Em entrevista ao Indiewire durante a premiere de Come Swim em Nova York na noite de ontem (30/08), Kristen fala por que não participou do elenco de Come Swim e o quão satisfatório foi produzir um curta. Confira abaixo:

O segundo ato de Kristen Stewart não é apenas no trabalho, é aqui. A atriz de longa data – com 27 anos de idade, ela tem atuado profissionalmente por mais que a metade de sua vida – inicialmente sonhava ser uma cineasta, um desejo que ela conseguiu colocar em prática recentemente por meio de oportunidades diretoriais de curtas, incluindo um videoclipe da Chvrches e sua estreia como diretora de filme, o curta “Come Swim“. O filme foi apresentado no começo desse ano no Sundance, antes de ir para as telas em Cannes e, mais recentemente, uma vaga como parte da Short Film Tour viajante do Sundance.

Produzido como parte da Shatterbox Anthology do Refinery29 – uma coleção de curtas todos feitos por mulheres, e de toda natureza, de nomes bem conhecidos como Stewart até estrelas em ascensão como Courtney Hoffman – a curta sinopse do filme o anuncia como “um conjunto de dois trabalhos relacionados do dia de um homem; com retratos meio impressionistas e meio realistas.” Parte de uma fábula dos sonhos (e frequentemente preocupante), parte de grande drama, o filme junta os dois em seus elementos formais, incluindo a edição feita por Jacob Secher Schulsinger (um colaborador regular de Ruben Ostlund, a própria Stewart é uma enorme fã de “Força Maior” deles) e o projeto de som feito por Matt Vowles, junto com a transformação formidável da estrela Josh Kaye, um ator de primeira viagem.

Na premiere do filme em Nova York, feita na noite passada no Museu de Arte Moderna como parte da série Futuro Imperfeito de ficção científica deles, Stewart explicou por que ela escolheu escalar um novato como Kaye num papel tão complicado. Acaba que ela inicialmente considerou se escalar para o papel.

No começo do processo, Stewart abordou alguns outros atores, antes de chegar a um acordo com Kaye. “Eu meio que propus para vários atores que eu sabia que estavam ocupados, e basicamente eu estava como, ‘Ou eu mesma farei isso ou irei contratar alguém que é simplesmente como um parceiro.’ Olhando para trás, essa provavelmente foi a relação mais frutífera que tive o tempo todo. Estou muito feliz por como isso acabou acontecendo.”

Ela adicionou, “Eu não queria um ‘ator garoto’ para fazer o papel, e eu não podia pular nisso sozinha, porque eu realmente estava procurando por uma transferência de energia. Eu queria dar algo à alguém e ver o que eles podiam fazer com isso, não apenas fazer isso sozinha, mesmo embora eu quisesse tanto. Eu reconheci uma similaridade, como uma disposição. Ele é tão fodidamente talentoso, é insano. Ele nunca tinha feito algo, e ele é apenas um amigo meu.”

Quando perguntei se ela já tinha considerado deixar outra atriz interpretar o papel de protagonista, e se ela estava de fato presa no gênero do papel, Stewart explicou, “Para ser honesta, para mim, não havia absolutamente nenhuma diferença – ele podia ser uma garota, isso não importa.”

No outubro passado no New York Film Festival a animação de Stewart com o novo estágio de sua carreira era óbvio. “Essa é a coisa mais satisfatória que já fiz,” ela disse. “Como um ator, você é como uma coisinha que pode ajudar todos a sentir isso, mas quando isso vem de você – é como se fosse uma validação ao extremo. Você não está sozinha. Tipo, ‘Eu te vejo, garota. Eu te vejo, e entendo isso.’ É como, ‘Sim!’.”

A paixão de Kristen por produzir filmes também não está fraquejando. Em Cannes, ela contou à nossa Anne Thompson que ia continuar desenvolver material para ela mesma dirigir, e na premiere de ontem à noite, ela contou timidamente para a plateia que está num processo de cortejar um autor cujo trabalho ela está ávida para adaptar em sua primeira longa-metragem.

Fonte | Tradução: Ingrid – Equipe Kristen Stewart Brasil