Kristen esteve no Festival de Deauville para a premiere de Seberg e para receber o Talent Award, prêmio que homenageia estrelas do cinema por suas carreiras, e participou de uma conferência de imprensa pela manhã para falar sobre seus filmes. Confira:

Como a única atriz a ganhar um César Award, o equivalente da frança ao Oscar, Kristen Stewart se sentiu em casa ao trazer seu mais recente filme, Seberg, para o Festival de Deauville após sua passagem por Veneza e Toronto.

Falando na conferência de imprensa, Stewart elogiou o reboot de As Panteras, escrito e dirigido por Elizabeth Banks, por sua camaradagem feminina. Ela cresceu com a versão de Drew Barrymore, Cameron Diaz e Lucy Liu e disse que sempre quis ser amiga delas.

”Eu queria fazer parte da equipe. É cafona e divertido, e há uma coisa de poder em números de apoio que é realmente reconfortante e calorosa,” ela disse. O reboot não ficará deslocado no mundo pós-#MeToo. ”É uma época legal para contar uma história feminina e boba, mas também muito fundamentada de uma maneira que pareça unida.”

É um girl power com um grupo para te apoiar, ela diz. ”Eu posso não te vencer na queda de braço sozinha, mas se eu estiver com meus amigos você está ferrado.”

Ainda assim, a estrela disse que enquanto o movimento #MeToo mudou Hollywood praticamente da noite para o dia, nós devemos reconhecer as diferenças entre os gêneros e criar novas oportunidades. ”Essa coisa toda de, se todos somos iguais por que não podemos ser sinceros sobre tudo? Porque não somos os mesmos – homens e mulheres não são os mesmos, como no jeito que nos comunicamos, nossas forças são diferentes – então não reconhecer essa diferença de acordo, mutuamente, um com o outro, só faz o trabalho ser ruim.”

Mas ela olha porto para aqueles que dizem que andou muito, muito rápido. ”É muito claro quando as pessoas se recusam a participar do movimento porque eles provavelmente fizeram algo que estão se sentindo culpados,” ela avisa.

Stewart, que disse ter sido avisada por executivos de estúdios para manter seus relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo em segredo no passado para que pudesse conseguir papéis maiores, disse que ela ”veste suas causas,” contando a igualdade de gêneros entre elas. ”Mas não estou exatamente em uma saboneteira gritando sobre isso,” ela disse, preferindo dar o exemplo.

Ela comparou seu ativismo silencioso com a estrela do cinema dos anos 60 Jean Seberg, quem ela interpreta em seu mais recente filme. Stewart disse que ela se sentiu obrigada a contar a história de como ela trabalhou com grupos de direitos humanos e por isso foi vigiada e assediada pelo FBI de J. Edgar Hoover.

”Ela era realmente impulsiva, idealista e inocente algumas vezes, mas sempre bem intencionada,” Stewart disse sobre o envolvimento de Seberg com os Panteras Negras. ”Eu senti como se a estivesse vingando e dando validação para ela.”

Na cerimônia da noite, Olivier Assayas, que dirigiu Stewart em sua performance ganhadora do César em Acima das Nuvens, a elogiou em um discurso crítico contra Hollywood. Estrelas de cinema, ele disse, ”existem sob o microscópio da mídia, sofrem com a pressão insuportável diária da máquina de Hollywood, de seu cinismo, seu sentimentalismo tolo, a brutalidade de suas relações de poder e dinheiro.”

O diretor disse que Stewart foi capaz de criar seu próprio caminho de acordo com sua vontade. ”Ela nunca fez uma escolha convencional, nunca procurou outra coisa além de preservar sua independência em sua vida, em suas atitudes e em sua arte.”

Uma Stewart nervosa subiu ao palco e disse que ama falar sobre filmes ”como uma pessoa louca” mas se sente em casa na França cinéfila. ”É uma raridade achar seu pessoal,” ela disse. ”Em um ambiente assim onde filmes importam, eu me sinto certa em soar louca.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil