Kristen conversou com o The Hollywood Reporter durante a premiere de J.T. LeRoy, que aconteceu ontem (24) em Los Angeles, e falou sobre identidade de gênero e como o filme ajuda no assunto, confira:

Kristen Stewart diz que seu novo filme J.T. LeRoy, que estreia na sexta feira, pode ajudar sobre a jornada da identidade de gênero.

O filme, baseado em uma história real, segue a autora Laura Albert (interpretada por Laura Dern) que escreve livros com o pseudônimo de J.T. LeRoy, o filho de uma prostituta de estacionamento de caminhões. Quando a popularidade dos livros cresce, Laura contrata sua cunhada Savannah Knoop (Stewart) para fingir ser o garoto e fazer aparições públicas. (Knoop, que usa os pronomes they/them (pronomes de gênero neutro), lançou uma biografia em 2008 chamada Girl Boy Girl: How I Became JT Leroy, que é a base do filme).

”É uma jornada e requer paciência e importância por outras pessoas,” Stewart contou ao The Hollywood Reporter na premiere do filme, na quarta feira, sobre a história. ”Eu acho que se você fica confuso e então indignado que está sendo julgado por não entender, só significa que você não quer. Se você realmente quer entender e se importa com outras pessoas, pode levar uns minutos, mas talvez tenha mais de uma palavra para isso. Talvez requer 10 frases, e tudo bem, também.”

Stewart adicionou que a reviravolta para entender a fluidez de gênero e identidade só se tornou “moda” nos últimos anos. ”Deus, eu respondia perguntas que negavam esse ponto dois anos atrás e sentia que tinha que respondê-las, quando eu ficava tipo, ‘Cara, podemos não chegar no ponto em que podemos não fazer isso?” Stewart contou para o THR.

”Você precisa ter espaço para descobrir por si mesmo,” Dern adicionou. ”Talvez seja o indivíduo que não saiba. É uma coisa linda.”

O diretor Justin Kelly enfatiza que é “bizarro” e esclarecedor como Savannah está aprendendo mais sobre “quem ela é como pessoa” interpretando um personagem masculino fictício. ”Se alguém visse o filme e pensasse que eles podem ser quem quiserem ser – esse não é o ponto do filme em termos de mentir para as pessoas, mas em termos de abraçar quem você é como ser humano – então isso pode ser uma ótima lição,” Kelly contou ao THR.

”Tudo é mais fluido e mais cinza do que o que as pessoas querem acreditar,” adicionou o co-star Kelvin Harrison Jr., que interpreta Sean (Harrison descreve o personagem como ”meio queer… Eu queria que ele tivesse uma masculinidade feminina.”)

Stewart disse que ela percebeu após ler o roteiro o quanto mais “selvagem” e “insana” e “sensual” a história poderia ter sido sem o olhar de fora. ”Obviamente, era essa história elaborada que não era necessariamente representada pela verdade em preto e branco, mas eu encontrei tanta verdade na concepção da história envolvendo a Savannah e a Laura,” Stewart disse. ”É um conto épico e realmente vale a pena porque trata sobre identidade e encontrar sua própria agência como um artista.”

Dern concordou: ”É sobre encontrar a si mesmo e encontrar sua verdade entre as mentiras é uma jornada fascinante.” Ela acredita, no caso de sua personagem, que ela está criando véus para ser a artista que ela queria ser e para expressar que ela foi traumatizada e abusada – ”e ela não sabia como fazer isso por si mesma, como se ela não tivesse o direito ou seria julgada por isso. E ela aprendeu sobre identidade e liberdade na arte de um jeito através dessa musa que se tornou o corpo e o ser que falava com essa invenção que era sua dor.”

No tapete vermelho da premiere, Dern e Stewart mostraram sua amizade, cumprimentando uma a outra com um abraço e fazendo entrevistas em duplas. ”Ela é muito brilhante e eloquente,” Dern elogiou Stewart. ”Foi uma experiência muito íntima e incrível para fazer com uma outra atriz e amiga.”

Fonte | Tradução: Equipe Kristen Stewart Brasil