Durante a divulgação de American Ultra, Kristen falou com o News Corp Austrália sobre o filme, sua vitória no César Awards e mais. Confira:

Kristen Stewart diz que se ela tivesse uma nova chance, não há uma coisa que ela faria diferente.

“Não, eu diria ‘Siga em frente, garota.’ As coisas vão terminar bem para caralho,” diz Stewart, de 25 anos, anteriormente conhecida como a Bella Swan da Saga Crepúsculo. “Tem sido difícil, mas obviamente cada passo que eu dei me levou até esse ponto específico. E eu não mudaria isso. Não pessoalmente. Não profissionalmente. Nada.”

Stewart não está sugerindo que ela não tenha cometido erros. Ou até que ela não tenha arrependimentos. Mas em menos de três anos após o último filme da Saga, há uma sensação de que muitos dos seus encontros com celebridades estão sendo vistos do espelho retrovisor. Stewart admitiu estar desfrutando um ponto específico da sua carreira profissional.

“Eu acho que eu me tornei muito sortuda acidentalmente e trabalhei o bastante durante um curto período. Quem sabe? Poderia acabar tudo ontem. Talvez já acabou,” ela diz. “Mas quando as pessoas fazem as coisas porque elas se sentem atraídas por isso, quando há uma compulsão para fazer algo, você não pode negar. Até mesmo se meus filmes não fizessem sucesso, eu faria as coisas que me fazem feliz e acharia as pessoas que estariam felizes fazendo isso comigo. Agora, está em uma escala enorme e louca. Mas se não estivesse, estaria tudo bem.”

A atriz fez nove filmes desde Amanhecer Parte 2, incluindo o drama de guerra de Ang Lee, Billy Lynn’s Long Halftime Walk, com Vin Diesel e Garrett Hedlund, e o novo projeto ainda sem título de Kelly Reichart, com Michelle Williams e Laura Dern.

No momento, ela está filmando o novo projeto de Woody Allen na Califórnia com Blake Lively, Steve Carell e seu co-star em American Ultra, Jesse Eisenberg (que também apareceu com ela em Adventureland.) No começo do ano, sua forte performance em Para Sempre Alice sobreviveu até a vitória de Julianne Moore no Oscar.

Em fevereiro, Stewart se tornou a primeira atriz americana a vencer o prestigiado Cesar Award por Acima das Nuvens, o qual ela estrelou ao lado da atriz francesa, Juliette Binoche. Stewart brilhou sozinha em seu irônico papel de assistente pessoal da diva envelhecida de Binoche – Chloe Grace Moretz interpreta a celebridade em ascensão que embarca em um affair com um diretor casado.

“Foi ótimo, mas também chocante porque os franceses são muito duros, eles são filhos da mãe,” diz Stewart. “Eu só posso dizer isso porque alguns de meus melhores amigos são franceses, mas obviamente é um público difícil. Eu estava tão nervosa, mas Juliette disse: ‘Não se preocupe, você nunca vai vencer. Eles nunca, nunca irão dar o prêmio para você.’ Eu realmente acreditei nas palavras dela. Então quando eu ganhei, ela gritou no meu ouvido.”

O que parece ser uma sociedade de admiração mútua, o diretor de Acima das Nuvens, Olivier Assayas, já assinou com Stewart para seu projeto seguinte, um filme de terror/fantasia chamado Personal Shopper.

“Eu apenas tive uma experiência tão calorosa criativamente com tudo o que tenho feito na França,” ela diz. “Eles possuem um jeito de consumir a arte que eu realmente admiro. Não é sobre o entretenimento, mas realmente e verdadeiramente sobre a história e a marca que você está fazendo e o que você está dizendo. É importante pra caralho. Eu me levo muito a sério e eu me sinto em casa artisticamente.”

Escolhas inteligentes de carreira e um trabalho sólido estão começando a mudar a percepção popular sobre a atriz – hoje em dia, há tantas colunas dedicadas a seus projetos quanto a sua vida pessoal. “É gratificante, especialmente considerando que eu não mudei o meu jogo,” ela diz.

A última vez que o News Corp Australia entrevistou a atriz, no alto de sua fama de Crepúsculo, ela estava encolhida na defensiva em uma cadeira no Sydney’s Park Hyatt. Foi a mesma tour de promoção que a atriz mostrou o dedo do meio para um paparazzi curioso.

Naquela época, ela era uma jovem mulher angustiada e inteligente, complexa, séria e desconfortável em sua própria pele. Alguns anos depois, Stewart está mais preparada, quase encantadora. Entrevistas não são fáceis, mas ela não possui mais medo delas. E ela pelo menos dá uma boa impressão de estar no controle.

Essa confiança recém-encontrada pode explicar sua entrada na comédia – embora em uma variedade muito negra – em American Ultra, sobre um drogado de uma cidade pequena que está completamente absorto do fato de que ele é, na verdade, uma máquina de matar da CIA até que sua treinadora o ativa. Stewart interpreta sua namorada.

“Eu basicamente interpreto diretamente com o personagem neurótico, excessivamente analítico de Jesse,” ela diz. “Foi divertido acompanhar ele. Eu não coloquei muita pressão em mim mesma para ser engraçada.” Stewart pausa. Você quase consegue ouvir as engrenagens dentro de seu cérebro enquanto ela faz a decisão de se abrir um pouco mais.

“Agora, eu estou meio que me escondendo atrás dessa coisa direta,” ela admite. “A primeira coisa que eu fiz, quando ouvi o diretor dizer que tinha acabado, foi chamar ele e dizer: ‘Eu sou engraçada? Eu sou engraçada? Por favor, me diga! Funcionou?’ Falando em geral, o que eu posso dizer é que é um bom filme. Nós fizemos funcionar, foi bem real. Mas eu acho que eu definitivamente tenho meus momentos.”

Stewart diz que ela adoraria ter uma chance em um papel mais tradicional na comédia. “Absolutamente. Eu definitivamente quero me desafiar mais.”

Além disso, Stewart quer testar seus limites criativos com seu desejo de dirigir. “É minha obsessão. É uma das únicas coisas que eu penso. Me deixa louca, mas eu não vou fazer até que eu esteja pronta. Eu tenho trabalhado com pessoas tão incríveis, não quero ficar aquém. Mas ao mesmo tempo eu não quero ter medo de estragar tudo. Em algum ponto, eu apenas tenho que jogar as coisas na parede e ver o que cola.”

Fonte | Tradução: Mari – Equipe Kristen Stewart Brasil