred Astaire quando estávamos fazendo um parte da coreografia, e então atualizamos para ficar mais próximo do hip hop moderno, mas estávamos tentando fazer essa cena parece uma dança com duas parceiras maravilhosas,” Tucker disse. ”A ideia é que por mais forte que meu personagem fique, elas parecem melhores porque é um adversário mais forte. A conversa é: o quão forte podemos fazer meu personagem parecer para que elas saiam como as verdadeiras heroínas físicas?”

Curiosidade: O personagem de Tucker não fala no filme. E isso foi escolha dele.

”Eu queria ser um mistério e eu cortei todo o diálogo do personagem, porque eu achei que seria divertido,” Tucker disse. ”Então eu não digo nada até o final. Eu acho que é mais divertido para as pessoas ficarem, ‘Quem é esse cara, aparecendo do nada o tempo todo?’ É engraçado. E também um pouco irritante. Também é ameaçador. E nós não sabemos muito sobre ele.”

HÁ UM MISTÉRIO A SER RESOLVIDO

Enquanto a maior parte do filme é sobre as Panteras ajudando a personagem de Scott, há um mistério maior no fundo que é mais comum para as Panteras, especialmente no final do filme.

”Quem é Charlie?” Handelman provocou. ”Se estamos fazendo jus à história, a companhia que nasceu nos anos 70, e é 2018, você deve ser perguntar, quem é Charlie? Quantos anos Charlie teria hoje? Quem está comandando isso? E isso é uma pergunta que aparece ao longo do filme.”

VOCÊ NUNCA VIU K-STEW ASSIM

Prepare-se para ver a estrela de Crepúsculo em uma nova luz. A maior parte da comédia vem de Stewart, que interpreta uma personagem descrita como ”extremamente divertida, feliz, enérgica e extremamente dinâmica.”

”Eu sou literalmente um cachorrinho,” Stewart disse com uma risada. ”Eu sou tipo, ‘Por favor, por favor, por favor! Você não quer ser minha amiga? Não quer ser minha amiga? Podemos ser amigas?’ Nós todas temos defeitos, e então, meio que completamos uma a outra.”

Sobre a outra Pantera, a orientação de ação da Jane de Balinska vem do MI6. ”Ela é muito disciplinada,” Handelman disse. ”Ela trabalhava em um ambiente muito controlador como uma agência governamental formal, então a jornada de sua personagem é tentar deixar o controle de lado e confiar mais na equipe, o que entra em contraste com a personalidade da Sabina, que é loucamente deslumbrante e faz seu trabalho sem se preocupar com regras.”

SOBRE OS OUTROS DOIS…

Existem outros dois grandes atores em As Panteras que ainda não mencionamos: Sam Claflin e Noah Centineo. Não sabemos muito de seus personagens ainda, mas temos informações básicas após falarmos com eles no set.

Claflin, que está se reunindo com Banks após Jogos Vorazes, interpreta Alexander Brock, que é descrito como um tipo de cara de Silicon Valley – mas o ator não fazia ideia do que isso significava antes de se juntar ao filme.

”Eu tenho pouco conhecido dos homens ou mulheres da indústria em que meu personagem é baseado, essa parte do mundo de tecnologia de Silicon Valley,” Claflin disse com uma risada. ”É muito longe do meu conhecimento. Foi um tipo de pesquisa que eu e Elizabeth brincamos, tipo, ”Oh, talvez ele seja mais como Elon Musk, ou talvez mais como…” então foi gratificante aprender sobre esse mundo.””Ele é uma criança que nunca cresceu,” Claflin disse. ”Ele é gamer, vive na sua própria mente e aconteceu de inventar essa tecnologia que o fez ser o que é. Ele é mimado em muitos aspectos. Você tem a impressão depois de algumas coisas que ele fiz que ele não teve a melhor educação. Mas ele é muito, muito inteligente e um homem muito instruído.”

Brock é o chefe da companhia em que Elena trabalha e está tentando fazer justiça quando ela descobre que a nova tecnologia, Calisto, pode fazer mais mal do que bem nas mãos erradas. Mas de acordo com Claflin, Brock não faz ideia do quão perigoso isso é.

”Ele é uma parte inocente disso,” Claflin disse. ”Ele não sabe exatamente o que está acontecendo, o que é o motivo pelo qual as Panteras estão aqui. Apesar de ser um homem muito, muito inteligente, ele é muito, muito estúpido.”

Quanto a Centineo, a estrela de Para Todos os Garotos Que Já Amei interpreta o melhor amigo de Elena, Langdon, que trabalha com ela no desenvolvimento do software Calisto.

”Langdon é legal, cara, ele é o mais inteligente da classe, trabalhou muito para chegar onde está,” Centineo disse. ”Ele é dedicado, é parte da inteligência, sem dúvidas. Mas ele também é pateta, é ridículo. Ele tem essa peculiaridade sensível sobre ele.”

O relacionamento de Langdon e Elena é como irmãos, de acordo com Centineo.

”Ele admira ela,” ele diz. ”Eles compartilham um senso de humor e passam muitas noites juntos. Eles entram em algumas situações difíceis juntos e os dois precisam achar um jeito de sair disso. Ele é meio que arrastado para isso, na verdade. É um filme de ação, e Langdon fica no meio disso um pouco.”

Foi liberado ontem o trailer oficial de As Panteras e a Sony Pictures Brasil já disponibilizou o trailer legendado, que você pode conferir abaixo. Confira também os pôsteres em alta qualidade na nossa galeria!

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